Você sabe tocar algum instrumento? Já pensou em fazer um curso de piano? Acredita que tocar órgão faria a diferença em sua vida social ou profissional? Algumas pessoas admiram os grandes pianistas por sonharem ser como eles, compondo e tocando para grandes públicos. Outros simplesmente se inspiram neles para utilizar a música como forma de trazer sensações de paz e (por que não?) felicidade.
Qualquer que seja o motivo que o leva a querer aprender a tocar piano, trata-se de uma vontade relevante e algo que realmente faria a diferença em sua vida como um todo. É por isso que a sua vontade de fazer aula de piano deve ser seguida. Algumas pessoas acham estranho que o filho, ainda criança, se interesse pelo instrumento, enquanto os amiguinhos de escola curtem Galinha Pintadinha e Mundo Bita. Entretanto, se existe o interesse, por que não explorá-lo e permitir que a criança possa desenvolver seus talentos e vivenciar seus gostos desde cedo?
Se considerarmos no contexto social, o piano hoje marca presença em concertos e óperas. Certamente, o público que tem esse gosto musical mais clássico se interessa por ouví-lo e aprendê-lo. Entretanto, podemos afirmar que ele não afeta somente essa fatia da nossa população.

Se você parar para pensar, muitas pessoas tocam piano como forma de animação de festas e eventos, ainda que apenas reuniões familiares ou entre amigos. Mesmo para aqueles que sequer pensam no piano em seu dia a dia, a música tocada nele está ali, seja em um filme, uma novela, uma série ou naquele café clássico próximo ao seu escritório.
Desde que chegou ao Brasil, há muitas décadas, o piano passou a fazer parte do nosso cotidiano, de forma a cada dia mais intensa. Ele foi um elemento importantíssimo na formação da nossa música nacional e a porta de entrada para muitas pessoas no universo das artes.
Como foi o surgimento do piano?
O primeiro piano do mundo foi criado na Itália, pelas mãos de Bartolomeu Cristofori. O cravo, muito comum à época, deixava esse grande músico insatisfeito, devido ao que ocorria quando era necessário ultrapassar seu limite de volume. Era praticamente impossível manter o controle e isso o incomodava.
Assim, ele na verdade encontrou uma forma de adaptar o cravo para que ele permitisse sons mais suaves e altos. Com mais alguns ajustes, tínhamos aí um novo instrumento, que passaria a ser chamado de piano, uma forma reduzida do seu nome em italiano, que significa "suave".
Antes da criação do piano, existia o monocórdio, que pode ser considerado um de seus principais precursores. Trata-se de um instrumento de corda. Aliás, o piano, além de percussão, também pode ser considerado um instrumento de corda, uma vez que possui cordas em seu interior que permitem que o movimento das teclas crie batidas internas, resultantes nos sons emitidos pelo instrumento.
O saltério também precisa ser lembrado, uma vez que é considerado por alguns o principal ancestral do piano. Era mais primitivo e precisava-se utilizar um martelo para acionar suas teclas.
O primeiro piano foi apresentado publicamente, acompanhado da explicação do seu mecanismo, em 1711. Em 1773, John Broadwood aperfeiçoou a criação de Cristofori e, mais tarde, o instrumento também passou por outras mudanças, pelas mãos do francês Érard. Aliás, alguns consideram esse último, como o verdadeiro criador do piano moderno.
Mais tarde, viriam outras mudanças, como a criação do piano vertical, a armação metálica, as cordas cruzadas, o revestimento com feltro, dentre outros mais. Era evidente que o piano se tornava a cada dia mais moderno e agradável, tanto para quem o toca quanto para quem o ouve.
A introdução do piano no Brasil
No Brasil, o piano chegou por volta de 1808, junto com família real. Teria sido o príncipe regente, Dom João VI, o verdadeiro responsável pela chegada do instrumento em nosso território. Os primeiros exemplares vieram da Europa, mas levou apenas alguns anos para que se começasse a fabricar pianos por aqui. Não demorou muito para que também surgissem os professores. Entretanto, a princípio, o acesso às aulas era exclusividade das famílias mais nobres.
Era comum que os professores fossem lecionar nas casas, especialmente para as moças da família: era um dote saber tocar piano. Com o passar do tempo, as classes mais baixas também passaram a ter acesso ao piano e seu aprendizado. Houve um tempo no qual o Rio de Janeiro era conhecido como "a cidade dos pianos", já que existiam exemplares em quase todas as casas e fazendas.
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No comércio, também era comum a presença do instrumento, tanto para apresentações esporádicas quanto para música ambiente. E isso funcionava muito bem, já que a cada dia a cultura tinha mais adeptos. Aliás, o piano fez parte da nossa história relacionada à música.
A primeira fábrica surgiu a partir de uma oficina simples, que reaproveitava peças dos originais para reproduzir nossos próprios modelos. Essa prática se expandiu até que chegamos às nossas primeiras indústrias dedicadas a fabricar pianos.
Os primeiros modelos foram descontinuados, substituídos por outros mais modernos. Se pensarmos que o piano teve sua primeira origem no monocórdio, será possível visualizar o quanto ele evoluiu até chegar aos modelos que temos hoje em dia.

