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Como é o ensino do inglês do Ensino Fundamental ao Ensino Médio?

De Fernanda, publicado dia 05/10/2017 Blog > Idiomas > Inglês > O ensino da língua inglesa na educação brasileira

É consenso: falar a língua inglesa é hoje uma habilidade essencial para qualquer pessoa. Seja na vida profissional, vida acadêmica e pessoal, as vantagens de falar inglês são múltiplas.

Terceira língua mais falada no mundo, o inglês continua a ser uma chave mágica que abre todos os horizontes profissionais e pessoais.

Na Internet, o idioma está em primeiro lugar com mais de 530 milhões de usuários falantes. É a língua oficial de mais de 75 países do planeta.

Sem falar em todos os benefícios para o cérebro e para a memória ao aprender inglês ou uma outra língua estrangeira, em qualquer idade.

Mas vamos aos fatos: você sabia que no Brasil apenas 5% da população fala uma segunda língua e menos de 3% têm fluência em inglês? O domínio do idioma entre os brasileiros é tão baixo que o país ocupa a 41ª colocação de um ranking de 70 países, elaborado pela EF Education First.

Dura realidade. Sabe-se que o cenário educacional brasileiro está longe de ser o ideal. A verdade é que pouco esforço é feito pelos governantes para que os alunos saiam da Educação Básica na rede pública conseguindo se comunicar bem em inglês.

Mas deixemos essas análises de lado; esse artigo tem o objetivo principal de apresentar o status do ensino do inglês nas redes de educação no país. Vamos lá?

Breve histórico do ensino da língua inglesa nas escolas

Qual o objetivo de estudar inglês na escola? O inglês nem sempre foi disciplina obrigatória nas escolas do país. Na verdade, isso só foi ocorrer em 2017!

Onde tudo começou? Podemos afirmar que, oficialmente, no Brasil, o ensino do inglês teve início com o decreto de 22 de junho de 1809, assinado pelo Príncipe Regente de Portugal. Com o documento, ele obrigava a criação de uma escola de língua francesa e outra de língua inglesa no país. Até então, nas escolas eram ensinados o grego e o latim como línguas estrangeiras.

Apesar de o inglês e o francês estarem inseridos no sistema escolar desde o império, a presença da língua francesa na sociedade brasileira era muito mais forte em função da influência da França na cultura e na ciência.

Por isso, os primeiros objetivos do curso de ingles no Brasil antes de mais nada é o aspecto comercial, como a capacitação de profissionais para uma demanda do mercado de trabalho da época. Além disso, visava impulsionar o desenvolvimento econômico do país, multiplicando e fortalecendo as relações comerciais com nações estrangeiras, sobretudo com a Inglaterra.

Foi somente na década de 1930 que o cenário educacional de línguas estrangeiras começou a se transformar. Com as mudanças no contexto político e econômico nacional e internacional, foi nesse período que  surgiram os primeiros cursos livres de inglês no país. Em 1934, com o apoio da Embaixada Britânica no Brasil, foi criada no Rio de Janeiro a Sociedade Brasileira de Cultura Inglesa.

A reforma Capanema, em 1942, mantém as línguas estrangeiras, mas deixa o francês em vantagem em relação ao inglês  – no ginásio, com 4 anos de ensino para o primeiro e 3 anos para o segundo. No colégio, o ensino das duas línguas era feito em dois anos.

Ambas as primeiras versões da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1961 e 1971) excluíram as línguas estrangeiras modernas das disciplinas obrigatórias, a saber português, matemática, geografia, história e ciências. Deixando a decisão do ensino de línguas sob a responsabilidade dos Conselhos Estaduais.

Por fim, a LDB de 1996 substitui o 1º e 2º graus por ensino fundamental e médio e traz uma mudança importante do ponto de vista do ensino de língua estrangeira no Brasil: a obrigatoriedade de uma LE no ensino fundamental, cuja escolha fica sob a responsabilidade da comunidade escolar:

Na parte diversificada do currículo será incluído, obrigatoriamente, a partir da quinta série, o ensino de pelo menos uma língua estrangeira moderna, cuja escolha ficará a cargo da comunidade escolar, dentro das possibilidades da instituição.

