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Entenda o que é o ensino do Português para Estrangeiros

De Fernanda, publicado dia 07/03/2019 Blog > Idiomas > Português para estrangeiros > O que é PLE?

Aprender português faz todo sentido quando você quer se integrar no Brasil, encontrar um emprego e poder adquirir documentos nacionais, por exemplo.

Neste artigo, o Superprof explica o que é o PLE e qual a situação do seu ensino no Brasil.

Definição e ensino do PLE no Brasil

Você sabe o que significa PLE?

Onde aprender PLE? O ensino da língua portuguesa permite uma real inclusão dos refugiados.

PLE significa português como língua estrangeira. Os cursos de PLE são, portanto, aulas de português dadas a estudantes que não falam a língua no Brasil ou no exterior. É, portanto, uma disciplina própria e para a qual existem certos métodos.

Não deve ser confundida com o PLM – Português Língua Materna – ou a alfabetização. O PLM é diferente do PLE. É a língua materna portuguesa, falada por falantes nativos e geralmente aprendida desde a infância no ambiente familiar.

Um estudante brasileiro de PLE está, portanto, se preparando para ensinar português a pessoas que não falam o idioma.

Descubra também as frases úteis em português para sua vida diária!

Sabe-se que os primeiros registros do ensino do PLE data de 1901 com o Manual de Língua Portuguesa do professor Rudolf Damm. No início do século XX, o ensino do PLE era um dos principais objetivos no contexto de formação e educação dos filhos de imigrantes à época.

Mas o ensino de PLE já passou por várias fases no Brasil. A atual abordagem comunicativa foi inicialmente anunciada por Almeida Filho, em 1978, em seminário realizado em Florianópolis. Desde então, muitos estudos têm sido feitos sobre o tema, que ainda faz parte da agenda dos pesquisadores.

Por fim, podemos afirmar que o objetivo do ensino do PLE é abrir novos horizontes culturais ao aprendiz, e assim possibilitar uma inclusão com menos estranhamento e mais sentimento de integração.

As últimas configurações mundiais de globalização e os acordos internacionais vêm cada vez mais contribuindo para a expansão dos falantes de língua portuguesa. Desde a criação do Mercosul, houve um considerável crescimento do ensino da língua portuguesa.

No Brasil, a demanda também aumenta graças ao número de estrangeiros que vêm para o país a trabalho ou como estudantes intercambistas. Mesmo em contexto de imersão, muitos desses estrangeiros buscam aprendizado formal da língua.

Atualmente, o ensino do PLE ocorre sobretudo nas instituições de ensino superior, com cursos livres, de extensão, de idiomas ou de graduação.

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Quais são os objetivos dos cursos de PLE?

Os objetivos podem ser diversos. Os estudantes não lusófonos que desejam aprender português como língua estrangeira podem estar querendo vir morar no Brasil, trabalhar com os brasileiros, ou fazê-lo para fins puramente culturais ou turísticos, etc.

As diferentes experiências dos professores do PLE mostram que os objetivos dos alunos são diversos e variados. Em todos os casos, os cursos de PLE sempre visam a melhor integração dos indivíduos em uma sociedade estrangeira.

Assim, é diferente das aulas de alfabetização, onde o objetivo primeiro é ensinar brasileiros (em sua maioria) a ler e escrever, mas não tendo recebido essas habilidades linguísticas básicas em sua educação escolar.

O que significa o acrônimo PLE? A formação de professores é importante para a integração dos alunos de PLE.

No decorrer das aulas de PLE, os objetivos são claramente definidos pelos professores:

  • Seleção de noções e vocabulário voltados para as demandas específicas dos alunos,
  • Prioridade total ao oral e ao estudo da fonética,
  • Simulação de situações de comunicação do dia a dia
  • Atenção aos fenômenos de interferência entre o português e a língua de partida (língua de origem do estudante),
  • Respeito pelas especificidades culturais locais,
  • Ensino do comportamento dos falantes do idioma de destino,
  • Ensino em perspectiva plurilíngue e multicultural.

Os cursos de português como língua estrangeira usam como base o método comunicativo, que entende que o aprendizado de uma língua se desenvolve de maneira bem sucedida quanto o aluno é levado a usar a língua para se comunicar em uma situação de real significado. Além disso, levam em consideração o fato de que o aluno está em imersão no Brasil, exposto às situações reais de uso da língua.

