Os indicadores de taxa de natalidade, taxa de fecundidade, taxa de mortalidade infantil e expectativa de vida permitem uma melhor compreensão da dinâmica demográfica e das condições de vida da população brasileira.

Eles ajudam a entender como a população está crescendo, quantos filhos as mulheres têm, quantas crianças morreram antes de completar 1 ano e em quanto tempo, em média, as pessoas podem viver.

Se você deseja saber mais sobre esses indicadores no Brasil, comente e compartilhe este artigo. Falaremos sobre a evolução histórica dessas taxas, além dos fatores que contribuíram para a evolução dos números e as perspectivas futuras. Boa leitura!

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Taxa de natalidade no Brasil

A taxa de natalidade no Brasil é um indicador demográfico que representa a frequência com que ocorrem os nascimentos em uma população. Ela corresponde ao número de nascidos vivos em determinado ano em relação à população total, sendo expressa por mil habitantes (%).

Conforme os dados do IBGE, há uma tendência de redução de natalidade no Brasil ao longo dos últimos anos. A série apresentada no Anuário Estatístico do Brasil indica que a taxa de natalidade era de 15,13% em 2010. Essa mesma taxa teve oscilações, atingindo 15,21% em 2015.

Ano Taxa de natalidade
201015,13
201115,23
201215,01
201314,85
201415,07
201515,21
201614,20
201714,37
201814,37
201913,81
202013,14
202112,80
202212,21
202312,02
202411,69

A partir de 2016, se percebe uma redução constante da taxa de natalidade no Brasil, passando de 14,20% em 2016 para 13,81% em 2019. Essa queda se tornou ainda mais relevante em 2020, quando a taxa foi para 13,14%, diminuindo para 12,02% em 2023 e chegando a 11,69% em 2024. Entre 2010 e 2024, houve uma redução de 22,7% da natalidade.

Esses dados do IBGE evidenciam o processo de transição demográfica ocorrido no Brasil, o qual é caracterizado pela redução das taxas de fecundidade e natalidade e aumento da participação da população idosa. Assim, o país vem passando por uma redução gradual de natalidade.

Bebê segurando o dedo de uma mão adulta.
Saiba tudo sobre a taxa de natalidade no Brasil. | Fotógrafo: user18526052.

Essa redução da taxa de natalidade gera importantes consequências sociais e econômicas, pois interfere no crescimento populacional, na estrutura etária da população, no mercado de trabalho e na demanada por serviços públicos, como saúde e previdência social.

A diminuição da taxa de natalidade no Brasil está relacionada às transformações sociais, econômicas e culturais que ocorreram nas últimas décadas. As causas disso são a maior participação das mulheres no mercado de trabalho, o aumento da escolaridade feminina e o maior acesso aos métodos contraceptivos.

Além disso, o aumento do custo de vida, principalmente de moradia, alimentação, educação e saúde, influenciaram na decisão das mulheres de não terem filhos, levando à diminuição dos indicadores de natalidade e fecundidade (o qual falaremos a seguir).

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Mudanças no padrão familiar

O modelo de família numerosa perdeu espaço, e as famílias menores passaram a ser mais comuns

Esse processo de redução da taxa de natalidade no Brasil tende a continuar, resultando em uma população com menor proporção de crianças e jovens e maior participação da população idosa. Diante disso, as políticas públicas devem acompanhar essas transformações demográficas, melhorando o planejamento nos setores de saúde, educação, previdência e assistência social.

Ao mesmo tempo, é importante desenvolver políticas públicas para as pessoas que desejam ter filhos, como ampliação do acesso à educação infantil, apoio financeiro às famílias, acesso à saúde materno-infantil, entre outros.

O Brasil já possui algumas iniciativas, como "Marco Legal da Primeira Infância", "Política Nacional Integrada da Primeira Infância" e "Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC)", além da educação infantil e das creches. Porém, é necessário haver mais incentivos públicos para a população em geral. Sabendo da taxa de natalidade, vamos descobrir também as maiores epidemias do Brasil?

Taxa de fecundidade no Brasil

A taxa de fecundidade é um indicador demográfico que representa o número médio de filhos que uma mulher teria ao longo da sua vida reprodutiva, considerando as taxas de fecundidade observadas em determinado período. É importante ressaltar que a taxa de fecundidade está diretamente relacionada ao comportamento reprodutivo das mulheres.

O Brasil atingiu a menor taxa de fecundidade já registrada: 1,6 filho por mulher, segundo dados do Censo Demográfico divulgadas pelo IBGE

Judite Cypreste, em G1³

Os dados do IBGE mostram uma tendência de queda da taxa de fecundidade do Brasil entre 2006 e 2021. Em 2006, a taxa era de 2,04 filhos por mulher, enquanto em 2022 essa taxa caiu para 1,6 filho por mulher. Um período de queda significativa da série foi entre 2006 e 2010, quando houve uma redução de aproximadamente 0,29 filho por mulher (14,2%).

