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Conheça a história do Enem

De Erico, publicado dia 31/05/2019 Blog > Apoio Escolar > ENEM > Um pouco da trajetória do Exame Nacional.

Criado em 1998 pelo MEC (Ministério da Educação), o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) teve primeiramente como objetivo avaliar o desempenho dos estudantes do Ensino Médio. Com o tempo, diversas universidades começaram a adotá-lo como uma das etapas de seus processos seletivos.

Atualmente, várias instituições de Ensino Superior utilizam somente a nota do Enem para ingressar os alunos. Somado a isso, o exame também se tornou indispensável para aqueles que desejarem utilizar programas sociais, como o ProUni (Programa Universidade para Todos), o Sisu (Sistema de Seleção Unificada) ou até mesmo o Fies (Financiamento Estudantil).

A criação do Enem

Avaliação individual do Ensino Médio. A primeira edição do Exame Nacional aconteceu no final da década de 1990.

A prova do Enem surgiu no ano de 1998 como uma avaliação individual do Ensino Médio. A sua primeira edição contou com 115 mil participantes. No ano posterior, algumas universidades passaram a usar o Enem como critério de acesso aos cursos, como foi o caso da PUC-RJ e Universidade Federal de Ouro Preto.

No ano 2000, o exame passou a atender pessoas com deficiência, oferecendo prova em braile, auxílio para leitura e transcrição, prova ampliada e tradutor/intérprete em libras.

Em 2001, a inscrição para o exame tornou-se gratuita para concluintes do Ensino Médio no ano da edição. E em 2004, o Enem teve outro grande salto. Passou a ser critério para participação das bolsas de estudo integral ou parcial em cursos de graduação de universidades privadas, por meio do ProUni que foi lançado no mesmo ano (como provisório) e transformado em lei no ano seguinte.

O Sisu foi criado em 2009 e em 2010, o exame começou a ser aplicado a pessoas privadas de liberdade. Em 2013, instituições federais de ensino passaram a utilizar o Enem como critério de seleção e a nota também podia ser usada para concessão de bolsas de estudo para o programa Ciências sem Fronteiras.

O primeiro acordo com uma instituição de educação superior portuguesa foi assinado em 2014, com a Universidade de Coimbra. As notas do Enem passaram a ser utilizadas para o acesso às vagas.

Em 2017, o exame começou a ser aplicado em dois domingos seguidos. No mesmo ano, deixou de certificar o Ensino Médio e a função retornou ao Encceja (Exame Nacional de Certificação de Jovens e Adultos).

Após 20 anos, o exame consagrou-se como o maior mecanismo de acesso ao Ensino Superior no Brasil. Em 2018, foram mais de 5,5 milhões de inscritos, o que equivale à população da Dinamarca. Neste período, quase 100 milhões de brasileiros se inscreveram em busca de um sonho para transformar suas vidas por meio da Educação.

O Enem serve como ponte entre o Ensino Básico e o Ensino Superior. Um teste de conhecimento que mescla resistência com disciplina nos estudos. Mas, um episódio marcante manchou a história do Enem, em 2009. A prova vazou às vesperas da aplicação e o MEC foi obrigado a cancelar.

O exame foi remarcado para dois meses depois. Universidades que usariam os resultados do Enem em seus processos seletivos recuaram e desistiram de contar com a nota. Isso fez com que aumentasse o esquema de segurança da prova.

Enem e o ProUni – o acesso ao Ensino Superior Privado

Programa Universidade para Todos! O ProUni concede bolsas de estudos para universitários de baixa renda que têm bons resultados no Enem!

Criado em 2004 pelo Governo Federal, o ProUni tem como objetivo oferecer bolsas de estudo em universidades particulares. O benefício é concedido a estudantes de baixa renda que tiveram um bom aproveitamento no Enem.

Em torno de 500 universidades brasileiras usam atualmente o resultado do Enem como critério de seleção, em vez do vestibular tradicional.

E só é possível se inscrever no ProUni quem prestou o Enem. Quanto melhor for o desempenho do estudante, maiores serão as chances de conseguir uma bolsa de estudo.

Somado a isso, também é preciso preencher outros pré-requisitos, como:

  • Ter uma renda per capta inferior a três salários mínimos para 50% de bolsa ou um salário mínimo e meio para bolsas de 100%;
  • Ter cursado o Ensino Médio na Rede Pública ou em escola particular por meio de bolsa de estudo integral;
  • Ter obtido mais de 450 pontos e não ter zerado a redação na prova.

Quem não preencher os requisitos de renda e estudo em escola pública pode se candidatar a uma bolsa do ProUni, caso seja uma pessoa com deficiência ou professor da Rede Pública de Ensino Básico, concorrendo em cursos de Licenciatura, Normal Superior ou Pedagogia. Caso seja aprovado, o estudante fica dispensado de prestar o vestibular da instituição que pretende estudar.

Enem e o Sisu

Candidatar-se para o Sisu! Um bom resultado no exame possibilita o acesso a vagas em universidades públicas por meio do Sisu!

