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A influência de Stephen Hawking no estudo da física atual

De Marcia, publicado dia 08/09/2019 Blog > Apoio Escolar > Física > Entenda como Stephen Hawking fez a diferença para a física que conhecemos hoje

As limitações físicas não são capazes de conter o potencial de uma mente brilhante! Assim foi a vida de Stephen Hawking, um físico inglês que ficou tetraplégico por conta de uma doença degenerativa e, ainda assim, fez grandes descobertas que contribuíram para a física moderna.

Seus trabalhos científicos se tornaram conhecidos por sua importância e singularidade e é bem provável que você já tenha ouvido falar dele em alguma aula de física.

Hawking chegou a ser professor lucasiano emérito na Universidade de Cambridge, um posto já ocupado por Isaac Newton. Também foi diretor do Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica (DAMTP) e fundador do Centro de Cosmologia Teórica (CTC) da Universidade de Cambridge, um verdadeiro exemplo de superação.

Dá até vontade de estudar física para descobrir um pouco mais sobre essa verdadeira celebridade da inteligência, não é mesmo?

Descubra por que Stephen Hawking foi importante para a ciência.

Se você deseja descobrir mais sobre a vida e as descobertas de Stephen Hawking, continue lendo abaixo. Nosso post de hoje é dedicado à sua história.

A história de Stephen Hawking

Stephen Hawking nasceu em Oxford, Inglaterra, em 8 de janeiro de 1942. Filho de um médico e de uma filósofa, economista e política (ambos formados pela Universidade de Oxford), teve uma infância comum. Desde muito cedo, aos 6 anos, já tinha interesse por construir trens de brinquedo e era considerado uma criança à frente de sua geração, tanto que na escola recebeu o apelido de Einstein.

Contrariando a vontade do pai, que sonhava que o filho se tornasse médico, Hawking pensava em estudar matemática (embora considerasse a matéria “muito fácil”), mas acabou optando por física, já que a primeira opção não estava disponível na Universidade de Oxford.

E foi assim, aos 17 anos, que ele ganhou uma bolsa para fazer o curso. Após a formação, foi aceito para mestrado na Universidade de Cambridge. Seus estudos prosseguiram, tendo se tornado doutorado, professor e pesquisador.

Entretanto, aos 21 anos, sua história tomou um rumo diferente do esperado. Após uma queda de patins, Hawking foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica, uma doença degenerativa que paralisaria, aos poucos, todos os seus músculos. A expectativa de vida, segundo o médico, era de cerca de 3 anos.

Três anos mais tarde, ele não só estava vivo, como se casou pela primeira vez. Á época, já andava apoiando-se em uma bengala.

Em 1970, já tinha três filhos e trabalhava no Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos. Quinze anos mais tarde, em uma viagem à Suíça, contraiu pneumonia. Devido ao estado de saúde debilitado, os médicos sugeriram a eutanásia, mas a esposa não aceitou e o levou de volta à Cambridge. Apesar de ter preservado a vida, Hawking perdeu a fala à essa ocasião, devido a uma traqueotomia. A partir de então, passou a utilizar um computador com voz eletrônica para se expressar.

Seu primeiro livro foi lançado em 1988 e traduzido para 30 idiomas, tamanho o sucesso. Em 1995, Hawking se divorciou da esposa e foi morar com sua enfermeira, com quem se casaria. Porém, o casamento durou até 2006, quando a então esposa foi acusada de maus tratos.

Sua vida foi marcada por descobertas científicas, teorias, pesquisas e premiações. Em 2018, aos 76 anos, Hawking faleceu em decorrência de complicações da doença. Viveu os últimos anos em uma cadeira de rodas, apenas com os movimentos da bochecha direita preservados, graças aos quais ainda conseguia se comunicar com a ajuda do computador.

Curiosamente, Hawking nasceu no dia do aniversário de 300 anos da morte de Galileu Galilei e morreu no aniversário de 139 anos do nascimento de Einstein, em 14 de março de 2018. A família afirma que ele partiu em paz e no funeral, foram prestadas homenagens de estudantes e celebridades.

Buracos negros e a radiação de Hawking

Buracos negros são estruturas do espaço onde a força gravitacional é muito forte. Para você ter uma ideia, nem a luz consegue escapar da sua atração. Eles são formados a partir da perda de combustível por uma estrela, que diminui até se tornar uma pequeno átomo.

Hawking foi o principal responsável pela descoberta dos buracos negros.

Segundo Albert Einstein, tudo o que cai em um buraco negro não se pode recuperar. Até mesmo a luz se perderia ao entrar nessa estrutura, e é daí que vem o nome.

Entretanto, em 1970, a partir de alguns estudos, Hawking afirmou que nem tudo estaria perdido ao cair em uma buraco negro. Segundo a sua teoria, a radiação seria capaz de escapar dessa estrutura, utilizando as leis da mecânica quântica.

