Muitas pessoas não sabem, mas existem duas Irlandas! Isso mesmo, há uma nação que se localiza ao norte do território, denominada de Irlanda do Norte, e outra que ocupa cinco sextos da área, chamada de República da Irlanda.
Os dois países se diferenciam um do outro em vários quesitos, como econômico, político, de religião, etc. Além disso, a Irlanda faz parte da União Europeia, e a Irlanda do Norte compõe o Reino Unido, que há alguns anos determinou a sua saída desse bloco econômico, o que eleva ainda mais a discrepância entre as duas nações.
Independemente dessas diferenciações, há uma coisa que ninguém pode negar: os dois países são um paraíso para os intercâmbistas, ou melhor, para os estudantes que desejam fazer curso de ingles. Veja a seguir como é possível estudar nessas duas nações e descubra as suas respectivas histórias!
| Especificações | República da Irlanda | Irlanda do Norte |
|---|---|---|
| Status | País soberano | Região do Reino Unido |
| Forma de governo | República parlamentar | Monarquia constitucional |
| Moeda | Euro | Libra |
| Sistema jurídico | Baseado no Common law | Common law britânico |
| Bloco econômico da União Europeia | Membro da União Europeia | Fora da União Europeia |
| Economia | Globalizada e tecnológica | Regional e dependente |
| Capital | Dublin | Belfast |
| Área | Cerca de 70% da ilha | Cerca de 30% da ilha |
| Principais setores | - Tecnologia da informação - Indústria farmacêutica - Serviços financeiros - Exportações de alto valor agregado | - Agricultura - Pecuária - Turismo - Indústria tradicional |
Aprendendo inglês: Irlanda e Irlanda do Norte
Muitas pessoas não sabem, mas a Irlanda é dividida em dois países diferentes: a Irlanda do Norte e a República da Irlanda. A separação entre os dois territórios irlandeses ocorreu em 1921, quando a parte norte decidiu percenter ao Reino Unido, e a parte sul se tornou independente. Isso ocorreu devido a vários conflitos, principalmente religiosos e políticos.
Os dois países fazem parte do arquipélago das Ilhas Britânicas: A Irlanda do Norte fica na região nordeste com extensão de 14.130 km² - fazendo parte do Reino Unido, juntamente com a Escócia, a Inglaterra e o País de Gales (a sua extensão representa aproximadamente 70% da ilha). Já a República da Irlanda compõe o restante da ilha, se localizando na região sul, com extensão de 84.421 km² (a sua extensão representa cerca de 30% da ilha).

Portanto, atualmente, se pensarmos na Irlanda é necessário ressaltar: há dois países distintos, com diferenças econômicas, políticas e geográficas. A parte norte é ligada ao Reino Unido, enquanto a República da Irlanda é um país independente, que criou a sua própria constituição em 1937.
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Por que a Irlanda é dividida em duas?
Até o século passado, a Irlanda do Norte e a República da Irlanda, que conhecemos hoje, eram um só país. Porém, os dois territórios foram divididos devido aos conflitos que se instalaram na região e ocorreram entre 1919 e 1921. Para entendermos como a Irlanda se dividiu em duas é necessário voltamos um pouco na história.
Esse território se dividiu em dois após vários problemas políticos e religiosos que "começaram" a surgir na região depois que Henrique II decidiu anexar a Irlanda ao território britânico, o que levou vários ingleses a entrarem no país, mesmo que os irlandeses lutassem contra essa vinda.
A instalação dos britânicos ocorreu na parte norte da Irlanda, na região de Ulster, e isso levou a vários conflitos entre os dois povos. Com o clima hostil instalado na Irlanda, em 1920 decidiu-se pela criação de autogovernos, um para a região norte, e outro para o restante do país. Isso elevou o poder de soberania irlandês, o que gerou revolta na Grã-Bretanha. Por conta disso, se iniciaram várias guerrilhas entre os exércitos irlandeses e britânicos.
Após a ocorrência de vários atentados, incluindo o Domingo Sangrento - evento narrado por uma das músicas de U2 -, em 1921, foi assinado o tratado Anglo-Irlandês, que definiu a divisão entre os dois territórios e levou às suas respectivas independências. Posteriormente, no ano de 1994, também foi assinado o Tratado de Paz. E, assim, a tensão entre os dois países foi amenizada.
