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Quais medidas estão sendo tomadas para evitar a evasão?

De Joseane, publicado dia 20/02/2018 Blog > Aulas particulares > Reforço escolar > O que o Brasil tá fazendo pela educação?

Faz parte dos direitos humanos fundamentais humanos, o direito a educação. Este sendo amparado por normas nacionais e internacionais. Trata-se de um direito fundamental, porque inclui um processo de desenvolvimento individual próprio à condição humana.  O direito à educação foi consagrado pela primeira vez na Constituição Federal Brasileira de 1988 como um direito social (artigo 6º da CF/88). Com isso, o Estado passou formalmente a ter a obrigação de garantir educação de qualidade a todos os brasileiros.

Então é definido por lei que todos os cidadãos têm direito à educação. Com ela, o cidadão brasileiro pode vislumbrar uma vida livre da pobreza e ter participação ativa na sociedade, por meio da qualificação para o trabalho. Aquele que não tem nenhum acesso à educação não é capaz de exigir e exercer direitos civis, políticos, econômicos e sociais, o que prejudica sua inclusão na sociedade moderna.

Assim sendo, a educação não somente é um direito mais também uma necessidade. Sem educação é difícil possuir uma vida digna na sociedade moderna.

Porém, o que se verifica nos dias atuais é que a educação não é uma prioridade para o Governo, sendo, na verdade, deixada de lado. O descaso com a educação reflete diretamente na vida de milhares de brasileiros que se vêem impossibilitados de realizar seus sonhos e de avançar na vida profissional devido a uma educação defasada.

De quem é a responsabilidade pela educação?

No meio a tanto descaso, fica a pergunta: quem é o culpado pelo fato de que uma grande porcentagem de brasileiros nunca tenha ido a escola, ou tenha abandonado os estudos?

O abandono escolar é uma triste realidade Muitos brasileiros nunca frequentaram a escola

É importante que saibamos que embora a educação seja prevista por lei o Poder Público não é o único responsável pela garantia desse direito. Conforme previsto no artigo 205 da Constituição Federal, a educação também é dever da família e à sociedade cabe promover, incentivar e colaborar para a realização desse direito.

A educação é responsabilidade de todos.

No que diz respeito especificamente em relação às crianças e aos adolescentes, tanto a Constituição Federal (artigo 227, CF/88) como o ECA -Estatuto da Criança e do Adolescente (artigo 4º da Lei 8.069/90) preveem que a família, a sociedade e o Estado devem assegurar os direitos fundamentais desses sujeitos, e aí se inclui a educação, com absoluta prioridade.

Muito lindo na teoria, mas e na prática, será que essas três esferas, governo, estado e família estão fazendo as sua parte correspondente de forma a promover a educação direito básico de crianças e adolescentes brasileiros?

É o que veremos a seguir.

Papel do Estado na Educação Nacional

O Estado é por lei obrigado a oferecer as condições para o exercício do direito a educação e também fiscalizar o seu cumprimento

O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é um direito que pode ser exigido do Estado!

Basicamente isso significa que o estado é o responsável pela criação de escolas e pela contratação do corpo docente e demais funcionalidades que sejam necessárias para garantir que crianças e adolescentes obtenham educação de qualidade importante para o seu desenvolvimento enquanto cidadão.

O estado deve garantir a educação e priorizá-la Crianças e adolescentes devem ser acompanhados de perto pelo estado

Ao Estado, não basta por em prática e estrutura física da escola, é necessário manter uma fiscalização constante das práticas educacionais, além de criar políticas que visem melhorias no processo de ensino. A educação é uma prioridade e deve ser levada a sério pelo Estado.

Grande parte dos problemas educacionais, principalmente o problema da evasão escolar,  é devido a falta de compromisso do Estado para com os seus cidadãos. Quando o aluno não encontra condições propícias na escola ou não é assegurado pelo Estado para que ele continue os seus estudos, ele se desmotiva e abandona a escola.

O Estado deve acompanhar o aluno de perto e garantir que este tenha os recursos necessários para seguir os seus estudos.

Muitas famílias não sabem, porém é importante desmistificar: O ensino gratuito de qualidade não é um favor que o governo presta a população, é, na realidade, uma obrigação e sobretudo uma lei.

Inclusive, é cabível recorrer a justiça caso o direito à educação não esteva sendo executado pelo Estado. Isso inclui a obrigatoriedade de se disponibilizar transporte para levar os alunos de áreas mais afastadas até a escola, merenda, professores capacitados, área de lazer e todos os outros componentes que contribuam para que o exercício da educação seja possível.

