As epidemias fazem parte da história da humanidade. Elas acontecem quando uma doença apresenta um aumento significativo no número de casos em determinada região ou população. Assim, as epidemias afetam a saúde e a vida da sociedade brasileira.
Algumas doenças viraram epidemias no Brasil, como varíola, tuberbulose, cólera, febre amarela, entre outras. Conforme dados do site do Senado, estas foram as epidemias no Brasil, a partir de 1826:
1826
Varíola
A varíola foi uma das doenças infecciosas mais graves da história e foi erradicada graças à vacinação.
1932
Hanseníase
O diagnóstico e o tratamento são importantes para envitar complicações e interomper a transmissão da hanseníase.
1848
Tuberculose
A tuberculose continua sendo uma doença infecciosa e pode ser tratada e curada com os remédios adequados.
1850
Febre Amarela
A vacinação é a principal forma de prevenção contra a febre amarela.
1855
Cólera
O senamento básico, a água tratada e a higiene são importantes na prevenção da cólera.
1900
Peste bubônica/peste negra
A peste negra foi uma das principais epidemias da história, causando milhões de mortes, principalmente na Europa.
1910
Difteria
A vacinação diminuiu os casos de difteria, e essa é a principal forma de prevenção.
1916
Febre tifóide
A prevenção da febre tifóide é realizada com acesso à água potável, saneamento e higiene.
1917
Malária
A malária é uma doença transmitida por mosquitos e continua sendo um problema de saúde pública em várias regiões do mundo.
1921
Sífilis
A síflis pode ser curada com tratamento adequado e com práticas sexuais seguras.
1923
Gripe/Influenza
A vacinação anual da influenza é uma das principais formas de vacinação contra a gripe.
1953
Poliomelite
A vacinação foi importante para a redução de casos de poliomelite.
1954
Doença de Chagas
A doença de chagas pode permanecer silenciosa por anos e, em alguns casos, gera problemas cardíacos e digestivos.
1955
Tracoma Leishmaniose
O tratamento e a melhoria das condições de higiene ajudam no controle do tracoma.
1973
Meningite, sarampo e esquitossomose
Algumas formas de meningite podem ser graves e existem vacinas que ajudam na sua prevenção. O sarampo tem a vacinação como principal forma de prevenção. Para prevenir a esquistossomose, é importante o saneamento básico e o acesso à água segura.
1975
Encefalite/Meningite viral/Vaca louca
Algumas formas de encefalite podem ser graves e precisam de rápido atendimento médico.
1986
Dengue
Uma das principais formas de combater a dengue é eliminar locais com água parada.
1988
HIV/AIDS
O tratamento antirretroviral permite controlar o HIV e melhorar a qualidade e a expectativa de vida das pessoas.
1996
Coqueluche
A vacinação é a principal forma de prevenção contra a coqueluche.
2001
Rubéola
A vacinação é importante para prevenir a rubéola e proteger as gestantes e os seus bebês.
2002
Catapora
A vacinação ajuda a prevenir a catapora e as suas possíveis complicações.
2003
SARS
A epidemia do SARS mostrou a importância da vigilância e da resposta rápida a doenças infecciosas.
2009
Gripe suína/Influenza A/H1N1
A pandemia da H1N1 de 2009 destacou a importância da vacinação e das medidas de prevenção de doenças respiratórias.
2015
Chikungunya/Zika Vírus
O combate ao mosquito transmissor é uma das principais formas de prevenção da chikungunya.
2020
COVID-19/SARS COV2
A pamdeia da COVID-19 provocou grandes impactos na saúde, na economia e na rotina das pessoas em todo o mundo.
Se você deseja saber mais sobre as epidemias no Brasil, acompanhe o nosso artigo! Falaremos detalhadamente sobre as principais doenças que impactaram profundamente o país.
O que é epidemia?
As epidemias são reconhecidas quando ocorre um aumento de casos de uma doença em diversas regiões, estados ou cidades de um país, porém sem atingir níveis globais.