Unidade política e social dos irlandeses
Na Idade Média, a Irlanda não era um Estado unificado, e sim um conjunto de reinos independentes. Apesar dessa fragmentação, os povos desses reinos falavam a mesma língua, tinham as mesmas tradições culturais e seguiam as mesmas leis. Portanto, havia um senso de identidade coletiva.
Esse senso de unidade fez esses povos se considerarem um único povo. Essa união se desfez apenas apenas quando fatores externos passaram a interferir nessa unidade política e social da ilha. Um desses principais fatores externos foram a presença dos ingleses.
O catolicismo na Irlanda
Com a atuação de São Patrício na Irlanda, houve a difusão do cristianismo nesse território a partir do século V. Assim, ocorreu a conversão irlandesa, sem grandes conflitos. A incorporação do cristianismo da cultura da Irlanda se deu de forma gradual e profunda.
Ao longo dos séculos, o cristianismo passou a fazer parte de vários setores sociais irlandeses: dos costumes, da educação, dos valores sociais e da organização social. A prática religiosa do cristianismo era comum em toda a Irlanda, de norte a sul.
A colonização britânica e a divisão religiosa
A partir do século XVI, se iniciou a colonização da Irlanda pelos ingleses, havendo uma forte intervenção principalmente em Ulster, na parte norte da ilha. Os ingleses tinham o objetivo de controlar essa região, principalmente em termos políticos e religiosos.
Na região de Ulster, especialmente, a coroa inglesa confiscou as terras de famílias católicas e as distribuíram para os colonos ingleses e escoceses protestantes. Com isso, houve o enfraquecimento da elite nativa irlandesa e o aumento do poder britânico na região.
Nesse período, a religião passou a ser um marcador social e político. A população católica correspondia à população nativa subordinada, que sofria com as ilimitações impostas pelos colonizadores quanto aos direitos políticos, cargos públicos e acesso a terras.
A população protestante, por sua vez, correspondia às pessoas com poder estatal, que participavam das estruturas do governo e eram proprietários de terras. Essa divisão religiosa criou uma sociedade profundamende desigual com base na religião.
Ao longo de muito tempo, houve disputas e desavenças entre católicos e protestantes na Irlanda, ultrapassando o viés religioso e se estendendo a projetos políticos. De um lado, ficava o grupo de irlandeses resistentes ao domínio britânico e do outro lado ficava o grupo a favor da união com o Reino Unido. Essas tensões marcaram a história da Irlanda.
Domínio britânico e crescimento do nacionalismo
O domínio britânico avançou no território irlandês, o que levou à consolidação da religião protestante na região, tornando-a classe dominante. O controle do parlamento, das institiuções e da economia ficaram "nas mãos" dos protestantes.
Além disso, foram implementadas leis discriminatórias à população católica, o que limitou os direitos civis dos católicos. Eles passaram a ter acesso limitado às propriedades e aos cargos públicos, por exemplo. Essas leis deixaram os católicos à margem da sociedade.
A Irlanda foi incorporada ao Reino Unido oficialmente, gerando enorme insatisfação
Junto a isso, ainda houve o problema da Grande Fome, no século XIX. Nesse período, muitos irlandeses morreram ou saíram do país, o que agravou a situação econômica e social irlandesa. O governo britânico se omitiu quanto a essa situação, provocando uma insatisfação ainda maior por parte dos irlandeses. Essa situação fortaleceu a ideia do nacionalismo irlandês e a oposição ao colonialismo britânico.
A primeira guerra mundial e o Levante de Páscoa (1916)
Durante a Primeira Guerra Mundial, os ingleses concentraram os seus esforços na guerra, diminuindo a sua atenção quanto à colonização irlandesa. Esse movimento deu espaço para que diversos grupos nacionalistas fossem criados e se impusessem contra o domínio britânico.
Em 1916, foi organizado o Levante de Páscoa, havendo um movimento armado dos nacionalistas irlandeses contra o domínio britânico. O levante foi derrotado, mas o seu impacto simbólico foi grandioso.
A população se comoveu com a derrota, com a execução dos líderes do levante e a com a destruição de Dublin. Após esse acontecimento, se deu início à transição de um nacionalismo moderado para um projeto de independência republicana.
Guerra da Independência (1919 - 1921)
Em 1918, houve uma eleição na Irlanda e os partidos políticos a favor da independência venceram. Os políticos vencedores se negaram a atuar junto ao parlamento britânico, e criaram o seu próprio parlamento irlandês, declarando que a Irlanda seria uma república.
