Para entendermos um pouco mais sobre um país, é importante entender sobre onde esse país está inserido. O mesmo acontece com o Brasil! Para podermos entender as questões geopolíticas brasileiras, é fundamental entendermos os elementos que compõem a geografia política do nosso continente: a América do Sul.

Mas afinal, como os aspectos geográficos desse vasto continente influenciam na política sul-americana? Vejamos agora!

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Geopolítica: o continente América do Sul

Machu Picchu
O Machu Picchu, no Peru, é localizado na cadeia de montanhas mais longa do mundo: a Cordilheira dos Andes.

Apesar de alguns teóricos da geografia a chamarem de subcontinente - devido ao fato de sua conexão com a América do Norte pelo istmo do Panamá - vamos utilizar o termo continente pois todas as suas características geográficas a permitem.

Aliás, você sabia que a América do Sul e a África eram unidas ao mesmo continente chamado Godwanda há cerca de 200 milhões de anos? A descoberta da Pangeia, por Alfred Wegener, comprovou o fato de que todos os continentes eram unidos na era Paleozoica. Mas a separação de todos eles continuou ocorrendo ao longo dos anos, com os choques de placas tectônicas, até que a configuração atual ganhasse suas características tais quais as conhecemos.

A América do Sul compreende os seguintes países e dependências, com suas respectivas capitais:

  •  Argentina: Buenos Aires
  •  Aruba (Países Baixos) *: Oranjestad
  •  Bolívia: La Paz e Sucre
  •  Bonaire (Países Baixos) **: Kralendijk
  •  Brasil: Brasília
  •  Chile: Santiago
  •  Colômbia: Bogotá
  •  Curaçao (Países Baixos) *: Willemstad
  •  Equador: Quito
  •  Guiana: Georgetown
  •  Guiana Francesa (França) **: Caiena
  •  Ilhas Malvinas (Reino Unido) *: Port Stanley
  •  Ilhas Geórgia do Sul e Sandwich do Sul (Reino Unido) *: Ponto Rei Eduardo
  •  Paraguai: Assunção
  •  Peru: Lima
  •  Suriname: Paramaribo
  •  Uruguai: Montevidéu
  •  Venezuela: Caracas

Apesar de ser considerava relativamente isolada dos demais continentes, a América do Sul é uma região farta em recursos naturais, diversidade cultural, com atividades majoritárias de agricultura voltada para exportação, pecuária e indústria automobilística. Sua extensão é de 17 819 100 km², abrangendo 12% da superfície terrestre e 6% da população mundial. Seus problemas sociais e econômicos são conhecidos mundialmente, e muitos deles têm origens geopolíticas.

Entenda um pouco sobre a geopolítica russa aqui!

Aspectos físicos da América do Sul: curso de geografia

Podemos citar alguns aspectos físicos muito importantes no contexto geopolítico da América do Sul.

O primeiro deles tem relação com a separação de Gowanda, citada mais acima: o choque de duas placas tectônicas gerou uma das maiores cadeias de montanhas de todo o planeta: a Cordilheira dos Andes. 

Essa cordilheira compreende as montanhas mais altas fora da Ásia, sendo a maior cadeia em comprimento do mundo. Sua extensão de norte a sul é de 7 mil quilômetros, cortando toda América do Sul: passa pela Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Chile e Argentina.

Por suas características geográficas, a cordilheira tem papel fundamental para entender a configuração de muitos fatores econômicos, sociais e climáticos. Uma delas é o fato de que o choque das placas tectônicas fez emergir materiais e elementos minerais de alta composição atômica que não seriam encontrados nessa superfície. A presença do cobre no Chile na região Norte Grande, por exemplo, sustentou a economia desse país durante anos.

Outro fator condicionante é a ausência de portos na costa do Pacífico, a tornando sem conexão com a plataforma continental. Além disso, a Cordilheira divide os países, fragmentando e isolando algumas regiões.

Querendo aprender mais sobre a geopolítica da Ásia?

A cidade de Bogotá na Colômbia
Bogotá. A Colômbia é o único país da América do Sul que acessa o Oceano Pacífico e o Oceano Atlântico

O segundo importante aspecto físico a ser citado são as bacias hidrográficas. Uma das principais importâncias dessa característica geográfica, além de claro, comporem um rico recurso natural de água, é que elas permitem o gerenciamento e planejamento de diversas questões urbanas, como por exemplo a prevenção de enchentes e inundações.

Podemos citar três grandes bacias: a bacia do rio Orinoco, na Venezuela; a maior bacia do mundo, a do rio Amazonas; e a bacia do rio Prata, que se estende entre Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina. As três bacias estão ligadas com a Cordilheira dos Andes e, em conjunto, drenam uma área de cerca de 9 583 000 km².

É importante destacar que todos os rios que correm dos Andes em direção ao Atlântico criam grandes bacias. Já o inverso, rios que correm em direção à grande cadeia de montanhas, são pequenos rios.

Outro elemento físico são os planaltos que se formam próximos à Cordilheira. Um deles é o Altiplano Andino, o segundo maior do mundo. Ele compreende partes da Bolívia, Chile, Argentina e Peru. Com essas características de altiplanos, a América do Sul possui as três cidades mais altas do mundo: La paz, Quito e Bogotá.

