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É possível melhorar seu ouvido musical a partir da prática de bateria

De Marcia, publicado dia 18/11/2018 Blog > Música > Bateria > Trabalhe no seu tempo e ritmo para tocar bateria

O ritmo é essencial para quem está aprendendo a tocar bateria. No entanto, nem todas as pessoas têm ouvido musical apurado. Algumas sequer conseguem identificar um ritmo, e isso não significa que não tenham talento musical (ou que sejam incapazes de desenvolvê-lo).

Se você parar para pensar, muitas pessoas cantam errado. Mas não é por isso que elas são incapazes de dominar um ritmo. Leve em conta os dançarinos, por exemplo. Eles não são cantores, e ainda assim são capazes de evoluir em um ritmo e melodia musical.

Dançar difere de tocar Dançarinos têm sua forma de ritmo.

O mesmo é válido para a bateria!

Se você não se sente preparado para identificar notas diferentes, entenda que isso não deve ser motivo para entrar em pânico e acreditar que nunca conseguirá aprender.

Entenda que estudar bateria é uma ótima maneira de aprimorar a sua capacidade de identificar e reproduzir diferentes acordes musicais.

As bases do ritmo da bateria

Compreender a teoria musical, ler uma partitura ou tocar os primeiros acordes pode parecer complicado a princípio. Por outro lado, podemos dizer que compreender e reproduzir um ritmo é algo totalmente possível, para qualquer pessoa.

Saber ouvir e capturar a essência do ritmo é uma prática que pode ser desenvolvida com o passar do tempo. Trata-se da melhor maneira de apurar o ouvido e a capacidade de compreensão.

O primeiro passo é entender a batida. E nada mais fácil que isso. Ainda que você nunca tenha pensado em ser músico antes, você pode conseguir tal feito. É a batida que faz com que você balance os pés ou a cabeça a cada vez que ouve uma música.

Ritmo que contagia O balanço dos pés e braços é uma forma de viver o ritmo.

Se você encontra dificuldades nessa identificação, por que não começar por uma música techno? Cada tempo é bem marcado, por instrumentos fortes como a bateria. É isso que chamamos de batida.

Ela funciona como uma espécie de pulsação da música. Não é porque há pausas, preenchimentos e mudanças na intensidade do ritmo que você pode dizer que a música muda. Uma boa dica para quem está começando é tentar manter-se firme mesmo quando a bateria parar ou os refrões sofrerem alterações.

Cada pulsação marca um tempo. E cada ritmo é composto basicamente por 4 batidas.

Tente contar de 1 a 4 na próxima vez que ouvir uma música com batida. Você verá como parece fluido. O tempo mais forte é sempre o primeiro. Contar somente de 1 a 3 não funciona mais. O mais comum hoje em dia para um ritmo binário são as repetições a cada 2 ou 4 batidas.

Mas ainda existem as exceções, como a valsa e o jazz, que contam com intervalos de 3 batidas. Nesse caso, são chamadas de ritmos ternários.

E há ainda o blues, que é um exemplo de ritmo que mescla nuances binárias e ternárias.

Se você está começando a aprender bateria, o ideal é preferir os binários de 4 batidas. Eles são bem mais fáceis de entender e se decompor. Normalmente, essa estrutura está presente no pop, rock, rap, techno, dentre outros ritmos similares.

Na próxima vez que começar a “zapear” as estações de rádio, comece a contar de 1 a 4 conforme as batidas. Você vai sentir como o ritmo “gruda”. E é assim também que você desenvolve a sua criatividade na bateria.

Solidifique seu senso de ritmo com a bateria

Depois de ver as diferentes batidas possíveis na bateria, é só prestar atenção à sensação de ritmo, o groove do baterista. Conhecer bem a cada parte da bateria e saber exatamente o que fazer com elas, muitas vezes, não é o suficiente para fazer de você um verdadeiro músico.

O talento para a música vai muito além disso.

Mas e quanto ao seu senso de ritmo?

  • Você se sente seguro sobre seus acordes quando toca uma música?
  • Você sente que adia ou atrasa os acordes a cada vez que compara uma música que você toca ao seu ritmo original?
  • Você deseja tornar-se um grande músico, com todas as noções necessárias de acordes, para executar batidas firmes, fortes e ritmadas?

Definição de como se tornar um bom baterista: Mantenha o ritmo e certifique-se de que não está executando alterações desnecessárias na batida.

A técnica de tocar Tocar bateria demanda ouvido musical apurado.

Quando há outros instrumentos musicais tocados em conjunto, também devemos prestar atenção à harmonia, sejam eles de corda ou percussão. A bateria pode facilmente encaixar-se com outros ritmos.

Quanto mais você aprender a dominar os ritmos básicos, com mais precisão você tocará. No entanto, você pode usar seus conhecimentos para trabalhar mais padrões de ritmo e sequência. É só desenvolver sua acuidade auditiva.