Dificuldades encontradas pelos professores do ensino público

Os números da educação brasileira não são lá muito positivos. Estamos entre os países com os piores índices de educação. Ainda lidamos com um alto nível de analfabetismo e evasão escolar.

A taxa de analfabetismo no brasil é muito alta Muitos adolescentes saem da escola sem saber ler e escrever

Os nosso alunos saem do ensino básico sem saber ler e escrever. Um mistério que ainda não foi resolvido pela Educação Nacional. Além disso, a nossa taxa de abandono escolar, embora tenha melhorado muito nos últimos dez anos ainda é uma das mais altas do mundo.

Qual o desafio do professor da educação nacional?

O nosso objetivo aqui não é culpar os docentes da educação nacional, pois consideramos que eles, assim como os alunos, são vítimas do descaso do Estado para com a educação.

Os professores tem eles mesmos enfrentado um longo trajeto educacional e batido de frente com o descaso do estado. Uma vez formados continuam sofrendo as dificuldades da educação brasileira. Falta de políticas de ensino, falta de segurança nas escolas, salários atrasados e baixíssimos salários.

Sem as condições necessárias, os professores se vêem obrigados a fazer dupla e até tripla jornada de trabalho, o que prejudica drasticamente o seu desempenho em sala de aula e, claro, cujas consequências refletem diretamente no resultado dos alunos.

O que falar dos alunos que vivem a margem da sociedade e cuja situação, de muita precariedade, o impossibilita de acompanhar as aulas e ser produtivo em sala de aula?

O professor deve se ocupar não somente do conteúdo mas, também, da saúde emocional e física dos alunos. É uma sobrecarga de responsabilidades que deveria ser considerada e resolvida pelo Estado e, claro, pela família como veremos a seguir.

Papel da família da educação de suas crianças e adolescentes

A família é um dos três eixos de promoção do direito à Educação. Os pais e familiares são responsáveis por efetuar a matricula dos seus filhos crianças e adolescentes nas instituições de ensino e garantir a permanência deles (artigo 55 do ECA). Inclusive, alguns programas públicos de distribuição de renda condicionam o benefício à freqüência escolar dos jovens sob tutela dos pais, atestando a família como principal incentivadora dos estudos.

É claro que o Estado utiliza os benefícios financeiros de apoio a educação como uma maneira de se livrar da responsabilidade mas é importante lembrar que a família tem sim um papel importante no processo de educação das crianças e adolescentes.

A educação também é responsabilidade da família A família deve estar presente e atenta ao desenvolvimento da criança

O Estatuto prevê, entre as medidas que são aplicáveis aos pais ou responsáveis, a obrigação de matricular o filho em estabelecimento de ensino e acompanhar sua freqüência e aproveitamento escolar. Isso significa que as famílias também devem acompanhar de perto os resultados dos estudantes e tomar medidas cabíveis para enfrentar quaisquer dificuldades que o aluno venha a encontrar no seu processo de aprendizagem.

É evidente, portanto, que, além de uma atribuição do Estado – que tem o dever de fazê-los zelar pela freqüência escolar (artigo 54, parágrafo 3º, ECA) –, a responsabilização pela matrícula e acompanhamento das crianças e jovens no ensino fundamental é compartilhada com a família (pais e responsáveis).

No mais, acreditamos que a família deva propiciar um ambiente convivial sadio para a criança, de forma que esta possa desenvolver da melhor maneira possível a sua capacidade de aprender, além de auto-estima para acreditar que ela é capaz de aprender e ludar com as dificuldades do âmbito escolar.

O Reforço escolar: seria essa uma solução viável contra o abandono escolar?

O governo possui programas de incentivo a educação, entre eles o Mais Educação , que tem como objetivo melhorar a aprendizagem em língua portuguesa e matemática no ensino fundamental, por meio da ampliação da jornada escolar de crianças e adolescentes. Trata-se de um reforço escolar e tem apresentado resultados significativos. No entanto, além de português e matemática o currículo contra com outras matérias como ciência, história, etc.

Outros programas de incentivo a educação como o Bolsa Escola ou Bolsa família tem como objetivo garantir uma ajuda financeira às famílias de jovens e crianças de baixa renda como estímulo para que essas frequentassem a escola regularmente.

Outros programas foram criados pelo governo mas devido a má implementação ou falta de fiscalização estes são desviados dos seus objetivos primeiros que é o incentivo a educação.

O reforço escolar, a aula de banca, o acompanhamento escolar mesmo que por parte da família são sim recursos mais eficientes no processo de educação. O foco do reforço escolar é a criança e o seu desenvolvimento acadêmico e os benefícios das aulas de apoio tem caráter duradouro ao longo da vida do aluno.

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