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Por que e como fazer uma canção ficar mais fácil no piano

De Fernanda, publicado dia 06/10/2017 Blog > Música > Piano > Como simplificar uma música no piano?

Quando você chega em um certo nível técnico no piano, com experiência e prática suficientes, você pode ousar certas coisas.

Você pode tentar ver o seu jeito de tocar piano de uma maneira mais original.

Como, por exemplo, compor sua própria música, ou tocar apenas com uma mão.

Mas existe uma outra técnica – que pode ser muito útil quando você tem um pouco de “preguiça” para decifrar uma partitura complexa. É a de simplificar a partitura original. Você vai chegar num resultado igualmente agradável aos ouvidos, mas muito mais simples de tocar e, portanto, ao alcance de uma pianista menos experiente – até para alguém que esteja fazendo aula de teclado para iniciantes.

Por que simplificar uma obra no piano?

Como tocar teclado em casa? A vontade de tocar bem o piano pode levar você a técnicas inovadoras!

Simplificar uma música no piano pode ter várias finalidades.

Elas não têm muita relação uma com a outra, mas lá no final se juntam, já que o resultado é o mesmo.

Tornar uma obra mais acessível no piano é às vezes uma etapa obrigatória nos seus estudos; outras vezes pode ser simplesmente pela praticidade, ou ainda para dar um toque pessoal à obra original.

Algumas músicas têm partituras muito longas e indecifráveis

Não vamos mentir para você: alguns compositores entregam sua alma quando decidem compor uma música. E podem ir longe demais…

Sucessão de acordes complicados associada a um ritmo (muito) erudito, arpejos múltiplos, várias sequências, sobreposição de mãos …

Em suma, ler uma partitura dessas pode ser infernal!

É nestes casos que entendemos o ditado “para que complicar se podemos simplificar?”

Pegue a partitura dessa composição de Beethoven, por exemplo.

Podemos até conhecer bem essa melodia, mas quando nos colocamos na frente da partitura (pode ser com a maior boa vontade do mundo), simplesmente não funciona. Nenhuma motivação do mundo vai fazer essa partitura ficar simples.

E o que acontece? Temos a sensação de que o mundo vai acabar e que somos fracassados por não conseguir ler Beethoven. Não importa seu nível de estudos ou a sua destreza no piano.

Nestes casos, simplificar a música é uma ótima opção.

Queria tanto tocar essa bendita música no piano mas não sou bom o suficiente

Como todos os músicos, todos nós temos uma sensibilidade, preferências, desejos e músicas com as quais sonhamos tocar algum dia.

Mas quando encontramos uma melodia que é complexa demais para nosso nível, vem aquele bloqueio.

Especialmente se você está fazendo aula de teclado para iniciantes.

Todos nós passamos por isso, e é muito frustrante. Simplificar uma música é portanto uma solução muito útil, tanto para os estudos quanto para a autoestima.

Se o pianista tiver a sorte de frequentar aulas particulares, seu professor pode ajudá-lo, simplificando a partitura diretamente. Caso contrário, existem tutoriais na Internet que facilitam o trabalho.

No entanto, confiar nos tutoriais do Youtube pode ser arriscado.

Nós acreditamos que é preciso possuir certos conhecimentos de base para utilizar os recursos disponíveis online.

Por fim, uma vez que a obra se torna acessível, o pianista ganha confiança e, claro, fica feliz ao conseguir finalmente tocar a música com a qual sempre sonhou, aquele música que pode até ter sido sua grande motivação para começar a tocar piano.

Simplificar é uma forma de se apropriar de músicas famosas

Por fim, um aspecto que não é necessariamente evidente quando decidimos fazer uma música ficar mais acessível: a apropriação da melodia.

Você passa a ver a melodia de outro jeito depois que consegue tocar no piano. O que significa, nesse caso, transformar a música, mudar o tom, possivelmente o ritmo, adicionar efeitos de estilo de piano (arpejos, acordes adicionais). Se você quiser cantar enquanto toca piano, também pode adaptar o tom da música.

Ao fazer isso, você também de um certo jeito se aproximando do processo de composição de uma música no piano.

Se apropriar da música é, portanto, uma boa razão para simplificá-la, sobretudo se você conseguir acrescentar seu “toque pessoal”. É o começo de um cover.

Além disso, muitos artistas chegaram aos palcos graças a esta técnica, como Caruso na França ou Madilyn Bailey nos Estados Unidos.

Ao transcrever e simplificar uma música, você também está se aproximando do sucesso.

Sonhar nunca vai ser proibido. Pelo contrário: é algo que precisa estar no sangue de todo e qualquer músico, principiante ou profissional.

Como simplificar uma música no piano?

Fazer uma melodia mais acessível para tocar não é tarefa fácil.

