A memória é a sentinela do cérebro.

William Shakespeare

Para saber como fazer um plano de estudos que realmente funcione, você deve primeiro mapear sua rotina diária atual, definir metas realistas e distribuir as matérias em um cronograma que alterne disciplinas de exatas e humanas, por exemplo, garantindo pausas estratégicas e revisões periódicas.

Se você que aprender a fazer um cronograma de estudos que facilite sua rotina de estudos, continue a leitura do nosso artigo.

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Vamos lá

O poder do autoconhecimento e da definição de metas de estudo

Antes de iniciar uma planilha de estudo, um aluno de reforço escolar ou mesmo um aluno que esteja se preparando para algum exame, precisa olhar para si, fazer uma autoanálise. O autoconhecimento é o pilar principal do sucesso acadêmico na vida de qualquer estudante. Você precisa mapear as suas forças e as suas fraquezas fazendo as perguntas certas.

  • Você rende mais pela manhã ou a noite?
  • Quais as matérias te levam ao esgotamento mais rápido e quais a te dão mais prazer nos estudos?
  • Qual o seu limite de horas para reter conhecimento e absorver um conteúdo?
Compreender a sua rotina é o primeiro passo de como fazer um plano de estudos. | Imagem: Daily Nouri - unsplash

Se você não compreende o seu ritmo biológico, qualquer cronograma de estudos que você elaborar será uma prisão e não uma ferramenta de apoio. Conhecer seus limites, suas habilidades, suas qualidades e suas forças e fraquezas é essencial para criar uma planilha de estudos compatível com a sua realidade.

Além disso, é importante e essencial definir metas. Essa definição de metas é o que vai diferenciar um estudante profissional de um estudante amador.

Ao falhar na preparação, você está se preparando para falhar.

Benjamin Franklin

Técnica SMART

A técnica conhecida como SMART é uma metodologia para estruturar objetivos e metas, garantindo que eles sejam claros e alcançáveis:

  • S - Specific (específico)
  • M - Measurable (mensurável)
  • A - Achievable (atingível)
  • R - Relevant (relevante)
  • T - Time-bound (temporal/com prazo)

Utilize essa técnica para criar o seu plano de estudos. Lembre-se de que suas metas devem ser específicas, mensuráveis, atingíveis, relevantes e com prazo definido.

Por exemplo, no lugar de pensar "quero aprender matemática", defina "vou dominar equações de segundo grau nas próximas duas semanas". Você deixa de ter uma meta muito ampla, sem foco e com prazo indefinido, para ter uma meta curta, objetiva e específica.

10 passos para criar o seu Plano de Estudos

Para criar o seu plano de estudos de forma que ele realmente seja uma ferramenta importante e eficaz, listamos um passo a passo a ser seguido:

1. Diagnóstico da Rotina:

Antes de colocar a primeira tarefa na sua planilha de estudos, você precisa agir como um auditor do seu tempo. Muitas pessoas falham na sua rotina de estudos pois fazem um plano de estudos com um "eu ideal" e não um "eu real". O "eu ideal" acorda as 5h da manhã cheio de energia e disposição para estudar, mas o "eu real" precisa acordar as 8h da manhã para ter energia suficiente para estudar de forma objetiva e proveitosa.

Durante três dias, anote toda a sua rotina, quanto tempo você gasta no transporte, nas refeições, na sua higiene, nos afazeres de casa, e principalmente no nosso maior "ladrão de tempo", as redes sociais. Esse diagnóstico inicial vai permitir identificar as suas janelas de oportunidade e o seu verdadeiro tempo livre para estudo. Vamos supor que com esse diagnóstico você percebeu que fica pelo menos 40 minutos no ônibus até o trabalho na ida e mais 40 minutos na volta, e ainda te sobra pelo menos 30 minutos no seu horário de almoço depois de comer. Só aí você já identificou 1 hora e 50 minutos que você pode usar para ler algum material de estudo, que pode representar um diferencial no seu cronograma de estudos.