Os cursos têm como objetivo oferecer aos alunos as habilidades adequadas para o enfrentamento de situações de comunicação cotidiana, além de oferecer muitas vezes ao aluno o aprendizado e a prática das habilidades orais e escritas exigidas no Celpe-Bras.

Aulas de PLE: para quem?

O público-alvo do ensino do português como língua estrangeira é diverso. Os professores devem se adaptar a cada grupo de alunos:

  • Refugiados étnicos, religiosos, políticos,
  • Imigrantes em geral
  • Estudantes
  • Público precoce,
  • Crianças,
  • Adolescentes,
  • Adultos …

Saiba que a criança e o adolescente são públicos com mais facilidade para aprender uma língua estrangeira: características psicolinguísticas, necessidade de comunicação, ausência de bloqueio cognitivo fazem parte de suas habilidades.

Pelo contrário, os adultos, dependendo da sua situação e sua idade, podem ter dificuldades bem mais importantes. No entanto, ainda possuem outras faculdades essenciais para um aprendizado: motivação, capacidade de trabalho e espírito teórico. A dificuldade de aprendizado no público adulto acontece sobretudo quando a situação vivenciada é involuntária. Assim, a motivação pode ser inexistente.

Como aprender a ler? O ensino do português muda em função do público-alvo.

Enquanto as crianças e os adolescentes confiam totalmente no professor, o público adulto terá um distanciamento maior em relação aos seus métodos de trabalho e sua metodologia, o que pode levar a uma total recusa em se comunicar e integrar ao grupo.

Exames de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros

É estrangeiro e quer trabalhar no Brasil? Veja quais são os requisitos!

O Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celpe-Bras) é o certificado brasileiro oficial de proficiência em português como língua estrangeira.

O Celpe-Bras é aplicado no Brasil e em outros países pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), com apoio do Ministério da Educação e em parceria com o Ministério das Relações Exteriores.

As provas são realizadas em Postos Aplicadores, instituições de ensino superior no Brasil e no exterior, representações diplomáticas e missões consulares do Brasil no exterior, centros e institutos culturais brasileiros e estrangeiros e instituições congêneres interessadas na promoção e difusão da Língua Portuguesa.

Concepção teórica

O Celpe-Bras fundamenta-se na ideia de proficiência enquanto uso adequado da língua para desempenhas ações no mundo. Para isso, leva em consideração não apenas aspectos textuais, mas, principalmente, aspectos discursivos: contexto, propósito e interlocutores envolvidos na interação.

O Celpe-Bras é um exame para certificar diferentes níveis de proficiência. Isso se baseia na premissa de que participantes de todos os níveis certificados são capazes de desempenhar ações em Língua Portuguesa. O que pode variar é a qualidade do desempenho, dependendo do nível de proficiência.

Por ser de natureza comunicativa, o Celpe-Bras tem ênfase no uso da língua e conta com avaliações integradas que envolvem compreensão e produção oral e escrita. O Exame, portanto, não afere conhecimentos de Língua Portuguesa por meio de questões sobre gramática e vocabulário; mas sim, avaliando a capacidade de uso dessa língua, independentemente das circunstâncias em que o participante aprendeu.

A elaboração e a aplicação do Celpe-Bras contam com a colaboração de uma Comissão Técnico Científica, de caráter consultivo, composta por professores especialistas em avaliação e ensino de português para falantes de outras línguas, selecionados por meio de chamada pública.

Estrutura do exame

O exame tem uma Parte Escrita, que avalia a compreensão oral e escrita, e a produção escrita em língua portuguesa; e uma Parte Oral, que avalia o desempenho na compreensão e produções orais em língua portuguesa.

A proficiência na língua é avaliada a partir do desempenho do participante em tarefas (Parte Escrita) e em uma interação face a face (Parte Oral) que exigem compreensão escrita e/ou oral, além de produção escrita e/ou oral. Isso inclui práticas de uso da Língua Portuguesa que possam ocorrer no cotidiano de um estrangeiro que pretende interagir em português.