A tecnologia, a disseminação de informação e a facilidade a cada vez maior de acessar um curso de piano foram os fatores que permitiram que esses avanços acontecessem.
O piano na cultura musical brasileira
O piano pode ser considerado um dos instrumentos mais completos, pelo menos no que diz respeito a composições clássicas para grandes óperas e orquestras. Ele permite que você use todos os dedos das mãos para criar, além de possibilitar o uso de graves e agudos, em todas as suas intensidades.
Um fato que marcou a expansão da cultura do piano em nossa sociedade foi a chegada de Sigismond Thalberg, o primeiro pianista famoso mundialmente a tocar em solo brasileiro. Desde então, praticamente todos os compositores nacionais lançaram pelo menos uma peça para piano.
Os destaques ficaram por conta de grandes nomes como Heitor Villa-Lobos e Chiquinha Gonzaga. Aliás, essa última teve papel fundamental nessa história e foi a primeira mulher a reger uma orquestra em nosso país? Era uma mulher à frente de sua época até mesmo em outros aspectos. Prova disso é que se divorciou para não abandonar a sua arte e declarou-se abolicionista.

Foi a autora da famosa marcha de carnaval "Ó abre alas". Aliás, por falar em carnaval, o grande diferencial do piano em nossa cultura é que ele também foi usado para tocar outros ritmos, além da música clássica. O samba, a bossa-nova e o jazz também ganharam seu espaço, enriquecendo grandemente nossa cultura nesse aspecto.
Para quem deseja aprender a tocar piano, é bom aprender um pouco também sobre essa história do instrumento. Tudo passa a fazer mais sentido quando é contextualizado, quando faz parte da vida da pessoa como um todo. Entender de que maneira o piano influenciou em seu estilo musical, por exemplo, é uma forma de definir o que e como deseja aprender a tocar.
Escolher um curso de piano que permita fazer essa verdadeira viagem cultural certamente fará de você um pianista diferenciado, ainda que o seu interesse seja somente em desenvolver um novo hobby.
Curiosidades sobre o piano no Brasil
Você sabia que a história do piano é cheia de curiosidades que você nem imagina? Pois é, temos certeza de que você vai e encantar ainda mais pelo piano depois que souber de alguns fatos sobre ele. Para inspirar você, listamos abaixo 5 das principais curiosidades sobre o instrumento.
1 - Corda e percussão
O piano é um instrumento de corda e percussão ao mesmo tempo. Ele tem cordas internas que acionam mecanismos emissores de som a partir de batidas. É como se ele ficasse em uma espécie de meio-termo entre uns e outros. Até mesmo em uma orquestra, ele costuma ficar próximo aos violinos e aos naipes da percussão.
2 - Piano mais antigo
O piano teve sua origem no monocórdio. A partir daí, foi inventado por Bartolomeo Cristofori, na Itália. No Brasil, ele só chegou no século XIX, junto com a corte. O Conservatório de Música da época é hoje a Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O instrumento também evoluiu muito, especialmente no aspecto tecnológico e no acesso ao público.
3 - Fabricação nacional
O piano chegou a ter 90 fábricas espalhadas pelo Brasil. Uma que merece destaque é a Essenfelder, de origem alemã. Em São Paulo, surgiu a Halben, responsável por criar o Fritz Dobert, praticamente uma exclusividade. Embora tenha passado por mudanças, a fábrica existe até hoje.
4 - Precursores do piano
Os quatro precursores do piano no Brasil foram Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth, Guiomar Novaes e João de Sousa Lima. Eles foram responsáveis por importantes composições e por mudanças nas formas de interpretação do piano em nossa cultura.
5 - Música mais antiga
A Ária brasileira foi a primeira canção originária daqui a ser tocada no piano. Tudo aconteceu em um tempo de modinhas portuguesas e grande adesão popular.

E você? Já fez aulas de piano? Lembre-se de que nunca é tarde para começar ou retomar um sonho.
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