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Similitudes entre o idioma da Alemanha e do Brasil

De Camila, publicado dia 30/11/2017 Blog > Idiomas > Alemão > Semelhanças entre português e alemão

Existe todo um drama e, se assim podemos dizer, “terrorismo” em torno do aprendizado da língua alemã. Tal comportamento se deve ao fato de muitos a julgarem de assimilação extremamente difícil, principalmente por nós que falamos português.

É verdade que aprender uma língua estrangeira derivada do latim – como o espanhol, o italiano ou o francês – é muito mais fácil para os brasileiros, já que as origens das palavras e da gramática são as mesmas. No entanto, isso não quer dizer que o aprendizado do alemão seja impossível.

Se fosse verdade, não teríamos tantos conterrâneas morando na terra de Angela Merkel. A estimativa é que uma média de 113.310 brasileiros morem oficialmente no país, sem contar com os que estão lá ilegalmente. O site “Já fez as malas” publicou tal número, o que colocou a Alemanha em sétimo lugar no ranking de países com maior número de brasileiros, ficando na frente da França, Itália, Austrália e Canadá.

Você decidiu aprender alemão, mas anda receoso em começar as aulas por medo de não dar conta? Você já começou a acompanhar as lições da língua germânica, mas não está entendendo a matéria muito bem?

Respire fundo e fique calmo, pois aprender o idioma de Goethe pode acabar sendo mais fácil do que parece.

Saiba mais sobre o que envolve o aprendizado da língua alemã.

O alemão não é uma língua tão difícil quanto parece. Não é preciso quebrar a cabeça para aprender alemão.

Toda língua estrangeira gera insegurança no início do aprendizado pelo fato de constituir uma informação completamente nova para o nosso cérebro. Ao longo do tempo, nos acostumamos e tudo se torna mais simples.

Não vamos negar que momentos de lições difíceis vão aparecer no seu caminho. Mas existem sempre associações que podem ser feitas para auxiliar na compreensão das matérias. Principalmente se estivermos informados das similaridades e influências do idioma e cultura alemãs na língua portuguesa e cultura brasileira.

Origem linguística comum

Você, algum dia, já parou para pensar que o alemão e o português podem ter se originado de uma mesma língua?

Parece impossível, mas a maioria dos idiomas europeus nasceram de uma mesma “mãe”. Como nosso português foi herdado dos antigos colonizadores de Portugal, isso quer dizer que fazemos parte desta “família”.

Tal notícia pode cair como uma bomba para muitos, já que, sem estudos prévio, quem fala português não consegue entender “bulhufas” de alemão.

Desde o século XVII, estudiosos remarcaram similaridades entre o grego, o latim e as línguas europeias modernas. A partir dessa constatação, eles começaram a pesquisar uma possível raiz comum que explicasse tais similitudes.

Neste período, no entanto, a influência religiosa era muito forte na sociedade e isso dificultou o aprofundamento nos estudos desta hipótese, pois ela colocava em questão a afirmação de que o hebraico seria a fonte de todos os idiomas existentes.

Descubra quais são as dificuldades no aprendizado da língua alemã.

Indo-europeu

Algumas centenas de anos mais tarde, no início do século XIX, surge então a denominação “indo-europeu”, impulsionando o estudo das comparações linguísticas entre vários idiomas.

Foi constatado, então, que o português e o alemão foram originados de uma mesma língua primitiva: a indo-européia.

As línguas portuguesas e alemãs são originárias do idioma indo-europeu. Por mais incrível que pareça, o alemão e o português possuem a mesma “língua-mãe”.

Este idioma fora utilizado bem antes do aparecimento da escrita. Ele evoluiu e se diversificou, dando origem a várias outras línguas que, por sua vez, são as raízes dos idiomas modernos que conhecemos atualmente.

A filologia (estudo da língua) e a filogenia (estudo de níveis de parentesco entre seres vivos) permitiram a construção de uma espécie de árvore genealógica dos idiomas.

Protoindo-europeu

Dentro das línguas indo-européias constava aquela chamada protoindo-europeia. Ela foi a fonte da origem de várias outras famílias de idiomas.

O português faz parte da família das línguas romanas, enquanto o alemão está contido na família das línguas germânicas.

Mesmo pertencendo a “galhos” distintos desta árvore genealógica, os dois idiomas possuem um mesmo “tronco”, o que nos faz notar várias semelhanças entre o português e o alemão quando começamos o aprendizado deste último.