Níveis de Proficiência

O Celpe-Bras certifica quatro níveis de proficiência em Língua Portuguesa. Para obter o certificado é preciso alcançar, tanto na Parte Escrita quanto na Parte Oral, pelo menos o nível intermediário. Quando o nível de proficiência das Partes do exame for diferente, prevalecerá o nível mais baixo.

Histórico

O Celpe-Bras foi aplicado pela primeira vez em 1998. Desde o segundo semestre de 2009, a aplicação do exame é feita pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O número de examinandos vem crescendo progressivamente.

De acordo com o Inep, nos últimos oito anos o exame teve mais de 68 mil participantes

Outros exames de proficiência

O CILP é reconhecido pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade de Caxias do Sul, pela União Latina e é declarado de Interesse Educativo pelo Ministério de Cultura e Educação da Argentina. Ele pode ser concedido a estrangeiros de qualquer nacionalidade, idade ou grau de escolaridade. Os exames do CILP são aplicados no Brasil e no exterior e apresentam duas modalidades: CILP e CILP Escolar.

Há também os exames de proficiência portugueses. A certificação da proficiência linguística em Português Língua Estrangeira é realizada pelo Centro de Avaliação e Certificação de Português Língua Estrangeira – CAPLE, uma Unidade orgânica da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Os exames de PLE do CAPLE, unicamente destinados a cidadãos estrangeiros, são aceites para efeitos de estudos, carreira académica, emprego, obtenção de nacionalidade portuguesa, etc., por diferentes entidades e instituições nacionais e estrangeiras. Os seis exames oferecidos avaliam a competência em português como língua estrangeira  correspondente aos seis níveis (A1 a C2) do Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas (QECR), independentemente do seu percurso de aprendizagem desta língua e do local onde a desenvolveram. A sua aplicação é feita na rede dos mais de 100 LAPE existentes no mundo, sob a responsabilidade dos respetivos coordenadores.

  • CIPLE – Certificado Inicial de Português Língua Estrangeira
  • DEPLE – Diploma Elementar de Português Língua Estrangeira
  • DIPLE – Diploma Intermédio de Português Língua Estrangeira
  • DAPLE – Diploma Avançado de Português Língua Estrangeira
  • DUPLE – Diploma Universitário de Português Língua Estrangeira

Seleção de material didático específico de PLE

Qual a bibliografia ideal para aprender o português para estrangeiros? Você sabe qual a bibliografia ideal para os estudos de Português Língua Estrangeira?

A Rede Brasil Cultural, ministrada pelo Ministério das Relações Exteriores, disponibiliza materiais didáticos para o ensino de Português como Língua Estrangeira. No site, o professor e o aluno encontram materiais de apoio para tornar a experiência de aprendizagem mais rica e eficaz.

Todos os materiais disponibilizados estão ao abrigo de uma licença Creative Commons, que permite a livre utilização, edição e adaptação da obra original, desde que com fins não comerciais, que atribuam crédito ao autor e licenciem as novas criações sob o mesmo parâmetro.

O material didático tem como utilizador principal o professor de língua portuguesa. Esses materiais pedagógicos de reconhecida qualidade poderão viabilizar o estudo do português em locais onde há pouca oferta de métodos de ensino do idioma.

