"Eu acredito que a música pode curar. As pessoas encontram paz na música."
Paul McCartney, baixista dos Beatles

Muitos músicos iniciantes querem aprender violão, piano ou guitarra. Nas práticas musicais, menos pessoas têm uma predileção natural por aprender baixo.

São os guitarristas que começam a tocar e a se preocupar, eventualmente, com a afinação baixo. E isso é o que acontece frequentemente na maioria dos casos. Não é à toa que tanto George Harrison quanto John Lennon, normalmente guitarristas dos Beatles, assumiam o contra baixo quando o baixista oficial da banda, Paul McCartney, tocava piano ou até mesmo guitarra em algumas composições!

De acordo com o BlogMax, o violão é o instrumento musical mais tocado no Brasil. Logo atrás vem a guitarra, seguida pelo piano e, em quarto lugar, temos o contrabaixo! Se levarmos em consideração o que falamos no parágrafo anterior, faz sentido que o baixo esteja na lista dos top 5 instrumentos aprendidos por brasileiros, já que violão e guitarra ocupam os dois primeiros lugares, não é mesmo?

Se você está fazendo aulas de baixo e deseja saber mais sobre a história da evolução deste instrumento, então você veio à matéria certa!

Abaixo apresentamos um pouco da história do contra baixo para quem deseja se tornar um baixista de primeira linha!

Quer um mini guia sobre tocar baixo?

Contra baixo, um instrumento musical muito jovem

As músicas tradicionais tanto africanas e orientais deixaram um legado de instrumentos musicais para o Ocidente, incluindo o alcance do som, o número reduzido de cordas, a posição de execução horizontal e o papel da orquestra. Tudo isso serviu de preparação para o surgimento do baixo elétrico.

Isso inclui o alaúde de pescoço longo (imzad) dos tuaregues, o molo tocado com a picareta, o khalam do Senegal (cinco cordas). Não podemos deixar de mencionar também o gembri de três cordas do Gnaoua.

Durante o século XX, os contrabaixistas procuravam uma solução para poder tocar mais alto.

O baixo é muito importante na hora de se tocar jazz.

Swing e Jazz: contra baixo cada vez mais requisitado

Nos anos 1930, nos Estados Unidos, o swing e o jazz reinavam supremos sobre a música tradicional. A música é tocada cada vez mais alto, e cada vez mais as bandas são requisitadas em cidades diversas, precisando se locomover com mais frequência levando seus instrumentos.

Devido às suas dimensões, o contrabaixo era difícil de ser carregado. Seu volume não podia mais competir com um iniciante no mercado da música: a guitarra elétrica de Les Paul.

Veja os melhores riffs para contra baixo.

O surgimento do contrabaixo elétrico

O baixo elétrico, assim como a guitarra elétrica, foi inventado para preencher a falta de potência sonora dos instrumentos acústicos usados ​​em estilos de música como country, rock'n'roll, jazz e blues.

Além disso, luthiers e músicos procuravam criar um instrumento com um som mais poderoso e que fosse menos volumoso que o contrabaixo acústico.

A empresa Gibson desenvolveu o primeiro baixo acústico em 1910: o Mando Bass. Era um protótipo de baixo sem amplificador. No entanto, essa inovação ainda não atendia à necessidade dos músicos, que queriam um som mais alto do que o baixo acústico da orquestra.

Foi só na década de 1930 que o primeiro baixo elétrico foi criado.

Em 1933, o americano Paul Tutmarc conseguiu construir baixos elétricos do tamanho de um violoncelo e em séries limitadas: o Modelo 736 Bass Fiddle.

O instrumento era equipado com uma escala de 30°, um corpo sólido e um microfone eletromagnético.

Posteriormente, ele projetou um segundo contra baixo do tamanho de guitarras, com trastes e que podia ser tocado horizontalmente.

Faça uma aula de violão!

A presença de trastes facilita aos iniciantes em curso de contra baixo a encontrar as notas no instrumento.

Baixo com trastes: mais fácil de tocar

Faça uma aula de violão para iniciantes!

A adição de trastes ao modelo de baixo de quatro cordas facilitou a execução e as notas musicais.

Durante a década de 1930, o instrumento de Paul Tutmarc não obteve sucesso e sua inovação caiu no esquecimento. Fabricantes como Gibson e Rickenbacker estavam bastante interessados ​​em melhorar o que já existia, em particular buscando desenvolver um modelo de contrabaixo elétrico.

Infelizmente, essa ideia também não teve sucesso.

Foi necessário aguardar quase vinte anos para que a invenção de Tutmarc reaparecesse. Foi então que o baixo elétrico nasceu, revolucionando a história da música e também da cultura americana.

Saiba como é ser um baixista de grupo.

Os primeiros baixos elétricos na segunda metade do século XX

O baixo elétrico é um dos únicos instrumentos que foram inventados com o único objetivo de ser conectado a um amplificador.

A partir do momento em que Paul Tutmarc cogitou a possibilidade de criar um primeiro baixo conectado a amplificadores, tudo o que restava era melhorar as invenções no novo modelo por meio de inovações secundárias.

Leo Fender, Precision Bass e o primeiro baixo elétrico de corpo inteiro

Foi Leo Fender (1909-1991) quem lançou o primeiro baixo elétrico de corpo inteiro em 1951: o Precision Bass.

Este foi um baixo fornecido com trastes para superar o problema de precisão das notas do contrabaixo, com um microfone colocado entre o pescoço e a ponte.

