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Quem são os italianos que fizeram história no Brasil?

De Fernanda, publicado dia 24/06/2019 Blog > Idiomas > Italiano > Grandes personalidades italianas influentes no Brasil

A imigração italiana deixou marcas profundas na sociedade brasileira, influenciando cultura, costumes, tradições e culinária.

Hoje, estima-se que mais de 30 milhões de brasileiros têm origem italiana!

Na arte, na música, na cozinha, na política, nas línguas…. a presença da Itália também pode ser contada pelas personalidades ítalo-brasileiras influentes.

Conheça algumas delas aqui neste artigo!

As famílias ítalo-brasileiras importantes na história

Como foi a imigração italiana? A maioria dos italianos que chegaram ao Brasil no século XIX eram da região do Vêneto, norte da Itália.

Sabe-se que um dos maiores fenômenos imigratórios que ocorreram no Brasil foi a imigração italiana. E tudo começou na segunda metade do século 19: o primeiro fluxo de imigrantes chegou para trabalhar nas lavouras de café da região Sudeste. Na verdade, apenas seis estados brasileiros concentraram a quase totalidade da imigração italiana no Brasil. Eles foram: São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina e Paraná.

No Brasil, os filhos e netos de italianos continuaram a propagar a cultura e os costumes do país da bota. À medida que o número de imigrantes e seus descendentes ia crescendo, o Brasil modificava os seus costumes, assim como os imigrantes modificam os seus.

As famílias ítalo-brasileiras têm importante papel nesse processo. Conheça algumas daquelas que levaram suas influências para as mais diversas áreas no cenário cultural, social, financeiro e histórico brasileiro:

  • Família Martinelli
  • Família Abramo
  • Família Fittipaldi
  • Família Matarazzo
  • Família Saboia (Saboya)

Candido Portinari

Portinari é considerado um dos mais importantes pintores brasileiros de todos os tempos, sendo o pintor brasileiro a alcançar maior projeção internacional.

Nascido em 1903, numa fazenda de café perto do pequeno povoado de Brodowski, em São Paulo, é filho de imigrantes italianos, de origem humilde e teve uma infância pobre. Desde criança manifestou sua vocação artística, começando a pintar aos 9 anos. E – do cafezal às Nações Unidas – ele se torna um dos maiores pintores do seu tempo.

Formado pela Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, Portinari viaja para Paris em 1928 e por lá permanece dois anos. A distância do Brasil foi decisiva no que tornaria sua obra: o pintor decide retratar seu país – a história, o povo, a cultura, a flora, a fauna… Seus quadros, gravuras, murais revelam a alma brasileira.

Companheiro de poetas, escritores, jornalistas, diplomatas, Candido Portinari participa da elite intelectual brasileira numa época em que se verifica uma notável mudança na atitude estética e na cultura do País. A escalada do nazifascismo e os horrores da guerra, bem como o contato próximo com as históricas mazelas do Brasil reforçam o caráter trágico da vertente social da obra de Portinari e o conduzem à militância política.

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Entre as suas obras mais conhecidas, destacam-se:

  • painéis Guerra e Paz, 1953-1956
  • O Lavrador de Café, 1939
  • Mestiço, 1934
  • Os retirantes, 1944
  • Café, 1935
  • Criança morta, 1944
  • Menino com carneiro, 1953

Quais foram os italianos famosos no Brasil? O quadro Chorinho foi pintado em 1942.

Família Matarazzo

Certamente a maioria dos brasileiros já teve contato com o nome dessa família, seja na política, na medicina, nos meios de comunicação ou nas artes. A verdade é que Matarazzo é um ramo brasileiro de uma família tradicional proveniente da Itália.

Tudo começou quando o conde italiano Francesco Matarazzo, nascido em Castellabate, uma pequena vila do sul da Itália, desembarcou no Brasil em dezembro de 1881 em busca de melhores condições de vida. Na tentativa de conseguir sobreviver em solo estrangeiro, o imigrante optou por montar um armazém de secos e molhados em Sorocaba, no interior de São Paulo. Dois anos mais tarde, ele começou a traçar sua trajetória de sucesso que marcou o sobrenome Matara­zzo na história do Brasil. Foi o fundador das Indústrias Reunidas Fábricas Matarazzo (IRFM), em São Paulo, o maior grupo empresarial da América Latina, chegando a englobar cerca de 350 empresas de diversos ramos, como têxtil, químico, comercial, bancário e alimentício. O empresário deixou um legado que transcendeu a histórica econômica e social do país.

Seus descendentes, por sua vez, também contribuíram para a história e conseguiram notoriedade e influência em diversas áreas.

Conheça alguns deles:

  • Francisco Matarazzo Júnior, ou Conde Chiquinho, filho e sucessor do fundador, teve cinco filhos, entre eles Maria Pia Matarazzo, sua sucessora.
  • Comendador Ermelino Matarazzo, filho do fundador, morto antes de sucedê-lo. Recebeu uma comenda do governo brasileiro, tornando-se um comendador.
  • Francisco Matarazzo Sobrinho, mais conhecido como “Ciccillo Matarazzo”, foi industrial e político
  • Angelo Andrea Matarazzo, empresário, radialista e político brasileiro
  • Eduardo Matarazzo Suplicy, economista, professor universitário, administrador de empresas e político brasileiro
  • Jayme Monjardim Matarazzo, diretor brasileiro de televisão e cinema
  • Claudia Matarazzo, jornalista especialista em etiqueta e comportamento
  • Francisco Matarazzo Pignatari, conhecido como Baby Pignatari, empresário

Anita e Giuseppe Garibaldi

Ana Maria de Jesus Ribeiro, mais conhecida como Anita Garibaldi, foi uma revolucionária catarinense conhecida por participar da revolta dos Farrapos e da campanha de unificação da Itália, juntamente com seu marido revolucionário Giuseppe Garibaldi.

