O piano foi descoberto na Europa e, a partir de lá, se tornou conhecido em todo o mundo. É claro que isso não aconteceu de forma automática, de uma hora para outra. Aos poucos, o piano e sua cultura iam se espalhando pelo mundo, e a chegada ao Brasil foi certamente um marco para nós, especialmente para aqueles que se dedicam a estudar a arte de tocar músicas clássicas ou adaptar outros ritmos ao piano.
À medida que o instrumento se difundia, mais pessoas se interessavam por ele. Hoje em dia, existe um público específico que deseja fazer um curso de piano para aprender a tocar suas músicas favoritas. Há crianças, inclusive, que aderem à prática desde muito cedo. Em sua maioria, são nascidas em famílias que já têm essa cultura. Algumas exceções adquirem o gosto a partir de personagens de filmes ou novelas.
É importante que os pais observem esse interesse e apoiem o desenvolvimento do que pode representar um grande talento. Matricular o seu filho em um curso de piano pode ser um grande investimento se ele deseja exercer a atividade como meio profissional no futuro. É claro que há aqueles que consideram o piano apenas como hobby e para esses também o curso não seria perda de tempo.
Além disso, outro ponto que merece total atenção é a escolha do professor. Muitas vezes, uma escola convencional não oferece tudo o que o aluno precisa. Pode ser que haja um interesse em conhecer mais sobre a história do piano, ou mesmo que os horários oferecidos não atendam às suas necessidades. É por isso que muitas pessoas recorrem ao professor particular, que funcionaria nesse caso como um coaching que vai auxiliar no desenvolvimento do aluno.
Ficou curioso para saber como o piano chegou ao Brasil? Então encontre a resposta nesse artigo! Acompanhe!
Quando o piano chegou ao Brasil?
O primeiro piano surgiu na Europa, ainda em meados do século XVIII. Foi somente nos cem anos seguintes que seu primeiro exemplar chegou ao Brasil, trazido pelo príncipe regente Dom João, que era adepto às artes e à música. Com a abertura dos portos, a entrada em massa dos pianos no Brasil se tornou fator preponderante para a difusão dessa arte.
Isso tudo aconteceu durante a permanência da corte portuguesa em nosso território, ocasião na qual os ingleses lotavam nossos portos com seus produtos. O piano era um deles. Embora diversos músicos de Lisboa também tenham vindo para cá, o organista oficial da Capela Real à época era um padre brasileiro chamado José Maurício Nunes Garcia.

Na mesma ocasião, foi construído o Teatro Real de São João no Rio de Janeiro e a formalização da atividade ficou por conta da fundação da Imprensa Régia. Conforme consta na Enciclopédia da Música Brasileira, o primeiro registro impresso da atividade musical aconteceu dois anos após a proclamação da nossa independência, em 1824.
Estima-se que a primeira fábrica de pianos em nosso território tenha sido inaugurada em 1810 e acredita-se que ela tenha resultado da curiosidade de algum afinador, que passou a estudar os pianos europeus, e até mesmo aproveitou peças para montar novos exemplares. Estaria aí uma nova fonte de renda tendo em vista os novos interesses que surgiam? É possível!
Mais tarde, em 1850, o piano finalmente assumia um papel representativo na vida musical brasileira. A partir de então, surgiram as primeiras escolas que, com o passar do tempo, se expandiram por todo o nosso território. À medida que os pianos iam se tornando mais acessíveis, era comum que mais pessoas procurassem aprender a tocá-lo.
Quem trouxe o piano para o Brasil?
O primeiro piano do mundo foi inventado por Bartolomeo Cristofori, na Itália. Aqui no Brasil, seu primeiro exemplar teria chegado pelas mãos do próprio Dom João VI, em 1808, quando este veio para o Brasil juntamente com a Família Real. Entretanto, alguns estudiosos acreditam que, à essa época, já haviam cravos e o pianoforte na cidade do Rio de Janeiro. Aliás, teria sido essa cidade o ponto de entrada para os pianos no Brasil.