Este baixo foi amplamente utilizado na música soul, principalmente por Jet Harris (do grupo The Shadows), James Jamerson (do grupo Motown) ou mesmo Rocco Prestia.

Sem contar que este modelo de contra baixo oferece aos músicos um groove muito especial.

O aparecimento do Jazz Bass

Um novo modelo de baixo foi lançado em 1960: o Jazz Bass. Esse baixo modificou os sons, oferecendo um renascimento musical. Isso se deu, principalmente, porque ele possui dois microfones e um pescoço mais fino que o Precision Bass, seu "irmão mais velho", aqui, já com dez anos de idade.

O microfone próximo à ponte emite um tom médio, enquanto o microfone no início do pescoço produz um som muito baixo.

1960, a era de ouro dos modelos de baixos elétricos

Na década de 1960, os fabricantes multiplicaram suas variantes: Gibson, Höfner, Rickenbacker e Fender inundaram o mercado da música.

O baixo elétrico, principalmente o Jazz Bass da Fender, explodiu em estúdios de gravação e shows.

A década de 1960 marcou a era de ouro do rock com músicos e grupos como:

  • The Beatles,
  • Pink Floyd,
  • Janis Joplin,
  • Jimi Hendrix,
  • Led Zeppelin,
  • The Animals,
  • The Rolling Stones,
  • Bob Dylan,
  • Joan Baez,
  • The Who,
  • The Doors,
  • etc.

O período pós-guerra viu uma explosão cultural mundial que, associada ao progresso técnico, criou um mercado mundial florescente para o baixo elétrico e suas características marcantes.

No final da década de 1960, um pré-amplificador foi integrado ao instrumento para aumentar os agudos e os graves.

Muitos músicos, como o baixista Marcus Miller ou Jaco Pastorius, usarão o Jazz Bass.

Os baixos elétricos da Fender são um clássico!

Durante a mesma década, os fabricantes expandiram suas ofertas e cada vez mais marcas surgem no mercado:

  • Ibanez,
  • Music Man,
  • Danelectro,
  • ESP Guitars,
  • G&L Instruments,
  • Bc Rich,
  • Cort,
  • Alembic,
  • Warwick.

A afinação baixo em quartas uma oitava abaixo do violão (E, A, D, G), substitui gradualmente o contrabaixo, principalmente no rock'n'roll, na música pop, e no hard rock e metal.

Aula contra baixo: desenvolvimentos após a década de 1970

Fretless, o baixo sem trastes

Na década de 1970, alguns baixistas retornaram a fazer uso do baixo sem trastes: o Fretless.

É o caso de Jaco Pastorius (1951-1987), conhecido por popularizar o baixo sem trastes, tanto como instrumento de acompanhamento quanto como solista.

O baixo fretless tornou possível tocar frequências de notas com um som mais quente e mais redondo do que com um baixo com trastes, permitindo ao músico fazer slides ou vibratos na direção longitudinal de maneira mais fácil.

Contrabaixo de seis cordas

O desejo de explorar novos horizontes levou à criação, em 1974, de um baixo de seis cordas.

O baixista Anthony Jackson apela ao luthier Carl Thomson para a necessidade de tocar um baixo de seis cordas.

O objetivo? Um som mais baixo, um quarto abaixo da corda do meio.

Portanto, esse profissional luthier adicionou uma corda alta em C e uma corda baixa em B. Jackson chamou o instrumento de "contrabaixo".

Conheça os dez baixistas mais famosos.

O baixo a partir dos anos 1980

A era digital e do computador, desde meados do século XX, criou novos estilos e novos instrumentos musicais, dentre eles, além da guitarra elétrica, o baixo elétrico com amplificador.

Baixo com cinco, seis e até oito cordas são criados, sem contar que também existem instrumentos com pescoço grosso, pescoço achatado, feito de carbono...

Atualmente, encontramos muitos tipos diferentes de baixos.

A década de 1980 viu igualmente a diversificação de microfones e botões de volume e tom, além de uma mecânica melhorada.

Durante este período, os fabricantes procuravam ampliar oferta do instrumento para satisfazer tanto a demanda quanto para aumentar também a rotatividade!

Nas décadas de 1980 e 1990, os compositores procuraram enriquecer a expressão musical.

Esta é a razão pela qual muitas variantes de baixo são inventadas:

  • com ou sem trastes,
  • cordas de baixo dobradas,
  • baixo de seis cordas em 24 trastes,
  • afinação de sub-graves,
  • uma oitava abaixo do baixo padrão,
  • etc.

Os baixos de cinco ou seis cordas são usados ​​principalmente para os estilos latino, jazz, funk e metal.

Com quase 90 anos de história, o baixo deu origem a vários tipos de sub-instrumentos:

  • Baixo elétrico,
  • Baixo eletroacústico: baixos para concertos desconectados, tocados como contrabaixo, mas com trastes,
  • Baixo fretless: baixos sem trastes
  • Extended Range Bass (ERB): baixos de cinco ou seis cordas.

Atualmente, os baixistas usam amplificadores de estilo combinado ou cabeças de amplificador com várias tecnologias, incluindo tubo ou transistor.

Observe que os amplificadores de baixo são diferentes dos amplificadores de guitarra; eles não suportam as mesmas frequências.

Agora que você já sabe tudo sobre a história do baixo, que tal entrar de cabeça na prática do instrumento e nas aulas de contra baixo?

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Camila

Aventureira linguística, curiosa por natureza, artista por opção, viajante apaixonada e redatora por vocação.