O hino nacional, de qualquer lugar que seja, representa um símbolo de grande importância para aquela nação. Como se trata de uma representação do amor e do respeito do povo local, esse tipo de canção se configura como um ato real de reverência à história de uma pátria.

Muitos países contam com hinos que, de um modo geral, podem tanto trazer um caráter religioso como também a exaltação de temas relacionados às batalhas ou, até mesmo, uma necessidade de expressar o orgulho de pertencer àquela terra, por exemplo.

Ou seja, é uma composição de cunho patriótico que, a partir de sua poesia e/ou harmonia, evoca a história de um território, onde são abordados aspectos que inferem tradições, conquistas e transformações.

Em nações da América Latina, Ásia Central e Europa, os hinos nacionais possuem um estilo musical mais orquestrado, com um viés mais operístico. Já em lugares do Oriente Médio, Oceania, África e Caribe, os hinos já têm uma pegada voltada para as marchas, semelhantes a uma fanfarra.

Alguns países contam somente com a parte instrumental do hino (como é o caso da Espanha e da Bósnia e Herzegovina), enquanto outros já dispõem de letra e música para serem cantados, exaltando, assim, desde temas militares até algo mais lírico.

O Brasil tem o privilégio de contar com um dos hinos mais poéticos do mundo, uma vez que, em sua letra, além de exaltar fatos importantes relacionados à história de nossa terra, simbolizar lutas passadas e contribuir para a construção da identidade do nosso povo, são feitas também, em grande parte do cântico, reverências às belezas naturais da nação.

Se você é daquelas pessoas que se interessam em símbolos nacionais, como a história de um hino, por exemplo, acompanhe neste artigo um breve panorama que preparamos sobre como é decidido o Hino Nacional de um país, independentemente da época vigente.

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História dos hinos nacionais: o porquê de serem criados

Obviamente que cada nação conta com uma história rica e específica sobre seu respectivo hino nacional (com exceção da República de Chipre que não tem hino), o que faz com que cada uma delas exalte suas glórias e belezas em eventos solenes, religiosos ou esportivos.

Até por conta de haver toda uma contextualização no surgimento de cada hino nacional, seria praticamente impossível abordar a história de cada pátria. No entanto, é possível olharmos para essa questão a partir do porquê de as nações necessitarem desse tipo de canção e qual a importância de um símbolo como esse para um povo.

Imagem de um homem cantando emocionado o hino de seu país.
Cada hino nacional pode exaltar as glórias de uma nação em eventos solenes, religiosos ou esportivos!

Como já enfatizado na abertura deste texto, o surgimento de um hino nacional pode corresponder a alguns temas específicos que sejam condizentes com a história daquele território.

Em geral, ele é escrito e cantado na língua oficial do lugar em questão, sendo que os temas abordados servem para exaltar um sentimento patriótico de seu povo ou o engrandecimento da própria nação a partir de lembranças relacionadas às lutas pelas quais aquela terra já enfrentou.

E tudo isso denota a importância do valor histórico de um povo independentemente do lugar em que ele esteja, afinal, está implícito no ser humano essa necessidade de pertencimento não apenas a um território específico, mas também ao que ele foi capaz de gerar, de produzir.

O resultado disso pode ser desde uma canção nacional mais emotiva do que compreensível (como é o caso do hino brasileiro) até algo mais direto que celebre as tradições, os heróis daquele território e o destino justo daqueles que, de alguma forma, foram derrotados em batalhas, mas que mesmo assim são reverenciados por seus compatriotas.

A escolha da composição para o hino nacional

Tanto a composição quanto a criação da letra do hino nacional de um país envolvem desde aspectos políticos (falaremos disso no tópico a seguir) até uma simples vontade coletiva que tenha como intuito a exaltação do povo e/ou daquela terra em si.

Em tese, a escolha da composição para um hino nacional deve corresponder à realidade de uma comunidade em um determinado território, podendo, assim, retratar acontecimentos marcantes que possam gerar orgulho para as pessoas.

Mas isso acaba não sendo uma regra, afinal, se formos buscar os porquês de uma determinada composição se tornar um hino nacional de uma nação, veremos que há argumentos de todos os gêneros em que muitos estão pautados em várias camadas de interesses.

Citemos, por exemplo, os Estados Unidos: seu hino “The Star-Spangled Banner” (A bandeira estrelada), composto na Guerra de 1812, só se tornou oficial em 1931 por questões meramente políticas, tendo muitos setores daquela sociedade, inclusive, se colocando totalmente contra.

Mas, há também situações em que outro tipo de contexto acaba prevalecendo. É o caso do icônico hino da França que, escrito a partir de uma conotação revolucionária, adquiriu grande popularidade somente durante a Revolução Francesa.