Sociedade Brasileira de Imunologia (SIB)
A epidemia ocorre quando se tem um aumento significativo do número de casos de uma doença em determinada região ou população, acima do que normalmente é esperado. Assim, a epidemia é o aumento de uma doença acima do esperado em uma determinada região.
Quais foram as principais epidemias do mundo?
As principais epidemias que ocorreram no mundo foram as seguintes:
- Peste de Atenas (430-426 a.C);
- Peste Antonina (165-180 d.C);
- Peste Negra (1347-1351);
- Varíola (durante séculos);
- Cólera (a partir de 1817);
- Gripe Asiática (1957-1958);
- Gripe de Hong Kong (1968-1969);
- Epidemia de Ebola (2014-2016).
Algumas dessas doenças são chamadas de epidemias em contextos específicos, mas a peste negra, por exemplo, foi classificada como pandemia porque ultrapassou fronteiras e atingiu diversos países e continentes.
Diferença entre pandemia e epidemia
Desde 2020, a palavra pandemia no Brasil passou a fazer parte do nosso dia a dia, não é mesmo? Porém, também ouvimos falar em endemia e epidemia. Mas, você sabe quais são as diferenças entre esses termos?
Esses termos indicam diferentes níveis de ocorrência e propagação de uma doença
A epidemia acontece quando o número de casos de uma doença aumenta, de forma significativa, em uma região, cidade, estado ou país, passando do número que normalmente se é esperado. No Brasil, várias doenças já foram consideradas epidemias, como varíola, febre amarela e malária.
A pandemia, por sua vez, ocorre quando uma doença se espalha por vários países ou continentes, atingindo grande parte da população mundial. A COVID-19, provocada pelo coronavírus, é um exemplo recente de pandemia. Além disso, a gripe H1N1, em 2009, também foi considerada uma pandemia no Brasil e no mundo.
Por fim, a endemia ocorre quando uma doença aparece de forma frequente em determinada região, podendo apresentar um maior número de casos em determinadas épocas do ano. No Brasil, a dengue é um exemplo, pois ocorre regularmente e pode haver um maior número de casos em regiões específicas do país, principalmente nos períodos favoráveis à transmissão.
Principais epidemias no Brasil
As principais epidemias no Brasil foram varíola, tuberculose, febre amarela, cólera, peste bubônica (ou peste negra), malária, gripe espanhola, gripe ou influenza, poliomelite, doença de chagas, dengue, gripe suína, chikungunya (ou zika vírus) e covid 19 (ou SARS COV 2).
Varíola (1826)
Em 1904, o Rio de Janeiro enfrentou uma grave epidemia da varíola, uma doença infecciosa muito contagiosa que causava febre alta, dores no corpo e feridas na pele. A doença podia ser grave e levar à morte.
Nesse ano, de 1904, a epidemia da varíola matou cerca de 3.500 pessoas na cidade do Rio de Janeiro2. Para combater a epidemia, o médico Oswaldo Cruz defendeu a vacinação, que já era conhecida desde o século XVIII, quando médico inglês Edward Jenner desenvolveu a primeira vacina contra a varíola.
O governo decidiu tornar a vacinação obrigatória, mas muitas pessoas ficaram revoltadas. Parte da população tinha medo da vacina e acreditava que ela poderia fazer mal. Assim, em 10 de novembro começaram grandes protestos que ficaram conhecidos como Revolta da Vacina.
Apesar da resistência, a vacinação ajudou a controlar a doença. Em 1906, apenas 9 pessoas morreram de varíola no Rio de Janeiro. Anos depois, a varíola continuou sendo combatida por meio da vacinação até ser erradicada do mundo em 1980.
Tuberculose (1848)
Durante muitos anos, a tuberculose foi uma das doenças que mais causaram mortes no Brasil. Ela é uma doença infecciosa e contagiosa, que atinge principalmente os pulmões. Essa doença pode ser transmitida pelo ar, principalmente quando a pessoa infectada tosse, espirra ou fala.
No Brasil, a tuberculose se espalhou principalmente pelas cidades que cresciam rapidamente, onde muitas pessoas viviam em locais pequenos, com pouca ventilação e condições precárias de higiene. A pobreza e a falta de acesso também contribuíam com a disseminação da doença.
