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O que e onde estudar para se tornar um professor de piano

De Fernanda, publicado dia 30/08/2017 Blog > Música > Piano > Qual o nível de estudos exigido para se tornar prof de piano?

Tornar-se professor de piano não é algo que aconteça da noite para o dia. Fazer uma carreira com sua prática do piano é por si só um processo que requer anos de prática, mesmo décadas.

A história contemporânea está repleta de pianistas incríveis, como J. S. Bach, L. V. Beethoven ou F. Chopin.

Aliás, foi somente quando Frédéric Chopin (1810-1849) se matriculou nas aulas de piano aos seis anos de idade, que sua mãe, ela mesma pianista, viu nele um talento especial e no mínimo avançado para sua idade.

Para se tornar pianista, músico experiente ou professor de piano, é necessário aprender música desde uma idade precoce.

Você já tem um nível básico de piano e planeja ensinar aos outros o que você conhece, como professor de piano?

É possível! Veremos a partir de que nível você pode se estabelecer como professor de piano.

Qual é o nível de estudos necessário para ensinar este instrumento tão nobre?

É preciso ter diplomas para dar aulas de piano?

Quais as formações e quantos anos de prática são necessários para adquirir um nível mínimo para ensinar e dar aulas de piano?

O Superprof apresenta quais as opções de formação a seguir para alcançar o patamar de um bom professor de piano.

Tornando-se professor de piano: o mínimo para dar aulas

Por que se tornar um professor de piano? A resposta a esta pergunta pode parecer óbvia: eu quero me tornar um professor de piano porque adoro este instrumento!

Sim, mas não é só por isso. Também é necessário ter um nível mínimo de conteúdo e de pedagogia para lecionar.

Para ser um bom professor de piano, você tem que saber como chegar ao nível dos alunos. Para ser um bom professor de piano, é preciso didática e metodologia de ensino.

Depois de tocar um instrumento por vários anos, a principal motivação para começar a ensiná-lo também pode ser um forte gosto pela transmissão do conhecimento.

Ensinar piano para um iniciante ou para um músico de nível intermediário é uma atividade gratificante.

Isso estimula as faculdades pedagógicas do professor, que são colocadas à prova: às vezes é necessário simplificar uma obra para que ela possa ser explicada de forma a não desmotivar o aluno.

O trabalho de popularização pode ser benéfico para o estudante que quer aprender o piano rapidamente e usufruir de um método efetivo.

O mesmo acontece nas aulas de línguas, guitarra, bateria ou trompete: o nível do professor deve ser suficientemente alto para poder simplificar as partituras.

Para ensinar as obras musicais mais difíceis, o professor deve ser capaz de simplificar os arranjos para o iniciante. Ele deve ser capaz de criar e conduzir um método de ensino simples e acessível para seus alunos em função do nível.

Um bom professor de piano é, portanto, alguém que domina a teoria da música, o solfejo, o ritmo, os acordes de piano, o sincronismo das duas mãos e a interpretação de nuances.

Mas não vamos mentir: para conseguir tocar com fluidez ao ler as partituras de piano (do mesmo jeito que lemos um romance) e saber encadear os acordes sem nenhuma tensão, são necessários vários anos de prática, talvez dez ou quinze anos.

Outras habilidades fundamentais de um bom professor: paciência e ouvido.

Um professor de piano deve ser paciente porque as frases reproduzidas por seus alunos parecem simples, repetitivas, inebriantes e até insuportáveis ​​ao longo do tempo.

Para poder ouvir os outros e adquirir a paciência necessária para o ensino, você tem de tocar piano por vários anos: apenas o pianista que supera suas próprias dificuldades aprende a entender a dos outros.

Bom, tudo isso é muito interessante… Mas onde estudar para alcançar o nível de professor de piano?

Ser professor de piano na educação básica

Todas as escolas públicas e particulares do Brasil tiveram de acrescentar em 2012 a música na grade curricular obrigatória. A Lei nº 11.769, alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) de 1996, tornando obrigatório o ensino de música no ensino fundamental e médio.

A música é conteúdo optativo na rede de ensino, a cargo do planejamento pedagógico das secretarias estaduais e municipais de educação. No ensino geral de artes, a escola pode oferecer artes visuais, música, teatro e dança.

No entanto, a lei não especificou na época qual a formação necessária aos professores de música. Desde então, há um grande debate no mundo acadêmico e musical a esse respeito. Hoje, os profissionais autorizados a ministrar música nas escolas da educação básica devem ser formados em pedagogia, licenciados em música ou em educação artística.

Segundo os dados mais recentes do Censo da Educação Superior, de 2014, o Brasil tem 119 cursos de licenciatura em música, ofertados por 87 Instituições. Em 2014, 1.976 alunos se formaram em música no Brasil.

Em todos os casos, essa é uma oportunidade de uma carreira lúdica e criativa. Sobretudo para aqueles que têm paixão pela educação de crianças e adolescentes.

Onde dar aulas de piano nas instituições educacionais? Qual é o seu espaço nas escolas públicas como pianista e educador?

O ensino de música na escola pública

O ensino de música não é exclusivo na grade curricular da educação básica, apesar de obrigatório. Isso quer dizer que, da Educação Infantil ao Ensino Médio, as escolas ofertam o conteúdo como optativo dentro da disciplina de Arte.

É comum a utilização da música por parte dos professores da educação infantil e das séries iniciais do Ensino Fundamental como complemento ao ensino de conteúdos não musicais, como recreação, aquisição de hábitos higiene e comportamentais.

Mas ainda observamos a existência de algumas escolas que incluem a música como conteúdo exclusivo por opção.

O piano, como instrumento de base nos estudos de teoria musical, pode ser integrado facilmente em todas essas situações e atividades.

