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Qual é o conteúdo proposto por um professor de piano?

De Fernanda, publicado dia 29/08/2017 Blog > Música > Piano > Como preparar uma aula de piano?

Pronto: você acaba de marcar com um aluno a sua primeira aula de teclado ou piano! Sim, já estamos no mês de março, o carnaval já passou, de volta às aulas… Agora o ano está começando de verdade. E suas aulas de piano também!

Professor particular, fique feliz! Você passou o verão todo se preparando, divulgando seus serviços e finalmente você conseguiu seu primeiro aluno. Parabéns!

Mas e agora? Como preparar esse primeiro encontro?

O Superprof está aqui para ajudá-lo com este artigo. Você vai aprender a preparar suas aulas particulares, tanto em termos de conteúdo quanto na abordagem a ser adotada para o aluno.

Depois disso, dar aulas de teclado ou piano vai ser moleza para você!

Avalie o nível do aluno

Você acabou de chegar na casa do aluno para sua primeira aula de piano e precisa saber se ele toca bem o instrumento.

A primeira coisa a fazer é lhe perguntar diretamente em qual nível ele acredita que está.

Como se tornar um pianista? É preciso avaliar o nível dos seus alunos para você encontrar o seu ritmo de trabalho!

Você pode perguntar, por exemplo, se ele já teve contato alguma vez com o instrumento, se ele deseja aprender do zero ou se já tem alguma noção de base, seja de piano, seja de música em geral.

Pergunte-lhe qual é o seu nível de teoria musical: conhecer sobre solfejo é muito importante para aprender o piano. Avalie sua capacidade de ler uma partitura (clave do sol, clave de fá, notação rítmica).

Esta etapa deve ser a primeira de todas, pois você precisa estabelecer o ponto de partida dos estudos. Só então poderá definir os objetivos a serem alcançados com seu aluno.

A melhor avaliação é aplicar um teste prático. Peça para que seu aluno toque um trecho de uma determinada música em um teclado ou piano.

Será fácil identificar se ele consegue ler uma partitura e quais são suas habilidades.

Este teste tem vários propósitos:

  • Observar a postura do aluno
  • Identificar se ele sabe sobre teoria da música
  • Avaliar se ele conhece as figuras musicais (colcheia, mínima, semicolcheia, semibreve, fusa, semifusa etc.)
  • Avaliar o sincronismo entre mão esquerda e mão direita e o uso dos pedais
  • Estimar o nível de dificuldade do método do piano a ser estudado
  • Observar, finalmente, se ele já aprendeu acordes de piano

Como vocês não se conhecem, é de bom tom oferecer a primeira aula de piano gratuitamente.

Você poderá preparar o seu segundo encontro sem estresse e começar a trabalhar em melhores condições.

Preparando sua aula de piano

Não importa se você for professor de piano para todas as idades, professor de improvisação ou de musicalização infantil: você precisa preparar um material de curso para apresentar ao aluno.

O valor de uma aula de piano já inclui esta preparação.

Exercícios de teoria da música

No começo de cada encontro, comece com dez ou quinze minutos de teoria musical.

Em geral, essa é a parte mais difícil e monótona para os estudantes. Dessa maneira, o lado “mais chato” de aprender música acaba logo.

A importância da notação rítmica nas aulas de música. Geralmente, os principiantes não gostam da parte teórica da música. Mas é necessário passar por isso.

Peça ao seu aluno que leia uma partitura com o metrônomo. Um truque é fazê-lo bater o ritmo ao mesmo tempo em sua coxa com a mão ou com o pé.

Assim ele se acostuma a marcar os tempos fortes e a ser rigoroso e preciso enquanto toca.

Quando desenvolver suas habilidades em teoria musical, seu aluno vai descobrir, em pouco tempo, se ele está no ritmo ou não.

Peça para ele reproduzir oralmente as notas: é a ocasião de estudar também canto, afinação e ouvido.

Além de ler as notas, convide seu aluno a fazer exercícios rítmicos: veja se ele é capaz de colocar as notas no tempo.

Avaliação do esforço pessoal

Nesta parte da aula, peça para que ele toque o que você lhe deu na aula anterior.

Uma maneira rápida para você ver se o aluno estudou ou não durante a semana é, de fato, fazê-lo tocar uma música (ou um trecho) dada na aula anterior.

Revise com o aluno os pontos de dificuldade: se ele trava em um acorde de piano, em um harpejo, na sequência de notas, no ritmo, se ele está com problemas no sincronismo entre as mãos, por exemplo.

Dar exercícios técnicos

Para aperfeiçoar sua formação musical, é importante alongar os dedos e não ficar tenso no teclado, para adquirir o máximo de destreza.

Faça-o subir e descer escalas, sendo rigoroso quanto à posição dos dedos (para a subida, a passagem do polegar após o dedo médio na mão direita, a passagem do dedo médio depois do polegar para a mão esquerda).