Quer um exercício para entender melhor o sentido ritmico e ganhar precisão? Acompanhe abaixo:

  • Sintonize seu metrônomo entre 60 e 100bpm – frequência baixa;
  • Foque apenas na marcação;
  • Faça sequências de 2, 3, 4, 6 e 8 disparos;
  • Encaixe cada grupo nas marcações de 4 tempos;
  • Repita na ordem inversa: 8,6,4,3,2,1;
  • Abra seus ouvidos à precisão dos acordes das suas batidas.

Dedicar tempo a atividades como essa é um aprendizado contínuo. Dessa forma, você passa a conhecer nuances dos seus acordes nunca imaginadas antes.

Como manter o ritmo, como baterista?

Na bateria, seja sozinho em casa ou em um concerto, é essencial manter o ritmo.

É como pronunciar uma sentença curta em uma língua desconhecida. Você pode até compreender e proferir a frase em um primeiro momento, mas serão necessários anos para dizê-la de forma fluente, sem o sotaque da sua língua materna, e no mesmo ritmo que os nativos do idioma em questão o fazem.

Podemos dizer que o tempo para aprender a tocar acordes mais precisos é o mesmo.

O que influencia no ritmo de um baterista?

Existem 5 fatores principais que influenciam no ritmo de um baterista. São eles:

  • Experiência – Ao contrário do que muitos pensam, ninguém nasce com determinado ritmo (ou sem ritmo). Mesmo que tenhamos habilidades específicas, nem todos prestam atenção da mesma forma à regularidade rítmica de uma música. Ouvir e reproduzir modelos diferentes de som (que não fogem à sua área de interesse) é uma maneira de aprimorar-se na técnica. Mas isso leva tempo! A memória precisa fazer o seu trabalho, e será muito mais fácil identificar incorreções em uma música que você toca há 10 anos do que naquela última que você aprendeu no mês passado;
  • Concentração – Com uma alta dose de concentração, o ritmo se torna inevitavelmente mais estável. Mas está aí outra característica que se desenvolve com a técnica. Se você é daquelas pessoas que têm dificuldades em manter o foco, vá devagar;
  • Calma – Manter a mente calma evitará que você tenha a sensação de que o tempo está correndo e ajudará a desenvolver a concentração. O estresse é um dos fatores responsáveis por desencadear a instabilidade no ritmo. Antes de subir a um palco, por exemplo, ainda que esteja em uma festa de família, tente se acalmar;
  • Complexidade dos exercícios – Quanto mais técnica o exercício envolve, maior será a dificuldade de manter o ritmo regular. Nada de tentar queimar etapas e em busca de tornar as coisas mais fáceis. O ideal é encontrar o equilíbrio entre seguridade e risco;
  • Respiração natural – Você deve respirar naturalmente enquanto toca. Se você bloquear a respiração, será mais difícil manter um ritmo fluido, e isso significa que você está em dificuldades. Cabe a você trabalhar tanto a respiração quanto a calma para emitir os acordes corretos e conseguir transmitir harmonia ao público através da sua música.

O disco da vida musical O bom baterista precisa de algumas habilidades como ritmo e calma.

Só assim você terá acesso a todos os benefícios da bateria.

O trabalho do metrônomo

Para manter o ritmo em percussão, não há segredos! Precisamos trabalhar com o metrônomo. Isso significa que você precisará trabalhar todos os dias para todas as modalidades de exercícios. Dessa forma, é possível progredir aumentando a velocidade gradualmente, sem nunca deixar de respeitar o ritmo.

Se você considerar as batidas por minuto, verá que o progresso pode ser quantificável e os limites, identificáveis. Entretanto, você deve ter cuidado ao escolher o seu metrônomo: ele deve ter todos os elementos necessários para o bom proveito de suas funções. E isso não significa necessariamente escolher algo acima do seu orçamento.

Para trabalhar, você pode utilizar o aparelho diretamente em seus fones de ouvido, apenas com o cuidado de dosar o volume para preservar seus tímpanos. Assim que você se acostumar a trabalhar com ele, os acordes soarão como familiares para você.

Além do metrônomo, existem aparelhos específicos que podem ser acoplados à bateria de modo a emitir sons mais secos ou efeitos especiais durante as batidas clássicas. O principal objetivo de todos eles é único: ajudar você a evoluir nos acordes e aprimorar os ouvidos para melhor identificá-los.

Como se pode ver, há um arsenal de ferramentas para quem deseja desenvolver um ouvido musical mais apurado e emitir acordes a cada dia mais precisos. São exercícios de concentração e prática, aparelhos que podem ser acoplados à bateria e uma infinidade de canções para escolher e treinar dia após dia.

Se você está em busca de desenvolver essa característica, pode começar agora mesmo a buscar por esses meios e realizar um trabalho direcionado e sério. Para ajudar também no processo, você pode acessar a nossa plataforma Superprof e procurar por um professor particular.

 

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