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Usar a nota do ENEM para ingressar nas universidades particulares

De Myla, publicado dia 19/06/2019 Blog > Apoio Escolar > ENEM > A pontuação do exame nacional abre as portas para as faculdades privadas

Existem vários fatos muito interessantes sobre o ENEM, o Exame Nacional do Ensino Médio, que muitas pessoas desconhecem! Quem já se familiarizou com o atual modelo e a aplicação do ENEM, geralmente, sequer imagina – ou também nem desconfia – quando se iniciou o exame e qual a razão de sua invenção.

E você, sabe quando deu-se início a aplicação do ENEM no Brasil e por quê? Se ainda não, venha conferir aqui um verdadeiro raio X sobre o exame nacional.

Curiosa essa data, não é?! Ela remete imediatamente à maioridade! E aí, como essa avaliação evoluiu de lá pra cá? O que você acha, será que ela hoje atingiu a maioridade? Venha conferir!

O ENEM agremia nada mais nada menos do que milhões de inscritos. Isso já chegou a equivaler à toda população da Dinamarca! Logotipo do ENEM. Divulgação: Inep.

O que é o Exame Nacional?

O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) é uma avaliação realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), uma autarquia ligada ao Ministério da Educação. Esse exame foi criado em 1998 com o intuito de avaliar a qualidade do Ensino Médio no país.

Nesse sentido, seu resultado oferece acesso ao Ensino Superior em instituições particulares e universidades públicas brasileiras, através do Sistema de Seleção Unificada (SiSU), tão bem como acesso a várias excelentes universidades no exterior.

Podemos dizer que hoje o ENEM já se consagrou como a principal porta de entrada do Ensino Superior no Brasil. Ao longo desse tempo, muitos foram os avanços alcançados, e tudo indica que temos ainda um longo caminho pela frente.

Em sua primeira edição, no ano de 1998, houve meros 115 mil participantes e o exame nacional surgia como uma mera avaliação individual do Ensino Médio. Atualmente, o ENEM é o maior exame vestibular do Brasil e o segundo maior do mundo, ficando atrás apenas do Gāo Kao, o exame de admissão ao Ensino Superior da República Popular da China. Sua mais recente aplicação, o ENEM contabilizou nada menos nada mais que milhões de inscritos. É algo como se toda a população de um dos países nórdicos, a Dinamarca, comparecesse para responder às questões em cada dia. É um número surpreendente!

É bom lembrar ainda que essa avaliação também é realizada por aqueles alunos que têm interesse em ganhar bolsa integral ou parcial em universidade particular por meio do Programa Universidade para Todos (ProUni) ou em obter financiamento através do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies).

Além disso, dentre os anos de 2009 e 2016, o exame serviu também como certificação de conclusão do Ensino Médio em cursos de Educação de Jovens e Adultos (EJA), o antigo Supletivo, substituindo o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), que havia sido cancelado e voltou a ser realizado a partir de 2017. E, ainda, sabemos que em algumas universidades, o ENEM substituiu o tradicional vestibular.

Em tempo, o exame é realizado anualmente durante dois dias e contém 180 questões objetivas (agrupadas em quatro grandes áreas do conhecimento) e uma questão de redação.

O cálculo da nota do ENEM segue o sistema de Teoria de Resposta ao Item (TRI) que pretende medir com máxima precisão o grau de conhecimento do candidato, inclusive nos casos em que ele chuta a resposta.

Como é calculada a nota do ENEM?

Bem, não é segredo algum que obter um bom desempenho no resultado do ENEM é o sonho de todo aluno que se inscreve no exame, já que é esta avaliação que literalmente lhe abre as portas ao Ensino Superior.

No entanto, muitas pessoas afirmam que o quê torna a nota do ENEM um certo mistério é uma metodologia – uma espécie de sistema matemático adotado no mundo todo – denominada Teoria de Resposta ao Item (TRI). Esse sistema é ideal para corrigir grandes volumes de provas e medir com máxima precisão o grau de conhecimento do candidado, ou seja, a sua qualificação, a respeito dos temas apresentados nos testes.

De forma resumida, o ENEM adota a seguinte forma: cada uma das 180 questões das provas objetivas (Linguagens e Códigos, Matemática, Ciências Humanas e Ciências da Natureza) apresenta um grau de dificuldade e um peso. Se seguíssemos a lógica, as questões mais fáceis teriam menos peso, valeriam menos, do que as mais difíceis, estas com maior peso.

Só que, na realidade, é um pouco mais complexo que essa ideia. Além de analisar o grau de dificuldade e o peso das questões, a TRI igualmente leva em consideração a coerência do candidato que está realizando as provas. É nesse momento que o sistema avalia o conhecimento do aluno em relação ao tema.

Por meio do sistema de coerência, temos, simplificadamente, 3 tipos de candidatos: (1) o que sabe pouco, (2) o que apresenta bons conhecimentos e (3) o que sabe muito. Aquele candidato que sabe pouco tem mais chances de acertar as questões mais fáceis; o que tem um bom conhecimento vai acertar as fáceis, as médias e algumas difíceis; já o candidato que possui muito conhecimento e domina aquela matéria vai acertar as fáceis, as médias e várias difíceis.

Preste atenção: como o sistema leva em consideração também a coerência do candidato, aqueles que apresentam um comportamento coerente e atendem à lógica da TRI conseguem obter pontuação boa ou excelente no ENEM, mesmo que não tenham acertado tantas questões difíceis – que, teoricamente, valeriam mais.