Quanto ao ensino médio, o art. 36, inciso III estabelece a obrigatoriedade de uma LE moderna, com a possibilidade de uma segunda língua optativa, de acordo com as disponibilidades da instituição:

será incluída uma língua estrangeira moderna, como disciplina obrigatória, escolhida pela comunidade escolar, e uma segunda, em caráter optativo, dentro das possibilidades da instituição.

A língua inglesa na educação brasileira hoje: o ensino fundamental

Vinte e um anos se passaram sem que o curso de ingles se tornasse disciplina obrigatória nos currículos nacionais.

Foi somente em abril de 2017, com a Reforma do Ensino Médio (Lei nº 13.415, de 2017), que o ensino do idioma se tornou obrigatório no país a partir do 6º ano do Ensino Fundamental II, ao lado de Português e Matemática.

Antes da reforma, as escolas podiam escolher se a língua estrangeira ensinada aos alunos seria o inglês ou o espanhol. Agora, se a escola só oferece uma língua estrangeira, esta precisa ser obrigatoriamente o inglês. A justificativa do Ministério da Educação é que “a língua inglesa é a mais disseminada e a mais ensinada no mundo inteiro.”

O estudo da língua inglesa no Brasil. E você: é a favor ou contra a obrigatoriedade do ensino do inglês nas escolas brasileiras?

Diversidade regional

Para uma verdadeira análise sobre a presença da língua inglesa no Brasil, recomendamos a leitura da fantástica pesquisa “O ensino do inglês na educação pública brasileira”, realizada pelo British Council e pelo Plano CDE.

Nela, podemos avaliar o status de diversas questões do ensino do inglês no país, como:

  • Como está estruturado o ensino do inglês na Educação Básica no Brasil
  • Contexto das escolas
  • Perfil dos professores para as aulas de ingles
  • Desafios
  • O que motiva os professores e suas propostas
  • A diversidade regional

Sobre a diversidade, o relatório traz uma análise interessante: “o ensino do inglês não é obrigatório nas escolas públicas brasileiras [até 2017]. Como decorrência, sua oferta pode variar de região para região, ou mesmo inexistir em alguns casos. De fato, em algumas regiões foram relatadas muitas dificuldades de se encontrar professores que dão curso de ingles para responder à pesquisa.

Na região Sul, por exemplo, a forte imigração europeia e a presença de inúmeras colônias faz com que haja maior diversidade no ensino de línguas estrangeiras, com muitas escolas oferecendo italiano, polonês e ucraniano – o que desloca o inglês para longe da posição de língua estrangeira majoritária.

Na região Norte, observamos que grande parte das escolas oferece o espanhol como língua estrangeira, em decorrência da proximidade das fronteiras com outros países latino-americanos. Com isso, o próprio processo de encontrar os professores para serem entrevistados sofreu diversas alterações e teve que se adaptar às realidades regionais.”

O inglês no Ensino Fundamental

A Base Nacional Comum Curricular de Língua Inglesa para o Ensino Fundamental – orientações que devem nortear os currículos das escolas de todo o Brasil – está organizada por eixos, unidades temáticas, objetos de conhecimento e habilidades, distribuídos por ano de escolaridade (6º, 7º, 8º e 9º anos), em um crescente grau de complexidade e consolidação das aprendizagens.

Segundo a BNCC, o principal objetivo de se estudar inglês nos anos finais do fundamental é possibilitar aos alunos ampliar horizontes de comunicação e de intercâmbio cultural, científico e acadêmico e, nesse sentido, abre novos percursos de acesso, construção de conhecimentos e participação social. É esse caráter formativo que inscreve a aprendizagem de inglês em uma perspectiva de educação linguística, consciente e crítica, na qual as dimensões pedagógicas e políticas são intrinsecamente ligadas. 