Ocorreu uma forte reação do Reino Unido a esse movimento, dando início à Guerra da Independência entre as forças britânicas e o IRA (Exército Republicano Irlandês). Vale destacar que houve uma divisão de apoiadores nesse conflito: a maior parte da população da ilha apoiava a independência, enquanto o povo de Ulster, onde a maioria da população era protestante, mantinha a lealdade ao Reino Unido.
A divisão da ilha: República da Irlanda e Irlanda do Norte (1920 - 1922)
Devido à divisão interna, se propôs a divisão da ilha. Com isso, foi aprovada uma lei que definiu a divisão da ilha em dois territórios: a Irlanda do Norte e a República da Irlanda (ou Irlanda do Sul). Na Irlanda do Norte, a maioria da população era protestante, enquanto na Irlanda do Sul, a maioria era católica.
A criação de dois governos distintos não gerou o contentamento nem da população do Sul, nem da do Norte
Nessa divisão, a Irlanda do Norte (Irlanda faz parte do Reino Unido) passou a ter o seu próprio governo, atuando de forma autônoma. Lá houve movimentos de violência entre católicos e protestantes, principalmente em Belfast, entre 1920 e 1922.
Já a Irlanda do Sul virou o Estado Livre da Irlanda em 1922. Em 1937, a República da Irlanda foi oficializada, havendo o rompimento em definitivo com o Reino Unido e a promulgação de uma constituição.
Segregação na Irlanda do Norte
Após a divisão da Irlanda, a República Irlanda (ou Irlanda do Sul) conseguiu apresentar maior estabilidade. A Irlanda do Norte, por sua vez, seguiu com um sistema segregador e discriminatório contra os católicos, impondo sub-representação política, discriminação no emprego e segregação residencial.
Por conta dessa segregação, muitos católicos que viviam na Irlanda do Norte emigraram para outras regiões, como para a Irlanda do Sul. Eles saíram da Irlanda do Norte com o objetivo de conquistar melhores condições de vida e obter mais segurança.
The Troubles (1969 - 1998)
Vários movimentos pacíficos por direitos civis surgiram na Irlanda do Norte durante a década de 60. Esses protestos levaram à intervenção do exército britânico em 1969. A partir disso, se deu início ao período do The Troubles, entre 1969 e 1998.
Nesses quase 30 anos, ocorreram diversos atos de violência entre civis, grupos paramilitares e forças britânicas. Sem dúvidas, esse foi o período em que ocorreram mais ações violentas na Irlanda do Norte. A cidade de Belfast, por exemplo, virou um cenário de guerra.
O Domingo Sangrento (1972)
O Domingo Sangrento ocorreu em janeiro de 1972, e foi o acontecimento mais marcante desse período do The Troubles. Nesse dia, houve uma marcha pacífica em Derry de manifestantes católicos. Durante essa marcha, soldados britânicos atiraram contra manifestantes desarmados, o que levou à morte de 14 pessoas.
The killings were unjustified and unjustifiable
Relatório Saville
Esse acontecimento gerou uma enorme indignação, aumentando o conflito entre os grupos republicanos e as forças britânicas. Esse foi um dos dias mais trágicos desse período da Irlanda do Norte, sendo retratato na música Sunday Bloody Sunday do U2.
Acordo de Sexta-feira Santa (1998)
Após intensas ondas de violência, se estabeleceu a busca por soluções políticas. A solução encontrada foi o acordo da Sexta-feira Santa, em 1998, que estabeleceu, entre outra coisas, o reconhecimento da Irlanda do Norte como parte do Reino Unido e a garantia de direitos iguais para protestantes e católicos.
Cultura, geografia, política e mais da Irlanda e Irlanda do Norte
Com a divisão entre os dois territórios, pode-se dizer que a Irlanda e a Irlanda do Norte (Irlanda faz parte do Reino Unido) são dois países completamente diferentes em termos econômicos, geográficos e políticos, apesar de fazerem parte da mesma ilha.
Política e forma de governo
Em termos políticos, a República da Irlanda tem o constitucionalismo como o seu sistema político. Além disso, a sua governança é definida como democracia parlamentar. Portanto, a principal autoridade política da Irlanda é o presidente, que por sua vez, é definido pela votação do povo.