2. Definição das metas a partir da Metodologia SMART

Estudar sem definição de uma meta clara é como dirigir sem mapas ou GPS: você anda, gasta combustível e não sabe se está chegando no seu destino final. Para que o seu plano de estudos seja eficaz, suas metas devem ser específica, mensuráveis, atingíveis, relevantes e com prazo definido, como já detalhamos acima.

No lugar de "estudar português" prefira "resolver 20 questões de simulado do vestibular de português". Após resolver essas 20 questões o seu cérebro vai entender que a missão foi cumprida, liberando dopamina e aumentando a motivação para a próxima meta de estudos.

3. Escolha a ferramenta de organização

O suporte de registro do seu plano de estudo também influencia diretamente a sua adesão. Existem pessoas que funcionam melhor com o método analógico, agendas ou planners em papel. Já existem pessoas que preferem o meio digital como o Google Agenda, Notion, Planner ou Trello.

Imagem de uma agenda com 4 canetas sobre ela.
Escolha a melhor ferramenta para o seu plano de estudos, seja uma agenda ou um meio digital. | Imagem: Amanda Randolph por Pixabay

O segredo não é optar pela tecnologia mais moderna, mas sim por aquela que você sente mais afinidade para atualizar diariamente.

4. Priorização estratégica de disciplinas

Nem todas as matérias são iguais. No contexto do reforço escolar, você deve aplicar o Princípio de Pareto: 20% das matérias geralmente são responsáveis por 80% das suas dificuldades ou do peso final da sua nota.

Portanto, inicie listando as disciplinas em três colunas:

Matérias que domino

Matérias que tenho dúvidas

Matérias que não sei

O seu plano deve dedicar, portanto, mais tempo e energia, para a coluna de matérias que você não sabe, deixando as matérias que você já domina para as revisões rápidas no final do dia.

5. Aplicação da técnica de Bloco de Tempo

A técnica conhecida como Time Blocking ou Blocos de Tempo, consiste em tratar seus horários de estudo como compromissos inadiáveis, como uma consulta médica, por exemplo. Em vez de uma lista de tarefas soltas, você deve reservar blocos fechados de tempo para cada atividade. Dentro desses blocos, faça 25 ou 50 minutos de foco total para 5 ou 10 minutos de descanso.

Essa estratégia ajuda a combater a fadiga mental e evita que você procrastine, pois seu cérebro entende que aquele esforço tem um tempo exato para acabar.

6. Alternância de áreas do conhecimento

Um erro comum de quem quer aprender como fazer um plano de estudos é dedicar um dia inteiro a uma única matéria. Pesquisas da neurociência mostram que o estudo intercalado de matérias pode ser muito mais produtivo do que o estudo de uma única matéria.

Se você estuda três horas seguidas de matemática sem descanso, o seu cérebro entra no automático e você não consegue absorver todo o conteúdo. Se vc alterna entre matemática e português, por exemplo, os seus neurônios são obrigados a trocarem de marcha, o que fortalece as conexões neurais e mantém a atenção por mais tempo.

7. Ritual de estudo e ambiente

Não deixe de lado a questão ambiental dos estudos. É importante ter um local reservado e sossegado para estudar, de preferência sentado em uma mesa. Se você estuda na cama, o seu corpo entra em estado de relaxamento. Para uma rotina de estudo proveitosa você precisa de um ambiente bem iluminado, organizado e sem distrações.

Imagem de uma mulher anotando em um post it rosa.
Tenha um ambiente organizado e reservado para seus estudos. | Imagem: Marten Bjork - unsplash

A bagunça visual ou do ambiente aumenta o estresse. Tenha em mãos apenas o material necessário para aquele bloco de estudos. Deixe o celular distante e sem notificações para evitar se distrair.

8. Ciclos de repetição

Inclua na sua rotina de estudos os Ciclos de Repetição. Um dos maiores inimigos do estudante é a Curva do Esquecimento. Se você não revisa o que aprendeu hoje, em 24 horas terá esquecido cerca de 70% do conteúdo.

beenhere
O que é a curva do esquecimento?