  • ANTUNES, C. Língua Portuguesa e Didática – Col. Como Bem Ensinar. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 2010.
  • CELLI, R. Português do Brasil Para Estrangeiros. São Paulo: Pontes Editores, 2002.
  • CEREJA, W.; Magalhães, T. Português. Linguagens. São Paulo: Atual Editora, 2012.
  • MARCUSCHI, B; COSTA, M. Livros Didáticos de Língua Portuguesa: letramento e cidadania. São Paulo: Editora Autêntica, 2007.
  • FERREIRA, L. Didática e Prática de Ensino de Língua Portuguesa e Literatura. Desafios Para o Século XXI. Rio de Janeiro: Editora Lamparina, 2011.
  • GOMES, A; ROJO ,R. Livro Didático de Língua Portuguesa, Letramento e Cultura da Escrita. São Paulo: Editora Mercado de Letras, 2003.
  • GONÇALVES, C. Brasileirinho: Português para crianças e pré-adolescentes, Rio de Janeiro: E.P.U., 2017.
  • LIMA, E. Avenida Brasil. Rio de Janeiro, Editora E.P.U., 1992.
  • LIMA, E. Novo Avenida Brasil – Vol. 1 – Livro Texto + Exercícios. Rio de Janeiro, Editora E.P.U., 2008.
  • LIMA, E. Novo Avenida Brasil – Vol. 2 – Livro Texto + Exercícios. Rio de Janeiro, Editora E.P.U., 2008.
  • LIMA, E. Novo Avenida Brasil 3: Curso Básico De Português Para Estrangeiros – Livro + Livro De Exercícios. Rio de Janeiro, Editora E.P.U., 2008.
  • LIMA, E; IUNES, S. Falar… Ler… Escrever… Português Um Curso Para Estrangeiros. Livro de Exercícios. Rio de Janeiro: Editora E.P.U., 2012.
  • MARCHANT, M. Português Para Estrangeiros. Porto Alegre: Editora AGE, 1994.
  • MARQUES, A. Ensino De Língua Portuguesa. Reflexão e Ação. São Paulo: Editora EDUC, 2008.
  • MENDES, N. Gramática Metódica da Língua Portuguesa. São Paulo: Editora Saraiva Didático, 1992.
  • PEREIRA, M.; VALENTE, A. Língua Portuguesa: Descrição e Ensino. São Paulo: Editora Parábola Editorial, 2011.
  • PIACENTINI, M. Não Tropece na Língua. Lições e Curiosidades do Português Brasileiro. Curitiba: Editora Bonijuris, 2012.
  • SCHUMACHER, C. Uma gramática intuitiva: Liberte-se das regras e tome posse da língua que você fala. Rio de Janeiro: Editora E.P.U., 2013.
  • SILVEIRA, R. Uma Pronúncia do Português Brasileiro. São Paulo: Cortez Editora, 2008.
  • SOUZA, A. Português como língua de herança em Londres: recortes em casa, na igreja e na escola. São Paulo: Pontes Editores, 2016.

Livros publicados por CCBs e Embaixadas

  • CUNHA, R; ZIEBELL, Z. Português Tropical: Literatur, Musik und Sprache Brasiliens. Berlim: Embaixada do Brasil em Berlim, 2013.
  • FALCÃO, R. et al. Curso básico de português para estrangeiros – Volume 1 – Páginas da minha vida. Lima: Cantera editores, 2016.
  • FALCÃO, R. et al. Curso básico de português para estrangeiros – Volume 2 – Cordel do Brasil. Lima: Cantera editores, 2016.
  • PIETSCH, G.; CIRIC, M. Por dentro do Brasil: método de português brasileiro para estrangeiros nível básico e intermediário. Belgrado: Editora Glosarijum, 2014.
  • VIEIRA, M. et al. Projeto “Brasil na Escola”. Mendoza: Consulado-Geral do Brasil em Mendoza, 2014.

Especificidades do PLE

A língua portuguesa vem ganhando popularidade entre estrangeiros. Muitos estrangeiros querem aprender a falar português. Mas você sabia que as aulas de PLE possuem metodologia e material didático específicos?

Na primeira hora de uma aula de PLE, o professor pode aplicar uma dessas duas metodologias:

  • Ou você opta por uma abordagem superficial do português, com a apresentação do alfabeto e uma introdução à cultura brasileira,
  • Ou você entra diretamente no assunto, com uma abordagem comunicativa. Os alunos aprendem diretamente a se apresentar, a adquirir conhecimentos linguísticos e, portanto, a falar português desde a primeira aula.

Com a abordagem comunicativa, os alunos podem interagir diretamente com o professor, mas também uns com os outros para se ajudarem entre si e, assim, criar uma coesão de grupo, importante para o futuro.

A progressão não é linear e passa por fases de regressão bastante normais. Assim, tendemos a progredir muito no início, depois estagnar ou mesmo regredir e a fase de progressão recomeça, mas mais lentamente.

