A dança de festa junina é uma das principais tradições do São João, que ocorre no mês de junho. Essa dança coletiva, geralmente executada em pares, conta com coreografias organizadas e figurinos típicos. Além da quadrilha, outros ritmos também fazem parte do São João: forró, baião, xote, arrasta-pé, coco e xaxado.
Esses ritmos tornam as festividades juninas ainda mais animadas e ricas em significado cultural. Além disso, o São João é um momento de diversão, valorização das tradições regionais e preservação do patrimônio imaterial brasileiro.
Quem não gosta de participar de uma maravilhosa festa junina, não é mesmo? É possível se divertir com diferentes ritmos de dança de festa junina. Se você deseja curtir o tradicional São João, aproveite para aprender os diferentes estilos de danças juninas que compõem essa festividade. Assim, você poderá arrasar em todas as festas juninas!
| Dança | Características principais | Região onde é mais popular |
|---|---|---|
| Arrasta-pé | Dança animada com passos simples. É comum em arraiás. | Nordeste |
| Forró | Dança com ritmo tradicional e em pares. Ela é executada ao som de sanfona, zabumba e triângulo. | Nordeste |
| Quadrilha | Dança em grupo com coreografia organizada, comandos do marcador e encenação do casamento caipira. | Todo o Brasil |
| Baião | Dança de ritmo cadenciado e marcado. | Nordeste |
| Dança de fitas | Dança circular com fitas coloridas prestas a um mastro, formando desenhos coreográficos. | Sul e Sudeste |
| Xaxado | Dança com movimentos firmes e organizada em fileiras. Tem forte relação com a cultura nordestina. | Nordeste |
| Xote | Dança com ritmo mais lento e romântico e organizada em pares. É comum em quadrilhas. | Nordeste |
| Bumba meu boi | Manifestação cultural com dança, música e encenação sobre a lenda do boi. | Norte e Nordeste |
| Coco | Dança de roda com batidas rítmicas dos pés e palmas. | Nordeste |
Arrasta-pé
Esse clássico foi criado no século XIX e teve influência dos estilos europeus. Esse nome faz referência ao local onde se dançava, que normalmente tinha o chão em barro batido. Para que a poeira não subisse, as pessoas molhavam os seus pés e os arrastavam. Essa característica é marcante desse estilo.
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Passos arrastados e simples
O arrasta-pé conta com movimentos que consistem em deslizar ou arrastar os pés no chão, seguindo o ritmo da música.
Essa dança de São João é fácil de aprender e acessível para pessoas de todas as idades.
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Dança em pares
O arrasta-pé é dançado em dupla.
Essa dança favorece a interação, o clima de socialização e a coordenação entre os dançarinos.
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Ritmo animado
O arrasta-pé acompanha músicas alegres e de ritmo animado.
O ambiente da dança junina do arrasta-pé é divertido, repleto de energia e estimula a participação de todos.
A animação do arraiá é mantida com bastante arrasta-pé.
Além disso, ele é conhecido por ter duas posições principais, o "dois para lá e dois para cá" e "para um lado e para o outro". Vale ressaltar que essa dança de festa junina, que acontece especialmente no sexto mês do ano, deve ser acompanhada de um bom som, com zabumba, agogô, sanfona e triângulo. Isso é suficiente para que a festa seja maravilhosa! Veja um exemplo dessa incrível coreografia:
De início, ele era conhecido somente no Nordeste. Porém, os imigrantes nordestinos tornaram esse estilo presente em outras partes território brasileiro, principalmente quando houve uma forte onda de imigração na década de 60 e 70. Vale ressaltar que é possível bailar bastante arrasta-pé nos São João de Caruaru - PE e Campina Grande - PB.
Forró
Essa expressão artística se refere tanto à dança de festa junina quanto à música. Mas, para entender melhor como se deu o seu surgimento, vamos voltar um pouco no tempo? O forró se originou no séc. XIX, quando ficou conhecido nos bailes. Antes, esse estilo era chamado de "forrobodança" e "forrobodó". Ele chegou no território brasileiro com a vinda dos africanos para cá.
