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 Marie Curie: seu legado e suas descobertas científicas

De Marcia, publicado dia 09/09/2019 Blog > Apoio Escolar > Física > Entenda por que Marie Curie foi uma mulher à frente do seu tempo

Quem disse que as grandes descobertas científicasforam todas realizadas pro homens? Mulheres também têm seu espaço e importância nesse campo e prova disso é a polonesa Marie Curie.

Naturalizada francesa, ela foi a primeira mulher a ganhar um prêmio Nobel da física e a única a ganhar dois prêmios. Ainda sobre o seu pioneirismo, ela foi a primeira professora da Universidade de Paris e a primeira mulher a ser enterrada no Panteão de Paris por razão de méritos próprios.

Seu nome de batismo era Maria Skłodowska, mas ela só ficou conhecida mais tarde quando, já vivendo na França, passou a ser chamada de Marie e recebeu o sobrenome do marido, Pierre Curie. Foi então que passou a ser Marie Curie, o grande nome da física que todos deveriam conhecer.

Viu só como, antes de pensar que aprofundar-se em física é algo exclusivo para o gênero masculino, é possível tomá-la como exemplo e começar agora mesmo a estudar?

Se você deseja continuar se inspirando nessa mulher que foi um verdadeiro exemplo, acompanhe abaixo nosso artigo especial sobre a sua vida.

Marie Curie: pioneira da ciência

Se hoje em dia, as mulheres ainda sofrem algum preconceito quando se propõem a desempenhar determinadas profissões, imagine como era essa questão no século passado.

Marie Curie era polonesa e se naturalizou francesa.

E foi assim, vencendo a tudo isso, que Marie Curie conquistou uma posição de destaque na ciência, e é lembrada e respeitada até hoje por seus méritos.

Marie nasceu na Varsóvia, Polônia, em 1867. Teve uma infância difícil, sendo educada em pequenas escolas da região. Seu interesse pela ciência começou cedo, quando seu pai, professor de física e matemática, levou alguns de seus instrumentos de trabalho para casa, após serem proibidos em escolas polonesas pelas autoridades russas (à época, o Império Russo ainda estava instaurado no país).

Após a morte da mãe e de uma das suas irmãs, Curie teve depressão e viveu um ano com seus parentes no interior, assim que terminou os estudos. De volta à Varsóvia, seu sonho era ingressar em uma universidade, onde não se admitiam mulheres à época.

Foi então que ela e a irmã ingressaram na Universidade Volante, uma instituição clandestina que, desafiando ao que era ordenado pelas autoridades, permitia o ingresso de mulheres.

Marie Curie estudou por muitos anos por conta própria, a partir de livros e cartas e, em 1891, iniciou finalmente seu treinamento científico prático, no laboratório de química do Museu da Indústria e Agricultura da sua cidade.

Mudou-se então para Paris e prosseguiu com os estudos na Universidade de Paris, tendo se graduado em física, matemática e química.

Na mesma cidade, iniciou sua carreira, a partir de estudos de propriedades magnéticas do aço. Foi então que conheceu Pierre Curie, que viria a se tornar seu esposo. Como ambos tinham grande interesse pela física, se aproximaram e ele conseguiu um espaço para que ela trabalhasse.

Anos mais tarde, Marie ajudou seu marido a conquistar a direção do Laboratório de Física da Sorbonne e, após a sua morte, tendo já sido doutorada em ciências, passou a ocupar seu lugar como professora de universidade, cargo que nunca havia sido ocupado antes por uma mulher.

Ainda falando sobre o seu pioneirismo, foi diretora do Laboratório Curie do Instituto do Radium, da Universidade de Paris e participou de 7 edições da Conferência de Solvay.

Quem está acostumado a associar a física a Einstein e Planck certamente precisa saber que as mulheres também tiveram seu papel nessa área.

Curie e sua descoberta de dois elementos químicos: rádio e polônio

O termo radioatividade foi cunhado por Marie Curie!!! Durante sua trajetória, descobriu dois elementos químicos: o rádio e o polônio.

A partir do estudo de radiações, Curie descobriu dois elementos químicos.

Juntamente com o marido, trabalhava em laboratório e anotava em cadernos seus experimentos. A separação das substâncias, a partir de processos de purificação, levaram ao isolamento de um material que era parecido com o bismuto, mas tinha propriedades mais ativas. Para se ter uma ideia, estava acima do urânio. Como se tratava de um elemento até então não conhecido, deram-lhe o nome de “polônio”, como forma de homenagem ao país natal de Marie.

Suas investigações não pararam por aí. Ao prosseguir com os experimentos relacionados a isolar substâncias, encontraram um outro elemento que mostrava dificuldades em ser separado. Suas propriedades eram similares às do bário, com uma dose a mais de radioatividade.

Como tratava-se de um outro item que tinha atividade maior que a do urânio, mas era diferente do polônio, deram-lhe o nome de “rádio”, por causa da radioatividade. Anos mais tarde, ela se tornaria a fundadora do Instituto do Rádio, em Paris.