Durante o século XIX e o início do século XX, a tuberculose causava grande preocupação
Com o passar do tempo, o combate à tuberculose avançou. A criação da vacina BCG, a melhoria das condições de vida, o diagnóstico dos casos e o surgimento de medicamentos eficazes ajudaram na redução do índice de mortes. Mesmo assim, é importante ressaltar que a tuberculose continua sendo um importante problema de saúde pública no Brasil.
Conforme dados disponibilizados pela Globo, de dezembro de 2025, a tuberculose é uma doença que não ficou "para trás". Em 2024, houve 85 mil casos registrados de tuberculose, além de 6 mil mortes. Ela continua sendo uma das doenças infecciosas que mais mata no país3.
Febre amarela (1850)
No Brasil, a febre amarela provocou grandes epidemias principalmente durante o século XIX. Uma das mais graves aconteceu no Rio de Janeiro, entre 1849 e 1850. A doença se espalhou rapidamente pela cidade e causou milhares de mortes, provocando bastante medo à população.
Naquela época, não se conhecia completamente a forma de transmissão da doença. Com o avanço dos estudos científicos, descobriu-se que o mosquito era o responsável pela transmissão da febre amarela. No início do século XX, algumas medidas de combate ao mosquito e melhorias nas condições de higiene ajudaram na diminuição da doença4.
A criação da vacina contra a Febre Amarela, desenvolvida no Brasil a partir da década de 1930, representou um grande avanço. A vacinação passou a ser uma das principais formas de prevenção e ajudou a controlar os grandes surtos urbanos.
Atualmente, a febre amarela ainda existe no Brasil, principalmente em áreas de mata, onde o vírus circula entre mosquistos e animais silvestres, como macacos. Essa doença infecciosa causada por um vírus pode provocar febre alta, dores no corpo, dor de cabeça, náuses e fraqueza.
Em casos mais graves, essa doença pode provocar icterícia (deixa a pele e os olhos amarelados). A vacinação continua sendo a principal forma de prevenção. Essa foi uma das principais doenças causadas por vírus.
Cólera (1855)
A coléra se tornou uma grande pandemia no século XIX, espalhando-se da Ásia para a Europa e, depois, para a América. No Brasil, a cólera chegou em 1855, durante a sua terceira grande onda mundial. Os primeiros casos apareceram no Pará, trazidos por navios vindos de Portugal. Depois, a doença se espalhou por várias cidades do litoral, chegando ao Rio de Janeiro em agosto de 1855.
Na época, o Rio de Janeiro tinha muitos problemas de saneamento e abastecimento de água. Por isso, a doença se espalhou rapidamente, atingindo principalmente a população mais pobre. Essa epidemia atingiu o seu ponto mais grave em novembro de 1855. Até meados de 1856
pessoas tinham morrido de cólera no Rio de Janeiro
Para combater a doença, o governo adotou medidas como quarentena de navios e aumento de recursos para o atendimento dos doentes. Essas ações ajudaram a diminuir os casos de cólera e, em julho de 1856, o grande surto de cólera no Rio de Janeiro apresentou menor intensidade. Essa doença foi considerada erradicada apenas no final do século XIX.
Peste bubônica ou peste negra (1900)
No final do século XIX, a peste bubônica chegou ao Brasil (também conhecida como peste negra). Em 1899, a cidade de Santos, em São Paulo, começou a registrar a doença. Na época, muitos ratos mortos apareceram nas ruas, casas, armazéns e no porto da cidade.
Essas pulgas eram infectadas e viviam nos ratos
A doença da peste bubônica provocava febre alta, dores, fraqueza e inchaço nos gânglios. Sem o tratamento adequado, a peste bubônica podia levar à morte. Vale destacar que os médicos Emílio Ribas, Vital Brazil e Oswaldo Cruz foram importantes para o combate à doença.
Esses médicos identificaram a peste em Santos e começaram a isolar os doentes e a combater os ratos. Além disso, o governo passou a limpar as casas, as ruas, os esgotos e os armazéns. Depois de Santos, a peste bubônica chegou em outras cidades.
