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Como se tornar um bom pianista com a ajuda dos diferentes gêneros de música?

De Fernanda, publicado dia 25/08/2017 Blog > Música > Piano > Quais são os estilos musicais essenciais para tocar piano?

Você é mais do estilo de Yann Tiersen, Stevie Wonder ou Beethoven?

Os gêneros musicais variam tanto quanto os gostos. Desde a pré-história, o período em que a música nasceu, muitos estilos se desenvolveram. Porque sim, nosso antepassado Homo Erectus sabia como usar maravilhosamente os restos ósseos e a madeira para se expressar!

Mas veja só, hoje temos o piano!

Este instrumento de cordas nasceu há vários séculos e permite que você toque qualquer estilo. Se você é um romântico ou melancólico, esteja certo de que encontrará sua turma no mundo da música. Música erudita, religiosa ou popular, cada artista encontra sua própria casa.

E saber como tocar cada um desses estilos está longe de ser uma perda de tempo!

Isso vai permitir que você progrida e se torne um verdadeiro artista profissional com tantos novos conhecimentos.

Só depende de você!!

Música clássica para aprender os conceitos básicos de teoria musical

Mozart, Bach, Schubert e mais …

Hmmm.. Essa não é muito a sua praia?

E no entanto…

Se você quiser começar a aprender o piano, você com certeza tem que passar por isso.

Na verdade, uma vez que conseguir tocar as obras clássicas dos grandes compositores, você vai poder tocar o que quiser. E mesmo que você pratique o piano sozinho.

A música clássica, ou melhor dizendo, a música erudita, é um estilo muito particular e muitas vezes atribuído a uma elite. Caracterizado sobretudo pela teoria musical, pelas suas notas e tempos transcritos nas partituras, esse estilo musical é frequentemente associado aos “intelectuais“.

Por que a música erudita é útil para a aprendizagem do piano? Que tal um pouco de leitura? A música clássica às vezes pode parecer chata…

Uma música certamente menos popular, mas que é essencial para qualquer um que deseje aprender o piano. Por causa de suas regras rigorosas e as numerosas partituras que sobreviveram aos séculos, a música clássica permite que os pianistas aprendizes retenham os códigos mais importantes para a prática musical.

Se você optar por fazer aula de teclado para iniciantes ou avançado ou de piano, seu professor certamente irá lhe ensinar os fundamentos do solfejo (clave de sol, clave de fá, tempo, notas…) graças a compositores como Mozart ou Bach.

Não é necessário ter um ouvido absoluto para você descobrir a importância de seguir o ritmo e a ênfase de uma composição para piano.

Mas além das bases teóricas que a música clássica traz, ela também irá ajudá-lo a progredir sob o aspecto técnico. Uma das fases mais importantes quando você inicia o piano é saber coordenar as duas mãos. A mão direita geralmente toca a melodia, enquanto a mão esquerda é responsável pelo ritmo e, portanto, pelos acordes.

A música clássica permite que você crie bons hábitos, fazendo você exercitar seu cérebro, mas também a agilidade dos dedos e sua flexibilidade.

Utilizar a música clássica para começar a tocar piano também tem outra vantagem incrível…

Que é o fato de ter acesso a um número infinito de partituras de piano grátis! Isso porque passadas algumas décadas da morte do autor, suas obras passam a pertencer ao domínio público. É possível encontrá-los na internet sem qualquer pedido de contribuição financeira.

Um conhecimento acessível a todos – basta saber ler uma partitura.

Na realidade, seria mais correto falar de música erudita. Ela abrange um período amplo que vai aproximadamente do século IX até o presente. As normas centrais desta tradição foram codificadas entre 1675 e 1900, intervalo de tempo conhecido como o período da prática comum. Várias correntes moldaram a história da música, como o romantismo com Chopin, o impressionismo com Ravel ou o Barroco com Lully.

Se você quiser variar os períodos, terá bastante opção.

E quem diz música erudita nem sempre diz música antiga! Muitos compositores contemporâneos são igualmente úteis para sua base de aprendizado, assim como Vivaldi ou Hayden.

Se você é um entusiasta do cinema, você definitivamente vai gostar de tocar músicas como as da trilha sonora de O Fabuloso Destino de Amélie Poulin. Yann Tiersen compõe sempre novas canções agradáveis ​​de se ouvir, mas também de se tocar.

Saiba como encontrar uma boa aula de teclado no Superprof!

O blues ou a base dos estilos modernos de música

Uma vez que você adquirir o básico com a música clássica, será mais fácil de alcançar as composições dos outros estilos.

O blues é especialmente recomendado.

Originário de comunidades afro-americanas, esse estilo apareceu no sul dos Estados Unidos no início do século XIX. Naquela época, os escravos cantavam nos campos para suportar o trabalho.  O blues se torna portanto seu meio de expressão. Ele então transmite tristeza, mas também esperança, uma vez que cai a noite. Blue também é a cor que sinestesicamente significa tristeza na cultura norte-americana, daí o termo “let’s sing our blues”.

Com a emancipação dos escravos e a abolição da escravidão em 1863 por Abraham Lincoln, a música dos escravos exportados tornou-se um estilo reconhecido por todos e usado em muitas composições modernas.