Já a Irlanda do Norte, que faz parte do Reino Unido, tem o seu sistema político baseado nas diretrizes da monarquia parlamentarista. Dessa forma, o país é regido pelo primeiro ministro e pelo monarca. Portanto, a política é a primeira grande diferença entre as duas Irlandas!
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República da Irlanda
- Status político: Estado soberano e independente (desde 1992)
- Forma de governo: república parlamentar
- Chefe de Estado: presidente
- Chefe de governo: Taoiseach (primeiro-ministro)
- Bloco econômico: país-membro da União Europeia (UE)
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Irlanda do Norte
- Status político: Região constituinte do Reino Unido
- Forma de governo: monarquia constitucional parlamentar
- Chefe de Estado: Rei do Reino Unido
- Bloco econômico: Fora da União Europeia (Brexit)
Economia e modelo econômico
Sobre a economia, Irlanda e Irlanda do Norte se diferenciam principalmente em relação à moeda utilizada. Isso porque a moeda da Irlanda do Norte é a libra esterlina, enquanto a da Irlanda é o euro (uma vez que o país faz parte da União Europeia).
A Irlanda tem um modelo econômico de economia aberta, sendo altamente globalizada, dinâmica e integrada ao mercado europeu. Além disso, o seu PIB per capita é alto, sendo um dos maiores da Europa. Lá existem empresas principalmente dos setores da tecnologia, farmácia e finanças e muitas multinacionais.
A Irlanda do Norte, por sua vez, tem uma economia mais regional, sendo integrada ao Reino Unido. O seu PIB per capita é inferior ao da Irlanda e lá existem poucas multinacionais. Os principais setores econômicos da Irlanda do Norte são agricultura, pecuária, indústria tradicional e turismo. Por fim, em termos geográficos, a República da Irlanda tem Dublin como a sua capital e
divisões em seu território
Já a capital da Irlanda do Norte é a cidade de Belfast, e o país é dividido por seis condados. Dessa forma, se tem a divisão entre a Irlanda do Norte e a República da Irlanda.
Cultura e identidade
A cultura e a identidade da República da Irlanda e da Irlanda do Norte têm vários pontos em comum, mas também contam com muitas distinções, principalmente por conta dos processos de divisão política, religiosa e social.
Tanto a República da Irlanda quanto a Irlanda do Norte têm heranças celtas e gaélicas, as quais podem ser percebidas nas festividades, na literatura, no folclore, na dança e na música. Em contrapartida, a República da Irlanda apresenta uma identidade mais nacional, enquanto a Irlanda do Norte tem uma identidade mais plural.
A República da Irlanda foi um território que lutou contra o domínio britânico, e a construção da sua identidade se baseou na valorização da cultura irlandesa, na independência e no catolicismo. Hoje, a República da Irlanda é mais diversa e multicultural por conta das mudanças sociais. Mas, por muito tempo, a identidade cultural irlandesa foi construída a partir da valorização da sua própria cultura.
A Irlanda do Norte, por sua vez, tem uma identidade mais complexa - e podemos dizer até mais "fragmentada". Parte da população da Irlanda do Norte se considera britânica e se associa ao protestanismo e ao unionismo. A outra parte de considera irlandesa, associando-se ao catolicismo e ao nacionalismo. Há também as pessoas que se consideram norte-irlandesas.
Vale destacar que hoje em dia existem muitos projetos e iniciativas que visam a reconciliação social entre a República da Irlanda e a Irlanda do Norte. Dessa forma, busca-se gerar uma convivência mais pacífica e a promoção do diálogo entre os dois territórios.
Sociedade e cotidiano
A convivência entre a população da Irlanda e da Irlanda do Norte é, de forma geral, pacífica. A identidade nacional da República da Irlanda é mais homogênea, enquanto a população da Irlanda do Norte apresenta um maior "sentimento de pertencimento" - podendo esse ser irlandês, britânico ou norte-irlandês.
Apesar de existir uma divisão política entre os dois países, a fronteira entre as Irlandas é aberta, sendo permitida a circulação para estudo, trabalho e manutenção das relações sociais. Sendo assim, os irlandeses podem transitar entre os dois países.
Na Irlanda do Norte, alguns problemas do passado relacionados à segregação ainda são presentes no país, ainda que de forma reduzida. No país, existem alguns bairros segregados, por exemplo. Mas, felizmente, algumas instituições de ensino e comunidades têm promovido iniciativas em prol da integração social.