No entanto, é bom observar que só acertar as questões difíceis não é a única forma de melhorar a pontuação no exame. A TRI consegue identificar os chutes ao aplicar essa base de coerência. Por exemplo, um candidato que acerta muitas questões fáceis, poucas médias e várias difíceis provavelmente está chutanto – pois, pela lógica, ele deveria acertar um número maior de questões médias também.

Nos casos em que isso acontece, a pontuação acaba sendo menor. Isso se deve ao fato de que o sistema Teoria de Resposta ao Item entende que o candidato não possui conhecimento satisfatório naquela área. Daí, todo o cálculo se altera novamente e as notas atribuídas a cada questão são alteradas de acordo com a coerência de quem fez a prova.

Por meio da nota do ENEM é possível obter bolsas parciais ou integrais em instituições particulares de ensino. Divulgação: ENEM – Inep

Que tipos de bolsas de estudo existem para faculdade particular?

Arcar com os custos de uma facul particular pode não ser nada fácil, ainda mais em tempos de crise! Mas não é porque a grana está curta que você precisa adiar o sonho de cursar uma graduação. Nesse caso, vale a pena correr atrás de uma bolsa de estudos. Confira 4 formas de conseguir uma!

1. ProUni – Programa Universidade para Todos

Este é um programa do Ministério da Educação que oferece bolsas de estudo integrais (para os alunos que tiverem renda familiar bruta mensal de até 1 salário mínimo e meio por pessoa) e parciais (50% de bolsa para aqueles alunos de renda familiar bruta mensal de até 3 salários mínimos por pessoa), em instituições particulares de ensino para estudantes de baixa renda.

O ProUni apresenta duas edições por ano: no primeiro e segundo semestres. Para se candidatar, é necessário ter uma renda familiar bruta de até 3 salários mínimos por pessoa, fazer o ENEM e cumprir pelo menos um desses requisitos:

  • ter cursado o ensino médio em escola pública ou em escola privada na condição de bolsista integral.
  • ser portador de deficiência.
  • ser professor efetivo da rede pública, integrando o quadro de pessoal permanente da instituição e concorrer a uma bolsa exclusivamente em curso de licenciatura, pedagogia ou normal superior (nesse caso não é necessário comprovar renda).

Para participar o aluno precisa ter feito o ENEM no ano anterior e ter obtido pelo menos 450 pontos na média das provas e nota maior que zero na redação. É bom lembrar que o programa é destinado a quem ainda não tem um diploma de nível superior.

Somente faculdades particulares reconhecidas e bem avaliadas pelo MEC participam desse programa, como a Anhanguera e a Pitágoras, por exemplo. Além disso, o ProUni é o único programa do governo federal que oferece bolsas também para cursos EAD.

2. Bolsas fornecidas pelas Faculdades

Existem algumas faculdades privadas que possuem seu próprio programa de bolsas de estudo. Geralmente, os critérios para conseguir uma vaga são definidos pela própria instituição e variam de uma faculdade para a outra. Um dos mais adotados é a renda familiar do estudante, que não deve ultrapassar um valor determinado.

Existem, também, bolsas que oferecem descontos para familiares e funcionários; descontos e bolsas para aqueles que apresentem um bom desempenho no processo seletivo; e as para alunos com baixa renda, como já dito. Vale a pena você consultar o site da faculdade do seu interesse e conferir se ela tem programas nesse sentido.

3. Bolsas de Iniciação Científica

Essas bolsas em especial pagam uma ajuda de custo aos alunos que se dedicam à pesquisa acadêmica, e estão sob orientação de um professor pesquisador. Existem vários tipos de bolsa de iniciação científica e para conseguir se candidatar é necessário já estar matriculado em uma faculdade. Os critérios e as áreas de conhecimento variam de instituição para instituição. Busque mais informações caso você queira se tornar um pesquisador.

4. Bolsa de Empresas

Algumas grandes empresas possuem programas de incentivo a qualificação profissional e oferecem bolsas de estudo aos funcionários que desejem fazer um curso de graduação ou pós-graduação. Caso você esteja trabalhando, procure se informar se sua empresa possui convêncio com alguma faculdade.

O ProUni é o único programa do governo federal que oferece bolsas também para cursos EAD, partindo da nota obtida no ENEM. Divulgação: ENEM – Inep.

Quais faculdades particulares aceitam a nota do ENEM?

Conheça agora algumas faculdades reconhecidas e bem avaliadas que aceitam a nota do ENEM para ingresso direto (o candidato que tiver pontuação suficiente só precisa fazer a matrícula), FIES (o Fundo de Financiamento Estudantil, outro programa de auxílio do governo) e ProUNi, além dos programas próprios de bolsas, financiamentos e descontos variados:

  • Centro Educacional Anhanguera (ANHANGUERA),
  • Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL),
  • Universidade Cidade de São Paulo (UNICID),
  • Universidade de Franca (UNIFRAN),
  • Centro Universitário do Distrito Federal (UDF),
  • Faculdade Pitágoras (PITÁGORAS).

Agora que você já conhece um pouco mais sobre o ENEM, as faculdades particulares que aceitam a sua nota e as possibilidades de bolsa, espero que você consiga se preparar muito bem para o exame nacional e tenha todo o sucesso que merece!

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