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Como surgiu o professor particular?

De Carolina, publicado dia 14/05/2018 Blog > Aulas particulares > Ter aulas particulares > Saiba a história das aulas particulares

As aulas particulares em casa agora estão em ascensão. Mas, a propósito, desde quando elas existem?

Pode ser interessante observar a história de troca das aulas particulares desde a antiguidade até os dias atuais.

Essa história está cheia de ensinamentos com H maísculo.

Como você pode ver, a educação em casa desenvolveu-se consideravelmente por várias décadas, embora possa ter uma genealogia antiga.

Para saber tudo sobre aulas particulares, siga o guia…

Aulas particulares da Antiguidade à Idade Média

Hoje, as aulas particulares têm uma função muito importante. Elas complementam o ensino ministrado em escolas públicas ou privadas. Além de ensinarem um aluno uma disciplina que ele precisa, mas não é dada em escolas tradicionais como alguns idiomas, em faculdades, etc.

As aulas particulares têm um papel secundário ou primordial: elas podem consolidar, aprofundar e implantar um conhecimento.

Quando o objetivo é reforçar, a base é dada primeiro na escola. Mas se o intuito é aprender desde o início, o professor particular tem o papel de também dar as bases para seus alunos sobre uma determinada matéria.

Como foi o surgimento dos reforços escolares? Giz na mão e ensino na cabeça?

Veremos mais adiante porque as aulas particulares cresceram consideravelmente desde os anos 1970-1980.

Mas se quisermos entender a história das lições particulares desde os tempos antigos, devemos nos colocar em um contexto diferente. Na época, o sistema escolar como o conhecemos hoje não existia.

Durante a Antiguidade e a Idade Média, não existiam realmente escolas.

Portanto, as aulas particulares como as conhecemos hoje (como complemento ao ensino nas escolas) simplesmente não existiam.

Na época, ninguém frequentava a escola e, portanto, ninguém estava tendo aulas particulares para completar ou aprofundar o ensino nas escolas.

Para ser mais preciso, deve-se dizer que o ensino foi reservado para uma certa elite. Os professores particulares da época eram filósofos e outros professores de retórica.

As primeiras lições privadas durante a antiguidade. Aristóteles, filósofo grego da antiguidade, dava aulas especiais para Alexandre, o Grande.

Aristóteles, por exemplo, era o professor particular de Alexandre, o Grande.

Durante a Antiguidade Romana, Sêneca foi o preceptor do imperador tirânico Nero.

Podemos também resumir o sistema educacional da antiguidade em três pontos:

  1. A grande maioria das pessoas não se beneficiou de nenhum sistema educacional;
  2. As elites também não iam à escola e
  3. As elites foram formadas com a ajuda de professores particulares, chamados “preceptores”.

Além disso, os preceptores não tinham apenas um papel de professor no sentido contemporâneo do termo. Seu papel também era educar seus alunos no sentido amplo da palavra. Um preceptor não era apenas alguém que incutia conhecimento em seus alunos, ele também era um professor de vida que ensinava seus alunos a se comportar no mundo.

Como dizem algumas vezes, o preceptor era um entalhador de almas, um educador em vez de um mero professor. Porque nos velhos tempos, os pais da elite não cuidavam da educação de seus filhos. Mas, novamente, somente as elites se beneficiavam dessa educação no sentido amplo.

Atualmente, o que acontece com o destino das aulas particulares?

Professores particulares precederam escolas

Havia professores particulares antes de haver escolas!

Quando consideramos o papel e a função da aula particular (saiba o mercado) hoje, isso é um pouco intuitivo.

Professores particulares eram homens sábios que educavam príncipes e grandes homens deste mundo.

Mas então, como o resto das pessoas foi educado, as pessoas simples?

Boa pergunta. De fato, eles não recebiam nenhuma educação “escolar” e não tinham nenhum professor particular. Eram os pais que ensinavam aos filhos o trabalho que eles mesmos praticavam. As crianças camponesas foram rapidamente treinadas para se tornarem agricultores. Os artesãos ensinaram muito cedo a seus filhos o ofício que praticavam. É claro que os filhos de camponeses ou artesãos não podiam pagar professores particulares.

Portanto, as aulas particulares são mais antigas que a democratização da escola!

Costuma-se dizer que Carlos Magno inventou a escola.

Mas é em grande parte um mito. Carlos Magno não é de todo o inventor da escola (conheça os principais organismos de aulas particulares) no sentido que conhecemos hoje.

Por outro lado, é verdade que ele contribuiu para o desenvolvimento do sistema escolar a fim de treinar os funcionários de seu império e dos aristocratas.

Aprenda o início das aulas particulares As aulas demoraram a ter este formato que conhecemos hoje

Essa escola não foi, naturalmente, dirigida ao povo, mas apenas às elites. Carlos Magno criou notavelmente uma escola do palácio em Aachen na atual Alemanha, a capital do seu reino.

Na época, o ensino foi estruturado em torno de 7 artes liberais, ou seja, 7 temas. Esses 7 sujeitos são divididos em dois grupos: o quadrivium e o trivium. A criação de várias dessas escolas permitiu que muitas das elites aprendessem as habilidades de que necessitam de instituições de ensino coletivo, não apenas de professores individuais.

