Quem nunca se emocionou e ficou atento na infância, ou até na fase adulta (por que não?), com a expressão "era uma vez"? Essas palavras são a porta de entrada de um mundo de fantasia, onde tudo é possível. Mas as histórias infantis vão muito além da magia, elas possuem raízes profundas na história da própria humanidade, moldando culturas inteiras e ensinando lições valiosas por anos e anos, ultrapassando séculos e sendo passadas de geração em geração.

Neste guia completo que preparamos, vamos explorar um pouco sobre a origem dos contos de fadas, entender por que eles são vitais para o desenvolvimento das crianças e revisitar os clássicos que encantam várias gerações de crianças ao redor do mundo.

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Vamos lá

A origem dos Contos de Fadas: a história por trás das histórias infantis

Uma coisa curiosa quanto aos contos infantis, é que diferentemente do que pensamos, eles nem sempre foram histórias para crianças. A maioria das narrativas infantis eram orais, e passadas de gerações em gerações de adultos em vilarejos europeus, muitas vezes com um viés sombrio e como um alerta de possíveis perigos.

Mas a transição das histórias folclóricas para a literatura infantil deve-se principalmente a três personalidades: Charles Perrault e Irmãos Grimm (Jacob e Wilhelm). Vamos apresentar com mais detalhes esses grandes autores dos clássicos infantis.

Charles Perrault - O Pai da Literatura Infantil

Sem dúvidas, Charles Perrault é o maior nome da literatura infantil. O escritor e poeta francês estabeleceu um novo gênero literário, os contos de fadas. O título de "Pai da Literatura Infantil" não veio ao acaso, Perrault é o primeiro autor dos maiores clássicos de todos os tempos: Chapeuzinho Vermelho, A Bela Adormecida, O Gato de Botas, Cinderela, Barba Azul e O Pequeno Polegar são alguns exemplos.

Ao adaptar histórias da tradição oral para a corte francesa, como Cinderela e o Gato de Botas, ele marcou uma nova forma de escrever para as crianças, adicionando uma "moral da história" para os contos. Grande parte das suas histórias são ainda hoje reeditadas, traduzidas e adaptadas para várias versões, como teatro, cinema e televisão, além claro, das animações infantis.

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Contos de Fadas

Charles Perrault só começou a escrever os contos de fadas aos 67 anos, quando perdeu seu posto como secretário. Ao registrar os "Contos da Velha" em um livro, alcançou públicos de todo o mundo.

Irmãos Grimm

Os alemães Jacob e Wilhelm, foram filósofos e folcloristas que ganharam fama ao coletar histórias da cultura germânica e adaptar para contas de fadas tradicionais como Cinderela, Branca de Neve, Rapunzel, Chapeuzinho Vermelho e muitas outras. Publicaram em 1812 os Contos Infantis e Domésticos, preservando o folclore oral germânico com um tom mais popular.

Conheça um pouco mais sobre a história dos Irmãos Grimm neste vídeo.

Esses grandes nomes estão por trás de algumas das mais famosas histórias infantis que ainda hoje são contadas para as crianças por todo o mundo.

Os contos de fadas são o resultado de uma tradição que sobreviveu ao tempo, adaptando-se para refletir os medos e as esperanças de cada época.

Autor desconhecido

Além de Charles Perrault e dos Irmãos Grimm, outro autor de destaque dos contos de fadas infantis é o dinamarquês Hans Chistian Andersen. Diferente dos autores citados anteriormente, que usaram histórias contadas de geração em geração na sua própria cultura e adaptaram, Hans Andersen escreveu as suas próprias narrativas. Alguns dos seus contos mais famosos incluem "A Pequena Sereia", "O Soldadinho de Chumbo", "O Patinho Feio", "A Princesa e a Ervilha" e muitos outros.

O poder do "Era um vez": Por que essa frase é mágica?

A expressão "Era uma vez" funciona quase que como um portal que nos transporta do mundo real para o mundo da fantasia. Ao ouvir essas palavras, as crianças são transportadas para um tempo mítico, o cérebro se prepara para processar dilemas complexos como o bem e o mal em um ambiente seguro e controlado.

Essa expressão foi popularizada nos contos infantis no final do século XVII por autores como Charles Perrault, com base nas raízes das narrativas orais que eram transmitidas de geração para geração. Essa expressão indica um tempo passado, remoto, indefinido e mágico.

Essa é uma tradução dos termos:

  • Il était une fois (francês)
  • Once upon a time (inglês)

No português, a expressão não varia, uma vez que o verbo funciona de forma impessoal, indicando um tempo remoto e uma época imprecisa. Essa expressão utilizada essencialmente nas histórias infantis, nos faz entrar no mundo do faz de conta e soltar a nossa imaginação.

A importância das histórias no desenvolvimento infantil

Ao ler contos infantis para a sua criança, isso ajuda muito mais do que fazer seu filho dormir mais rápido. Os benefícios da leitura de histórias para crianças incluem:

  1. Desenvolvimento cognitivo e linguístico: ajuda a expandir o vocabulário das crianças e aumenta a compreensão lógica.
  2. Alfabetização Emocional: através dos personagens das histórias infantis, a criança identifica sentimentos como medo, inveja, coragem, amizade, amor e empatia.
  3. Resolução de problemas: os heróis e heroínas dos contos infantis mostram que, com persistência e criatividade, é possível superar obstáculos que podem parecer impossíveis.
  4. Conexão familiar: ler para seus filhos ajuda na conexão em família e no tempo de qualidade com seus filhos, melhorando o vínculo e as relações familiares.
  5. Criatividade e imaginação: as histórias infantis transportam as crianças para novos mundos, estimulando a criatividade e a capacidade de inventar novas histórias e brincadeiras.
  6. Foco e disciplina: concentrar-se para escutar a história de um livro ajuda as crianças a desenvolverem a capacidade de concentração.
  7. Socialização: as histórias infantis aumentam a compreensão de mundo e ensina sobre regras para conviver em sociedade.