Para se ter uma ideia, hoje, La Marseillaise (A marselhesa), é mundialmente famosa e de grande valor ao povo francês.

Pintura que mostra Claude Joseph Rouget de Lisle (oficial do exército francês e compositor do hino nacional) cantando La Marseillaise pela primeira vez.
La Marseillaise é um dos símbolos nacionais franceses que foi criada, inicialmente, para ser uma canção de guerra!

No caso do Brasil, a escolha da composição do hino nacional também contou com alguns fatos curiosos, como a criação da música em 1831 por Francisco Manuel da Silva (1795 – 1865), sendo que várias letras foram propostas ao longo do século, mas nenhuma ganhou tanto destaca como a melodia desse compositor, maestro e professor, nascido no Rio de Janeiro em 1795.

Ainda sobre a música do hino nacional, vale destacar que somente em 1909 foi de fato inserido uma letra nela que, neste caso, trata-se de um poema parnasiano escrito pelo ensaísta Joaquim Osório Duque-Estrada (1870 – 1927).

Tendo em vista que esse poema passou a ser considerado como uma possível letra da música de Francisco Manuel, ele passou a sofre modificações pelo próprio Duque-Estrada até o ano de 1922, quando a respectiva canção foi oficializada pelo governo federal.

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O hino nacional escolhido por políticos

No tópico anterior, comentei que a escolha da composição de um hino nacional envolve desde aspectos políticos até uma simples vontade coletiva que tenha como intuito a exaltação do povo (isso também não deixa de ser um ato político).

Pois é, esse lance da vontade coletiva pode até mesmo acontecer, mas é crucial destacar que as decisões políticas no sentido de poder acabam se sobressaindo.

Para se ter uma ideia, aquele exemplo sobre o hino nacional americano demonstra claramente isso, pois quando ele foi oficializado em 1931, esse ato se deu exclusivamente pelo Congresso, ao passo que nacionalistas, pacifistas e até professores de música da época foram contra a escolha.

Na ocasião, os protestos nos Estados Unidos propunham alternativas de hino, como o “Hail Columbia” e America, the beautiful.”

Mulher com a bandeira americano sobre o corpo está com a mão direita na altura do peito para entoar o Hino Nacional dos Estados Unidos.
O hino dos Estados Unidos foi oficializado em 1931 pelo Congresso Americano!

Outros casos que inferem intervenção política em um hino nacional têm a ver com a história do Brasil, inclusive, em relação à letra, como já citamos no tópico anterior.

Vamos, então, a mais um exemplo: com o advento da República, em 1889, aqueles que se colocaram contra o Imperador D. Pedro II, exigiram a composição de um novo hino nacional que tivesse a ver com o novo contexto político daquele lugar.

As músicas propostas não agradaram o novo presidente Deodoro da Fonseca, que acabou ficando mesmo com a composição de Francisco Manuel da Silva, sendo que o novo cântico, escolhido por meio de um concurso, acabou virando o Hino da Proclamação da República, um dos hinos nacionais que mais representam símbolos importantes para o Brasil.

Por fim, vale destacar outro exemplo de que mudanças políticas podem resultar em mudança de hino.  Trata-se da Alemanha, quando após a Primeira Guerra, adotou um trecho do Quarteto do imperador, de Franz Josef Haydn (de 1797) como um hino oficial.

Acontece que, com os nazistas no poder, o trecho da composição de Haydn foi totalmente banido para dar lugar ao hino Deutschland, Deutschland über Alles (Alemanha, Alemanha acima de tudo).

Obviamente que, com o fim da Segunda Guerra Mundial, essa canção foi abandonada pela Alemanha Ocidental (em razão de sua ligação com o nazismo) voltando como oficial o hino anterior. Mais tarde, após a reunificação da Alemanha em 1989, o hino que passou a prevalecer é, na verdade, o que está até hoje, ou seja, Deutschlandlied (Canção da Alemanha).

Anedotas dos hinos nacionais do mundo

Piadas sobre hinos nacionais é algo que, de certa forma, sempre existiu. Mas agora, em tempos de internet, a criatividade do pessoal na hora de criar memes e anedotas pipocam em sites, redes sociais e por aí vai...

E a coisa fica ainda mais visível quando chega a época de Copa do Mundo, pois muitos internautas já começam escolher algumas “vítimas” para tirar uma onda, como aconteceu em uma das edições do respectivo mundial.

Na ocasião, os internautas chegaram a criar paródias das letras de alguns hinos nacionais, fazendo referência a alguns aspectos da cultura da seleção escolhida.