Como iniciante ou avançado, a prática do blues no piano pode lhe ensinar muito, porque este estilo se adapta a todos os níveis. Enquanto outros estilos exigem mãos longas ou um conhecimento particular em ritmo, o blues pode ser praticado por qualquer um.

Em que nível é possível tocar blues? A prática do blues é acessível a todos os pianistas.

Com base na improvisação, ele vai fazê-lo exercitar suas bases de harmonia. Embora seja bastante livre, baseia-se principalmente em três acordes espalhados em doze compassos. Portanto, basta uma escala para tocar o blues.

Iniciantes e avançados: aproveitem essa mamata para libertar as asas da improvisação!

Jazz: do rigor à improvisação

Agora que você sabe como nasceu o blues e suas principais características, seria impossível não falar de jazz.

Porque ele se inspira no blues.

Na verdade, é a mistura entre a melancolia dos escravos afro-americanos e as aspirações dos colonos europeus que deu origem a esse estilo agora tão popularizado. Muito difundido em meados do século 20, o jazz agora tem seu lugar na cultura musical internacional.

Artistas como Bill Evans, Keith Jarett, Herbie Hancock, Thelonious Monk e Duke Ellington se tornaram clássicos e fizeram do jazz um estilo apreciado e respeitado.

Acima de tudo, é preciso ouvi-los!

Para melhorar sua aula de teclado ou piano, nada como criar sua cultura musical. Isso vai treinar seu ouvido. Você vai poder aprender a distinguir todos os estilos de jazz:

  • swing
  • bop
  • modal
  • fusão
  • contemporâneo.

No entanto, você ainda vai precisar de um pouco de estudo antes de poder tocar tudo isso.

Mas pelo jazz vale a pena!

É fortemente aconselhável começar pelo blues antes de embarcar no desafio do jazz. Na verdade, para dominar esse estilo é preciso uma experiência de no mínimo dois ou três anos como pianista. Porque a essência do jazz é a improvisação. E para tal, você terá que dominar perfeitamente as escalas, além da harmonia.

E não desanime!

A estrada é longa e certamente cheia de armadilhas e erros, mas nunca se esqueça do seu objetivo principal. Conheça seus limites e suas qualidades. Conhecer suas características pessoais é essencial para avançar nos estudos e praticar o jazz em especial.

O rythm and blues: uma vertente do gospel com uma dose de soul…

Desenvolvido na década de 1940, o rythm and blues não deve ser confundido com o R&B dos anos 80.

É uma mistura de blues e gospel, uma música religiosa inspirada no soul. Este estilo musical criou uma ponte real entre a música negra e a branca em meados do século 20.

Embora seus cantores costumassem usar uma linguagem quase incompreensível para os brancos, o rythm and blues se tornou popular com artistas como Ray Charles e James Brown.

Mas o que o rythm and blues pode lhe ensinar no piano?

Tal qual seu antepassado blues, o rythm and blues pode lhe ensinar a se expressar. Você terá que botar para fora aqueles sentimentos que vem das entranhas para conseguir tocar uma boa música.

As partituras são bastante repetitivas, mas você precisa conhecer as escalas de cor. O rythm and blues tem um ritmo muito rápido e respeita a regra do blues de doze compassos. Está mais próximo do rock’n’roll.

Mas quais músicas para interpretar no piano?

Para entrar no clima do rythm and blues, você pode começar com o grande Stevie Wonder. Essa estrela internacional tem dezenas de composições e elas estão quase todas disponíveis online com um tutorial.

Então você não vai precisar se acabar estudando teoria da música para tocar músicas incríveis.

As maiores baladas da história são tocadas no piano

E falando de músicas incríveis, quem nunca quis tocar belas baladas no piano para aquela pessoa especial?

É no piano que muitos artistas preferem soltar suas tristezas de amor e revelar suas lindas histórias. Esse fluxo de sentimentos já criou as mais belas baladas na história da música.

Músicas calmas e suaves que nos embalam. Aqui estão algumas das mais famosas e bonitas.

Como tocar músicas emocionantes no piano? Can You Feel The Love Tonight é uma das baladas mais conhecidas.

Can you feel the love tonigth – Elton John
Escrito em 1994 para o lançamento do filme da Disney, O Rei Leão, essa música é um marco na carreira do eterno Elton John. Tanto que ele ganhou o Oscar de melhor música. E se as primeiras notas fizerem você se lembrar de Simba e Nala, saiba que a música era para ser cantada inicialmente por… Timon e Pumba!

Chega de Saudade – Antônio Carlos Jobim e Vinícius de Moraes

Composta em 1956 , foi gravada pela primeira vez em 10 de julho de 1958, na voz de Elizeth Cardoso, que a gravou com arranjos de Jobim, acompanhada também pelo violão de João Gilberto. Mais tarde, esta gravação antológica ficou reconhecida como o primeiro registro fonográfico da bossa nova. Hoje a canção tem centenas de versões com artistas do mundo inteiro.

Pedaço de mim – Chico Buarque

Esta belíssima música foi escrita em homenagem à Zuzu Angel e seu filho, Stuart Angel Jones, assassinado pelos militares durante a ditadura militar na década de 70. A música foi composta dentro da estrutura da Ópera do Malandro.

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