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Atividades de reforço escolar no continente africano

De Rafaela, publicado dia 27/10/2017 Blog > Aulas particulares > Reforço escolar > Quais os reforços escolares na África?

A qualidade sistema educacional na África varia de acordo com cada país. No mesmo continente, você encontrará tanto regiões desenvolvidas, quanto regiões extremamente pobres que precisam de ajuda externa. A desigualdade social e econômica é consideravelmente maior do que temos no Brasil.

Além da questão econômica, há um fator cultural que agrava a situação em algumas áreas. Por exemplo, na África Subsaariana, mais de 49 milhões de meninas não vão à escola, devido ao casamento precoce e à gravidez durante a adolescência.

Segundo a organização responsável pelo Dia da Criança Africana, “Na África Subsaariana, 40% das menores se casam antes dos 18 anos, e 15 dos 20 países com as taxas mais altas de casamento precoce no mundo todo estão no continente”.

Embora exista grandes contrastes, há vários países fazendo esforços para reverter a situação e oferecer um sistema de educação melhor. Além disso, hoje, existem várias organizações dispostas a ajudar a melhorar a educação dos africanos, através de aulas de reforço escolar gratuito para as crianças carentes.

Na sequência, você terá um cenário mais detalhado da educação africana. Também verá que o acompanhamento educacional, não funciona da mesma maneira que o reforço escolar no resto do mundo.

Sistema escolar nos países mais ricos da África

De acordo com o relatório anual do instituto de pesquisa New World Wealth, Angola e Moçambique estão entre os países africanos onde se concentra mais riqueza por habitante.

Angola apresenta boas taxas de crescimento oriundas, principalmente, pelas suas exportações de petróleo. As jazidas de petróleo estão presentes em quase toda a extensão da costa marítima angolana. Já economia de Moçambique é movimentada pela agricultura e extração de madeira das florestas nativas.

Apesar de ser considerado um país rico, a Angola não oferece uma educação pública de qualidade. Diante dessa situação, pessoas com melhores condições financeiras, buscam outras alternativas e investem em escolas privadas e professores particulares, enquanto os menos favorecidos não tem muito para onde correr.

“O anormal virou normal”, diz Movimento dos Estudantes Angolanos sobre a educação.

Em Moçambique, o cenário já fica melhor. Desde a sua independência nacional, o país tem conseguido progredir e diminuir significativamente a taxa de analfabetismo. Porém ainda precisa trabalhar muito para melhorar a taxa de retenção, pois ainda há muitas crianças que não terminam seus estudos por diversas razões. Além da pobreza, podemos destacar os seguintes motivos são: casamento prematuro, gravidez precoce, espaços escolares seguros, salas de aula superlotadas, entre outros.

Embora estejam preocupados com a educação da nação, esses países ainda não podem ser incluidos no mesmo panorama de reforço escolar mundial.

educacao-paises-ricos-da-africa Devido a qualidade do ensino público, o número de escolas privadas e de professores particulares tem aumentado nos países africanos mais ricos.

Diferente do apoio escolar da Ásia, o investimento do governo na qualidade do ensino público em Moçambique deixa a desejar. Um estudo conduzido pelo Centro de Capacitação da Sociedade Civil e Aprendizagem (CESC), mostrou que pais e profissionais de educação se sentem insatisfeitos com o sistema educacional.

Dentre as causas da baixa qualidade na educação em Moçambique, podemos destacar:

  • Muitos professores optam pelo ramo da educação como oportunidade de emprego e não uma tarefa de vocação para ensinar.
  • O número de disciplinas nas classes primárias não é ajustado às capacidades cognitivas das crianças, ou seja, a criança não tem tempo para aprender e memorizar todo o conteúdo das diferentes disciplinas.
  • Muitos professores não se preocupam com a assiduidade e planificação das aulas.
  • Alguns pais não fazem o devido acompanhamento dos seus filhos na escola.

Diante tais fatos, pais com melhores condições financeiras investem em um ensino de mais qualidade, encontrado nas escolas privadas que vem se multiplicado ao longo dos anos, ou contratam professores particulares para reforçar o aprendizado da sala de aula.

nelson-mandela-africa-do-sul “Nelson Mandela conseguiu mostrar que a sociedade sul-africana era multirracional”

A educação no país de Nelson Mandela

Um outro país rico é a África do Sul, graças à sua grande quantidade de recursos minerais, sobretudo ouro, diamante, platina, cobre, ferro, manganês e carvão mineral, que contribuíram com o desenvolvimento industrial.

O país passou por grandes mudanças desde quando Nelson Mandela foi eleito presidente, nas primeiras eleições democráticas. No poder, Nelson tinha como um de seus objetivos expandir o sistema de ensino por todo o país.

Antes de Mandela, o sistema educacional fazia distinção por cor. O ensino oferecido à população negra era significativamente inferior aos brancos. Praticamente não havia analfabetos entre a população branca, ao contrário da negra, pois a educação chegava à todas pessoas brancas, e com qualidade.