Entre os alvos, obviamente que não ficou de fora a nossa rival Argentina, em que fizeram uma alusão ao sucesso 'Macarena', além é claro da seleção portuguesa com o famoso “O Vira”.

Outras seleções que tiveram novas “versões” de seus respectivos hinos nacionais, nesse mesmo período, foram os Estados Unidos, com o jingle do McDonalds (dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial...); e o Japão, com o tema do desenho Pokémon.

Jogadores da Argentina, entre eles, o craque Messi (de cabe baixa) estão perfilados para cantarem o hino nacional antes de mais uma partida. Ao lado está o juiz e à frente crianças.
Um dos hinos que o pessoal criou memes nas últimas Copas do Mundo foi o da Argentina!

Quanto ao hino nacional brasileiro, não apenas em época de Copa do Mundo, mas em demais ocasiões, o pessoal acaba sempre criando uma anedota, até por conta de a letra contar com termos difíceis em que muitas pessoas não sabem os significados. Isso, então, acaba sendo um prato cheio para a turma dos memes e das piadas de última hora...

Todavia, é crucial salientar que, brincadeiras à parte, é necessário haver sim um respeito ao hino, pois como já foi dito, trata-se de um símbolo pátrio de grande importância para a nossa nação.

Hinos nacionais mais recentes

Embora muitos países possuam hinos nacionais criados no século XIX, ainda assim podemos identificar um considerável número de nações que adotaram um hino nacional, sendo que, em alguns casos, essas músicas acabaram coexistindo com outras canções patrióticas, como é o caso dos Estados:

 

País Hino Nacional Data de adoção
Angola "Angola Avante!" 1975
Bósnia e Herzegovina "Državna himna Bosne i Hercegovine" 1999
Cabo Verde "Cântico da Liberdade" 1996
Croácia "Lijepa naša domovino" 1991
Dominica "Isle of Beauty, Isle of Splendour" 1967
Eslovênia "Zdravljica" 1989
Geórgia "Tavisupleba" 2004
Guiné-Bissau "Esta é a Nossa Pátria Bem Amada" 1974
Iraque "Mawtini" 2004
Kuwait "Al-Nasheed Al-Watani" 1978
Líbia "Líbia, Líbia, Líbia" 2011
Maldivas "Gaumii salaam" 1972
Mauritânia "Hino Nacional da Mauritânia" 2017
Namíbia "Namibia, Land of the Brave" 1991
Omã "Nashid as-Salaam as-Sultani" 1970
Catar "As Salam al Amiri" 1996
Quênia "Ee Mungu Nguvu Yetu" 1963
Roménia "Deşteaptă-te, române!" 1989
São Tomé e Príncipe "Independência total" 1975
Sérvia "Bože pravde" 2004
Timor-Leste "Pátria" 2002
Vanuatu "Yumi, Yumi, Yumi" 1980
Zimbabwe "Simudzai Mureza WeZimbabwe" 1994

 

Obviamente que existem outras nações que adotaram músicas as quais coexistiram com outras canções patrióticas, sendo que se fossemos destacar uma a uma aqui, a lista seria enorme. Por conta disso, apenas alguns foram citados...

Hinos e línguas nacionais  

Quando pensamos sobre o conceito de hinos nacionais, logo nos vêm à mente a ideia dos idiomas de cada nação, tradução e, principalmente, as mensagens transmitidas nas canções.

Tendo em vista que um hino pode exaltar as lutas e conquistas de uma nação, ao mesmo tempo, ele pode também inferir uma espécie de devoção ao que há de mais belo naquele lugar.

Para se ter uma noção acerca disso, vale destacar alguns exemplos primordiais de hinos de alguns países, como o do Reino Unido que, ao ser composto em 1619, seu título foi "God Save the King”.

Hoje, no entanto, muitos de nós sabemos que o mesmo é oficialmente chamado de "God Save the Queen", e isso se dá porque a sua mensagem varia conforme o gênero da monarquia britânica, ou seja, alterando palavras femininas como "queen" e "her" para masculinas "king" e "him".

Já o hino nacional japonês, "Kimigayo", assim como o do Brasil, conta com uma letra originária de um poema que, neste caso, pertence ao período Heian (794-1185). Trata-se da letra mais antiga do mundo a qual foi somente musicada em 1880.

Por fim, vale citar o Hino Nacional de Israel que, semelhante ao hino japonês, também é derivado de um poema, o qual foi escrito por Naftali Herz Imber em 1877.

Vale destacar que a música a ser utilizada nesse poema utiliza a melodia da icônica "La Mantovana”, uma canção italiana composta por Samuel Cohen no ano de 1888 - para ser usada em canções folclóricas europeias.

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Erico

Sou roteirista, redator e CEO da Eckoa Digital, além de músico nas horas vagas.