Como estão os dois países, atualmente?
Apesar de já ter passado por várias guerras e tensões internas, a relação entre as duas regiões encontra-se equilibrada. No entanto, é importante ressaltar que ainda existem diferenças econômicas, políticas e religiosas entre os dois países.
A saída do Reino Unido da União Europeia, ou melhor, o Brexit elevou o constraste entre os dois países e complicou a gestão entre as fronteiras. Muitas pessoas perceberam o Brexit como um retrocesso na boa convivência entre as nações, apesar das consequências não terem sido tão grandes quanto se imaginava.
Cooperação norte-sul
A cooperação norte-sul segue ativa. A prova disso é que em junho de 2025 houve a 29ª reunião plenária do North South Ministerial Council (NSMC), órgão responsável pela cooperação entre a Irlanda do Sul (República da Irlanda) e Irlanda do Norte¹.
Nessa reunião, estiveram presentes os representantes dos governos de Stormont e de Dublin. Eles discutiram diversas políticas que interessam a ambos: tanto a República da Irlanda quanto a Irlanda do Norte (Irlanda faz parte do Reino Unido). Esse encontro comprova a continuidade da relação norte-sul.
Eleição da presidente pró-reunificação na República da Irlanda
Em outubro de 2025, a presidente eleita na República da Irlanda foi Catherine Connolly, uma defensora da reunificação da Irlanda. A sua eleição demonstra o crescimento do interesse da população em unificar a Irlanda e o aumento do número de defensores de políticas progressistas².
Vale destacar que, apesar de ainda existirem divergências políticas, houve uma redução da ocorrência de confrontos violentos, aumentando o foco para conversas sobre temas políticos e institucionais - e não armados. Hoje, existe uma maior cooperação cultural e social entre a Irlanda do Norte e a Irlanda do Sul (República da Irlanda).
Educação e integração comunitária
Existe um apoio cada vez maior à educação integrada, em que alunos que seguem diferentes religiões poderão estudar juntos. As pesquisas mostram que boa parte da população é favorável a esse modelo de ensino³.
Inclusive, as políticas curriculares das escolas irlandesas têm apostado em reflexões anti-racismo e de diversidade e inclusão. No mais, é importante destacar que existe um intenso fluxo de alunos da Irlanda do Norte que ingressam em instituições de ensino da República da Irlanda e vice-versa.
Desafios econômicos pós-Brexit
A saída do Reino Unido da União Europeia gerou impactos significativos na Irlanda do Norte. O país permaneceu parcialmente integrado ao mercado da União Europeia com o intuito de evitar a imposição de fronteiras com a Irlanda do Sul (República da Irlanda), seguindo o estabelecido no Acordo da Sexta-feira Santa.
Com isso, a Irlanda do Norte (Irlanda faz parte do Reino Unido) começou a ter acesso a dois grandes mercados, tanto o britânico quanto o europeu. Isso fez o país ter acesso a diversas oportunidades nos setores do comércio, da agroindústria e da logística.
Por outro lado, a Irlanda do Norte sofre com uma maior burocracia comercial, principalmente em relação aos produtos comprados na Grã-Bretanha. As empresas irlandesas, especialmente as de médio e pequeno porte, enfrentam problemas como custos mais altos, atrasos de mercadorias e burocracias regulatórias. A situação é economicamente estratégica, mas politicamente delicada.
Além disso, se firmou o Windson Framework (ou acordo de Windsor) em 2023. As regras desse acordo visam evitar problemas comerciais e tensões políticas, diminuindo as tensões entre o Reino Unido e a União Europeia.
Intercâmbio: como estudar na Irlanda e na Irlanda do Norte?
Independentemente da relação entre a Irlanda e a Irlanda do Norte, o que podemos afirmar que esses dois países são bons lugares para se viver e, principalmente, para estudar. Em especial, Dubin, capital da República da Irlanda, é considerada um paraíso para os intercambistas. A cidade possui uma boa infraestrutura para quem deseja fazer curso ingles e aprender mais sobre a língua.
já a Irlanda do Norte também possui boas políticas de recebimento de estrangeiros no país. O país possui bons cursos ingles e excelentes universidades que aceitam a entrada de estudantes vindos do exterior. Portanto, estudar nesses países pode ser considerada uma boa oportunidade para os brasileiros que desejam aprender ingles.