Conheça os principais eixos organizadores do ensino:

  • Oralidade
  • Leitura
  • Escrita
  • Conhecimentos linguísticos e gramaticais
  • Dimensão intercultural

Conheça agora as competências específicas de língua inglesa para o ensino fundamental:

  1. Identificar o lugar de si e o do outro em um mundo plurilíngue e multicultural, refletindo, criticamente, sobre como a aprendizagem da língua inglesa contribui para a inserção dos sujeitos no mundo globalizado, inclusive no que concerne ao mundo do trabalho.
  2. Comunicar-se na língua inglesa, por meio do uso variado de linguagens em mídias impressas ou digitais, reconhecendo-a como ferramenta de acesso ao conhecimento, de ampliação das perspectivas e de possibilidades para a compreensão dos valores e interesses de outras culturas e para o exercício do protagonismo social.
  3. Identificar similaridades e diferenças entre a língua inglesa e a língua materna/outras línguas, articulando-as a aspectos sociais, culturais e identitários, em uma relação intrínseca entre língua, cultura e identidade.
  4. Elaborar repertórios linguístico-discursivos da língua inglesa, usados em diferentes países e por grupos sociais distintos dentro de um mesmo país, de modo a reconhecer a diversidade linguística como direito e valorizar os usos heterogêneos, híbridos e multimodais emergentes nas sociedades contemporâneas.
  5. Utilizar novas tecnologias, com novas linguagens e modos de interação, para pesquisar, selecionar, compartilhar, posicionar-se e produzir sentidos em práticas de letramento na língua inglesa, de forma ética, crítica e responsável.
  6. Conhecer diferentes patrimônios culturais, materiais e imateriais, difundidos na língua inglesa, com vistas ao exercício da fruição e da ampliação de perspectivas no contato com diferentes manifestações artístico-culturais.

O inglês no Ensino Médio

O novo modelo do Ensino Médio aprovado pela Reforma depende da BNCC que ainda está em elaboração. A Base tem caráter obrigatório e irá nortear os currículos das escolas de ensino médio. No primeiro ano letivo subsequente à data de publicação da BNCC, os sistemas de ensino deverão estabelecer um cronograma e iniciar o processo de implementação, conforme o referido cronograma, a partir do segundo ano letivo.

Dessa maneira, apesar de o idioma ter se tornado disciplina obrigatória pela Reforma, ainda não conhecemos os componentes curriculares e objetivos de aprendizagem previstos para o Ensino Médio, uma vez que a BNCC para esta etapa de ensino ainda não foi aprovada. Portanto, para o ensino do inglês, a única referência ainda são os (desatualizados) PCNs – Parâmetros Curriculares Nacionais.

Qual o conteúdo da língua inglesa nos exames nacionais? O Ensino Médio prepara os alunos para os estudos avançados do inglês?

Os PCNs para o Ensino Médio determinam algumas competências que são esperadas do aprendiz:

Caso seu sonho seja um intercâmbio durante o ensino médio um curso de ingles pode te ajudar a aprimorar o seu conhecimento de forma mais rápida!

Representação e comunicação

  • Escolher o registro adequado à situação na qual se processa a comunicação e o vocábulo que melhor reflita a idéia que pretende comunicar.
  • Utilizar os mecanismos de coerências e coesão na produção oral e/ou escrita.
  • Utilizar as estratégias verbais e não-verbais para compensar as falhas, favorecer a efetiva comunicação e alcançar o efeito pretendido em situações de produção e leitura.
  • Conhecer e usar as línguas estrangeiras modernas como instrumento de acesso a informações a outras culturas e grupos sociais.

Investigação e compreensão

  • Compreender de que forma determinada expressão pode ser interpretada em razão de aspectos sociais e/ou culturais.
  • Analisar os recursos expressivos da linguagem verbal, relacionando textos/contextos mediante a natureza, função, organização, estrutura, de acordo com as condições de produção/recepção (intenção, época, local, interlocutores participantes da criação e propagação de idéias e escolhas, tecnologias disponíveis).

Contextualização sócio-cultural

  • Saber distinguir as variantes linguísticas.
  • Compreender em que medida os enunciados refletem a forma de ser, pensar, agir e sentir de quem os produz.

Pois é, a importância da língua de Shakespeare é enorme! Não aprender inglês pode gerar uma série de inconveniências.

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