Em 1900, essa doença apareceu no Rio de Janeiro, em São Luís e em Recife. Na capital do país, cerca de 300 pessoas morreram nesse mesmo ano6. Para desenvolver o soro contra essa doença, se criou, no Brasil, o Instituto Butantan, em São Paulo, e o Instituto Manguinhos, no Rio de Janeiro (atual Friocruz).
Malária (1917)
A malária no Brasil seguia um curso sem intempéries no século XX
Revista Ciência e Cultura
No Brasil, a Malária sempre teve forte presença na região Amazônica. Um dos acontecimentos relacionados à doença mais marcantes foi o da construção Ferrovia Madeira-Mamoré, em no início do século XX. Em 1917, a região enfrentava graves enfrentava graves problemas causados pela malária.
Muitos trabalhadores da ferrovia foram infectados, pois trabalhavam nas áreas de floresta, próxima a rios e locais favoráveis à produção de mosquitos. A doença provocava constantes afastamentos e mortes, dificultando o trabalho da construção da ferrovia.
Os trabalhadores enfrentavam calor, umidade, falta de saneamento e grande quantidade de mosquitos
O combate à malária passou a envolver medidas, como o uso de quinina, proteção contra mosquitos e melhoria das condições de trabalho. Vale destacar que, até hoje, a malária continua sendo um importante problema de saúde pública no Brasil, principalmente na Amazônia.
Vale destacar que a malária é uma doença causada por parasitas e transmitida pela picada de um mosquito. Essa doença provoca dor de cabeça, dor no corpo, febre, calafrios, suor intenso e fraqueza. Em casos graves, pode causar problemas neurológicos e levar à morte.
Gripe espanhola (1918)
A gripe espanhola foi uma das maiores pandemias da história. Ela acontoeceu principalmente entre 1918 e 1919, e foi causada por um tipo de vírus Influenza A, o H1N1. A doença provocava febre, dores no corpo, dificuldade para respirar e podia levar à morte.
No Brasil, a gripe espanhola chegou em 1918, provavelmente trazida por navios que chegaram aos portos do Nordeste. Em pouco tempo, essa doença alcançou cidades como Recife, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo, espalhando-se, posteriormente, por outras regiões.
O Rio de Janeiro foi uma das cidades mais atingidas, e em torno de 12.700 pessoas morreram em apenas 2 meses. As escolas, as fábricas e outros estabelecimentos precisaram fechar. Além disso, faltaram alimentos, médicos, remédios e leitos. No Brasil, essa epidemia causou mais de 35 mil mortes. Vale destacar que o médico Carlos Chagas organizou postos de atendimentos para ajudar os doentes9. E aí, vamos entender mais sobre a imigração no Brasil?
Gripe ou influenza (1923)
Em 1823, a influenza continuava circulando no país e ainda era uma importante causa de doença e mortes. Os estudos mostram que, após a pandemia de 1918, essa gripe permaneceu como um problema de saúde pública durante a década de 1920.
Nesse período estima-se que 35.240 pessoas tenham morrido, e que mais de 60% da população brasileira tenha sido infectada. Naquela época, a medicina brasileira ainda tinha poucos recursos para combater as infecções respiratórias. Essa gripe podia provocar complicações, principalmente pneumonia, que era uma das principais causas de morte associadas à doença.
Vale destacar que a influenza atingia principalmente crianças, idosos e pessoas vulneráveis. Além disso, a sua transmissão era facilitada pela proximidade entre as pessoas e as condições sanitárias das cidades. Assim, a influenza se manteve como um importante problema de saúde pública.
Poliomelite (1953)
A poliomelite, também conhecida como paralisia infantil, é uma doença infecciosa que pode causar paralisia ou até mesmo a morte. Essa doença afetou, principalmente, crianças pequenas. Em 1917, houve um surto de poliomelite em Americana, no interior de São Paulo, registrado pelo médico Francisco de Salles Gomes Júnior.