Mas mesmo que Carlos Magno comece a desenvolver uma rede de escolas para as elites no território de seu império, os nobres continuam a receber o ensino de professores particulares desde cedo.

Foi preciso esperar até o final da Idade Média para as escolas se multiplicarem e começarem a se abrir para populações mais diversas sociologicamente.

É realmente a partir do século XII que a primeira revolução escolar acontece.

Alguns historiadores não hesitam em falar do Renascimento com “R” maiúsculo para descrever esse período do século XII, que vê pela primeira vez na história o desenvolvimento da instrução em todo o reino.

Foi nessa época que apareceram as primeiras universidades. Foi nessa época que começamos a redescobrir os autores da antiguidade grega e romana.

Mas mesmo que a educação escolar tenha se desenvolvido no final da Idade Média em congregações religiosas e faculdades urbanas, a grande maioria das pessoas não se beneficia.

Como começaram os reforços escolares? Quando os alunos tiveram acesso à escola?

Em relação às aulas particulares, as coisas são claras: nenhum membro das categorias populares pode se beneficiar.

Panorama do surgimento da educação na Europa

Na França, por exemplo, o Antigo Regime (sistema aristocrático e absolutista) marca o começo da expansão de uma nova classe social, promovida a um grande futuro (saiba como serão as aulas particulares): a burguesia. Os burgueses não pertencem à nobreza, mas vivem e negociam nas cidades que se desenvolveram consideravelmente no tempo do reino (o próprio termo “burguês” refere-se à cidade).

Durante a Antiguidade e a Idade Média, as escolas são raras. Quando elas existiam, elas só beneficiavam os aristocratas e as elites. É, em parte, devido ao desenvolvimento da classe da burguesia que a rede educacional se estendeu na França, por exemplo.

Sem a revolução do surgimento da burguesia, o sistema escolar provavelmente não teria sido capaz de se desenvolver.

Mas mesmo que a ordenança de 13 de dezembro de 1698 tente desenvolver a educação básica para todos os filhos do reino (objetivo: ler, escrever, contar), fica claro que o ensino beneficia especialmente os membros da burguesia.

A França continua a ser um país com uma maioria camponesa e os camponeses não mandam seus filhos para a escola. Em vez disso, as crianças camponesas são rapidamente integradas no trabalho diário dos campos.

Mas e as aulas particulares e professores particulares? Poucas mudanças para relatar.

As aulas particulares continuam a serem reservadas aos nobres e ricos burgueses que começam a ser ouvidos.

As aulas particulares, sob o Antigo Regime, continuam a ser uma prerrogativa de classes privilegiadas ou enriquecidas. O preço das aulas particulares, obviamente, não era o mesmo na época…

As aulas particulares continuam a ser uma prerrogativa da burguesia.

A grande maioria das pessoas ainda não tem acesso à educação digna desse nome, e ainda menos acesso a aulas particulares.

Começamos a entender uma coisa através desta rápida visão histórica.

O papel dos jesuítas na educação no Brasil

A grande maioria das escolas e faculdades era administrada pela Igreja.

Por isso, desde a formação do Brasil, os jesuítas vieram para nossas terras e eram responsáveis pela educação.

O intuito maior era, claro, religioso. Eles queriam primeiro converter a grande parte da população em católicos. Mas eles também ensinavam as pessoas a ler e escrever.

Porém, os jesuítas foram perseguidos por Portugal em meados do século XVIII e foram embora do Brasil.

Houve um abismo educacional no país até a vinda da família real para nossas terras no início do século XIX.

Mais uma vez, a educação deixou de ser para a população e se concentrou nos interesses da coroa portuguesa aqui no Brasil. Portanto, quem tinha aula nessa época era somente quem tinha relação com a corte portuguesa nas nossas terras.

Saiba como a educação tornou-se para todos Conheça a origem da escola

O ensino voltou a incluir as camadas mais populares da sociedade apenas a partir da independência do Brasil em 1822.

O ano de 1827 foi determinante na história da educação no país (saiba como são as aulas particulares em outros lugares do mundo). Houve uma lei para criar escolas de Letras em todas as cidades do Brasil.

Mas até hoje, muitas congregações religiosas como os jesuítas, franciscanos e outros estão no domínio escolar no país.

Aulas particulares: uma etimologia contemporânea

Aulas particulares no sentido contemporâneo do termo são uma criação recente, muito recente mesmo.

É muito difícil traçar uma história das aulas particulares por um motivo simples: até o século XX, não existiam aulas particulares no sentido que se conhece hoje.

Existem os ancestrais das aulas particulares, que eram os perceptores. Mas ancestrais distantes e pouco parecidos com o que conhecemos hoje.

Existe uma razão prática e realista para esse recente surgimento de aulas particulares: a aula particular, por definição, é um curso individual.

Um curso específico e um professor que ensina seus conhecimentos e habilidades a um único aluno. É lógico que um determinado professor reivindique um “salário” que esteja de acordo com a qualidade de seu ensino e com a quantidade de conhecimento acumulado através de anos de estudo e experiência.

Mas até muito recentemente, ninguém podia pagar um único curso, exceto os nobres e ricos burgueses. A história das aulas particulares, antes do século XX, é muito pobre…

 

 

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