Um primeiro ponto comum é o fato dessas línguas serem flexivas. Isso significa que as palavras contidas em ambas mudam de acordo com determinadas regras gramaticais.

Tal característica pode ser percebida no alemão quando estudamos as famosas declinações do idioma. Neste momento do aprendizado, nos encontramos 100% mergulhados em um idioma flexivo.

Se você já faz aula da língua falada na Alemanha, então já deve ter escutado seu professor dizer que o acento tônico é um elemento super importante na fonética alemã. Pode ser que você não tenha se dado conta, mas tal acentuação também está presente na língua portuguesa.

Tal “coincidência” se deve ao fato da acentuação tônica ser uma das especificidades da família das línguas indo-européias!

Fique por dentro de ótimos motivos para fazer aulas de alemão!

Palavras em português que vieram do alemão

Se você já faz aula do idioma falado na Alemanha ou se conhece pessoas alemãs, então já deve saber que algumas palavras do nosso vocabulário foram originadas a partir da língua de Goethe.

Segundo o site “DW”, boa parte das palavras alemãs presentes no nosso dia-a-dia está ligada ao setor militar ou a elementos químicos. A Alemanha, durante muito tempo, foi pioneira nas descobertas e desenvolvimentos nessas áreas.

O que nem todos sabem é que na língua portuguesa, como também em outros idiomas, palavras que nada têm a ver com química ou guerra e que não soam alemãs também têm origem germânica.

“Encrenca”

Nem todos sabem que a palavra “encrenca” tem origem alemã.

Tudo começou com a vinda de profissionais alemãs para o Brasil com um dos trabalhos mais antigos do mundo: as prostitutas.

Quando achavam que um cliente tinha uma doença venérea, as garotas de programa que chegaram em terras brasileiras no final do século 19 e que falavam iídiche – um dialeto alemão da Europa Central – os denominavam como “ein krenke” (“krank” significa doente em alemão).

Assim nascia o termo “encrenca”, usado hoje no português do Brasil para designar uma situação difícil.

“Níquel” e “Cobalto”

Níquel e Cobalto – do alemão “Nickel” e “Kobalt” – eram gnomos que habitavam, na crença dos mineiros da Idade Média, as montanhas alemãs.

Os trabalhadores medievais acreditavam que espíritos maus – “Kobold” em alemão – eram responsáveis pela presença de níquel e cobalto, considerados impurezas na prata, no ferro e no cobre.

“Chope”

O chope de cada dia não tem a ver, na sua etimologia, com a palavra cerveja. Trata-se de uma unidade de medida originada do alemão “Schoppen”, equivalente a cerca de meio litro.

O termo foi integrado ao português através do francês, depois que a corte portuguesa, fugindo de Napoleão, chegou ao Rio de Janeiro, no início do século 19.

Nossa língua portuguesa está cheia de influências go idioma da Alemanha. Existe uma extensa lista de palavras no português do Brasil que vieram da língua alemã.

“Chique”

Já a palavra “chique”, considerada por muitos um patrimônio da língua francesa, é, na verdade, um termo alemão que chegou ao português através do francês.

Muito antes dos costureiros franceses arrasarem nas passarelas, os alemães usavam expressões como “schicklich” ou “sich schickt” para designar “apropriado” ou “bem arrumado”. No alemão medieval, a palavra “schick” significa forma, costume.

“Fanta”

Devido à escassez de matéria-prima, a Coca-Cola da Alemanha foi impedida de produzir seu principal produto durante a Segunda Guerra.

Para garantir a própria subsistência, a companhia desenvolveu um novo refrigerante que, na época, era feito à base de soro de leite.

Um concurso entre os empregados da empresa resultou no nome “Fanta”, pois a nova bebida era fantástica – em alemão, “fantastisch“.

“Bulevar”

Outra palavra que muitos podem pensar que veio do francês, mas, na verdade, teve sua origem na língua alemã!

Quando Luís 14 derrubou as muralhas de Paris, que se tornaram obsoletas para fins de defesa, mandou fazer um anel viário – ou bulevar – ao redor da cidade.

A origem do nome dos antigos baluartes vem do alemão “Bollwerk” – literalmente, paliçada, barreira.

