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A nota do ENEM para o ingresso em faculdades públicas

De Myla, publicado dia 19/06/2019 Blog > Apoio Escolar > ENEM > Como ingressar em instituições federais com seu resultado do Exame Nacional

Você sabia que o Exame Nacional do Ensino Médio, o ENEM, começou como uma mera avaliação individual da qualidade do Ensino Médio e se tornou o segundo maior exame de vestibular do mundo, atrás apenas do praticado na China, o Gāo Kao?

Na edição passada, milhões de estudantes brasileiros se matricularam no exame. Isso seria como se toda a população da Dinamarca saísse de casa para fazer o exame que tem duração de dois dias, cobrindo 180 questões objetivas e mais a prova de redação.

Como funciona o ENEM?

Criado em 1998 com o mero propósito de ser uma avaliação individual do Ensino Médio, o ENEM evoluiu muito de lá pra cá! Ao longo dos anos, o exame nacional avançou em conceitos e finalidade, no entanto, possui ainda muitos desafios pela frente.

Durante sua evolução, cerca de quase 100 milhões de brasileiros se inscreveram no ENEM dispostos a passar pelo mesmo processo: submeterem-se a uma prova de 10 horas e meia de duração, durante dois dias consecutivos, com a finalidade de terem abertas as portas do ensino superior.

De um teste aplicado para avaliar a última etapa da educação básica, sobretudo na escola pública, com a finalidade de orientar melhor certas políticas governamentais, o exame deu um grande salto: substituiu o vestibular e recebeu uma série de políticas sociais associadas.

Nesse sentido, de participação voluntária passou a quase obrigatória, já que tornou-se passaporte para o ingresso em universidades e faculdades. Além disso, é também sinônimo de acesso a programas educacionais: a nota é usada no Sistema de Seleção Unificada (SiSU), para o ingresso nas universidades federais, no Programa Universidade para Todos (ProUni), para acesso às instituições particulares e até mesmo para entrada em instituições de Portugal e, mais recentemente, também em outros países.

O ENEM é uma avaliação diferente dos vestibulares tradicionais, pois tem como marco a transdisciplinaridade, ou seja, é comum a formulação de questões mais contextuais, nas quais o uso de duas ou mais disciplinas aprendidas no Ensino Médio são conjugadas para se obter a resposta.

Nesse sentido, desenvolveu-se um modelo que consta com 180 questões, 45 para cada uma das 4 partes-blocos (Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas), além da elaboração da redação. A partir de 2017, o exame começou a ser realizado em dois domingos consecutivos.

O primeiro cobre 90 quesões com 5h e meia de duração, concentrando nas disciplinas de humanas e mais 90 quesões no domingo seguinte, com 5h de duração, concentradas nas disciplinas de exatas. Isso dá uma média de 3 minutos para os candidatos responderem as questões e preencherem os gabaritos.

O ENEM ao longo de sua evolução superou muitos desafios e vem se firmando como a principal forma de ingresso em uma instituição de ensino superior no Brasil. Divulgação: Logotipo do ENEM – Inep.

O ENEM é uma avaliação realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), uma autarquia ligada ao Ministério da Educação. Além disso, o exame é feito por pessoas interessadas em ganhar bolsa integral ou parcial em faculdade particular, através do Programa Universidade para Todos (ProUni) ou para obtenção de financiamento por meio do Fundo de Financiamento ao Estudantes do Ensino Superior (Fies).

Ainda, entre 2009 e 2016, o exame nacional serviu também como certificação de conclusão do ensino médio em cursos de Educação de Jovens e Adultos (EJA), o antigo Supletivo, substituindo o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), que retomou a ser aplicado a partir de 2017.

Como usar minha nota para entrar em uma faculdade pública?

A forma mais direta de usar sua nota do ENEM a fim de ingressar em uma universidade pública é através do Sistema de Seleção Unificada (SiSU). Esse é um processo seletivo totalmente informatizado que utiliza a nota do ENEM como critério exclusivo para classificar candidatos a vagas em universidades públicas.

Considerado como uma iniciativa do governo federal para incentivar o acesso ao ensino superior gratuito, o SiSU acontece duas vezes ao ano, uma vez a cada semestre. As inscrições, gratuitas, são realizadas pela internet. Não é necessário exigência de renda para a participação e pode se inscrever quem participou do ENEM do ano anterior, obtendo nota maior do que zero na redação.

Embora não exija uma nota mínima para a realização da inscrição, cada universidade participante do SiSU pode exigir um desempenho mínimo no ENEM para concorrer a uma vaga em seus cursos. Além disso, cada faculdade também possui liberdade para atribuir pesos diferentes às provas do ENEM, em cada uma das suas 5 grandes áreas, incluindo a redação.

Observe que as notas de corte variam de acordo com diversos fatores. A reputação da universidade, a procura pelo curso, o turno e a modalidade de concorrência (cotas ou não) são alguns dos elementos que podem influenciar muito a nota mínima para conseguir uma vaga no SiSU. Cursos tradicionalmente muito concorridos, como medicina e engenharia, podem requerer notas acima de 700 para se ter alguma chance. Já em graduações menos procuradas, é possível o ingresso com cerca de 500 pontos no ENEM.