Para estudar na Irlanda, geralmente, é preciso "tirar" o visto de estudante, que custa em torno de 300 euros. Além disso é preciso também apresentar um comprovante de posse de 3.000 euros para comprovar que possui valor suficiente "em mãos" para manter a sua estadia no país. Veja como funciona a entrada na Irlanda para os brasileiros:
- Permanência de até 90 dias (três meses): não é necessária a solicitação do visto para o embarque. Porém, é obrigatória a apresentação de comprovantes - como de matrícula do curso, de seguro de saúde e de passagem - e documentos para que o órgão de imigração aprove a sua entrada no país. Em geral, as pessoas passam três meses na Irlanda para fazer aulas de ingles;
- Permanência acima de 90 dias: os estudantes brasileiros podem passar até 2 anos na Irlanda, apesar de haver exceções, como quando a pessoa realiza um curso de nível superior no país. No caso da permanência acima de 90 dias é necessária a apresentação do visto, do comprovante de posse, de matrícula do curso e de seguro médico privado.
Já para estudar na Irlanda do Norte, as regras se modificam, pois o país faz parte do Reino Unido. Então veja como funcionam as normas dessa nação:
- Permanência de até seis meses: não é obrigatória a apresentação do visto. Porém, é necessário ter um passaporte com validade de 6 meses, no mínimo.
- Permanência acima de seis meses: é obrigatória a apresentação do visto, dos documentos pessoais e de comprovantes (como de hospedagem, de reservas financeiras, de passagem de ida e volta, etc).
Tanto na República da Irlanda quanto na Irlanda do Norte (Northem Ireland), o estudante pode ter acesso aos melhores cursos de inglês com excelente professor de inglês nativo e aulas de ingles extraordinárias.
Porém, é importante ressaltar que na Irlanda, o estudante terá acesso às seguintes universidades para estudar inglês: Universidade da Cidade de Dublin, Universidade Nacional da Irlanda e Universidade de Dublin. Já na Irlanda do Norte, ele terá acesso às seguintes instituições de ensino: Queen's University e University of Ulster. E aí, já está pronto para fazer o seu intercâmbio?
Quando viajar pela Irlanda Norte, não esqueça de conhecer a Causeway Coastal Route, que é umas das estradas costeiras mais bonitas da Europa. O percurso tem em torno de 210 km, e liga Bealfast a Derry. De lá é possível ver a costa norte do país e o imenso oceano atlântico, além, claro, da Giant's Causeway, que é um patrimônio da UNESCO.
E aí, gostou da ideia de ter aulas de inglês na Irlanda e/ou na Irlanda do Norte? Se você tem interesse em aprender a língua, mas não quer viajar para o país, também existe a opção de fazer um curso de ingles online com professores de inglês irlandeses.
Essa também é uma boa oportunidade para desenvolver o seu conhecimento em relação ao idioma e ter aula particular de ingles! Verifique os preços das aulas de inglês ou até mesmo das aulas sobre história Irlanda. Esperamos que este artigo tenha te ajudado a entender melhor a história ilha Irlanda!
Referências Bibliográficas
- DEPARTAMENT OF THE TAOISEACH. North South Ministerial Council: Twenty-Ninth Plenary Meeting, Armagh, 20 June 2025: Joint Communiqué. Disponível em: https://www.gov.ie/en/department-of-the-taoiseach/press-releases/north-south-ministerial-council-twenty-ninth-plenary-meeting-armagh-20-june-joint-communiqu%C3%A9/. Acesso em: 18 dez. 2025.
- DUCOURTIEUS, Cécile. Catherine Connolly, Irish reunification advocate, elected president. Le Monde, 26 out. 2025. Disponível em: https://www.lemonde.fr/en/international/article/2025/10/26/catherine-connolly-irish-reunification-advocate-elected-president_6746786_4.html. Acesso em: 18 dez. 2025.
- BRITISH EDUCATIONAL RESEARCH ASSOCIATION (BERA). Presidential Seminar Series - Anti racism education in Notherm Ireland: Progress, Problem and Prospects, 4 nov. 2025. Disponível em: https://www.bera.ac.uk/media/presential-seminar-series-anti-racist-education-in-nothern-ireland-progress-problems-and-prospects. Acesso em: 18 dez. 2025










Bons os esclarecimentos.
Grandes informações! Muito obrigado por tirar muitas dúvidas.
Muito esclarecedor!
Excelentes informações.
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