Cada partícula que se movimenta de dentro para fora do buraco negro levaria consigo um pouco da sua energia. Assim, tais estruturas podem desaparecer com o tempo. E como provar que um dia existiram? A radiação eletromagnética emitida por eles permanece, e é a ela que se dá o nome de “Radiação de Hawking”.

Entretanto, não é possível identificar quais foram os componentes já engolidos pelo buraco e não recuperados. Esses dados sim, estariam perdidos para sempre.

Esse questionamento representa uma controvérsia à física moderna, segundo a qual o tempo será sempre reversível. Hawking, entretanto, acreditava que algumas informações poderiam, sim, ser perdidas após entrarem em um buraco negro, como se parte do tempo fosse apagada.

Entretanto, com o tempo e após alguns debates, Hawking admitiu que nenhuma informação é totalmente perdida e sempre é possível reconstituir padrões.

Anos mais tarde, Hawking descobriu que os buracos negros têm uma espécie de cabelo, que seria onde as informações ficariam armazenadas após a sua extinção.

Os livros de Stephen Hawking e sua importância na física moderna

Durante a sua vida, Stephen Hawking escreveu diversos livros:

  • O primeiro foi em 1988, entitulado “Breve História do Tempo: do Big Bang aos Buracos Negros”, lançado primeiramente em Portugal e em seguida no Brasil;
  • Oito anos mais tarde, mais uma obra sobre os buracos negros: “Buracos Negros, Universos-Bebês e outros Ensaios”;
  • No mesmo ano, em Lisboa, seria lançado “O Fim da Física”;
  • Em 1996, em conjunto com Roger Penrose, lançaria “A Natureza do Espaço e do Tempo”; 
  • “Breve História do Tempo Ilustrada” saiu em Curitiba, em 1997 e em Lisboa, 1998;
  • Em São Paulo, lançou “O Universo numa Casca de Noz”, em 2001, obra que foi traduzida para o mandarim um ano mais tarde;
  • “O Futuro do Espaço-Tempo” foi escrito em co-autoria com Alan Lightman, Kip Thorne, Igor Novikov e Timothy Ferris e lançado em São Paulo, pela Companhia das Letras, em 2005;
  • “Os Gênios da Ciência: Sobre os Ombros de Gigantes” foi lançado no Rio de Janeiro, em 2005;
  • Ele também escreveu versões, como é o caso de “Uma Nova História do Tempo”, edição brasileira de “A briefer history of time”, em co-autoria com Leonard Mlodinow. A edição portuguesa da obra saiu em 2007;
  • As ideias e conceitos de Física e Astrofísica de Hawking sobre o Universo, contadas para crianças, em forma de aventura… assim podemos definir “George e o Segredo do Universo”, escrito em co-autoria com Lucy Hawking  e lançado no Rio de Janeiro, em 2007;
  • “O Grande Projeto” foi escrito em co-autoria com Leonard Mlodinow e saiu em 2011, também no Rio de Janeiro;
  • Dois anos mais tarde, foi a vez de publicar “Minha Breve História”;
  • Por fim, no ano de sua morte, publicou-se “Breves respostas para grandes questões”.

 

Como se pode ver, toda a sua obra de pesquisa foi ilustrada em seus livros, de modo a ser difundidas. Algumas de suas obras, foram lançadas em mais de um país, e traduzidas para outros idiomas, o que fez com que ele se tornasse a cada dia mais conhecido mundialmente por suas contribuições para a ciência e a humanidade.

As maiores contribuições de Hawking para a cosmologia e astrofísica

Em 2004, em uma entrevista para o “New York Times”, Stephen Hawking afirmou que seus livros tinham como principal objetivo explicar a cosmologia de maneira que todos pudessem entender. Ele queria que suas obras fossem vendidas em lugares-comuns, como aeroportos.

Essa afirmação se referia especialmente a “Uma breve história do tempo”. Entretanto, sabendo que o volume de vendas não significavam necessariamente que a obra foi inteiramente lida e entendida por grande público, ele lançou uma versão mais leve alguns anos mais tarde.

Ele sabia combinar cosmologia, termodinâmica, teoria quântica, gravitação e teoria da informação, de uma forma que não era necessário ser um gênio, com conhecimentos em física, para entender.

Hawking também contribuiu fortemente para a astrofísica. Prova disso é a sua descoberta sobre a radiação nos buracos negros.

Também foi autor da nova teoria do espaço-tempo, que explicaria o que existia antes do Big Bang (a grande explosão que teria dado origem à formação do universo). Segundo ele, o início da existência de tudo se deu a partir do fenômeno, antes existia apenas o nada.

Eventos que possam ter acontecido antes do Big Bang são definitivamente inacessíveis e, portanto ficariam de fora da teoria.

 

Conheça a trajetória de Stephen Hawking e suas descobertas para a ciência.

Como se pode ver, Stephen Hawking teve uma importância inegável para a explicação e o desenvolvimento de diversos pontos da ciência. Sua doença não foi empecilho para que ele continuasse dando grandes contribuições à humanidade e fazendo a diferença com suas descobertas.

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