Além disso, desde 2016, o SiSU serve também para preencher vagas remanescentes em universidades públicas de todo o país, incluindo vagas ociosas em fases mais adiantadas dos cursos de graduação. Essa é uma mão na roda para aqueles alunos que já estão cursando uma faculdade particular e querem tentar uma transferência para uma instituição pública.

Claro que o principal critério, nesses casos, para ingresso na universidade pública é a nota do ENEM, além do desempenho acadêmico do candidato e a reputação da faculdade (conceito da instituição perante o MEC) em que ele encontra-se matriculado.

Como me inscrever no SiSU?

Muitos consideram que o SiSU funciona como se fosse um leilão de vagas de cursos de graduação em universidades públicas. Note que todos os candidatos que tiveram notas válidas na última edição do ENEM podem concorrer. De forma geral, seria como se a nota alcançada no ENEM valesse como dinheiro dos lances que os candidatos dão para ficar com as vagas. Quem consegue dar os lances mais altos fica com a vaga!

Observe que o leilão de notas de corte para se obter as vagas é ultra dinâmico, e todo dia você pode dar novos lances e mesmo mudar de opção de curso ou de universidade.

Passo a passo para a inscrição no SiSU

Divulgação: SiSU – Ministério da Educação.

 

Passo 1: Acesse o site oficial do SiSU. É apenas nele e somente nele que você fará sua inscrição no SiSU.

Divulgação: SiSU – Ministério da Educação.

 

Passo 2: Insira seus dados do último ENEM e acesse o painel de controle. Adicione sua inscrição no ENEM, a senha atualizada e confirme os caracteres do campo de validação do usuário.

Divulgação: SiSU – Ministério da Educação.

 

Passo 3: Escolha a primeira opção de curso de graduação. Observe que você pode escolher até duas opções de cursos, na mesma instituição ou cursos iguais em instituições diferentes.

E lembre que você pode trocar de opção quantas vezes quiser, até mesmo no último minuto do último dia de inscrições.

Divulgação: SiSU – Ministério da Educação.

 

Passo 4: Você pode filtrar a escolha da sua opção por um curso de graduação selecionando para vagas disponíveis por municípios em cada cidade, podendo ver as vagas por instituição ou escolher também marcando primeiro o nome do curso, o que mostra as vagas oferecidas.

Divulgação: SiSU – Ministério da Educação.

 

Passo 5: Uma tabela sobre o curso escolhido irá aparecer; você escolhe onde concorrer observando as notas de corte nas diversas opções e atente-se e foque aonde você tem mais chances de concorrer.

Divulgação: SiSU – Ministério da Educação.

 

Passo 6: Agora você deve escolher a modalidade de inscrição, se na categoria de Ampla Concorrência, que é a mais concorrida, claro, e que possui as notas de corte mais altas, ou você pode optar pela disputa nas cotas raciais ou sociais.

Divulgação: SiSU – Ministério da Educação.

 

Passo 7: Confirme a leitura da documentação exigida para o curso na categoria de disputa escolhida por você.

Divulgação: SiSU – Ministério da Educação.

 

Passo 8: Parabéns, sua inscrição para a primeira opção de curso de graduação foi efetuada com sucesso!

Para incluir a 2ª opção na inscrição, basta que você repita passo a passo o que acabou de realizar para a 1ª. E lembre que toda noite o MEC recalcula as notas de corte e que, portanto, você pode alterar suas opções em busca de melhores chances.

Como é calculada a nota de corte do SiSU?

Os cursos mais procurados no SiSU são Direito, Administração, Pedagogia, Engenharia Civil, Medicina, Educação Física, Serviço social, Fisioterapia, Biologia e Psicologia.

Não é comum, mas se dois candidatos ficarem páreo a páreo em último lugar, os critérios para desempate são: maior nota na redação, seguida pela maior nota na prova de Línguagens, Códigos e suas Tecnologias; em seguida, a maior nota na prova de Matemática e suas Tecnologias; a maior nota em Ciências da Naturreza e suas Tecnologias e, por fim, a maior nota na prova de Ciências Humanas e suas Tecnologias.

Além disso, a nota de corte, ou seja, o mínimo de pontos necessários para entrar em cada curso das seguintes instituições varia de faculdade para faculdade. Para a USP, o curso de Engenharia Aeronáutica é o de nota de corte mais elevada, com nota acima de 870 pontos. Em seguida, vem o curso de medicina, com nota de corte de 858 pontos e o de Engenharia da Computação com nota mínima de 849 pontos.

Já para se ingressar na UFRJ, medicina bateu os 807 pontos, Ciências Econômicas, 801 pontos e Engenharia Química, 796 pontos no SiSU 2018. Na UFMG, medicina continua como a de maior nota de corte, 796 pontos e em várias outras modalidades só se é possível entrar com o mínimo de 682 pontos.

Agora que você ficou mais por dentro de como se inscrever no SiSU em busca de uma vaga em uma universidade pública, boa sorte! E lembre que esse é um processo que você deve acompanhar o tempo todo, já que o MEC constantemente o atualiza.

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