Aulas particulares Idiomas Música Apoio Escolar Esporte Artes e Lazer
Compartilhar

Vozes femininas e suas nuances

De Marcia, publicado dia 04/11/2019 Blog > Música > Canto > Cantoras se classificam pelo seu timbre

“É melhor ser uma boa cantora popular do que uma má cantora de ópera.” – Maria Callas

É verdade! O canto e a técnica vocal são disciplinas muito especiais, onde as cordas vocais e a respiração são combinadas com um professor de canto que dirige a coisa toda. Homens e mulheres não têm o mesmo tipo de voz e, quando for o caso, isso será enfatizado.

De fato, o tamanho das cordas vocais ou da cavidade ressonante (como a boca, por exemplo) são elementos concretos, que nos permitem afirmar que existem tipos de vozes geralmente específicos para cada sexo. A mulher, por exemplo, tem várias tessituras, de acordo com especialistas.

É por isso que encontramos algumas que cantam mais baixo e outras que têm o timbre mais suave. São essas variáveis que diferenciam uma artista de outra. Está aí também uma razão pela qual, em algumas competições de música divididas por categoria, homens e mulheres não concorram entre si.

Existem critérios usados para classificar as vozes de mulheres.

Mas então, quais são os diferentes tipos de vozes femininas ? É isso que veremos imediatamente!

Quatro categorias de vozes femininas

Veremos mais adiante que as coisas não são tão simples mas, em resumo, existem quatro tipos principais de vozes femininas. Do mais grave ao mais agudo, será possível fazer arte lírica, cantar com um violino ou reproduzir sons barrocos. Mas quais são, afinal, essas quatro vozes?

A voz feminina grave

Primeiro, no topo da escala, encontramos o contralto que, é preciso dizer, é bastante raro. Também presente em crianças ainda mais raramente, essa escala indica uma voz grave, muito grave. Um cantar que nos envolve e embala, como Maurane.

E entre os famosos contraltos, que fazem você querer expressar sua voz, encontramos:

  • Marian Anderson;
  • Jocelyne Taillon;
  • Marie-Nicole Lemieux;
  • Ivete Sangalo;
  • Maysa;
  • E muito mais!

Existe também, nas mulheres (e crianças), um tipo de timbre que simplesmente é a voz de uma mulher grave, que é comparada à voz de contra-tenor dos homens. Desde o século XIX, esse tipo de voz se estende do solo 2 até o meio 4.

Uma voz feminina também pode ser forte.

O fato é que a voz do contralto é freqüentemente comparada à chamada voz “natural”, que utiliza os melhores códigos líricos, a dicção e o tom de voz de forma o mais simples possível para transmitir a música para o público.

Mas e as vozes agudas de mulheres? Como a reconhecemos?

Algumas mulheres procuram por uma aula de canto para desenvolver seu talento musical e descobrir em qual categoria se enquadram.

A voz feminina aguda

As vozes mais musicais e harmônicas são frequentemente – às vezes erroneamente – equiparadas às vozes agudas. E, no entanto, essas ocorrências estão entre as mais prevalentes em meio às mulheres e podem se classificar em dois tipos principais:

Primeiro, encontramos mezzo-sopranos, que poderia ser descrito como voz intermediária, leve e rica musicalmente. De fato, uma mulher com uma voz mezzo soprano poderá cantar muitas técnicas vocais, sua tessitura permite que ela faça parte de um coral da mesma maneira que canta música contemporânea.

Esse tipo de voz é bastante difundido entre as mulheres, tanto que uma parte bonita do repertório musical é dedicada a ele. Ela é representada por cantoras como Cecilia Bartoli, Marilyn Horne, Brigitte Fassbaender, Cathy Berberian, Elba Ramalho, Rita Lee e muito mais!

Então vem uma voz mais aguda, a voz soprano. Muito popular entre mulheres e crianças, pode cantar um grande número de músicas e melodias, com um virtuosismo que a cantora Sandy personifica muito bem, por exemplo!

Mas esse não é o único caso no Brasil! E entre os sopranos mais famosos, encontramos:

  • Ângela Maria;
  • Anitta;
  • Marjorie Estiano;
  • Fernanda Abreu;
  • Kelly Key;
  • Gal Costa;
  • E muito mais!

E se isso não fosse tudo? E se o mundo vocal fosse ainda mais rico e emocionante do que isso? Parece coisa de cinema, não é mesmo?

Porque sim, encontramos subcategorias de vozes femininas, o que nos permitiriam nos colocar na melhor das hipóteses na curva das vozes existentes e, assim, cantar músicas muito mais adaptadas, mais agradáveis ​​para as outras pessoas, mas também para nós!

Lembre-se de que as aulas de música dificilmente mudarão o seu timbre. Elas apenas ajudarão você a aprimorar seu talento e desenvolver uma maneira mais ritmada de cantar.

Subcategorias de vozes femininas

E sim, enquanto classificamos as vozes femininas em quatro famílias grandes, às vezes é apropriado dividí-las com mais precisão, para organizá-las em diferentes caixas e técnicas musicais. Diafragma, laringe, fonação, audição são muitos os critérios que determinam a voz e vocalizam e eles atuam de forma mais ou menos específica.