Também trabalhe os acordes e a harmonia: será um truque para tocar piano clássico e piano jazz. Quanto mais diversidade, melhor.

Dar lição de casa para a próxima aula

É importante, no final da aula individual, que o professor dê uma tarefa para o aluno fazer em casa. Claro, nem todos gostam de fazer tarefa de casa, mas é preciso treinar, ensaiar e tocar sozinho. A tarefa pode ser um bom motivo para estudar nas horas vagas.

É também uma maneira de “reter” o aluno, envolvendo-o efetivamente na aula de piano. Além disso, ele terá prazer em tocar se você deixá-lo escolher qual a partitura ou o trecho que ele deseja ensaiar.

Ao voltar para a próxima aula, vai ser a ocasião de mostrar o seu progresso, orgulhoso de seus estudos.

Gerenciar a relação professor x aluno

Saiba que não basta preparar o conteúdo e a parte técnica para se ter sucesso em todas as suas aulas. Há também toda a parte da relação humana por trás. Sobretudo nas aulas particulares, onde você está frente a frente com seu aluno. É preciso dar atenção especial ao relacionamento que você estabelece com o estudante.

O relacionamento professor-aluno nem sempre é fácil nas aulas de música. O professor e o aluno precisam estar cientes de que as aulas de piano são um trabalho em conjunto.

Às vezes, você pode não estar muito bem naquele dia; o mesmo pode acontecer com seu aluno. Pode ser que ele esteja cansado, doente, desmotivado ou que esteja simplesmente com a cabeça em outro lugar.

Existem muitos fatores: fadiga, estresse, cérebro não disponível, problemas pessoais, etc. – o que explica que nem sempre as coisas acontecem conforme o esperado.

Todos os professores já passaram por momentos parecidos.

Às vezes, parece que o conteúdo não flui e o aluno não avança – simplesmente porque ele não está receptivo à lição naquele dia, cansado ou pensando em outra coisa. Você pode ter preparado aquela aula com o maior carinho e de um jeito bem bacana. Mas naquele dia, simplesmente não vai.

Para enfrentar isso, é importante ser criativo, inventivo, motivado. Procure não transmitir sinais de preocupação ou aborrecimento, não mostre que o avanço da aula está perturbado.

Proponha um exercício para seu aluno: uma escala, um pouco de solfejo, uma sequência de acordes de piano, uma nova partitura para antecipar a próxima semana… Às vezes é preciso quebrar a cabeça e ser um verdadeiro malabarista!

Monitorar o progresso e aumentar gradualmente a dificuldade

Para conseguir identificar as passagens de nível ao longo da prática do piano, é preciso acompanhar de perto o progresso do aluno à medida que as semanas passam.

Uma dica é, portanto, fazer relatórios frequentes das aulas. A cada dois ou três meses, por exemplo. Isso pode ser uma ocasião para parabenizá-lo de seus avanços, especialmente se ele passou em pouco tempo de um nível principiante para um intermediário.

De outro lado, essa avaliação também permite identificar as dificuldades que persistiram. Isso ajuda na hora de estabelecer o trabalho para atingir os objetivos que não foram alcançados.

Se o progresso do aluno for constante, é necessário aumentar gradualmente a dificuldade.

Tornar as sessões mais complexas para aumentar os níveis de jogo. Aumente gradualmente a dificuldade da prática do piano para motivar seu aluno.

Se o professor particular de piano não lançar desafios, o risco é desmotivar ou desinteressar o aluno e, por fim, perdê-lo de vez.

Quando o nível do aluno começa a estagnar, alterne os estilos musicais: por exemplo, se você dá aulas de piano clássico, proponha uma exploração do piano de jazz para enriquecer sua formação musical.

Estude partituras originais, deixe um pouco de lado os livros didáticos. Ninguém consegue tocar como Beethoven ou Chopin em um ano de aulas particulares, mas estudar as obras originais – a Sonata ao Luar ou Noturna – pode dar um grau no seu nível.

Escolhendo materiais didáticos adequados

Último passo para preparar sua aula particular de piano: trabalhe com bons recursos.

Como qualquer profissional, o professor de música deve ter uma boa didática – como numa aula de violão, uma aula de violino ou uma aula de bateria. Deve encontrar materiais pedagógicos adequados às aulas individuais de piano.

Se o seu aluno acabou de começar o piano, é importante que ele adquira um método para aula de teclado para iniciantes, por exemplo.

Procure indicar livros e métodos de acordo com as suas demandas e preferências musicais.

Vamos supor que seu aluno quer aprender jazz: então você precisa saber quais são os melhores métodos de piano jazz, os melhores professores e as melhores edições, tudo isso para orientá-lo em seus estudos.

E já que estamos na era da web 2.0, que tal propor a seus alunos que eles também frequentem aulas online e assistam a tutoriais no Youtube? É uma maneira original e dinâmica de aprender, estudar piano de graça e ter a certeza de que eles treinem entre as aulas de piano!

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