Boulevard” era a forma como os franceses pronunciavam “Bollwerk“, termo que acabou dando nome às largas avenidas que substituíram as fortificações.

“Valsa”

Do alemão, “walzer”.

A valsa chegou ao Brasil com a transferência da corte portuguesa ao país, em 1808. A música foi apresentada em salões onde a elite do Rio de Janeiro dançava.

“Blitz”

Uma palavra muito usada no português do Brasil para controle policial. vem do termo “blitz” que significa “relâmpago, raio”.

A Blitz – ou guerra relâmpago – foi a campanha de bombardeamentos estratégicos realizada na Segunda Guerra Mundial pela aviação alemã contra o Reino Unido.

“Kombi”

“Kombi”, de “Kombinationsfahrzeug” (veículo combinado) virou sinônimo, durante muito tempo, do que chamamos hoje de “van”, ou seja, um veículo com maior capacidade que um carro, sem chegar a ser um ônibus.

“Hamster”

O nome do fofo roedor “hamster” vem da palavra alemã “hamstern”, que significa “juntar, acumular”. Ele ganhou este nome devido às suas bochechas que acumulam alimentos.

“Leitmotiv”

No alemão, “Leitmotiv” quer dizer  “motivo condutor”.

Na música, é uma técnica de composição introduzida por Richard Wagner nas suas óperas, que consiste no uso de um ou mais temas que se repetem sempre que se encena uma passagem da ópera relacionada a uma personagem ou a um assunto.

Atualmente, o uso do termo “leitmotiv” não se restringe à ópera; ele também é utilizado largamente no cinema e nas novelas.

Você já parou para pensar quanto tempo dura um curso de alemão?

Influência alemã na cultura brasileira

Muitos imigrantes alemães vieram se instalar no Brasil ao longo dos anos, principalmente no sul do país.

Muitas cidades, como Blumenau, oferecem educação bilíngue a seus alunos tamanho o uso da língua alemã na vida quotidiana e familiar.

Vários costumes germânicos se expandiram por todo o território, ficando conhecidos em todo o país, sendo incorporados na nossa cultura nacional.

O Brasil produz belos sapatos graças às habilidades herdadas dos imigrantes alemães. A qualidade da fabricação dos sapatos brasileiros se deve ao conhecimento do ofício trazido pelos alemães.

Gastronomia

Salsicha e salada de batata: essas suas duas iguarias da culinária alemã foram completamente assimiladas pelos brasileiros.

Entram também nessa lista os embutidos, as carnes defumadas e algumas sobremesas como a torta folhada de maçã, chamada por alguns de “strudel“, e outros de “apfelstrudel”.

Outra coisa que você certamente não sabia: a cerveja tem influência alemã! Embora tenha sido trazida pelos portugueses, os alemães foram os responsáveis por popularizá-la.

Outro doce que é mais conhecido no Sul do país é a cuca – uma espécie de bolo de frutas bastante saboroso com uma generosa cobertura de açúcar.

Moda

Talvez a maior influência alemã na moda brasileira tenha sido na fabricação de sapatos.

Os primeiros sapateiros gaúchos se estabeleceram no Sul do país e até hoje a indústria calçadista do Sul é bastante forte, com grandes marcas mantendo suas fábricas lá.

O Vale dos Sinos é conhecido na região por abrigar a maior concentração de empresas do setor calçadista do Sul, e foi onde os imigrantes alemães especializados na fabricação de sapatos se estabeleceram.

Festividades

Todo mundo já ouviu falar da “Oktoberfest”, a maior festa alemã fora da Alemanha. A celebração acontece todos os meses de outubro em Blumenau (há outras festas menores, espalhadas em várias cidades do Sul).

A tradicional festa alemã começou a ser celebrada em 1810 na cidade de Munique e só começou a acontecer no Brasil em 1984. A partir daí, não parou mais: em 2015, foram consumidor 600 mil litros de chope na festa brasileira.

Arquitetura

Além das construções tradicionais do Sul do país, um tipo de construção alemã muito conhecida é a “enxaimel” – uma técnica que consiste em paredes montadas sobre estruturas de madeira, amarradas entre si em posições verticais e horizontais. Os espaços são preenchidos por tijolos ou pedras.

O estilo desse padrão de construção é inconfundível, e acabou sendo disseminado pelo Sul do país, já que os primeiros alemães consideraram este o tipo ideal de construção para a região.

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