Também desenvolvido pelo MEC, o Sisu seleciona os candidatos para as vagas em universidades públicas que utilizam a nota do Enem como uma única etapa do vestibular. A seleção é feita por meio de um sistema online que leva em consideração a nota obtida pelo estudante. No site do Sisu, os interessados podem acessar as vagas disponibilizadas, as instituições e os cursos.

Assim, no momento da inscrição, o candidato deve escolher por ordem de preferência, até duas opções entre as vagas ofertadas. O estudante também pode optar por concorrer às vagas mais disputadas, vagas reservadas ou as vagas destinadas às demais políticas afirmativas das instituições.

A nota para se candidatar ao Sisu é a mesma de aprovação do ProUni. Entretanto, existem algumas instituições que adotam pesos diferentes para as provas do Enem. Desta forma, o candidato deve estar atento no momento da inscrição.

O Sisu disponibiliza vagas para cursos presenciais, diferentemente do ProUni que também dá a opção de modalidade à distância. Quem planeja se candidatar ao Sisu pode realizar a inscrição para o ProUni e, em caso de aprovação em ambos, deve escolher entre um deles.

Enem e o Encceja

O Enem deixou de ser critério de aprovação do Ensino Médio para jovens e adultos que não concluíram o ensino no período regular. Em 2017, o Encceja (Exame Nacional para Certificação de Competência de Jovens e Adultos) voltou a ter essa responsabilidade.

Com o Encceja é possível conseguir um certificado que reconhece que o estudante cumpriu com todos os componentes curriculares do Ensino Fundamental e Médio.

A participação no exame é voluntária e gratuita, bem como destinada a jovens e adultos residentes no Brasil e exterior. Também têm direito a realizar o Encceja pessoas privadas de liberdade.

Para conseguir a certificação do Ensino Fundamental é preciso ter, no mínimo, 15 anos de idade completos na data da realização da prova. Já para o Ensino Médio é necessário ter pelo menos 18 anos.

Quais são as disciplinas no exame para o Ensino Fundamental?

O exame para o Ensino Fundamental dispõe de provas estruturadas com perguntas de:

  • Língua Portuguesa;
  • Língua Estrangeira Moderna;
  • Artes;
  • Educação Física;
  • Redação;
  • Matemática;
  • História;
  • Geografia;
  • Ciências Naturais.

Quais são as disciplinas no exame para o Ensino Médio?

Já para o Ensino Médio, o exame é composto por:

  • Linguagens, Códigos e sua Tecnologias (e também Redação);
  • Matemática e suas Tecnologias;
  • Ciências Humanas e suas Tecnologias;
  • Ciências da Natureza e suas Tecnologias.

Essas áreas foram instituídas a partir do currículo da BNCC (Base Nacional Comum Curricular); Todo o material didático pedagógico de apoio é disponibilizado pelo Inep em sua página na Internet.

Quem realizou o Encceja Nacional nos anos anteriores e não conseguiu a média para aprovação, pode se inscrever novamente no exame para eliminação do componente curricular desejado.

A importância do Enem nos dias atuais!

Um substituto do vestibular! De um simples teste do Ensino Médio, o Enem tornou-se principal acesso às Universidades.

O Enem deu um grande salto e passou de um teste do Ensino Médio para um Exame que substitui o vestibular. Grande parte das instituições de Ensino Superior utiliza o Enem como forma de seleção ou como uma parte de seu vestibular.

Por isso, a nota do exame é usada como uma única fase ou, então, como primeira fase do vestibular – parte da nota em um processo seletivo ou até mesmo para preencher vagas remanescentes.

Com isso, quando os resultados do Enem são divulgados, o MEC disponibiliza o boletim de desempenho dos estudantes para as instituições credenciadas por meio de um sistema online e com base no número de inscrição do candidato.

Normalmente, os estudantes devem selecionar a opção de utilizar a nota do Enem durante o processo de inscrição para o processo seletivo da faculdade. Além de ser um pontapé inicial em uma vaga na faculdade escolhida sem a necessidade de prestar um vestibular, em alguns casos, o Enem também é essencial para o acesso a programas sociais, como o Sisu e o ProUni.

Outra opção é o Fies (Financiamento Estudantil), um programa do Governo Federal que financia de 50% a 100% das mensalidades de uma faculdade particular. Os juros são baixos e chegam a 3,4% ao ano. O pagamento pelo estudante pode ser feito um ano depois de formado.

Para participar do Fies também é necessário ter prestado o Enem a partir do ano de 2010, com desempenho de, pelo menos, 450 pontos na média geral das provas e nota maior que zero na redação. Além disso, é preciso ter renda familiar inferior a 20 (vinte) salários mínimos. No site do Educa Mais Brasil, é possível ter acesso a outras informações sobre o Fies.

Por meio do Enem, os brasileiros também podem estudar em instituições portuguesas, desde 2014. Porém, é importante frisar que os valores das mensalidades, as edições do Enem aceitas e os cursos disponibilizados variam de acordo com a universidade. Atualmente, mais de 30 instituições de Ensino Superior portuguesas aceitam o Enem.

Enfim, para quem sai do Ensino Médio, o Enem proporciona um grande número de oportunidades para dar prosseguimento aos estudos.

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