O forró é muito presente nas festas juninas, e conta com dança em pares, movimentos coordenados, giros e passos marcados, acompanhando o triângulo, a zabumba e a sanfona
Esse estilo se ramificou, e atualmente existem três nuances mais famosas: convencional, universitário e eletrônico. É possível ver pessoas dançando forró em diversos eventos Brasil afora. Além disso, esse ritmo é quase obrigatório nas celebrações juninas, afinal todos gostam de se divertir com um "bom forrózinho"!
Nesse ritmo, as duplas ficam uns de frente para os outros e se enlaçam utilizando os braços. Depois, é só colocar uma maravilhosa canção para curtir bastante! Veja quais são as suas coreografias:
Em relação ao forró convencional (ou comum), podemos citar os seguintes artistas: Geraldo Azevedo e Alceu Valença. Já no universitário, Jorge do Altinho foi um grande cantor. Por fim, do eletrônico, podemos listar Calcinha Preta e Magníficos.
É importante ressaltar que o forró é Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. Isso comprova a sua importância para a nossa cultura e tradição. Então, que tal aprender esse estilo? É possível encontrar um professor particular de dança de festa junina na Superprof.
Quadrilha
A quadrilha é uma dança junina obrigatória nas comemorações dos santos dessa época. Ela é realizada de forma coletiva, porém cada dançarino deve ter o seu par. Além disso, seu enredo exige a presença de um narrador - ou seja, uma pessoa que indica o passo a passo a ser feito e realiza brincadeiras durante as performances.
Muitos pesquisadores afirmam que, como dissemos a quadrilha foi criada no séc. XVIII, na França. Isso porque os nobres franceses dançavam quadrille, um estilo em grupo, muito parecido com a quadrilha que vemos hoje. Na década de 20, a quadrilha chegou ao nosso território através dos portugueses.
Os aristocratas logo se interessaram por esse ritmo, porém ele se popularizou somente quando todas as classes começaram a conhecê-lo. Em pouco tempo, ele ganhou um outro significado, relacionando-se com as tradições caipiras. Além disso, agregou outras culturas, como as afro-brasileiras e indígenas, em suas tradições. Alguns dos passos mais populares da quadrilha são:
- Caminho da roça;
- Balancê;
- Túnel;
- Formação do caracol;
- Olha a chuva;
- Olha a cobra.
A quadrilha se tornou conhecida no séc. XX, quando as pessoas começaram a dançá-la nas comemorações espalhadas pelo país, principalmente no Nordeste. Hoje, em qualquer evento de motivos juninos, é necessário ter uma bela quadrilha. Portanto, no sexto mês do ano é possível ver vários grupos juninos dançando esse ritmo por aí.
Vale ressaltar que, para dançá-la, é preciso usar as roupas adequadas, como vestidos e blusas quadriculadas, chapéus de palha e chinelas de couro. Por fim, também existe o noivo e a noiva - para a realização do casamento caipira. Com tudo isso, esse estilo fica ainda mais alegre e divertido.
Se você deseja acompanhar belas quadrilhas, recomendamos que compareça aos maiores festejos de São João do mundo: Caruaru e Campina Grande!
Baião
Originário especialmente do Nordeste, esse estilo foi criado na década de 40. Além de ser uma dança junina, trata-se também de um estilo musical. Um dos seus maiores precursores foi Luiz Gonzaga do Nascimento, o Rei do Baião.
Ele também foi responsável pela popularidade de outros estilos, como o xaxado e o pé-de-serra. Alguns dos instrumentos musicais obrigatórios são: flauta, zabumba, viola, triângulo e sanfona. Além disso, uma canção muito conhecida desse estilo é a Asa Branca. Afinal, quem nunca ouviu cantá-la?