Ano Taxa de fecundidade no Brasil
20062,04
20071,99
20081,95
20091,91
20101,75
20111,76
20121,75
20131,74
20141,78
20151,8
20161,7
20171,78
20181,77
20191,77
20201,76
20211,76
20221,6

Apesar da recuperação que houve em 2017 de 1,78 filho por mulher; em 2022, a taxa chegou a 1,6 por mulher, o menor valor apresentado no quadro acima. A redução absoluta entre 2006 e 2022 foi de 0,44 filho por mulher, ou seja, de aproximadamente 21,6%.

A queda na fecundidade indica que as mulheres brasileiras estão tendo, em média, menos filhos ao longo do tempo. Essa mudança pode estar relacioada a maior escolaridade, participação feminina no mercado de trabalho, acesso a métodos contraceptivos, adiamento da maternidade e mudanças nos projetos familiares.

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Tendência de famílias menores

Menor série registrada de taxa de fecundidade da história (1,6)

Outro aspecto importante é o adiamento da maternidade. Em 2022, a idade média das mulheres brasileiras ao terem filhos é de 28,1 anos; contra 26,3 anos em 2000. As brasileiras estão tendo, em média, filhos mais tarde, entre 25 a 29 anos3.

Vale destacar que a taxa de 1,6 filho por mulher está abaixo do nível de resposição populacional, estimado em aproximadamente 2,1 filho por mulher. Esse nível representa a quantidade de filhos necessária para que uma geração substitua a anterior e a população se mantenha estável no longo prazo3.

Assim, essa redução da fecundidade gera consequências para a estrutura da população. Com menos nascimentos, a proporção de crianças tende a diminuir, enquanto população de adultos e idosos aumenta. Dessa forma, a queda de fecundidade está diretamente relacionada ao processo de envelhecimento da população brasileira.

Esse processo exige mudanças nas políticas públicas para garantir condições adequadas para o envelhecimento da população, com investimentos em saúde, previdência social, assistência aos idosos e prevenção de doenças crônicas. Também será necessário adaptar os serviços públicos para atender uma população com maior número de idosos.

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Taxa de mortalidade no Brasil

A taxa de mortalidade infantil é o número de crianças que morrem antes de completar 1 ano de idade em relação ao número de crianças nascidas vivas em local e período específicos. A taxa é apresentada por cada mil nascidos vivos. Esse é um importante indicador das condições de saúde e de vida da população.

Em 2024, a taxa de mortalidade no Brasil foi de 12,3 mortes para cada mil crianças nascidas vivas, conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Isso representa uma grande redução no índice de mortalidade em relação à 1940, quando a taxa era de 146,6 mortes por mil nascidos vivos1.

Ano Taxa mortalidade infantil
1940146,6
1950136,2
1960117,7
197097,6
198069,1
199145,1
200028,1
201015,0
201912,1
202011,4
202112,2
202212,4
202312,5
202412,3

Conforme os dados acima obtidos pelo IBGE, a taxa de mortalidade infantil de menores de 1 ano caiu de 146,6 mortes por mil nascidos vivos em 1940 para 12,3 em 2024.

Representa uma redução de 91,6% ou
134,3

mortes por mil

Além disso, essa mesma pesquisa aponta que a taxa de mortalidade infantil de crianças entre 1 e 4 anos passou de 76,7 para 2,2 mortes por mil, havendo uma redução de 97,1%. No mais, a mortalidade na infância (menores de 5 anos) diminuiu de 212,1 para 14,4 mortes por mil, correspondendo a uma redução de 93,2%1.

Ao longo das últimas décadas, a taxa de mortalidade no Brasil diminuiu de forma significativa. Essa redução da mortalidade infantil está relacionada a diversos fatores, como vacinação, acompanhamento pré-natal, aleitamento materno, atuação dos agentes comunitários de saúde e programas de alimentação e nutrição infantil.

Ademais, as melhorias nas condições de vida da população brasileira também contribuíram com a queda da mortalidade infantil. Com a diminuição da mortalidade infantil e de outras causas de morte, a expectativa de vida da população brasileira também aumentou ao longo dos anos.

Apesar da redução da taxa de mortalidade no Brasil, os dados mostram que ainda existem desafios, principalmente em relação às mortes nos primeiros anos de vida. Por isso, as políticas públicas precisam continuar priorizando o pré-natal, o atendimento ao parto e ao recém-nascido, o aleitamento materno e o acompanhamento no desenvolvimento das crianças.

Uma das principais políticas públicas do Brasil é a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC). Essa política busca proteger a saúde infantil desde a gestação do bebê até os seus 9 anos de idade, proporcionando atenção especial à primeira infância e às populações em situação de vulnerabilidade.

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Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC)

Promove e protege a saúde das crianças desde a gestação até os 9 anos, reduzindo doenças, complicações e mortes infantis

Para o futuro, é importante reduzir as desigualdades regionais e sociais, aumentar a cobertura de atenção básica e fortalecer a vigilância dos óbitos infantis. Isso porque a identificação dos principais problemas ajuda a prevenir as mortes infantis evitáveis.