Entretanto, a presença desses precursores e também de alguns instrumentos de corda antes mesmo da chegada da corte, denota o interesse musical desse povo, que já existia. Os instrumentos musicais e, mais tarde o piano, faziam parte de eventos populares e cultos religiosos. As orquestras, os concertos e até mesmo a música ambiente em alguns locais passaram a contar com o piano entre seus principais instrumentos.
Por conta dos padrões da época, já no final do século XIX e início do século XX, o piano exercia importante papel em nossa música. Entretanto, a grande mídia só passou a tratar dessas questões a partir de 1821, com o fim da censura.
Um tempo depois, já durante o Segundo Reinado, as notícias sobre artes e música ultrapassavam a divulgação de espetáculos teatrais: tratavam também de investimentos que poderiam auxiliar na criação de um estilo de música para chamar de nacional. À medida que o instrumento e as aulas de piano se tornavam mais acessíveis, o Rio de Janeiro passou a ser chamado de "a cidade dos pianos". Eles eram encontrados por toda parte, desde as fazendas até as casas de chá.
Outro fator que merece destaque é que, naquela ocasião, os almanaques eram publicações muito comuns. Assim, no Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro, constavam diversos anúncios de professores de piano e outros instrumentos. Que bom que evoluímos, e temos hoje plataformas específicas para encontrar alguém para ajudá-lo a aprender a tocar piano.
Qual a importância do piano no música brasileira?
Desde o início, o piano foi acolhido com grande entusiasmo pelos cariocas. Na segunda metade do século XIX, ele já era figura presente em diversos tipos de eventos, e o interesse popular em aprender a tocá-lo só crescia. Tanto que, a maioria dos compositores brasileiros dedicou pelo menos uma de suas obras ao piano. Descobriu-se que ele servia para tocar diversos ritmos e isso amplificava o leque de possibilidades para nossos músicos.
Foi dessa forma que o piano influenciou fortemente na formação de uma identidade musical brasileira. As primeiras cidades a sentir tal efeito foram o próprio Rio de Janeiro e São Paulo. Com a chegada de Sigismond Thalberg, um renomado pianista suíço, a população pôde finalmente ter contato direto com um pianista internacional famoso.
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Mais tarde, era a vez do também pianista internacional, mas dessa vez um norte-americano, Louis Moreau Gottschalk, que inclusive criou a versão para piano do hino nacional brasileira, tocada por Guiomar Novaes, encantando a todos com o seu talento e mostrando quantas possibilidades se abriam à frente de quem aprendia a tocar piano.
Talvez isso tenha influenciado diretamente na procura por piano aulas e outras maneiras de manter um contato mais direto com o instrumento, com a principal finalidade de aprender a tocá-lo.
Em 1841, surgiu o Conservatório de Música, que depois se tornaria a Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi só em 1871 que essa instituição ganhou uma cadeira dedicada ao piano. Com todos esses avanços, era comum que a música passasse a ter uma participação a cada dia maior na imprensa. Notícias e peças se tornaram rotineiras nas grandes publicações.
Dessa forma, podemos dizer que a importância do piano para a criação da música estritamente brasileira (isso não significa que ela não tenha sofrido influência de outras culturas) é inegável. Além disso, pela variedade de sons e sustenidos que permite, ele se torna peça essencial para algumas criações.
Quais as músicas brasileiras mais importantes tocadas no piano?
Se você fizer a matrícula em um curso de piano, provavelmente vai começar pelas músicas mais fáceis, que são o ideal para iniciantes. Entretanto, se perguntássemos quais as músicas mais tocadas no piano, em termos gerais, provavelmente ouviríamos algo relacionado a Mozart ou Beethoven. Na lista, entra até mesmo um clássico do rapper Tupac, intitulado Changes.
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Quando pensamos estritamente na música brasileira, devemos nos lembrar dos principais nomes, que tornaram o piano ainda mais marcante em nossa cultura. É aí que podemos citar Noel Rosa, Pixinguinha e Heitor Villa-Lobos. Mais que aprender a tocar essas canções, é importante entender o contexto histórico no qual foram criadas e suas influências no gosto musical popular.
"Aquele Abraço", de Gilberto Gil, por exemplo marcou o movimento Tropicália, que aconteceu entre as décadas de 60 e 70. Trata-se de um belo exemplo de uma ocasião na qual se descobria que o samba era possível também no piano. A canção traz elementos do estilo blues e jazz.
Já se analisarmos "A Felicidade", composta por Tom Jobin, teremos um belo exemplar da bossa-nova, que se tornara a marca registrada do compositor. A canção mesclava também elementos do samba e do jazz e, em algumas apresentações, pode-se observar até mesmo notas de improviso.

Quer mais um exemplo? "Stone Flower", de Tom Jobin. Embora o título da canção esteja em inglês, trata-se de um clássico da nossa música. Elementos folclóricos marcam forte presença, além do maracatu e do baião. Brasileiríssima! Lírico e percussivo se misturam, trazendo resultados surpreendentes. Foi inspiração para o Guia Prático para Piano, de Villa-Lobos.
Experimente perguntar ao seu professor de piano sobre as canções brasileiras tocadas no instrumento. Você vai se surpreender. Ou será que já conhece alguma? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe conosco.
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