Foi a partir dessa descoberta, que a ciência à época ganhou uma nova fonte de pesquisa: a radioatividade. Graças a isso, foram considerados à frente da sua época, e tiveram papel fundamental nos avanços não só físicos mas até mesmo médicos.

Mais tarde, já viúva, ela tratava de enviar o gás do rádio aos hospitais. O componente teria papel importante no tratamento de tumores malignos.

Entretanto, não se conhecia ainda os cuidados necessários para lidar com a radioatividade, e Marie era questionada por diversos donos de laboratórios, especialmente dos Estados Unidos, que não adotavam nenhuma precaução. Aliás, ela própria sofria com os efeitos da radiação e seus funcionários contraíam doenças como leucemia e anemia.

Marie Curie e a criação do raio-X

Na verdade, os primeiros raios-X foram descobertos por Wilhelm Roentgen, em 1895. Marie Curie, entretanto, sempre defendeu que tal tecnologia deveria ser usada a serviço da humanidade, na medicina.

Marie Curie sugeriu o uso dos raios-X na medicina.

Foi então que ela teve a oportunidade de fazer a diferença com o seu trabalho. Mesmo abatida após a morte do marido, Marie Curie não se deu por vencida. Continuou a dedicar-se às pesquisas e fez mais contribuições para a humanidade.

Em 1914, quando do início da Primeira Guerra Mundial, a expectativa era de muitos feridos. Foi então que Marie, pensando em ajudar, começou a associar a importância dos raios-X ao tratamento de fraturas ósseas. Foi então que ela começou a buscar, em laboratórios e empresas, um financiamento para a disponibilização de máquinas de radiografia móveis, que seriam levadas a campo.

Os técnicos que operariam tais equipamentos também foram treinados por ela. O resultado foi que, ao final havia cerca de 200 estações de tratamento instaladas nas áreas de combate e centenas de soldados atendidos. Entretanto, o governo da França jamais reconheceu o seu trabalho: tal questão só aconteceu mais tarde, após a sua morte.

Os prêmios Nobel de Marie Curie

O trabalho de Marie Curie e o seu pioneirismo trouxeram frutos para a humanidade e reconhecimento para a cientista.

Em 1903, após o reconhecimento do quão importante e arriscado foi o seu trabalho em contato com a radioatividade, Curie recebeu um prêmio Nobel da física. Seu marido, Pierre Curie já havia sido premiado anteriormente também pelo seu trabalho em pesquisas e descobertas.

A descoberta dos elementos “rádio” e “polônio” também lhe renderam um prêmio. Curie recebeu outro Nobel, dessa vez da química, em 1911.

Suas descobertas renderam premiações e reconhecimento.

 

Vale lembrar que ela foi a primeira mulher a receber uma premiação desse nível.  Além disso, foi a primeira pessoa a receber dois prêmios Nobel em categorias científicas distintas. Também foi a única personalidade a receber prêmios Nobel não compartilhados. E, comprovando que “quem sai aos seus não degenera”, um ano após sua morte, seria a vez da filha também ser ganhadora de um prêmio Nobel da química.

Além disso, ela recebeu homenagens e reconhecimentos não oficiais. Em 1924, por exemplo, Alfred Shoep nomeou um elemento químico então descoberto de sklodowskita, fazendo menção ao sobrenome de batismo de Curie.

E foi assim que o seu nome ficou marcado para sempre na história da física, a partir de seus esforços e de um trabalho memorável, que fez dela pioneira em diversas questões, quebrando paradigmas e vencendo em uma sociedade onde somente o intelecto masculino era valorizado.

Podemos considerar que Marie Curie estava a frente do seu tempo. Ela foi ousada o suficiente para entrar em uma universidade, à época em que esse ambiente era basicamente dominado pelos homens, e assim preparou-se para descobrir fatos sobre a radioatividade, que levaram à descoberta de diversos níveis de radiação, mesmo anos após a sua morte.

Como legado para a humanidade, podemos citar os diagnósticos que hoje podem ser realizados a partir de raio-X (que, inclusive, se tornaram muito comuns e acessíveis a todos os públicos). Isso sem contar os princípios radioativos utilizados em tratamentos como a quimioterapia.

Marie Curie encontrou na radioatividade a sua missão, a razão para o reconhecimento do seu trabalho, mas também a sua morte. Ela faleceu de leucemia aos 67 anos, uma das consequências da exposição à radioatividade. Enquanto doente, permaneceu trabalhando.

E você, quer se inspirar em Marie Curie e começar a estudar física agora mesmo? Ainda que você não se torne uma pioneira em física ou receba algum prêmio Nobel, garantir boas notas na escola e, quem sabe, conquistar um lugar de destaque naquele laboratório em que você sonha trabalhar podem ser boas oportunidades de fazer o seu papel para ajudar, de alguma forma, a sociedade.

Marie Curie descobriu dois novos elementos químicos. E você, sabe a origem de algum outro item da tabela periódica? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe conosco os seus conhecimentos.

 

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