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Os melhores romances do violino

De Marcia, publicado dia 25/10/2018 Blog > Música > Violino > O violino tem papel importante em diversos livros

De bossa nova a jazz cigano, o violino é um dos únicos instrumentos capazes de mesclar nuances mais tradicionais com a evolução da música contemporânea. É essa característica que encanta várias pessoas ao redor do mundo: elas conhecem o instrumento, se apaixonam e passam a tomar aulas para aprimorar sua técnica musical.

Talvez esse seja o motivo pelo qual escritores tomaram gosto pelo tema e produziram suas obras, baseadas na história e nas vertentes do violino no mundo. Além disso, podemos dizer que o violino, seja o tradicional ou o elétrico pode se tornar um grande personagem de belas histórias da ficção.

Para deixar você, amante da música clássica, com água na boca, preparamos um post especial sobre os livros que têm como tema principal o violino.

Por que o violino aparece em livros?

Eis uma pergunta que deve ser feita: qual a relação da literatura, escrita e violino? Podemos dizer que a cultura é uma faceta forte em nossa sociedade, onde tudo (ou quase tudo) parece possível! A música em geral, especialmente a clássica, que pode ser produzida pelo violino, é o cenário ideal para a ocorrência de estórias mirabolantes, emocionantes e, muitas vezes até mesmo trágicas e surpreendentes.

O artista e seu violino Tocar violino traz consigo nuances culturais que nunca morrem.

Trata-se de um verdadeiro companheiro, que pode ser transportado com o artista por todo o mundo, e funciona como uma espécie de esponja emocional, símbolo de memórias intensas ou até mesmo de um elo que existiu entre duas pessoas, as protagonistas da estória.

É por isso que existem livros, tanto históricos quanto românticos, que falam do instrumento, ora como acessório, ora como peça fundamental para que a narrativa se torne possível.

O violinista – Colin Thompson

Á porta de um teatro, Oscar toca seu violino enquanto as pessoas esperam na fila para comprar entradas. A cena se repete todas as noites e ilustra um cenário de sonhos e desilusões, parte da vida do músico. Em seus sonhos mais secretos, ele é um renomado violinista, fantasia que o acompanha em suas noites de música.

Sua falecida filha, Marieta, também está presente neles, como uma linda e famosa bailarina. Entretanto, um belo dia, seus sonhos que parecem impossíveis, se realizam. Uma história de amor e perseverança que vale a pena ler. Aqueles que amamos nunca se vão por completo e, de certa forma, parece que todos nós vivemos sonhando ser alguém que não somos.

Já imaginou se, de um momento para o outro, os seus sonhos mais secretos se tornassem realidade?

O violino de Auschwitz – Maria Angels Anglada

Se fosse possível classificar o tema dessa grande obra, certamente ele poderia ser definido por “dignidade na barbárie”. Em meio a um contexto racista e nazista, a arte pode ser a única salvação plausível para os valores humanos que ainda restam à sociedade.

Daniel, um artesão judeu polonês, tenta sobreviver ao verdadeiro inferno que se tornou a cidade de Auschwitz com seu trabalho de construir instrumentos musicais. Quando o comandante de campo descobre sua real profissão, lança-lhe um desafio: ele precisa construir um violino que emita um som perfeito! Essa será a razão pela qual Daniel terá de encontrar forças para sobreviver e preservar a sua humanidade.

A estória faz uma analogia ao que aconteceu entre Davi e Golias. Entretanto, sem pedras ou gigantes. Os protagonistas atuam com a construção de um instrumento e uma verdadeira máquina de moer pessoas. Trava-se uma batalha para descobrir qual desses dois lados é capaz de vencer.

Cada capítulo do livro é aberto com trechos de documentos sobre os históricos do extermínio que ocorria nos campos nazistas. É como se a música e a dor caminhassem lado a lado, em seu anseio mais puro de preservação. Podemos dizer que a obra está no meio do caminho entre a ficção e a realidade, mostrando que a música não é a cura para todos os males, mas pode atenuar feridas.

O segredo do violinista – Eva Furnari

Beto e Miguel estão entusiasmados com o clima de Copa do Mundo. Focados no futebol, parecem não se importar com os pequenos furtos que vêm acontecendo no prédio onde moram. Entretanto, não contavam que o próximo objeto a ser subtraído seria a bola de futebol.

O síndico suspeita que os garotos são os verdadeiros autores dos furtos e que, o sumiço da bola é apenas uma forma de “despistar” essa desconfiança. As crianças, entretanto, decidem investigar as ocorrências. Para elas, o principal suspeito é um vizinho estranho, do qual a única coisa que se sabe é que é violinista. E não se trata de um mero “achismo” sem fundamentos: certo dia, por acaso, elas seguem o som de um CD que desapareceu e chegam exatamente à casa do homem.

