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Jornalistas e a escrita da língua portuguesa

Blog > Apoio Escolar > Português > O idioma do Brasil no meio jornalístico

Amado por uns e detestado por outros, o meio jornalístico é, sem dúvida, um dos principais contatos cotidianos com uma boa utilização escrita da língua portuguesa de Machado de Assis.

Ao fazermos essa afirmação, estamos falando do bom jornalismo, feito por verdadeiros profissionais da área para importantes e fiáveis meios de comunicação.

Nenhum aspirante a jornalista conseguirá sucesso na carreira se não tiver uma redação impecável. Se este é seu objetivo profissional, mas essas capacidades ainda não correspondem às suas, então fique ligado(a), pois vamos dar algumas dicas de como trabalhar para melhorar seu português escrito voltado para o âmbito jornalístico.

Abandono da linguagem abreviada

Não queremos soar muito retrógrados ou conservadores, mas a verdade é que desde a aparição das mensagens de texto via chats online e celulares em meados dos anos 2000, a qualidade da escrita da língua portuguesa (veja os erros mais comuns) caiu drasticamente. Principalmente dentre a geração que passou – e ainda passa – pelo Ensino Básico durante essa fase.

Mudança drástica que acompanha a era digital

A necessidade de abreviação apareceu devido à limitação do uso de letras contidas em cada mensagem. As operadoras garantiam o envio de apenas um SMS que contivesse até 160 caracteres. O que ultrapassasse esse número era transformado em um segundo SMS. Ou seja, a cobrança de envio de uma mensagem extra.

As abreviações não podem fazer parte do seu texto jornalístico. Alguns hábitos de redação devem ser deixados de lado caso você queira se tornar um jornalista.

Com o desejo de economizar ao máximo o volume de “torpedos”, a “otimização” das palavras começou a ser difundida, caindo nas graças dos utilizadores. Sendo assim, escrever (melhor em português) “vc”, “pq” e “kd”, por exemplo, virou hábito, criando um novo tipo de linguagem dentro do idioma: a do SMS.

Muitos defendem o uso do que chamam de “internetês“, a língua utilizada na internet. O blog “Em dia com a língua portuguesa”, por exemplo, deu seu parecer, baseado em uma reportagem publicada na revista Veja em 2007:

Essa nova forma de se comunicar através dos chats, MSN e blogs começou a preocupar os gramáticos e defensores da língua quanto ao uso dessa linguagem abreviada e repleta de ícones (emoticons) em textos escritos formalmente. No entanto, esse receio parece infundado, pois o internetês, além de ser uma forma ágil, prática e econômica de comunicação, não vai substituir a escrita tradicional, que se usa na escola e em outras esferas sociais. A comunicação digital não afeta a essência da língua, pois, apesar de a linguagem mexer com a ortografia, a gramática se preserva.”

E se quem utiliza o internetês não tem bases gramaticais sólidas?

Em matéria feita pelo Estadão, professores afirmaram que a internet pode ser uma ferramenta brilhante para o desenvolvimento do aluno, mas, se eles não tiverem cuidado, ela também pode apresentar enormes riscos.

Em determinados contextos, o jovem pode se tornar um reprodutor de textos; dá um ‘recorta e cola’ sem pensar sobre aquilo“, disse uma das educadoras. Ainda segundo ela, “o ideal é que o aluno transite bem pela internet e sua linguagem própria, mas que também tenha acesso a uma cultura mais profunda.”

Ou seja, para não cair na armadilha de ser contaminado pela linguagem do SMS, os aprendizes precisam se dedicar ao estudo do português, começando desde cedo.

Como parar de abreviar?

Se você pretende se lançar na carreira jornalística, mas ainda não consegue se desvincular totalmente da agilidade que o internetês proporciona à sua escrita (melhore a sua em português), chegou a hora do desafio: abandonar a prática… 100% dela!

É importante a adoção de uma redação correta do português em todos os meios de comunicação, para que você se habitue a escrever corretamente e ganhe mais agilidade e confiança na hora da produção de texto.

A prática da leitura é o melhor tipo de estudo para quem quer ser jornalista. Ler bastante jornal e revista ajuda no desenvolvimentos do seu português jornalístico.

Tal exercício te permitirá igualmente em se tornar um expert em ortografia (conheça a reforma ortográfica do português), pois você será obrigado(a) a citar cada uma das letrinhas contidas em cada palavra que escrever.

Não estamos negando que o internetês se tornou também uma linguagem e que ela acompanha toda essa revolução tecnológica pela qual passamos. Ela possui seus pontos negativos e também seus pontos positivos. No entanto, se seu objetivo é o de dominar o uso do português como um verdadeiro jornalista, distrações linguísticas devem ser evitadas.

Leitura de bastante (bons) jornais e revistas

Vamos, mais uma vez, aparecer com um discurso um pouco antiquado e fazer apologia ao acesso à boa mídia de papel. Tudo em prol do seu desenvolvimento linguístico!

Não estamos, de forma alguma, tentando diminuir ou abolir a utilização das mídias jornalísticas digitais (mesmo porque, nós do Superprof estamos dentro desse meio de comunicação). No entanto, se seu desejo é melhorar seu português de maneira adaptada à redação de grandes matérias de jornais e revistas, então a melhor escolha é ler as impressões ainda vendidas nas bancas.

A leitura de um jornal é um hábito que adquirimos desde cedo, mas que se dissipou com o aparecimento e desenvolvimento dos sites de informação na internet.