Por fim, um fator que influencia muito em questões políticas sul-americanas é o clima. Podemos afirmar que a América do Sul possui basicamente quatro regiões climáticas: o clima tropical, o equatorial, o clima de montanha, e o temperado. Importante mencionar que a maior parte da América do Sul esteja sob o clima tropical/equatorial, e esse clima é um dos mais difíceis para o desenvolvimento econômico e ocupação humana. Pelo fato de seu solo ser em geral pobre, se houver desmatamento de florestas, ele se torna rapidamente rochoso e improdutivo.

Além disso, as doenças favorecidas pelo clima tropical podem abalar civilizações inteiras: até hoje vivemos crises sanitárias com a presença da Dengue, Malária, Febre Amarela, Zica, entre outras. A destruição econômica e as perdas de vidas impactam diretamente na sociedade.

Descubra mais sobre a geopolítica do Oriente Médio!

Aulas de geografia: regiões geopolíticas da América do Sul

floresta amazônica
Floresta Amazônica: preocupação geopolítica mundial

Para simplificar, podemos dividir a América do Sul em quatro regiões importantes. A primeira delas é a zona do Caribe, que compreende Colômbia, Venezuela, Suriname e as Guianas. Pelo fato de estar isolada do resto do continente pelo "escudo" da região da Amazônia, essa zona está orientada para o Caribe e a América Central em termos políticos e econômicos.

A Colômbia, por exemplo, é o único país que tem conexão direta com a América Central pelo istmo do Panamá.

Já a Venezuela tem um importante papel geopolítico: possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo, integrando a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), O Equador também possui o petróleo como recurso, mas em menor escala, e integra a OPEP.

Temos também a região da América Andina, definida pela Cordilheira, incluindo Equador, Chile, Argentina, Peru, Colômbia, Bolívia e Venezuela. A produção agrícola e extrativista são as principais atividades econômicas dos países andinos, e elas absorvem a mão de obra de grande parcela da população. A atividade pesqueira no Peru é destaque: ele é considerado um dos maiores produtores de pescado do mundo.

Na Bolívia, destaca-se a exploração de estanho e gás natural. Um aspecto negativo é que a Colômbia, a Bolívia e o Peru são um dos três maiores produtores mundiais de cocaína.

Mais ao sul, o Cone Sul engloba Argentina, Chile e Uruguai. A alta expectativa de vida, o mais alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da América Latina, o alto padrão de vida e a participação significativa nos mercados globais e as economias emergentes dos seus membros fazem o Cone Sul uma das mais prósperas macrorregiões da América Latina, em parte também devido à importância da bacia hidrográfica do rio da Prata.

E, por fim, uma zona fundamental a ser abordada é a zona Amazônica. Nem precisamos mencionar a sua importância mundial e sua longa história de disputas e conflitos geopolíticos. A Amazônia vem sendo o centro das discussões internacionais, seja na cúpula da ONU, na comunidade científica, nos debates acerca das mudanças climáticas, nos grupos ruralistas, entre outros.

A floresta Amazônica se estende por uma área de 6,9 milhões de km², estando a maior parte dela em território brasileiro (60%, pouco mais de 4 milhões de km²). Os outros 2,9 milhões km² se dividem entre Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela, além da França (Guiana Francesa). Esse território que pertence a nove países é chamado de Amazônia Internacional.

A Amazônia Legal foi criada pelo governo de Getúlio Vargas, na época com o objetivo de fomentar o desenvolvimento econômico e social da região. Hoje, ela ocupa cerca de 61% do Brasil, abrangendo os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e uma parte do estado do Maranhão.

Se por um lado seu solo de baixa fertilidade não permite produções ricas e de longo prazo, fatores como calor e umidade são determinantes para explicar a enorme biodiversidade ali presente. Além disso, a riqueza de minerais metálicos e energéticos na região é imensurável. As principais atividades econômicas desenvolvidas são a agricultura, a pecuária e o extrativismo. Atualmente, a bacia Amazônica é o centro nacional dos programas governamentais voltados à construção de grandes usinas hidroelétricas.

No entanto, um dos maiores problemas enfrentados na região é o desmatamento excessivo. Até hoje cerca de 20% do território foi desmatado. Por volta de 55% de todos os povos indígenas que moram no Brasil estão na área da Amazônia Legal. A degradação, práticas predatórias, queimadas e o desmatamento insustentável afetam diretamente a conservação do ambiente e trazem consequências graves ao ecossistema amazônico e ao planeta como um todo.

Em 2019, o governo brasileiro rejeitou a ajuda de 20 milhões de dólares (cerca de 83 milhões de reais) oferecida pelo G7 (grupo das sete maiores potências econômicas do mundo) para combater os incêndios devastadores que tem ocorrido na Amazônia.

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Fernanda

Socióloga e mestre em Letras Modernas pela Sorbonne. Entre França e Brasil, trabalho com jornalismo e projetos socioeducativos há 20 anos. Apaixonada por música, cinema e yoga. Acredito na cultura e na educação como pilares de transformação da sociedade.