Nascida em Laguna, atual localidade de Morrinhos (SC), Anita se casa aos 14 anos por imposição familiar e vive uma vida modesta. Ainda casada, aos 18 anos se apaixona por Giuseppe Garibaldi e decide acompanhá-lo na Revolta dos Farrapos.

Em 1839 é presa na Batalha de Curitibanos, mas consegue fugir a nado pelo rio Canoas, para se encontrar com Garibaldi em Vacaria. Dois anos mais tarde integra a defesa de Montevidéu contra o ex-presidente Oribe.

Em 1842 o casal legaliza sua união ainda no Uruguai, e cinco anos mais tarde parte para a Itália, juntamente com seus três filhos.

Continua em batalha ao lado do marido na unificação do país da bota, comprovando sua coragem e bravura, em ocasiões como a Batalha do Gianicolo.

Presenciou com o marido a proclamação da República Romana, mas a invasão franco-austríaca obrigou-os a abandonar a cidade. Com febre e perseguida pelo exército austríaco, foi transportada às pressas à fazenda Guiccioli, próximo a Ravena, onde morreu junto com seu quinto filho. Anita Garibaldi continua sendo até hoje símbolo de dedicação e coragem na história do Brasil.

Já a vida de Garibaldi, dedicada à luta pela libertação de seu país do domínio estrangeiro, levou seu nome ao reconhecimento na Itália e no mundo. Ele morre em 1882, aos 74 anos, na ilha de Caprera.

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Vicente Celestino

Antônio Vicente Filipe Celestino, nascido em 1894, foi cantor, compositor e ator. Filho de um casal de imigrantes vindos da Calábria, o artista conquistou uma popularidade que marcou gerações.

Fã do tenor italiano Enrico Caruso, estreou profissionalmente cantando a valsa Flor do Mal no teatro São José e fez muito sucesso. A Voz Orgulho do Brasil – como é conhecido – gravou cerca de 137 discos em 78 rpm com 265 músicas, 10 compactos e 31 LPs, que incluem reedições dos 78 rpm.

Pertenceu à chamada época de ouro da música brasileira, ao lado de outros grandes cantores, como Mário Reis e Francisco Alves, e foi o primeiro cantor a gravar o hino nacional brasileiro.

Alguns dos seus sucessos incluem:

  • Urubu Subiu, autor desconhecido (c/Bahiano; 1917)
  • À Luz do Luar, de sua autoria (1928)
  • Ai, Ioiô (Linda Flor), Cândido Costa e Henrique Vogeler
  • Bem-Te-Vi, Melo Morais Filho e Emílio Pestana (1928)
  • Coração Materno, de sua autoria (1937)
  • Dileta, Índio (1933)
  • Flor do Mal, Domingos Correia e Santos Coelho (1915)
  • Malandragem, Ari Barroso (1933)
  • Mia Gioconda, de sua autoria (1946)
  • Noite Cheia de Estrelas, Cândido das Neves (1932)
  • O Cigano, Gastão Barroso e Marcelo Tupinambá (1924)
  • O Ébrio, de sua autoria (1936)
  • Ontem ao Luar, Catulo da Paixão Cearense e Pedro de Alcântara (1918)
  • Ouvindo-Te, de sua autoria (c/Gilda de Abreu; 1935)
  • Patativa, de sua autoria (1937)
  • Porta Aberta, de sua autoria (1946)
  • Serenata, de sua autoria (1940)

Adoniran Barbosa ‎

Quais foram as principais personagens ítalo-brasileiras? Como radialista, comediante, artista de circo, ator de televisão e compositor, Adoniran conseguiu imprimir a essência de São Paulo em cada um de seus trabalhos.

“Meus sambas não nascem com hora marcada, não são consequências de inspirações. Eles nascem por si, por mim, pelas coisas. Contam de uma São Paulo grande, falam da gente simples, humana, das malocas, dos malandros, de gente boa. Não pretendo agredir ninguém com meus sambas… Eles não falam de grandes paixões, mas mostram os problemas e o cotidiano das pessoas da cidade grande, das muitas lutas e poucas vitórias” – BENICCHIO, Marlene. Samba do metro.

Adoniran é conhecido nacionalmente como o pai do samba paulista. Filho de imigrantes italianos da localidade de Cavárzere, província de Veneza, João Rubinato (Adoniran Barbosa é seu nome artístico) tem uma infância modesta ao lado de seus sete irmãos.

De entregador de marmitas a varredor em uma fábrica de tecidos, tem muitas profissões até ingressar no meio radiofônico, no começo dos anos 1930.

Foi na década de 1950 que suas composições musicais alcançam grande popularidade. O seu primeiro sucesso como compositor vira canção muito conhecida nas rodas de samba e nas casas de espetáculo: “Trem das Onze”. A música, que já havia sido gravada pelo autor em 1951 e não fizera sucesso ainda, é regravada novamente pelo grupo “Demônios da Garoa”. Depois dela, muitas outras se popularizam e hoje estão na boca de todos brasileiros:

  • 1953 – Samba do Arnesto
  • 1955 – As mariposas
  • 1956 – Iracema
  • 1951 – Saudosa maloca
  • 1952 – Joga a chave
  • 1960 – Prova de carinho
  • 1960 – Tiro ao Álvaro
  • 1968 – Mulher, patrão e cachaça
  • 1968 – Vila Esperança
  • 1969 – Despejo na favela

Como marca principal da sua obra, o humor e a observação da linguagem e dos fatos trágicos do cotidiano: isso faz dele um sambista ao mesmo tempo tradicional e inovador.

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