A curva do esquecimento é uma teoria de Hermann Ebbinghaus (1885) que ilustra como o cérebro perde informações ao longo do tempo se não forem revisadas. A retenção cai drasticamente nas primeiras 24 horas, podendo reduzir para menos de 50% do conteúdo, estabilizando-se em níveis muito baixos após um mês.

Trate a revisão sistemática como parte importante do seu ciclo de aprendizado. Sem essa repetição, o seu tempo gasto estudando conteúdo novo é, em grande parte, desperdiçado.

Você esquece cerca de
70%

do conteúdo aprendido se não revisar a matéria

9. Monitoramento de desempenho e simulados

Você só consegue gerenciar aquilo que consegue medir. Por isso, uma fase essencial no seu plano de estudos é a inclusão de teste de desempenho. Realize simulados e responda questões para testar o conhecimento adquirido. Se você acertar poucos exercícios é sinal que a matéria precisa voltar para a lista de prioridade de estudo.

O uso de uma planilha de estudos com gráficos de desempenho pode ser uma excelente ferramenta, com estímulo visual para perceber que, embora o caminho seja longo, você já evoluiu.

10. Tenha momentos de descanso

Um plano de estudos sem pausas é um convite a um burnout acadêmico. O nosso cérebro precisa de descansos para consolidar as memórias de longo prazo. O sono e o descanso são essenciais para melhorar a memória.

Inclua no seu cronograma de estudos horário fixos para atividades físicas, hobbys e convívio social. Estabeleça também pequenas recompensas, como assistir um episódio da sua série se conseguir concluir o ciclo de estudos do dia e for bem no simulado.

Estratégias de elaboração e monitoramento do cronograma

Com todas essas dicas e esse passo a passo, chegou a hora de montar a sua estrutura do plano de estudo. A elaboração precisa levar em conta o ciclo de estudos. Ao contrário de uma agenda fixa, o ciclo permite que você avance nas matérias conforme o seu ritmo de estudos, sem perder o dia caso tenha um imprevisto.

O monitoramento deve ser semanal. Ao fim de cada semana responda honestamente a pergunta: "Eu cumpri pelo menos 80% do que planejei?"

Se a resposta for não, está na hora de rever o seu cronograma, pode ser que o seu plano esteja muito ambicioso. O objetivo principal de uma rotina de estudos deve ser as constância e não a perfeição. Tente rastrear seus hábitos e visualizar o seu progresso para que a sua motivação permaneça alta. Não deixe "a peteca cair".

Qualquer rotina de estudos requer disciplina e dedicação. Anote onde você errou nesta semana para que a próxima seja melhor.

Além de ter um plano definido, é importante aprender técnicas que facilitem o seu aprendizado. Que tal aprender a fazer um mapa conceitual para aprender todo o conteúdo de forma efetiva?

Flexibilidade: o segredo para não desistir

Outro erro comum ao aprender como fazer um plano de estudos é tornar esse cronograma de estudos rígido demais e a rotina de estudos tão maçante que você não consiga cumprir.

Homem se alongando em uma rua.
Imagem: Harry Quan - unsplash

Tenha em mente que a sua vida não vai parar completamente para você estudar full time e imprevistos acontecem. Uma visita inesperada pode aparecer, um aniversário de um amigo que você não pode deixar de ir, uma consulta médica essencial, ou até mesmo o cansaço pode tomar conta e você precisar de uma pausa.

É importante ser flexível, mas não se perder completamente no plano. Se você não conseguir estudar na sexta porque foi aniversário do seu melhor amigo, dedique algumas horas do sábado para repor a matéria não estudada no dia anterior. O reforço escolar ajuda também nesses ajustes finos, onde o professor particular percebe se o aluno está sobrecarregado e ajuda a redistribuir o peso de cada tema da sua planilha de estudos.

Lembre-se: um plano de estudos que esgota a sua energia não é ideal para você!

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Foto Camila

Camila Reis

Administradora, Mestre em Economia e Gestão da Inovação, mineira, mãe. Apaixonada por viagens e pela vida, me arrisco na cozinha, amo ler, conhecer pessoas e passear em dias frios com sol.