A atuação jornalística se desloca cada vez mais para a web, porém se seu anseio é o de realmente se tornar jornalista, o estudo através da boa e velha mídia de papel ainda é uma das melhores escolas.

O texto impresso de grandes mídias com Folha de São Paulo, Estadão, Veja, Exame, dentre outros, possui um português com estrutura mais formal e profissional. E é exatamente para esse lado que sua redação deve se inclinar: enriquecimento do vocabulário e da formalidade textual.

Principais objetivos de um futuro jornalista

  • Possuir uma escrita com estrutura formal;
  • Ter em mãos um vocabulário rico e elaborado;
  • Demonstrar um domínio gramatical impecável.

Esses três atributos indispensáveis podem ser encontrados todos os dias nos textos publicados pelos grandes – e bons – meios de comunicação distribuídos em todo o Brasil.

Por que a versão online não é tão boa?

Sendo assim, chega de passar o dia inteiro em sites de fofoca ou de notícias prontas na web. Tais exemplares estão disponíveis aos montes nos endereços de “www”. Vale ficar atento(a) que o objetivo desses sites não é o de manipular corretamente a língua portuguesa, mas sim os cliques dos usuários. Eles possuem, então, uma filosofia do “que se dane” a boa escrita do nosso idioma.

O mesmo se aplica para os blogs, que preferem adotar uma linguagem informal para atrair mais visualizações.

Isso não quer dizer que não existam muitos blogueiros com redação de qualidade, mas esse tipo de texto não é o foco para o desenvolvimento da escrita que você procura aperfeiçoar ao se tornar um jornalista.

Construir uma matéria utilizando “a pirâmide inversa”

Além de possuir um português escrito impecável, um bom jornalista precisa possuir mais uma habilidade redacional muito importante: a capacidade de sintetizar informações.

As principais informações vêm primeiro no modelo de escrita da pirâmide inversa. A metodologia da pirâmide inversa é utilizada por todos os jornais.

O profissional não pode se dar ao luxo de escrever um romance enquanto fala sobre o assunto da matéria. Primeiro, porque se os leitores quisessem ler uma história de 200 páginas, eles leriam um livro. Então as matérias precisam ser concisas e objetivas sem perder o foco no conteúdo. Dessa forma os leitores ficam “presos” aos textos e acabam não abandonando o jornal.

Segundo porque as matérias possuem espaços específicos e limitados dentro dos periódicos. Os jornalistas, então, precisam passar todas as informações necessárias dentro daquele número de linhas – ou páginas – determinado.

Estrutura da pirâmide

A melhor maneira para se estruturar um texto jornalístico é utilizando o método da “pirâmide invertida”. O princípio é simples: pegue uma pirâmide e coloque-a de cabeça para baixo. A ponta, que é a parte mais estreita, fica virada para o chão e a base, parte mais volumosa, para cima.

Essa ilustração indica um princípio jornalístico importante: uma matéria deve começar seu texto sempre com as informações mais importantes. Os detalhes sobre o assunto são apresentados depois, aos poucos, ao longo do texto. Ou seja, os principais dados sobre a notícia se concentram no início, na parte “gorda” da pirâmide invertida. Os complementos ao acontecimentos aparecem na sequência.

Sempre! Essa é a regra (veja algumas da língua portuguesa!) de ouro do jornalismo!

Estrutura da matéria

Para conseguir aplicar o método da pirâmide invertida de maneira eficaz, o texto em jornais segue uma estrutura específica. Ele começa sendo “aberto” pelo que chamamos de “chapéu”.

Segundo o Dicionário Jornalístico apresentado no site “Coisas de Jornalista”, o chapéu “é uma palavra, nome ou expressão, sempre sublinhada, usada acima do título e em corpo pequeno, para caracterizar o assunto ou personagem da notícia“. “Retranca” e “cartola” são outros termos que podem ser utilizados para designar a mesma parte do texto.

Após o chapéu, uma parágrafo é apresentado. Em seguida, um subtítulo seguido de mais um parágrafo, e assim por diante. No chapéu são encontradas, então, as principais informações sobre a notícia que é apresentada na matéria. O primeiro parágrafo que segue o chapéu será dedicado ao desenvolvimento dessas informações.

Regra dos “5W”

Além da pirâmide invertida, uma outra regra de ouro também é utilizada pelos profissionais do jornalismo, pois ela auxilia na sintetização eficiente das informações, não deixando faltar nenhum detalhe sobre o assunto.

Estamos falando da regra dos 5 W’s. O nome vem das palavras originalmente em inglês que denominam “o que” (What), “quem” (Who), “quando” (When), “onde” (Where) e por quê (Why). A resposta para todos esses W’s deve ser dada nas primeiras duas ou três linhas da matéria. Ou seja, o redator deve ser capaz de resumir as informações do conteúdo apresentado de acordo com esses cinco critérios.

Se tornar um jornalista profissional exige treino. Quem sabe um dia uma dessas revistas não possuirá uma matéria escrita por você?!

Seguindo essas dicas e exercitando frequentemente a escrita, seu objetivo de se tornar um(a) jornalista de uma grande redação (melhore as suas em português) estará mais próximo do que você imagina!

Caso você deseje seguir aulas particulares de português para melhorar suas habilidades redacionais, discuta com o professor suas ambições para o futuro. Ele poderá te auxiliar com exercícios e dicas para aperfeiçoar ainda mais suas técnicas de expressão escrita.

 

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