Além disso, a progressão de cada aluno está fortemente ligada ao aspecto psicológico:

  • O aspecto sociocultural: é o mais profundo. É a atitude ou o comportamento do aprendiz de acordo com seus ritos, crenças, costumes e cultura de origem (interculturalidade com a do Brasil). Um exemplo: a diferença social varia muito de uma cultura para outra,
  • O aspecto pessoal: em relação ao passado, à experiência, ao conhecimento dos alunos. Também se refere à motivação e às expectativas, construindo assim o perfil psicológico do aluno,
  • O aspecto situacional: o contexto da turma e das aulas pode influenciar o ensino de idiomas como o português.

O PLE está mais relacionado ao aprendizado de idiomas modernos. Quando você começa a estudar o inglês, por exemplo, normalmente não sabe muito. O contexto é simplesmente diferente: o aluno não é “forçado” a aprender a língua para lidar porque vive em seu país de origem, ao contrário dos aprendizes em PLE, que frequentemente estão em situação particular. Aprender o português é uma forma de integração no país de acolhimento.

Assim, não se trata de estudar obras literárias clássicas, mas sim de aprender frases úteis em português na vida cotidiana para poder se comunicar e se integrar rapidamente.

Gramática e ortografia são, é claro, abordadas, mas de uma maneira diferente, e menos completa se comparada ao ensino para estudantes do ensino fundamental e do ensino médio brasileiros.

O objetivo é que, pouco a pouco, o aluno possa simplesmente se comunicar com um interlocutor.

Associações que lecionam o PLE gratuitamente

Onde aprender PLE? Muitas associações oferecem serviços a refugiados e imigrantes no Brasil. O ensino do português é prioridade na inclusão!

As perseguições políticas e a guerra são as principais razões que fazem com que os refugiados deixem seus países. Há ainda um número expressivo que deixa os locais de origem devido à situação econômica difícil. No Brasil, essa situação não é diferente. Seja por motivos étnicos, religiosos, políticos ou de catástrofes naturais: os imigrantes, ao chegar em nosso país, têm a urgência de serem acolhidos como cidadãos, o que implica uma inclusão social efetiva. E o que o ensino do PLE tem a ver com isso? Tudo! Por meio da aprendizagem do idioma português, os refugiados e imigrantes passam a integrar a comunidade – podendo se comunicar e demandar seus direitos enquanto cidadãos.

A maioria das associações que promovem o serviço gratuito do PLE têm o objetivo de auxiliar na geração de sentimento de acolhimento, ambientação, integração, pertencimento e inculturação aos alunos imigrantes.

Claro, além de desenvolver, por meio das aulas de Língua Portuguesa, competências e habilidades de leitura e escrita que a vida contemporânea exige dos cidadãos, isto é, ir para além do domínio do idioma, promovendo uma reflexão sobre as variedades linguísticas, os graus de formalidade e informalidade do discurso e outros aspectos que envolvem o uso social da linguagem, como enunciado, papel dos interlocutores e intencionalidades discursivas.

Confira algumas das muitas instituições que acolhem imigrantes:

  • ONG Missão Paz – SP
  • Centro de Apoio e Pastoral do Migrante (CAMI) – SP
  • ONG Educafro – SP
  • Centro de Acolhida Imigrante – SP
  • Instituto Adus – SP
  • Agência da ONU para Refugiados (Acnur) no Brasil

Instituições de ensino superior que lecionam PLE

Além das associações, uma boa opção para estrangeiros que desejam aprender o português, mas também para brasileiros que desejam se tornar professores de PLE são os cursos oferecidos pelas instituições de ensino superior. Você encontra modalidades diversificadas: desde cursos livres, de extensão, a distância, graduação, licenciatura e pós-graduação.

Vamos citar aqui algumas universidades reputadas pelos seus programas de formação em PLE. Muitas inclusive possuem programas específicos gratuitos para estudantes estrangeiros. Faça uma visita e descubra qual é o curso que mais se adapta às suas expectativas!

Há muitas opções de cursos de PLE em centros universitários e universidades.

  • Unicamp
  • PUC-SP
  • Universidade Caxias do Sul
  • USP
  • Universidade Federal Fluminense

E você, que é professor de português, já pensou em dar aulas particulares de português para estrangeiros? Pode ser uma boa alternativa como complemento de renda ou até mesmo como uma nova carreira! Descubra todas as possibilidades de atuação no Superprof! 😉

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