Para colher todos esses benefícios, é importante começar cedo. Ler para uma criança ajuda na formação de repertório e na formação do vocabulário. Quanto mais palavras elas escutam diariamente, mais rápido elas começam a falar e se expressar.

É comum que as crianças gostem de escutar a mesma história várias e várias vezes, e isso é completamente normal.

Grandes contos clássicos que marcaram gerações

Para compreender um pouco mais sobre essas histórias e a sua evolução, precisamos olhar para os grandes clássicos que sustentam o imaginário da população ocidental e também são sucesso no nosso país.

Chapeuzinho Vermelho

A história da Chapeuzinho Vermelho é uma lição sobre obediência e também sobre o perigo do desconhecido. O conto tem origem nas fábulas europeias. Foi publicado pela primeira vez pelo francês Charles Perrault, em uma versão que não possui final feliz, e depois pelos irmãos Grimm, sendo a versão mais conhecida, em que o caçador encontra o lobo e resgata avó e neta com vida.

Chapeuzinho Vermelho é outro clássico dos contos de fadas. | Imagem: Chelsey Marques - Unsplash

É considerado um dos contos de fadas mais popular da cultura ocidental, sofrendo várias releituras e adaptações.

Branca de Neve e os Sete Anões

O conto da Branca de Neve e os Sete Anões fala de beleza, de inveja e também sobre a pureza da amizade. A história infantil foi a primeira que ganhou a versão longa-metragem, sendo a primeira animação da Disney baseada em um conto de fadas totalmente a cores.

A popularidade do conto na versão filme infantil foi tão grande que ele foi relançado várias vezes no cinema. A história baseada em um dos contos de fadas dos Irmãos Grimm é sucesso ainda nos dias de hoje.

A animação de Disney de 1937 arrecadou
8000000

de dólares em bilheterias

Ao contrário da icônica animação, a versão live-action de 2025, também da Disney, não teve um grande sucesso. Na realidade, o longa-metragem foi um verdadeiro fracasso de bilheteria, massacrado pela crítica e também pelo público.

Rapunzel

Imagem do desenho animado da Rapunzel na janela da sua torre.
Imagem: Bubba -Unsplash

O conto da Rapunzel é focado em uma donzela enclausurada e também ganhou sua versão mais famosa em 1812 pelos Irmãos Grimm. Analisando a simbologia da história temos a torre que simboliza o isolamento, a bruxa que simboliza o controle opressor, o cabelo longo que é o símbolo de conexão e liberdade.

Cinderela

A história da Gata Borralheira, mais conhecida no Brasil como Cinderela, é uma história de superação e reconhecimento do valor próprio.

Existem no mundo mais de
300

variantes deste conto, incluindo uma versão chinesa muito antiga.

O conto de fadas clássico também tem a versão de Charles Perrault, mais mágica, e a dos Irmãos Grimm, mais sombria. A protagonista da história era forçada a fazer trabalhos domésticos pela madrasta e pelas irmãs.

Com a ajuda de uma fada madrinha (ou de magia), a gata borralheira vai ao baile real, encanta o príncipe, perde o seu sapato de cristal e no fim se casa com ele após uma busca pelo reino pela dona do sapatinho de cristal.

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Sapatinhos de Cristal

Existe uma teoria de que os sapatos da Cinderela eram na verdade de pele de animal (vair em francês) e foram confundidos com vidro (verre) na tradução.

Além desses clássicos já citados da literatura infantil, cabe uma menção honrosa também às histórias de João e Maria, O Patinho Feio, Pequeno Polegar, Pinóquio, João e o Pé de Feijão, Os Três Porquinhos. Ou ainda na categoria infanto juvenil temos O Pequeno Príncipe, Alice no País das Maravilhas, O menino do Dedo Verde e muitas outras histórias que encantam várias gerações de crianças e até de adultos.

A nossa literatura infantil nacional também é muito rica. Temos clássicos de Monteiro Lobato como "Sítio do Picapau Amarelo", temos "Menino Maluquinho" de Ziraldo, "Marcelo, Marmelo, Martelo" de Ruth Rocha e muitas outras histórias que abordam a curiosidade infantil.

Diferente dos contos clássicos, os contos infantis evoluíram. Autores contemporâneos e estúdios de animação como a Disney e a Pixar mudaram muito a abordagem das histórias infantis. Atualmente, os contos infantis trazem temas como empoderamento feminino, em contraponto com princesas frágeis que sonhavam com um príncipe encantado dos clássicos, e também novos tipos de estruturas familiares. As histórias atuais como Frozen ou Divertida Mente, fazem com que as crianças naveguem pela complexidade do mundo moderno, sem perder a essência do fantástico.

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Camila Reis

Administradora, Mestre em Economia e Gestão da Inovação, mineira, mãe. Apaixonada por viagens e pela vida, me arrisco na cozinha, amo ler, conhecer pessoas e passear em dias frios com sol.