No mais, a perspectiva para os próximos anos é a continuação da redução de mortalidade infantil por meio de políticas pública, combinando assistância à saúde, vacinação, alimentação adequada e melhores condições de vida. Falando sobre geografia, vamos saber mais sobre a imigração para o Brasil?

Expectativa de vida no Brasil

A expectativa de vida é um indicador demográfico que representa o número médio de anos que uma pessoa espera viver, considerando as condições de mortalidade de uma determinada população em um período específico.

Conforme dados do IBGE, a expectativa de vida dos brasileiros chegou a 76,6 anos. Essa idade apresenta um pequeno aumento em relação a 2023, quanto a expectativa de vida era 76,4 anos. Entre os homens, passou de 73,1 para 73,3 anos, enquanto entre as mulheres aumentou de 79,7 para 79,9 anos1.

AnoExpectativa de vida
194045,5
195048,0
196052,5
197057,6
198062,5
199166,9
200071,1
201074,4
201976,2
202074,8
202172,8
202275,4
202376,4
202476,6

Os dados acima mostram uma grande melhora na longevidade da população brasileira ao longo das últimas décadas. Em 1940, a expectativa de vida ao nascer era de apenas 45,5 anos. Em 2024, chegou a 76,6 anos. Isso significa que houve um aumento de 31,1 anos em 84 anos1.

Esse aumento da expectativa de vida está relacionado a melhorias nas condições de saúde, vacinação, saneamento básico, alimentação, atendimento médico e acesso a serviços de saúde, além da redução da mortalidade infantil.

De acordo ainda com os dados do IBGE, as mulheres têm expectativa de vida maior do que a dos homens. Em 2024, as mulheres tiveram uma expectativa de vida de 73,3 anos, enquanto os homens apresentaram uma expectativa de 73,3 anos. A diferença entre homens e mulheres foi de 6,6 anos. Em 1940, essa diferença era menor, de 5,4 anos1.

Um dos pontos do quadro que mais chamam atenção é a queda da expectativa de vida durante a pandemia da Covid-19. Em 2019, o indicador era de 76,2 anos, e em 2020 caiu para 74,8 anos. Em 2021, chegou a 72,8 anos, o menor valos registrado em série recente.

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Grande número de mortes provocadas pela pandemia

Queda da expectativa de vida entre 2020 e 2021

A partir de 2022, a expectativa de vida voltou a crescer devido à redução dos impactos da COVID-19. Sendo assim, de forma geral, os dados mostram um aumento da expectativa de vida nas últimas décadas. Apesar da queda provocada pela pandemia, o indicador da expectativa de vida no Brasil voltou a crescer nos anos seguintes.

Por conta do aumento da expectativa de vida e do envelhecimento da população, o Brasil deverá melhorar e ampliar as políticas públicas voltadas à saúde, a previdência, à assistência social e à qualidade de vida dos idosos. No setor da saúde, é importante que se tenha o fortalecimento da atenção básica, prevenção de doenças, vacinação e acompanhamento de doenças crônicas.

Assim, a população brasileira não apenas viverá mais, mas também viverá com mais qualidade de vida, tendo uma vida mais saudável com maior autonomia. No mais, as cidades e os serviços públicos deverão estar preparados para uma população mais envelhecida. Falando nisso, que tal saber sobre se existe desigualdade social no Brasil?

E aí, gostou de saber tudo isso sobre a taxa de natalidade no Brasil, taxa de fecundidade, taxa de mortalidade no Brasil e expectativa de vida no Brasil? Se curtiu o nosso artigo sobre dados demográficos, comente e compartilhe!

Referências Bibliográficas

  1. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Expectativa de vida chega a 76,6 anos em 2024. Agência de Notícias IBGE, Rio de Janeiro, 28 nov. 2025. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/45275/expectativa-de-vida-chega-a-76-6-anos-em-2024. Acesso em 26 ago. 2026.
  2. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Panorama. Cidades e Estados. Rio de Janeiro: IBGE, [s.d]. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/panorama. Acesso em 26 ago. 2026.
  3. G1. Número de filhos por mulher no Brasil é o menor da história, diz IBGE. G1, 27 jun. 2025. Disponível em: https://g1.globo.com/economia/censo/noticia/2025/06/27/numero-de-filhos-por-mulher-no-brasil-e-o-menor-da-historia-diz-ibge.ghtml. Acesso em 26 ago. 2026.
  4. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Anuário Estatístico do Brasil 2024: tabela 1.3.3. Rio de Janeiro: IBGE, 2024. Disponível em: https://anuario.ibge.gov.br/imags/aeb/2024/s2/2_pdf/s2tt1303.pdf. Acesso em 27 ago. 2026.

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Isabella Herculano

Graduada em administração de empresas e especialista em marketing de conteúdo. Apaixonada por educação, redação e mundo digital. Atua como redatora e conteudista.