Quando olhei a terra ardendo, qual fogueira de São João, eu perguntei a Deus do céu uai porque tamanha judicação
Verso da canção Asa Branca
Além do Rei, também temos a Rainha do Baião, a artista Carmélia Alves, que ficou conhecida por cantar a canção "Sivuca". Ela ganhou popularidade dentro e fora do país durante a década de 40. Por fim, também é importante ressaltar Claudette Soares e Dominguinhos como artistas importantes para a sua difusão.
Voltando ao assunto, algumas das suas performances mais famosas são: passo de calcanhar, ajoelhar, rodopio e balanceio. Esses devem ser realizados em dupla, ou seja, com um par. Por fim, as vestimentas devem ser bem coloridas, com babados, calças de brim e chinelas de couro.
O baião conta com um ritmo cadenciado e marcado. Além disso, os passos dessa dança junina é firme e segue a batida da música. Essa dança conta com vários elementos da cultura sertaneja, ajudando na preservação da identidade cultural nordestina. No mais, essa dança de São João é bastante festiva e animada!
Dança de fitas
Esse estilo é proveniente da Europa. A dança de fitas ocorre em torno de um mastro repleto de fitas coloridas. As pessoas formam uma roda e "prendem" os seus dedos a elas. Depois as entrelaçam e desenlaçam, realizando finalmente a coreografia dessa dança, o que exige coordenação e atenção dos dnaçarinos. Vale ressaltar que ela é muito animada e todos gostam de dançá-la! Veja um exemplo dessa performance:
A dança de fitas é uma manifestação folclórica popular em festas tradicionais. Essa dança costuma ser realizada em festas juninas que ocorrem no Sul e Sudeste do Brasil. Vale destacar que essa dança tem alguns significados: celebração coletiva, harmonia e união.
Xaxado
A dança de festa junina do xaxado é tradicional do Nordeste brasileiro. Ela tem forte relação com a região do sertão. Além disso, muitas pessoas não sabem, mas esse estilo é proveniente do cangaço, mais precisamente do Sertão de Pernambuco, em 1922.
Sabe como ele surgiu? Como não havia mulheres no grupo de cangaceiros, eles dançavam com os seus rifles (que serviam como parceiros dos homens do cangaço). Os cangaceiros dançavam xaxado como forma de comemoração e celebração após as conquistas do cangaço.
Com o tempo, as mulheres começaram a participar do cangaço, e passaram a ser as duplas dos cangaceiros nas danças juninas desse tipo. Porém, demorou um pouco para que o público feminino realmente fizesse parte dessa dança junina. Vale ressaltar que o nome dela é decorrente do som produzido pelo arrastado das chinelas no chão. Para entender melhor como esse estilo funciona, acompanhe este vídeo:
Atualmente, as duplas dançam de forma enlaçada, com passos arrastados, batidas fortes dos pés e movimentos firmes, seguindo o ritmo das músicas regionais. Além disso, também há coreografias em que os dançarinos ficam em círculos e formam filas, não sendo obrigatório ficar em pares. Uma das suas posições mais conhecidas se chama "corta-jaca".
Xote
Em 1851, podemos dizer que ele chegou ao Brasil através dos portugueses. Afinal, inicialmente, ele fazia parte das danças de salão da elite portuguesa. Porém, os escravos, na época, aprenderam cada passo e o modificaram, tornando-o ainda mais versátil.
Atualmente, os movimentos são repletos de giros e deslocamentos. Além disso, ele deve ser dançado em dupla ou em até quatro pessoas. Vale ressaltar que esse estilo é considerado romântico, visto que conta com alguns movimentos lentos. Veja abaixo um exemplo do famoso xote:
Com o tempo, foram criadas algumas ramificações desse estilo. É possível vê-las principalmente nas tradições paraibanas. Veja alguns exemplos:
- Miudinho;
- Arrastadinho;
- Batido.
Diante da sua popularidade, ele marca presença obrigatória nos festejos dos santos juninos. Não é à toa que o xote é uma das danças juninas mais populares. Além de promover socialização, o xote valoriza a cultura do Nordeste.