Nelson Mandela fez história no país por vários motivos, mas um dele foi quebrar as barreiras que impediam o negro ter acesso à mesma educação dos brancos.

“Os serviços de educação não atingiam a população negra em sua totalidade e eram de qualidade inferior aos dos brancos. A quebra daquelas barreiras que impediam o negro ter acesso a mesma educação dos brancos foi um grande começo”, destaca Manuel Nabais da Furriela, da faculdade FMU. 

Atualmente, a educação é acessível para todos, no entanto o governo continua investindo para melhorar a sua qualidade. Muitos estudantes ainda optam por aulas particulares, igual o reforço escolar visto na Europa, para ingressar na universidade ou estudar no exterior.

reforco-escolar-na-africa Através de apoio voluntário, as crianças africanas tem uma chance de aprender a ler e escrever.

Apoio escolar para a África mais pobre

Se nem nos países africanos mais ricos a educação é um exemplo a ser seguido, podemos ter uma ideia de como é nos países mais pobres, onde o sistema educacional é precário e insuficiente. O acompanhamento educacional é ainda mais importante, assim como o reforço escolar na América Latina.

Na tentativa de ajudar o desenvolvimento desses países, surgiram várias associações e organizações sem fins lucrativos. Algumas são focadas na educação e oferecem cursos de alfabetização e aulas de reforço escolar para crianças e adolescentes com dificuldade de aprendizagem.

As salas de aulas acontecem em espaços cedidos, frequentemente, pelas igrejas. Os professores são voluntários quem vem do mundo todo, dispostos à ajudar o futuro dos países mais pobres. Os materiais escolares são oriundos de doações e/ou de fundo angariados através de ações.

Essas entidades sem fins lucrativos não dão apenas aulas de reforço. Elas estão aproveitando sua presença para apoiar a sociedade africana em diversos outros aspectos. Também servem como canais para a distribuição de livros didáticos e cadernos, roupas, calçados e demais itens de segunda mão para que as crianças tenham as itens essenciais para estudar. Com essa ajuda, os pais economizem suas economias para outros fins, tais como: alimentação, habitação, ensino superior, etc.

Além das organizações não governamentais, personalidades públicas também colaboram com as regiões mais humildes da África. Um exemplo é casal de atores brasileiros, Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank. Os artistas globais patrocinam uma creche e escolinha no Malawi, país onde adotaram a filha.

“Porque as crianças são o futuro e merecem todo o nosso amor, carinho e atenção”, comentou Bruno Gagliasso

Uma outra artista que é bastante engajada em projetos humanitários na África é a atriz hollywoodiana Angelina Jolie. Embaixadora da ONU, participa ativamente em diversas ações sociais aos mais necessitados.

missionarios-reforcam-ensino-africano “As crianças surpreendem-nos e revelam-se pessoas inteiras, com capacidades ao mesmo tempo iguais e diferentes das nossas. Algumas dessas capacidades nós, que nos chamamos de adultos, já as perdemos”, diz a missionária Victória Holzbach

Missões humanitárias no continente africano

Além das associações que se instalam na África, o continente recebe missionários dispostos à contribuir com a população africana durante um certo período, em troca de crescimento pessoal. Essas missões funcionam da mesma forma que vemos em países mais pobres da América Latina.

Boa parte dessas missões são organizadas por igrejas do mundo todo, especialmente católicas e evangélicas. O principal objetivo dessa ação social é melhorar a educação das crianças, através de aulas de reforço escolar e reuniões com as famílias para orientação educacional.

Vale dizer que há missões humanitárias para diversas causas, não apenas para o âmbito educacional.

Segundo o Padre Domingos Rodrigues, membro da equipe missionária do Regional Sul 3 da CNBB, “Apesar de frequentarem a escola, as crianças não dominam a leitura e a escrita, além de apresentarem muita dificuldade nas disciplinas de matemática e ciências”.  Por isso os projetos de apoio escolar tem uma grande importância na sociedade africana mais carente.

“Nosso tempo é limitado aqui, e não podemos ensinar eles todas as coisas do mundo em poucos anos. Mas, se pudermos despertar neles a habilidade e a paixão pela leitura, vão conseguir aprender tudo sozinhos e ainda ensinar aos outros. Esta é a meta mais importante: criar uma cultura de aprendizagem”, comenta o professor voluntário Joshua Fortmann

Os professores de reforço escolar são como uma fonte esperança para as crianças africanas que desejam ser alguém na vida, ajudar a sua família e o seu país.

Enquanto os cursos reforço escolar na América do Norte oferecem atividades extracurriculares, as associações de reforço na África são também projetos sociais os quais incluem o desenvolvimento infantil, com orientações sobre cuidados com a higiene pessoal, com o meio ambiente e com a saúde.

 

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