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Confira nossas dicas para dar suas aulas coletivas!

De Fernanda, publicado dia 22/02/2019 Blog > Aulas particulares > Dar aulas particulares > Como organizar um curso particular para alunos em grupo?

“Aprender sem desejo é desaprender a desejar.” – Raoul Vaneigem.

Costuma-se dizer que aulas particulares – sejam elas individuais ou em grupo – são um momento especial para cada aluno aprender, superar suas dificuldades e progredir em um determinado assunto.

Mas como as turmas de pequenos grupos (até dez alunos) são organizadas? Este artigo é dedicado aos professores particulares que desejam estruturar suas aulas da melhor maneira possível!

Como preparar aulas em grupo?

A atividade de reforço escolar é muitas vezes apresentada como um trabalho informal para complementar a renda no final do mês. Mas isso é um engano! Na verdade, este mercado cresce a cada ano e está tornando cada vez mais profissional.

Onde dar aulas particulares? E se você tentasse avaliar seus alunos pelas habilidades?

Mas o professor particular nem sempre sabe por onde começar na hora de organizar suas ideias e encontrar um plano de trabalho que ajude seu aluno a superar suas dificuldades acadêmicas.

Antes de qualquer preparação, considere que é fundamental a adoção de uma pedagogia diferenciada dos cursos tradicionais da Educação Nacional.

Na verdade, o próprio fundamento da aula particular é redirecionar os alunos que encontraram dificuldades ao longo do ano letivo: para motivá-los, é importante lhes dar mais tempo e mobilizar recursos didáticos alternativos.

Assim que um estudante entrar em contato com você, seja para aula de reforço de português, preparação para o vestibular, fazer um curso intensivo matemática, fazer uma aula de idiomas, estudar economia durante as férias escolares, etc., saiba que é necessário preparar muito bem sua primeira aula.

Neste momento, você ainda não conhece de fato o nível do aluno, suas dificuldades, suas habilidades, seu perfil, tampouco os detalhes do seu histórico.

Portanto, preparar um teste de conhecimento geral pode ser um bom passo inicial.

Você pode recorrer a sites educativos para buscar bancos de dados de exercícios eficazes que meçam o nível do seu aluno em uma determinada disciplina. O site do Brasil Escola pode ser um bom exemplo.

Para estudantes do ensino médio, implementar um método de trabalho lúdico pode ser benéfico se os alunos estiverem em situação de abandono escolar: eles vão ter a impressão de se distrair enquanto estão estudando, desenvolvendo um clima de confiança e transformando abstrato em concreto.

Vamos pegar um exemplo de aula de matemática: teoremas difíceis de entender podem ser ilustrados por situações concretas da vida cotidiana.

Dependendo do perfil do aluno, o professor também pode perguntar aos pais sobre quais elementos do currículo escolar são menos assimilados por seus filhos.

Entre cada aula, durante o ano letivo, aqui estão algumas dicas para você conseguir desenvolver uma boa preparação das suas próximas aulas:

  • Prepare uma ficha de resumo da aula anterior,
  • Desenvolva fichas de conceitos (lembretes de definições, explicações de conceitos, exemplos, esquemas, etc.)
  • Prepare uma lista de exercícios (problemas de matemática, lista de vocabulário e diálogos para a aprendizagem de línguas, etc.),
  • Reserve um tempo para a parte expositiva,
  • Prepare uma lista de perguntas para testar a compreensão dos alunos.

Ensinar para vários alunos de uma só vez envolve o foco no modo cooperativo entre o grupo: eles devem ser encorajados a fazer um trabalho em grupo e a se autocorrigir. Você deve incitá-los a pensar por si mesmos.

Afinal, o objetivo é que cada aluno se esforce para alcançar o sucesso acadêmico, até chegar o momento em que não precise mais recorrer a aulas particulares.

Quais os melhores recursos para organizar as aulas em grupo?

Como dar aulas para pequenos grupos? Aulas em grupo: o desafio é potencializar o ambiente colaborativo entre alunos.

É importante que a sala de aula tenha todos os materiais didáticos necessários para cada encontro: uma mesa ou várias mesas pequenas, uma mesa grande – para facilitar a anotação – e todos os suportes que estimulam o trabalho em equipe. :

  • Dicionários
  • Livros didáticos,
  • Um projetor
  • Um computador conectado à internet.
  • Certifique-se que o ambiente de trabalho seja limpo, organizado e calmo.

Se a aula em grupo for em uma instituição especializada em reforço escolar como Tutores ou Kumon, já existe uma sala disponível e preparada para os professores.

Além desses suportes materiais fundamentais para que o curso seja produtivo e eficiente, o professor deve cuidar de sua apresentação e postura corporal.

É algo evidente, mas às vezes esquecemos que uma apresentação impecável é uma condição que influencia no relacionamento com os alunos. Não estamos aqui falando de padrões estéticos, como estar ou não barbeado, usar ou não saia; mas de estar minimamente apresentável como educador.

No primeiro contato com o aluno e / ou seus pais, é fundamental cuidar de alguns aspectos como: higiene pessoal, expressão facial, postura corporal… Um professor que não escova os dentes ou com “o cofrinho” aparecendo certamente não vai ganhar muitos pontos com seus clientes!

Pode ser bobo, mas não vamos deixar de preveni-los!