Uma das maiores epidemias de poliomelite no Brasil ocorreu em 1952, no Rio de Janeiro. No início de 1953, tinha-se o registro de 450 casos e 27 mortes. Nesse período, ainda não se tinha uma forma eficiente de prevenção da poliomelite. Alguns pacientes não conseguiam respirar e precisavam usar o chamado "pulmão de aço"12.

Essa situação mudou com o desenvolvimento das vacinas para poliomelite. Em 1955, a vacina injetável chegou ao Brasil, primeiro em São Paulo e, depois, no Rio de Janeiro. Posteriormente, a vacina oral ganhou destaque, ficando conhecida como a "vacina da gotinha".
Em 1961, ocorreu a primeira vacinação em massa com a "vacina da gotinha". Vale destacar que apenas na década de 1980, o Brasil passou a realizar campanhas nacionais de vacinação contra a poliomelite, diminuindo o número de casos no país12.
Doença de chagas (1954)
Durante grande parte do século XX, a doença de chagas atingiu principalmente as regiões rurais, onde havia casas de barro e madeira que apresentavam frestas que serviam de abrigo para os barbeiros. Até a década de 1960, a transmissão pelo inseto era a principal forma de contágio no país13.
A situação da disseminação da doença de chagas começou a mudar a partir das décadas de 1970 e 1980, quando o governo realizou pesquisas para identificar as áreas mais afetadas e iniciou campanhas de saúde de combate ao barbeiro13.
Aplicação de inseticidas nas casas e melhoria das condições de moradia
Atualmente, a doença ainda existe no Brasil, mas a forma de transmissão mudou. A transmissão pelo barbeiro dentro das casas foi reduzida, mas os casos por transmissão oral, principalmente nos casos de alimentos contaminados, ainda permanecem. A região amazônica, principalmente no Pará, concentra grande parte desses casos dessas doenças infecciosas.
Dengue (1986)
No Brasil, o mosquito da dengue chegou a ser eliminado na década de 1930 durante as campanhas de combate à febre amarela, o que fez a dengue também deseparecer por um período. Essa doença voltou a aparecer de forma epidêmica em 1981, em Boa Vista, Roraima.
Depois, grandes epidemias ocorreram no Rio de Janeiro, principalmente entre 1986 e 1987, com cerca de 90 mil casos, e entre 1990 e 19918
casos de dengue
Em 1990, a dengue também começou a se espalhar pelo estado de São Paulo, a partir da região de Ribeirão Preto. Nos aons seguintes, a doença chegou a outras partes do Brasil. Um dos maiores registros ocorreu em 1998, quando foram notificados 570 mil casos no país.
É importante ressaltar que a dengue é uma doença transmitida por um mosquito, e que os seus principais sintomas são febre alta, dor de cabeça intensa, dor atrás dos olhos, dores musculares e nas articulações, entre outros. Ela ainda pode apresentar formas mais graves, que é a dengue hemorrágica. Para completar, que tal descobrir a taxa de natalidade do território brasileiro?
Gripe suína, Influenza A ou H1N1 (2009)
Os primeiros casos de gripe suína registrados no Brasil foi em abril de 2009. O governou adotou medidas de prevenção e aumentou a vigilância nos aeroportos. Além disso, o Instituto Butantan começou a trabalhar na produção de vacinas.
A primeira morte de H1N1 no Brasil ocorreu em 28 de junho de 2009. Em agosto de 2010, 2 mil pessoas haviam morrido de gripe suína no país. A partir desse mesmo ano, o Ministério da Saúde passou a realizar campanhas de vacinação, anualmente, contribuindo com a redução do número de casos da influenza A14.
Chikungunya ou Zika Vírus (2015)
A epidemia, que surgiu de forma explosiva, teve diversos impactos na saúde da população, coincidindo com casos de Síndrome de Guillain-Barré e uma epidemia inesperada de recém-nascidos com microcefalia e outras deficiências neurológicas.
LOWE, Rachel et al. (2018)
A chikungunya é uma doença causada por um vírus e os seus principais sintomas são: fortes dores nas articulações, febre, dores no corpo, dor de cabeça e manchas na pele. No Brasil, os primeiros casos de transmissão dentro do país foram identificados em 2014, principalmente em Oiapoque, no Amapá, e em Feira de Santana, na Bahia.