Portanto, vale a pena ter uma aula de dança para aprender esse ritmo maravilhoso que representa a parte cultural nordestina. E, de quebra, você ainda pode perguntar ao seu professor mais detalhes sobre sua origem. Veja aqui as opções de aula de dança infantil.
Vanerão
Importado diretamente da Alemanha para o Rio Grande do Sul, estamos falando de um estilo, que pode ser rápido e contagiante (vanerão) ou lento e envolvente (vanerinha) ou ainda o meio-termo (vanera). Os instrumentos que acompanham a dança são basicamente a gaita e a sanfona, entre outros que seguem o mesmo estilo. O apelido "limpa banco" já deixa claro do que estamos falando, não é mesmo?
A base do passo a passo é dois para lá e dois para cá, mas os dançarinos precisam de agilidade e atenção para executá-los no ritmo certo da batida. Mas quem canta também precisa ter boa dicção, para acompanhar sem se confundir.
Vale lembrar que essa dança não ficou concentrada somente no Sul - ela se espalhou por todo o nosso país, chegando inclusive ao Nordeste na década de 90. Entretanto, em apresentações tradicionais, é possível ver pessoas com trajes europeus ou vindos do Oriente Médio.
Se você já dançou vanera, pense que o vanerão é praticamente uma versão acelerada. Também existe a opção mais lenta que é a vanerinha. Mas os passos são sempre os mesmos para essas variações. Além da comemoração típica, ela aparece também em baladas sertanejas ou bailes de época e você certamente vai gostar de aprendê-la.
Bumba-meu-boi
Meu boi morreu, o que será de mim? Manda buscar outro oh maninha, lá no Piauí
O meu boi morreu, escrita por Eduardo das Neves
Estamos falando, na verdade, sobre uma festa típica de São Luís, no Maranhão, que não se constitui apenas pela dança, mas também por desfiles e teatros. Não se trata também de um único ritmo, mas da mistura de vários, sempre com predominância da toada. Com um mix de sátira, humor, drama e tragédia, o boi é sempre o personagem central e tudo costuma acontecer de forma lúdica.
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Mistura de dança, teatro e música
A dança do bumba meu boi envolve encenação, canto e movimentos coreografados
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Figurinos e personagens típicos
Os dançarinos usam fantasias e roupas coloridas, representando o folclore brasileiro
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Identidade cultural regional
O bumba meu boi é um elemento presente no Norte e Nordeste do Brasil.
Também chamada de boi-bumbá, a festa é considerada pela ONU (Organização das Nações Unidas) como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Seu surgimento remonta elementos folclóricos e hoje em dia, a tradição já alcançou diversas regiões brasileiras, sendo batizada com diferentes nomes, mas que remetem sempre ao mesmo enredo.
Boi de reis, boi de São João, boi-calembra, boizinho, boi-de-jacá, boi pintadinho, boi de mamão... Cada Estado tem o seu jeito especial de chamar a festa, que remete ao mesmo enredo
Trata-se, na verdade, de sincretismo religioso, uma vez que se unem os santos juninos do catolicismo, alguns orixás e seres místicos. Você já ouviu falar do Festival de Parintins? Pois bem, trata-se de uma prova de que essa tradição está presente também no Amazonas, apesar dos festejos terem as suas diferenças. Não precisamos nem dizer o quanto trata-se de um evento turístico que atrai pessoas de diversos lugares.
Dança do Balancê (para crianças)
Quem disse que os pequenos ficam de fora das roda de dança de São João? Essa vem se tornando uma febre entre as crianças nas comemorações juninas escolares. Na verdade, o balancê é um passo que pode ser encontrado na quadrilha.
Ele consiste em somente balançar o corpo, sem se mover do lugar, sempre marcando o estilo da canção. Normalmente, esse é o passo executado pelas damas enquanto os cavalheiros fazem o movimento principal e vice-versa.
No entanto, ele se tornou uma coreografia que aparece em diversos vídeos do Youtube em uma canção específica. Para uma inspiração, você pode mostrar para ele vídeos de outras crianças dançando nas escolas, como o que aparece abaixo:
Se o seu filho não se empolga com os bailes tradicionais, talvez ele se interesse em conhecer essa canção e até arrisque alguns movimentos. Vamos considerar que os pequenos terão um momento especial para se divertirem, se exercitarem e praticarem a interação com outras crianças.