Segundo a Base Nacional Curricular Comum, a música é uma unidade temática que deve integrar o currículo da educação infantil ao ensino médio.

BNCC é um conjunto de orientações que vai nortear os currículos das escolas, redes públicas e privadas de ensino de todo o Brasil. A Base traz os conhecimentos essenciais, as competências e as aprendizagens pretendidas para crianças e jovens em cada etapa da educação básica em todo país.

Conforme a última versão aprovada da BNCC, “a música é a expressão artística que se materializa por meio dos sons, que ganham forma, sentido e significado no âmbito tanto da sensibilidade subjetiva quanto das interações sociais, como resultado de saberes e valores diversos estabelecidos no domínio de cada cultura. A ampliação e a produção dos conhecimentos musicais passam pela percepção, experimentação, reprodução, manipulação e criação de materiais sonoros diversos, dos mais próximos aos mais distantes da cultura musical dos alunos. Esse processo lhes possibilita vivenciar a música inter-relacionada à diversidade e desenvolver saberes musicais fundamentais para sua inserção e participação crítica e ativa na sociedade.”

O ensino de música no setor privado

O setor privado ainda representa o grande leque de opções para aqueles que desejam lecionar música ou piano. Na verdade, existem milhares de escolas particulares de música para aprender o teclado e o piano, além de teoria musical e outros conteúdos relacionados.

Existem muitas escolas particulares e conservatórios renomados de música que oferecem uma formação de piano profissional. Em capitais como Rio de Janeiro e São Paulo, a oferta ainda é mais ampla.

Nesses casos, o professor será contratado em regime CLT, e geralmente precisa ter uma graduação em música para lecionar. No entanto, como não há regras oficiais, cada escola delimita suas exigências mínimas de formação.

Tornando-se professor de piano: educação superior

O processo para ingressar no ensino superior como professor universitário depende de cada instituição e de diferentes fatores; por exemplo, se é uma universidade particular ou pública. Em regra geral, é necessário que o candidato possua domínio na sua área de conhecimento, experiência profissional e didático-pedagógica.

Existem casos de universidades que exigem apenas graduação completa. No entanto, diplomas de pós-graduação como especialização, mestrado e doutorado podem render boas gratificações.

Segundo os dados mais recentes do Censo da Educação Superior, de 2014, o Brasil possui 87 Instituições de Ensino Superior que oferecem cursos de graduação música (licenciatura) espalhadas em diversas cidades.

Ser professor universitário de música em instituições públicas tem algumas vantagens:

  • o salário é mais atraente em relação ao salário do profissional de educação básica e varia em função da titularidade; há gratificações em função do nível de estudos;
  • vida profissional relativamente estável;
  • duas férias ao ano;
  • você se mantem atualizado em relação aos seus estudos, pesquisando e publicando conteúdos;
  • você está dentro da vida universitária, de onde sai toda a produção intelectual da música mais recente.

Onde lecionar piano? Escola de Música da UFMG: que tal ser um profissional da música?

Apesar disso, ser professor universitário ainda pode ter seus contras: não é uma profissão para pessoas que não estão habituadas à alta competitividade e a uma rotina carregada de trabalho e estudos.

Torne-se professor de piano privado pelo curso de casa

Dar aulas particulares (de piano, no caso) não é uma profissão regulamentada no Brasil. Assim, qualquer um pode exercer a atividade de professor particular.

Mas atenção: você precisa ter o mínimo de conhecimento para conseguir ensinar para seu aluno!

Dar aulas de piano em casa também é uma modalidade de ensino muito agradável. O preço de uma aula de teclado ou piano depende muito do perfil do professor e de diversos outros fatores, como localização geográfica e metodologia de ensino.

Geralmente, o professor precisa ter pelo menos três anos de prática de piano a mais que seu aluno. Apesar disso, às vezes esse nível não é suficiente.

Além disso, alguns pianistas tocam melhor em um ano de estudo do que outros em três anos.

A quantidade de anos, finalmente, importa menos do que a sensibilidade do professor ao tocar seu piano.

Nós recomendamos pelo menos cinco a seis anos de prática de piano antes de poder começar a ensinar para iniciantes.

Quanto maior o nível de ensino, maior o nível de prática do professor. Assim, o aluno que já tocou alguns anos de teclado exigirá um professor mais experiente.

Os profissionais graduados em grandes universidades ou em conservatórios renomados são, de alguma forma, uma “aposta segura”.

Por um lado, simplesmente porque ele deve praticar há vários anos com os melhores profissionais do mercado. Isso é sinônimo de boa experiência. Por outro lado, recebeu uma formação sólida junto a músicos renomados. Habilidades e competências que valem outro!

Além disso, as plataformas de aulas particulares, como Kelprof e Superprof, podem ajudar a todos os interessados: os alunos encontram os professores de piano mais adequado às suas necessidades.

E se você é professor de piano, que tal criar um perfil por lá e começar desde já a conversar com seus primeiros alunos?

Busque montar seus as aulas por perfil: aula de teclado para iniciantes, aula de piano avançado, etc. Boas aulas!

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Louizy CostaSamia Recent comment authors
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Samia

Olá, bom dia! Já estudei piano por alguns anos quando criança mas acabei me afastando e gostaria de retomar, qual caminho indica? Um bom conservatório ou uma licenciatura ? Com o fim específico de lecionar…obrigada!

Louizy Costa
Admin
Louizy Costa

Olá Samia,
se seu foco é aprender para ensinar a licença de permitirá conhecer mais sobre metodologia, didática, etc.. Mas tudo vai muito da base que você busca ter para passar o conhecimento, sugiro que conheça a grade das duas opções citadas para ver qual você sente que te preparará melhor. (:

Boa sorte nessa nova aventura!