Não se esqueça, aliás, de dar apertos de mão firmes e seguros (sem apertar demais nem de menos), esboçar sorriso e simpatia, mesmo que seja um pouco além do seu natural: é sinal de polidez e de autoconfiança, um sinal não verbal de que a criança é confiada a um professor competente.

Por fim, também cuide bem de sua aparência, dentro do seu estilo de se vestir: infelizmente, somos julgados imediatamente pelo aspecto físico.

O sociólogo P. Bourdieu (1930-2002) enfatizou os efeitos da distinção e a maneira como os indivíduos comparam entre as classes sociais.

Veja aqui todas as vagas para professor de história rj!

Como dar aulas em grupo? Confiança e bom humor: elementos favoráveis ao seu relacionamento professor/aluno.

Gestos e posturas são, portanto, de acordo com essa corrente de pensamento sociológico, fundamentais, porque atuam como um espelho do habitus (conceito psicológico e sociológico que descreve os comportamentos inerentes às classes sociais dos indivíduos).

Por fim, algumas dicas para os professores estabelecerem uma boa interação professor / aluno:

  • Adquira uma postura positiva: julgar os erros dos alunos é prejudicial,
  • Encoraje o grupo: parabenize os alunos com cada tentativa e erro, cada progresso,
  • Ilustre com exemplos: para ativar imagens mentais e estimular a memorização,
  • Use adivinhas, jogos e quizes: use o questionamento para que o aluno possa se apropriar do curso dado.

Quando eu estava ensinando economia doméstica e ciências sociais (economia, sociologia e ciência política) para alunos do ensino médio, eu frequentemente passava pelo jogo de perguntas para ilustrar um raciocínio que é difícil de assimilar: respondendo a perguntas simples da vida ou questões sociais, eles entenderam melhor as principais definições do programa.

O funcionamento de uma aula em grupo

Perfeito: você já se preparou e tem seu material. O que fazer agora?

Como estamos falando de 2, 4, 5, 8 ou 10 alunos, é preciso que todos estejam devidamente concentrados durante uma hora de aula.

Para tornar o conhecimento para os alunos em aulas coletivas: é essencial. Como manter a atenção da criança na sua aula particular? Pense em estimular sua criatividade!

Sejam aulas de português, história, geografia, inglês, química, assuntos científicos ou linguagens modernas, o conteúdo do encontro deve ser homogêneo, progressivo e suficientemente claro.

Bem, não vamos dizer que isso seja algo fácil de se fazer.

No entanto, saiba que os alunos não conseguem assimilar bem aulas 100% teóricas – elas vão funcionar como soníferos – e se concentrar por uma hora e meia ou duas horas.

É por isso que aconselhamos, ao final de cada atividade, deixar um tempo de descanso (na forma de pequenas discussões ou piadas livres) para relaxar.

Aqui está o programa – o ideal, certamente – de uma aula de grupo:

  • Breves revisão de aulas anteriores,
  • Análise e estudo de documentos (textos, tabelas estatísticas, recursos visuais, áudio ou vídeo, etc.),
  • Exercícios e trabalho prático (em pares ou em grupos de três),
  • Debate sobre as diferentes questões do conteúdo,
  • Trabalho metodológico (demonstração de matemática, dissertação, comentário, análise literária, estudo de mapas, etc.),
  • Tempo para correção e explicação (autocorreção, trocas),
  • Tempo para dar e explicar o dever de casa.

Práticas pedagógicas interessantes são totalmente possíveis nas aulas particulares, seja ela na modalidade individual ou coletiva: um exemplo de prática inovadora é a sala de aula invertida.

Segundo a Carta Capital Educação:

Eis o princípio por trás da metodologia da “sala de aula invertida” (Flipped Classroom, em inglês), que propõe a inversão completa do modelo de ensino. Sua proposta é prover aulas menos expositivas, mais produtivas e participativas, capazes de engajar os alunos no conteúdo e melhor utilizar o tempo e conhecimento do professor.

“A metodologia tradicional deixa o aluno num papel passivo, simplesmente ouvindo as explicações do professor. Ao inverter esse modelo e fazer com que o aluno assista às aulas fora do ambiente da escola ou universidade, há um aumento na presença e participação em sala de aula”, explica a educadora Andrea Ramal, diretora do GEN | Educação.

Quando um conteúdo totalmente inédito é apresentado ao aluno, a introdução se dá, em geral, por meio de textos e videoaulas que apresentam os conceitos básicos e exercícios resolvidos como exemplos. “A leitura antecipada incita o raciocínio prévio e eleva o papel do professor. Esse passa de expositor para tutor, auxiliando e incentivando o aprendizado mais profundo do aluno quando ele traz dúvidas, raciocínios e discussões prévias”.

Jean Piaget (1896-1980), fundador da psicologia genética, deixou uma marca indelével na neurociência e na pesquisa educacional.

Para ele, a teoria ensinada em uma aula tradicional não é suficiente para estimar que o indivíduo domine e assimile o conhecimento. Em vez disso, métodos pedagógicos empíricos, como tradução do conhecimento, experimentação e demonstração, devem ser utilizados.

Para estudantes em dificuldade ou para reforço escolar em ensino de línguas, aulas de química, física ou simplesmente para devolver o interesse pelos estudos, podemos experimentar as ditas pedagogias alternativas: Montessori, Freinet e Steiner, por exemplo.

Elas colocam as crianças como protagonistas no processo ensino-aprendizagem.

Agora é com você!

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