Coco
Não, não estamos falando da fruta, mas de uma dança junina típica do Nordeste. Ao som de zabumba, triângulo, surdo e pandeiro, é possível formar uma roda e executar passos em duplas, fileiras ou círculos. "Coco" é como chamam a cabeça popularmente nessa região.
Trata-se de uma mistura dos batuques africanos com os bailados indígenas. Junto aos instrumentos, você ainda vai ouvir o bater dos tamancos, que buscam imitar o som de cocos (agora a fruta) se quebrando.
No coco do Norte tem caracaxá, zabumba, ganzá, poeira no chão, coqueiro fazendo improvisação, compadre e comadre seguro na mão, batendo umbigada com palma de mão.
Coco do Norte, escrito por Jackson do Pandeiro
Por isso, ele normalmente é dançado com esses calçados específicos. As palmas também são usadas para embalar ainda mais os participantes. Bezerra da Silva e Selma do Coco são exemplos de nomes desse ritmo.
A ideia é representar as antigas mulheres que procuravam coco pela mata e quebravam-no com os pés sendo, portanto, uma reconstrução do homem do campo. No Maranhão, existe o grupo Coco Pirinã, especialista nessa dança junina.
Nas mãos, os dançarinos carregam cocos e machadinhas, como uma forma de encenação. Os passos, em si, são parecidos com os do xaxado, mas é essa carga de encenações que fazem dela uma dança única, tradicional, cultural e diferenciada.
A dança do coco conta com movimentos simples e em ritmos, sendo realizada em fileira ou roda. Um dos principais elementos do coco é o canto responsorial. Nesse canto, o cantor fala os versos e os dançarinos respondem, tornando a dança mais interativa e dinâmica.
Infelizmente, trata-se de uma tradição que vem perdendo a força com o tempo. No entanto, ela ainda pode ser encontrada nas regiões nordestinas que buscam preservar suas origens. Já se imaginou dançando algo que traz consigo tanta história e emoção?
Músicas típicas
Você já ouviu a clássica "Capelinha de melão"? No Rio Grande do Norte, ela representa mais que uma canção. Trata-se de um auto encenado na noite de São João. Com violão, rebeca e clarineta, as participantes são moças, enfeitadas com fita e a representação da capelinha na cabeça.
Elas cantam e dançam, com uma lanterna de vela nas mãos (que é deixada sobre o palco assim que entram). Ao final, trocam a capelinha por lenços de moedas e pedem doações aos homens da plateia, agora representando a tradição cigana.
Mas isso não significa que o estado é o único lugar onde se dança "Capelinha de melão". Você pode dançá-la em qualquer lugar e se divertir sozinho ou em pares na comemoração junina da sua escola ou cidade.
O mesmo vale para outros singles como "O balão vai subindo", "Pai Francisco", "Pula Pipoquinha" e "Cai, cai balão". O seu professor de dança junina pode ensinar a você os passos principais dos estilos juninos, e assim você vai se mover de forma livre, mas sem perder o ritmo.
Teatro junino
Perfomar também está relacionado a representar. Enquanto se move no palco (ou em rodas do povo), você está, na verdade, encarnando um personagem. Mas existem apresentações das comemorações juninas que vão além: elas focam realmente na encenação, na composição mais complexa de personagens que, muitas vezes, também mesclam elementos folclóricos. Alguns locais usam os fantoches para isso, enquanto outros representam musicais com pessoas, que ensaiam para passar uma mensagem ao público.
É claro que não se trata de algo tão natural quanto simplesmente dançar, mas o que queremos dizer é que cenas ensaiadas também fazem parte desse universo e ajudam a contagiar e envolver a todos na apresentação.
Algumas abrem espaço para a participação do público ao final. Para pensar nisso, é importante compreender que estamos falando em diferentes vertentes da arte e que elas podem, sim, entrelaçar-se, tornando-se algo diferente.