A realidade de um livro Os livros podem nos transportar para um mundo à parte, onde ficção e realidade se misturam.

Miguel entra na casa do violinista e acaba ficando preso. Ele pede ajuda ao amigo Beto, que morava no apartamento de baixo. Este, com a ajuda da irmã, Isabel, conversa com a empregada do violinista, que afirma que não há ninguém no apartamento. A única saída é copiar as chaves em argila para tentar resgatar o garoto.

Entre esferas brancas (como o violinista chamava as bolas de futebol), naves espaciais e chás com poderes mágicos, a saga das crianças para descobrir se finalmente encontraram os verdadeiros ladrões continua. O final é surpreendente.

O lamento do violino – Daniel Rolon

O solitário psicanalista Pablo Roviot é procurado por Paula, uma jovem de 27 anos. O motivo é a busca pela solução de um drama em família que a atormenta: seu irmão, que tem sérios problemas mentais, é o principal suspeito de ter esfaqueado o próprio pai.

Na verdade, o desejo da moça, é provar que, ainda que o irmão tenha cometido o crime, ele é incapaz de agir em suas perfeitas faculdades mentais. Eles também têm outra irmã, Camila, que aos 13 anos, é tratada como adulta por ser um verdadeiro prodígio no que diz respeito ao violino. Quando Pablo decide aceitar o caso, não imagina que encontraria tantos fatos inesperados nessa história. Na verdade, nada é o que parece ser.

Fortes emoções de livros Violino, abuso infantil e a investigação sobre um assassinato se misturam nessa obra de suspense.

Com sua obsessão por descobrir a realidade, Pablo acaba penetrando em um mundo sombrio, com direito a histórias até mesmo de abuso sexual infantil. A narrativa é pesada, mas vale a pena ler. Ao final, pode ser que você se identifique com a atitude tomada pelo psicanalista.

O polegar do violinista – e outras histórias da genética sobre amor, guerra e genialidade – Sam Kean

Mendel, com suas ervilhas, defende que exames de ponta são capazes de detectar doenças que podemos desenvolver ao longo do tempo. Para ele, o DNA humano pode ser a chave para a solução de todos os mistérios da genética humana, inclusive as adversidades.

Ele acredita que até mesmo parte da nossa história, como o caminho da evolução, que fez com que dominássemos todas as outras espécies existentes no planeta, está presente em nossas células. Para explicar tais relações, ele recorre a algumas narrativas da vida cotidiana.

Pessoas são capazes de sobreviver a ataques nucleares, enquanto outras morrem ao tentar explorar o ártico. O câncer é transmitido de mães para filhos durante a gravidez. Um cientista russo consegue criar, em laboratório, uma espécie híbrida que mescla o DNA humano com o de um chimpanzé. Por fim, conta-se um pouco sobre o violinista Paganini, no qual o talento para a arte poderia também ter sido transmitido através da carga genética.

Seria então a ciência capaz de explicar a arte?

Tango, com violino – Eduardo Alves da Costa

Abeliano é um professor de história da arte aposentado. Apaixonado pelo que fez a vida inteira, o homem só se deu conta de que os anos se passaram para ele também, quando se viu viajando de graça nos ônibus municipais. Aliás, andar de transporte coletivo acabou se transformando em um verdadeiro hobby para ele.

Na verdade, tal hábito esconde uma busca por histórias e fatos inusitados que podem acontecer ou vir à tona durante o itinerário. Entretanto, a partir daí, passa a apreciar paisagens urbanas e vidas que acontecem por aí sem que nos demos conta, afinal, estamos sempre ocupados demais conosco mesmos.

Sob um olhar mais artístico e humanizado, cada viagem se torna uma verdadeira aventura, na qual histórias se iniciam e findam, com a mesma sutileza que acontecem aos montes por aí. A cada dia, Abeliano vive um universo fugaz, que se dissolve para se refazer na próxima vez em que ele pisar em um meio de transporte coletivo.

Na realidade, o que o artista vive é uma busca incessante pelo adiamento do irremediável vazio e isolamento ao qual todos estamos fadados com o avanço da idade.

Música e salvação O violino e a fuga da solidão são temas principais dessa bela obra.

Em suma, podemos destacar o quanto a literatura exalta o violino como uma forma de arte pura e indiscutível. De uma história que envolve travessuras infantis até a investigação de um assassinato, há romances para todos os gostos e nuances. O papel do instrumento é forte, profundo e apaixonado, assim como os personagens que encontram nele uma razão para continuar na luta pelo que acreditam.

Que tal ir agora mesmo a uma biblioteca ou livraria buscar inspiração para iniciar as tão sonhadas aulas de violino?

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