O grande número de mosquitos transmissores no Brasil junto ao clima favorável e à circulação de pessoas facilitou a expansão desse vírus pelo país. Em 2016, a chikungunya já estava presente em todas as regiões brasileiras, com em torno de 277 mil casos naquele ano10.
A chikungunya se tornou um importante problema de saúde, pois além dos sintomas iniciais, algumas pessoas permaneceram com dores nas articulações por meses ou até anos. O combate ao Aedes Aegypit continua sendo uma das principais formas de prevenção. Essa foi uma das principais doenças causadas por vírus.
Covid 19 ou SARS COV 2 (2020)
No Brasil, o primeiro caso confirmado aconteceu em 26 de fevereiro de 2020, cidade de São Paulo. Poucas semanas depois, a doença chegou em todas as regiões do país. Em 20 de março de 2020, o Brasil reconheceu a existência de transmissão comunitária do vírus11.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a Covid-19 como pandemia
Durante a pandemia, o Brasil enfrentou milhões de casos e muitas mortes. Os hospitais ficaram lotados e medidas foram tomadas, como isolamento, uso de máscaras, higiene das mãos, distanciamento social e redução de aglomerações. Essa doença causava febre, tosse, cansaço, dor de cabeça e dificuldade para respirar.
Em janeiro de 2021, começou a Campanha Nacional de Vacinação contra a Covid-19 no Brasil. Com o avanço da vacinação, houve uma importante redução das internações e mortes pela doença. Quanto às mortes, houve 716.626 óbitos confirmados11. Vale destacar que a Covid-10 provocou pandemia no Brasil e no mundo, sendo uma das principais doenças causadas por vírus.
Impactos das epidemias na sociedade brasileira
As epidemias no Brasil causaram grandes impactos na sociedade, afetando a saúde da população, a economia e a rotina das pessoas. Nos períodos de aumento dos casos de doenças, os serviços de saúde ficaram sobrecarregados.
No mais, as epidemias também provocam perdas de vidas, afastamentos nos trabalhos, interrupção das atividades escolares e redução das atividades econômicas. Dependendo da doença, também pode surgir mudança de hábitos na população, como uso de máscaras e aumento dos cuidados com a higiene.
Medidas de controle e prevenção de epidemias
As principais medidas de controle e prevenção de epidemias são vacinação, diagnóstico, tratamento de doentes, acompanhamento dos casos e controle da transmissão da doença. Algumas outras medidas importantes são:
- Lavar as mãos;
- Manter os ambientes limpos e ventilados;
- Utilizar equipamentos de proteção quando necessário;
- Evitar contato com as pessoas infectadas.
No caso de doenças transmitidas por mosquitos, como a dengue, é importante eliminar locais onde possa ocorrer o acúmulo de água parada. No mais, a atuação dos órgãos públicos de saúde é importante para identificar o aumento de casos e adotar medidas para que impeçam que a doença se espalhe.
Conscientização pública sobre as epidemias
Uma das principais formas de prevenir e controlar as epidemias é através da conscientização pública. Isso porque, quando as pessoas têm as informações corretas sobre uma doença, como os seus sintomas e as suas formas de transmissão, se consegue adotar medidas para proteger a própria saúde e a saúde das outras pessoas.
Participação conjunta do governo, dos profissionais de saúde e da população
É importante que a população busque informações confiáveis e siga as orientações das autoridades de saúde. Além disso, fica à cargo dos órgãos de saúde realizar as campanhas de vacinação, as políticas públicas, as ações educativas e a divulgação de informações sobre a doença. Que tal entender sobre a desigualdade social brasileira?
E aí, gostou de saber mais sobre as principais epidemias no Brasil através deste conteúdo? Se curtiu este artigo, comente e compartilhe. Esperamos que as informações sobre a pandemia no Brasil, explicando sobre as doenças infecciosas e as doenças causadas por vírus, tenha contribuído bastante com o seu aprendizado!
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