Se você tem interesse em participar nesse tipo de evento, procure por um professor de teatro e dança de festa junina. Ele certamente vai ajudá-lo a unir dança e representação. Ainda que você não participe de algo organizado, vai aprender a "vestir o seu personagem" em uma simples festinha de junho, trazendo uma performance muito mais realista e representativa, sem deixar de se divertir, é claro!
Coreografias juninas
Uma dança de festa junina para comemorações juninas pode ser ensaiada também, sabia? Basta escolher as canções para coreografar e contar com a ajuda de um professor para preparar a apresentação.
Alguns eventos pedem uma performance mais elaborada e há até grupos que participam de festivais de danças juninas temáticas. Então, que tal começar a fazer aulas agora mesmo? Lembre-se de que decorar uma coreografia fica mais fácil quando você já conhece os passos básicos do estilo que deseja dançar.
Esse tipo de evento permite tanto as performances livres, nas quais cada um se diverte à sua maneira quanto os passos mais elaborados, as apresentações de dança, que aparecem com um caráter mais elegante.
Há pessoas que gostam de performar coreografias, de estilos específicos ou de modo geral. Se você é uma delas, por que não ensaiar algo para a próxima comemoração desse tipo (se você for o organizador, melhor ainda - será possível preparar um grupo)?
O mais importante é "fazer bonito" e não se intimidar se errar o passo. Lembre-se de que, por mais que uma apresentação seja ensaiada, o público não vai perceber se nem tudo sair milimetricamente calculado - a menos que você esteja concorrendo em um festival profissional, é claro. Mas esse é o próximo passo para quem ainda está na sua primeira coreografia junina.
Como participar e aprender a dança de festa junina?
O aprendizado da dança junina pode ser muito simples e divertido. Inicialmente, você pode se dedicar apenas aos passos tradicionais, como balancê e anarriê e formar pares. Além disso, se você quiser participar de uma quadrilha junina, aproveite para ensaiar previamente com um professor de dança.
Não é preciso ter uma experiência prévia para aprender a dança de festa junina. Os passos da dança de São João são repetitivos e simples, o que facilita a participação de jovens, adultos e até mesmo idosos. Geralmente, nas aulas de dança junina, se aprende logo os seguintes passos:
- Balancê;
- Anarriê;
- Alavantú;
- Troca de pares;
- Formação de túnel e roda.
A prática desses passos - e de outros um pouco mais complexos - ajuda a desenvolver a coordenação motora, o ritmo e a confiança, tornando-o um verdadeiro dançarino de danças juninas. Com isso, você viverá a alegria e a tradição das festas juninas.
A participação em aulas de dança de festa junina possibilitará que você aprenda, de forma divertida e dinâmica, as coreografias típicas e os passos de quadrilha. Vale destacar, mais uma vez, que não é necessário ter experiência, sendo preciso apenas ter vontade de dançar e entrar no clima animado do São João.
Para colocar o aprendizado em prática e organizar uma quadrilha, você pode formar um grupo de pessoas de uma escola, comunidade ou grupo cultural. Para ter um bom desempenho nessa dança junina, participe de todas as aulas de dança e observe atentamente as orientações do professor.
Se você quiser arrasar na quadrilha e aproveitar a máximo as festas juninas, as aulas particulares de dança da Superprof são uma boa escolha. Isso porque você aprende os passos das danças juninas com aulas personalizadas, professores qualificados e conforme o seu ritmo.
Escolha o seu professor da Superprof (conforme a cidade onde mora ou online), agende a sua aula e comece hoje mesmo a ensaiar os passos da dança de festa junina. Depois, tenha momentos inesquecíveis nas quadrilhas por aí!
A origem e história das danças juninas
Uma celebração do mês junino normalmente acontece em um espaço decorado com bandeirinhas e motivos dos três santos: São João, Santo Antônio e São Pedro. As comidas típicas envolvem cuzcuz, bolo de milho, cachorro-quente e pamonha e as danças são uma bela forma de se divertir.