Se não todos fariam isso o tempo todo, e o trabalho dos compositores seria desvalorizado.

É paradoxal, mas quanto mais aumentamos de nível, mais temos a capacidade (e às vezes até o desejo) de simplificar uma música o máximo possível.

Como tocar teclado de um jeito mais fácil! De quantas mãos você precisa para tocar uma música? Hummm… Simplifique sua vida!

Comece conhecendo a melodia na ponta dos seus dedos

De novo, isso pode parecer óbvio: mas antes de simplificar uma música, é essencial conhecer os menores detalhes dela.

A estrutura, a melodia, as sequências, até as variações e os efeitos técnicos criados pelo músico em questão.

Este conhecimento é obrigatório antes de iniciar a simplificação. Para resumir em uma palavra esse processo: ouça.

Ouça música. De manhã antes de ir para o trabalho, no trajeto do trabalho, no transporte público, e até mesmo depois de chegar no escritório. Ouvir é o único caminho.

Pequena sugestão: ouvir e tocar ao mesmo tempo funciona muito bem.

Vamos explicar. Ao ouvir a música, você se familiariza ao mesmo tempo com os acordes que estão nela. Você pode estar ganhando um tempo precioso.

Este método funciona muito bem quando você está aprendendo o piano.

Você conhece o princípio do funil?

Esta ideia se aplica não só à música e ao piano: mas quando imaginamos a imagem de um funil, entendemos melhor o mecanismo de simplificar uma música mais rapidamente. Aliás, este mecanismo é bem fácil de entender.
Na obra musical, localizamos em primeiro lugar os acordes principais. Aqueles que formam a espinha dorsal da música.

Em 80% das músicas produzidas hoje em dia, se você identifica os 4 ou 5 acordes principais, já tem mais da metade do caminho andado. Uma vez que esses acordes principais foram identificados, é preciso aprender a sua ordem e sua sequência dentro da música. É ótimo saber como fazer um acorde de C, F e G separadamente. Mas fazer uma sequência com eles, em alta velocidade, é outra coisa totalmente diferente!

E quando você tem esta sequência em mente, o funil se alarga e você está pronto para trabalhar o resto da música. É disso que vamos falar agora.

É importante aprender os efeitos de cada estilo e os acordes da música?

Novamente, a resposta pode parecer óbvia. E no entanto…
Se você pensou que depois de ter aprendido os grandes acordes da música, estava quase acabando… Que nada!!!
O resto também é importante, mas não pelas mesmas razões.

Comecemos por uma lógica simples. Se você refizesse todos os efeitos de estilo e os acordes da música, não seria mais simplificação. É cópia. Mas então, por que conhecê-los? Simplesmente porque eles também são simplificados. Mudar os acordes de 4 notas para 3, transformar um arpejo, tirar acordes que são considerados supérfluos…. 8o% do trabalho de simplificação está nesse processo!

E o papel do professor em tudo isso?

Se você escolheu aprender o piano com um professor particular, ele vai ajudá-lo nesse processo de simplificação.

Ele vai orientá-lo, aconselhá-lo e, claro, não vai deixar que você se perca no processo.

Em relação a tudo: a escolha da obra musical, qual o tipo e o nível da simplificação (pequena simplificação, simplificação média ou simplificação bem avançada) e, claro, o acompanhamento personalizado em relação às qualidades e às competências do aluno.

Faça aulas de piano com um professor particular. O professor de piano vai ajudá-lo a transformar uma partitura difícil em um resultado fácil. crédito: Susan Sharpless Smith via VisualHunt.

Não pense duas vezes ao pedir ajuda para seu professor o máximo possível. Ele vai lhe dar bons conselhos. Aliás, as aulas são sempre a ocasião de continuar a progredir e a criar uma forte relação de cumplicidade musical com ele. É sempre benéfico para ambas as partes.

Simplificar sempre: uma armadilha?

Pois é: sim, existe o lado negativo da simplificação excessiva.

Que é criar o vício de querer sempre simplificar tudo. Se você quiser uma última dica, aí vai: simplifique apenas aquelas obras que são importantes para você, ou que você deve tocar em um prazo curto de tempo.

Não podemos desvalorizar o trabalho dos grandes compositores de piano. Este trabalho faz parte do legado deles e integra a história da música.

Simplifique, mas pense que você vai progredir de forma eficiente apenas quando decifrar aos poucos a complexidade das obras musicais.

E se você quiser um pequeno último conselho: ok, pode simplificar de vez em quando, mas, acima de tudo, sempre tenha em mente um objetivo, uma música difícil de tocar e que você gostaria de reproduzir como se fosse o próprio compositor.

Esta é a base da prática, e é isso que fará de você um pianista de verdade.

Como é bom ter vários desafios na vida!

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