Algumas cantoras brasileiras se tornaram famosas graças ao seu timbre de voz.

Existem três sub-famílias principais de vozes: vozes leves, vozes líricas e vozes dramáticasDo mais claro ao mais escuro, estamos falando de um leque bastante grande de possibilidades, dentro de cada tipo de voz. Você precisa estar pronta para cantar o que combina com você!

Os tons leves serão os mais capazes de acompanhar com agilidade os sons, por meio de algumas notas altas, além das comuns. As vozes líricas, entretanto, representam a categoria intermediária para as mulheres, enquanto as vozes dramáticas são menos ágeis, mas mais confortáveis ​​no baixo.

Um exemplo de voz feminina

Tomemos o exemplo da voz soprano! No início de sua carreira, Nathalie Dessay era uma soprano leve e, portanto, podia cantar com um tom muito alto, acompanhado por vocalistas e ritmo muito preciso.

Muitas vezes, há uma tendência a adicionar uma subcategoria extra acima das leves: a soprano coloratura, que tem uma nuance peculiar. Em suma, um mundo está chegando para nós: o mundo da técnica vocal!

O soprano lírico é o que tendemos a chamar de soprano curto! Mais poderoso que um soprano leve, também permite mais exercícios vocais, mais expressão enfim!

Finalmente, há também o soprano dramático, que personifica perfeitamente a famosa cantora Maria Callas, sobre a qual conversávamos anteriormente. Esta é a subcategoria da voz mais grave, onde o tom se torna mais escuro e mais poderoso também. Ela tem uma ou duas notas mais graves que a voz soprano lírica.

O interesse em classificar as vozes das mulheres

A magia das cores vocais não para de nos impressionar! Seja como for, classificar as vozes femininas permitirá que as mulheres coloquem suas vozes na escala vocal e sejam mais capazes de oferecer canções apropriadas, de acordo com repertórios e compositores.

O mais importante é saber como se colocar na escala das vozes, para não definir sua carreira de cantora com erro. Porque, logicamente, independentemente de você ter uma voz baixa ou voz alta, cada tessitura terá tipos muito diferentes de música.

Imagine? Você pensa que tem uma voz profunda, decide cantar hard rock, mesmo que seja um soprano leve! Atenção à altura! Este é um pequeno exemplo, mas indica que é importante aprender sobre suas habilidades antes de iniciar uma carreira.

Não hesite em se aproximar de um professor de canto (no Superprof, por exemplo) para ajudá-lo a encontrar seu tipo de voz (claro que isso não é um jogo ou uma ciência exata!), sob a orientação de seu especialista. Como uma música não está adaptada à sua voz, é fácil estar enganado e cansar as cordas vocais.

Entender qual o seu timbre ajuda você a desenvolver o seu talento.

Para o pequeno ponto histórico, é apenas no início do século XIX que as subcategorias de vozes femininas aparecem. Antes de meados do século XVIII, as vozes masculinas e femininas podiam ser distinguidas apenas pela definição entre vozes baixas e altas.

Os tipos de voz foram gradualmente refinados, até atingir as cores dramáticas ou líricas que acabamos de ver, no início do século XIX. Essas qualificações permitiram que os cantores se apresentassem com sons muito mais adaptados ao timbre e pudessem sublimar esses mesmos sons.

Vibrato, voz da cabeça, aquecimento, solistas, uma grande variedade de termos e universos foram então aperfeiçoados, dando à voz e ao gesto vocal não mais a determinação de um ato impensado, mas como uma técnica real que não distingue mais apenas as vozes femininas e vozes masculinas, mas as subcategorias vinculadas a cada uma delas.

Assim, a classificação da voz jamais deve ser encarada como uma forma de segregação ou exclusão. Ela não existe por se considerar que um timbre é melhor que outro e, portanto, merece maior destaque. Trata-se de uma maneira de melhor aproveitar talentos natos.

De nada adianta você chegar à aula de canto e exigir que o seu professor a torne apta a cantar em determinado tom que não é o da sua voz. Ele não fará milagres e é bem provável que, mesmo após grandes esforços, os resultados não alcancem o esperado.

Entretanto, quando você chega às aulas de canto e pede auxílio ao seu professor para aprimorar tecnicamente o seu talento, os resultados podem ser surpreendentes. E isso fará com que você se motive ainda mais a continuar estudando e se desenvolvendo.

Quanto mais você se sentir à vontade com a sua voz, mais progredirá rapidamente e sem esforço, ou quase! Então, pronto para dar o grande passo e testar sua voz? Que tal começar entrando em nossa plataforma Superprof para encontrar um professor particular de canto?

Compartilhar

Nossos leitores adoram esse artigo
Este artigo te trouxe as informações que procurava?

Nenhuma informação ? Sério ?Ok, trabalharemos o tema num próximoNa média, ufa !Obrigado. Deixe suas dúvidas nos comentários.Estamos muito felizes em te ajudar ! :) (Seja o primeiro a avaliar)
Loading...
avatar