Você sabia que essas comemorações remontam uma tradição que foi trazida pelos portugueses na colonização? No entanto, os primeiros a aderirem à ela foram os nordestinos, tanto que a festa de Campina Grande tem, até hoje, um grande destaque.
Já as danças, podemos dizer que sofreram também influência francesa. A famosa quadrilha teria surgido a partir do que acontecia nos bailes franceses do séc. XVIII (que, por sua vez, trazia nuances dos eventos ingleses).
A quadrilha junina tem origem das festas realizadas pela corte portuguesa. Na Europa, essa dança era chamada de "quadrille". Com a chegada da corte portuguesa ao Brasil em 1808, os costumes portugueses também "chegaram" às terras brasileiras, incluindo a "quadrille".
Os brasileiros "absorveram" a cultura da portuguesas em diversos aspectos, incluindo a dança. Com o tempo, a quadrilha passou a fazer parte do tradicional período de festas juninas. Assim, a quadrilha foi adicionada a outros símbolos da festa junina.
O hábito de dançar quadrilha, nos séculos 18 e 19, era comum nas festas europeias. Nesse momento, se reuniam os homens e mulheres para executar as coreografias de "quadrille". Nas festas luxuosas realizadas pela corte francesa, a dança da quadrilha era um costume bastante popular.
A dança da quadrilha era organizada da seguinte forma: eram organizados quatro (ou oito) pares de dançarinos em duas filas. Os pares ficavam uns de frente para os outros, formando um quadrado. Inclusive, por conta desse formato quadrado, deu-se o nome "quadrilha".
Conforme o historiador Aterlane Martins, a quadrilha não era uma dança realizada apenas nas festas francesas1. Os europeus em geral costumavam executar essa dança nos salões da corte. Vale destacar que não havia uma época do ano específica em que se dançava a "quadrille" - essa dança costumava ser realizada em qualquer época do ano.
Os aristocratas franceses dançavam suavemente seguindo a indicação do mestre de dança e o som dos instrumentos da orquestra
A França era considerado um "país modelo" quanto à cultura, e os outros países seguiam as suas práticas culturais, como Portugal. Portanto, os portugueses aderiram à dança através da influência francesa. Depois, os portugueses "trouxeram" essa dança para o Brasil.
Nesse período, a quadrilha era considerada a "dança da moda". Os homens e as mulheres ensaiavam a quadrilha em casa para se preparar para grandes bailes europeus. Os passos - e as suas sequências - eram aprendidos em casa para que as danças fossem executadas da melhor forma nos bailes.
Além de servir de inspiração para a quadrilha brasileira, o "quadrille" também inspirou outra dança: o cancan, que se tornou popular na Europa durante o século 19. Essa dança era chamada de "quadrille naturaliste".
Vale destacar que após a chegada da corte portugesa no Brasil, a quadrilha se tornou uma grande tendência. Rapidamente, as danças e músicas relacionadas à quadrilha se popularizaram. Diversas festas passaram a contar com a quadrille em salões do Rio de Janeiro, de Salvador e de São Paulo.
Inclusive, D. Pedro II gostava bastante de dançar quadrilha nos salões de festas, conforme a antropóloga Luciana Chianca1. Nas celebrações do século 19, havia uma grande solicitação pelas quadrilhas, seja no Brasil ou na Europa.
Em todas as capitais da província, as festas de quadrilha eram realizadas, seguindo os passos das celebrações realizadas no Rio de Janeiro. Nas festas aristocratas, sempre havia a dança da quadrilha. Além disso, os homens livres e escravizados, que serviam nas festas, começaram a assimilar a dança do forró, o que contribuiu com a sua popularização além das festas aristocratas.
Havia um plano se distanciar das práticas culturais populares do período colonial
É importante destacar que, após a Proclamação da República, o governo brasileiro decidiu se distanciar de práticas culturais que remetiam ao período colonial. Assim, após 1889, as quadrilhas passaram a não ser mais realizadas em festas urbanas, sendo praticamente somente em regiões periféricas e no interior do Brasil.
Nesse processo, a quadrilha foi "abrasileirada", com a sua inserção nos festejos realizados pelas classes populares. Assim, se evoluiu a quadrilha ao longo do tempo no Brasil - passando de uma dança realizada em eventos aristocratas para uma dança praticada em comemorações populares. A quadrilha teve uma transformação em relação às seguintes características:
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Instrumentos de orquestra substituídos por:
- Sanfona;
- Zabumba;
- Triângulo.
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Passos contidos substituídos por:
Movimentos vigorosos
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Adicionou-se componentes teatrais e caricatos:
- Casamento matuto;
- Vestimentas xadrez que lembram a zona rural.
Com isso, a quadrilha se tornou uma mistura de culturas: de elementos antigos e elementos novos. O "en avant, tout" (todos para frente) se tornou o "avantú" e o "en arrière" (todos para trás) se tornou "anarriê". Antes, havia um mestre de quadrilha nas danças de salão. Ele foi subsituido pelo puxador da quadrilha (ou marcador).
Hoje, cada região tem a sua forma de dançar quadrilha e comemorar a festa de São João, com seus próprios ritmos e comidas - como mugunzá, bolo de milho, pamonha, pipoca, maçã do amor, pé de moleque, canjica (ou curau), cuscuz, caruru, baião de dois,
Em termos de decoração, a festa junina conta com roupas estampadas e coloridas, bandeirolas, balões e fogueira (que é uma herança europeia, pois se fazia uma fogueira nos rituais pagãos durante o mês de junho). Veja a foto a seguir.
A dinâmica da festa junina não é única e não segue padrões, havendo transformações conforme o lugar e o tempo. No Brasil, foram incorporados elementos da igreja católica à quadrilha, como a devoção a São Pedro, Santo Antônio e São João. A celebração desses santos se dá da seguinte froma:
- Santo Antônio: santo casamenteiro;
- São Pedro: protetor dos pescadores e das viúvas e guardião das portas do céu;
- São João Batista: protetor dos enfermos e dos casados.
Além disso, a festa junina também teve influência indígena, principalmente no quesito gastronômico. Vários pratos foram criados com base na colheita do milho, como o bolo de milho, o mungunzá, a maponha e a conjica.
Elementos culturais europeus, indígenas e africanos
Até mesmo elementos espirituais das religiões de matriz africana foram incorporados à festa junina, com as simpatias. Portanto, há influência europeia, indígena e africana nesse festejo brasileiro - que tem maior presença na região nordeste.
E aí, gostou de conhecer um pouco sobre a origem da festa junina? Ela possui forte tradição nordestina e conta com uma rica herança cultural. Se você gosta ou tem interesse em aprender esses estilos das festas do sexto mês do ano, pode entrar em um curso de dança de São João.
As aulas de danças juninas são excelentes, e podem ser feitas com professores particulares. Se você quer aprender coco, quadrilha, vanerão ou outras danças juninas, entre em contato com os tutores da Superprof! Qualquer que seja o seu nível, uma aula de dança curitiba pode ser a escolha ideal para aprimorar seus passos.
Referências Bibliográficas
- G1 Ceará. Tradição das festas juninas no Brasil: dança da quadrilha era tendência na França há mais de dois séculos. G1, 16 jun. 2024. Disponível em: https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2024/06/16/tradicao-das-festas-juninas-no-brasil-danca-da-quadrilha-era-tendencia-na-franca-ha-mais-de-dois-seculos.ghtml. Acesso em 17 mar. 2026.
Resumir com IA:










Maravilho artigo, Nota 10
Muito obrigada vc me ajudou muito para fazer minha redação
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Gostei muito obrigada mesmo
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Obg pelo artigo muito bom , ☺️☺️☺️
MARAVILHOSO!!!! Muito instrutivo!!! Muito obrigada!!!
Muito obg vc me ajudou muito no meu trabalho
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