Louis Pasteur nasceu em 27 de dezembro de 1822 em Dole, França, e foi um dos químicos mais famosos da história, com algumas contribuições marcantes para a ciência, tecnologia e medicina. Seria relativamente difícil encontrar grandes químicos que tenham sido pioneiros em mais de uma descoberta em uma única vida.

Louis Pasteur foi um desses químicos; ele é creditado com a pasteurização, o desenvolvimento de vacinas contra o antraz e contra a raiva, e a teoria da fermentação dos germes. Pasteur ocupou vários cargos acadêmicos em sua vida e foi para a França o que Alexander Fleming foi para a Grã-Bretanha.

Seus esforços para a ciência renderam-lhe o maior prêmio da França, a Legião de Honra, bem como uma cadeira na Academie de Science junto com muitos outros destaques. Inúmeras escolas, hospitais, ruas e monumentos levam hoje o seu nome.

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Aprendendo química do zero: primeiros anos de Pasteur

O pai de Pasteur foi sargento-mor durante as Guerras Napoleônicas, e foi daí que o filho herdou seu forte senso de patriotismo. Ele era um aluno mediano na escola, e o seu forte era desenhar e pintar. É por isso que foi surpreendente quando, mais tarde, ele construiu seu nome através da história da química. Porque a matéria é mais do que meras ligações de elementos covalentes e reações entre matéria e energia.

Obtendo sua educação primária em Besançon, tornou-se bacharel em artes em 1840 e bacharel em ciências em 1842, pelo Royal College of Besançon. Em 1843, ingressou na École Normale Supérieure, onde estudou com o famoso químico francês Jean Baptiste André e atuou como assistente de ensino.

Pasteur completou sua formação com um mestrado em ciências em 1845 e um doutorado em ciências naturais em 1847. Essa trajetória lhe rendeu o cargo de professor de física no Dijon Lyceé. Depois disso, ainda foi promovido à posição de professor de química na Universidade de Estrasburgo.

Pouco depois, em 1849, casou-se com Marie Laurent, que era filha do então reitor da universidade. Tiveram cinco filhos, dos quais apenas dois sobreviveram.

Conquistas científicas de Louis Pasteur

Talvez você já tenha ouvido em uma aula de química 2 ano que ele se tornou um dos únicos químicos da história mundial a ser conhecido por várias descobertas. Essa façanha o colocou em um patamar mais elevado que outros químicos, uma espécie de status de celebridade. Vamos conhecer algumas de suas contribuições.

Teoria do germe de Pasteur

Em 1854, Louis Pasteur foi nomeado reitor do departamento de ciências da Universidade de Lille. Lá, foi convidado a examinar alguns problemas relacionados à produção de álcool na destilaria. Essa requisição o levou a pesquisar a fermentação do álcool e especificamente alguns problemas econômicos e práticos da produção.

Suas descobertas permitiram que ele localizasse com sucesso as áreas problemáticas, levando a avanços no processo de fermentação. Durante sua pesquisa, foi capaz de identificar aspectos até então despercebidos, como a presença de ácido lático durante a fermentação do leite, que levava a uma acidificação (ou fermentação do ácido butírico).

Ainda em sua pesquisa sobre fermentação, Pasteur começou também a estudar doenças. Ele acreditava que micro-organismos minúsculos eram os responsáveis por causar a maioria das enfermidades. Essa teoria, conhecida como teoria do germe, não foi bem aceita pela sociedade científica.

Na década de 1860, Pasteur determinou por que a praga infestou os bichos-da-seda, um fenômeno que afetava a indústria francesa da seda - a culpa seria de dois micro-organismos em especial.

Bicho da seda
Pasteur chegou a estudar micro-organismos que atacavam os bichos-da-seda.

Em 1857, ele retornou a Paris e assumiu o cargo de diretor de estudos científicos da École Normale Supérieure. No mesmo ano, apresentou também evidências acumuladas em seus experimentos que mostravam o papel dos micróbios no processo de fermentação. De forma mais direcionada, seu trabalho passou a associar micróbios específicos a tipos específicos de fermentação, levando à teoria de fermentação dos germes.

Tal questão estaria ligada à fermentação do ácido butírico, que já citamos acima. Esses estudos concluíram que o processo de fermentação poderia ser interrompido se o oxigênio passasse pelo fluído. Tal fenômeno ficou conhecido como efeito Pasteur. E o ensino de suas propriedades químicas se difundiu.

Com base nisso, ele desenvolveu os termos aeróbio e anaeróbio para descrever organismos que vivem na presença ou ausência de oxigênio. Ele também apresentou a teoria de que a putrefação era causada por micróbios específicos que prosperavam em condições anaeróbicas.

Enquanto Joseph Priestley descobria o oxigênio, Pasteur esclarecia sua contribuição para o comportamento aeróbio e anaeróbio dos micro-organismos.

Pasteurização

Talvez você já tenha ouvido esse termo antes mesmo de frequentar uma aula de introdução a química. Trata-se de um processo necessário, associado à produção de leite e que, notavelmente, leva um nome que deriva de Pasteur.

Jarra e copo de leite
A pasteurização, idealizada por Pasteur, é usada até hoje na produção de leite.

Assim como Rosalind Franklin é lembrada pelo seu trabalho pioneiro com o DNA, Pasteur é unanimemente reconhecido por conceber o processo de pasteurização, que revolucionou a indústria de alimentos e bebidas.

Com o conhecimento do seu estudo sobre micróbios e fermentação em mãos, ele o aplicou às indústrias de vinho e cerveja. Ambas estavam perto do colapso na França devido a problemas de produção e contaminações durante a exportação. A pedido de Napoleão III, Pasteur foi contratado para estudar a contaminação do vinho e desenvolver uma solução. Foi então que concebeu uma forma única de resolver o problema, que era causado por micróbios.

Embora tudo pareça muito simples agora, à época, foi necessária uma supervisão atenta. O processo consistia em aquecer o álcool a 50ºC ou 60ºC, e foi batizado mais tarde de pasteurização.

Embora ela seja raramente usada para vinhos hoje em dia, por matar os micro-organismos responsáveis pelo envelhecimento da bebida, encontrou grande popularidade no sentido de manter outros tipos de alimentos e bebidas frescos, como o leite.

Além disso, acompanhando seu trabalho com o vinho, experimentou estudos sobre a cerveja, desenvolvendo técnicas de controle sobre a fermentação.

Pasteur apresentou com sucesso uma metodologia para a indústria cervejeira, desenvolvendo uma técnica de fermentação e fabricação da bebida que evitava a contaminação e a deterioração durante longos períodos de transporte.

Trabalho com vacinas

Enquanto conduzia pesquisas sobre o avanço de doenças, Pasteur se voltou mais especialmente para o antraz e a cólera aviária. Ele tinha o hábito de atualizar amostras de culturas de laboratório sob observação, reintroduzindo-as em cobaias controladas, nesse caso específico, galinhas de laboratório. Tal experimento resultou na reprodução do vírus e repetição da doença, levando à morte.

Embora os experimentos fizessem parte da sua rotina, ele tirou férias e deixou as amostras inativas por alguns meses. Foi quando, ao retornar, descobriu que as galinhas não mais desenvolviam a doença. Pelo contrário, estavam protegidas contra ela. Ao investigar, percebeu que elas estavam imunizadas, na verdade, por um micróbio que havia enfraquecido com o passar do tempo.

Com essa descoberta revolucionária, ele tentou replicar a técnica para outras doenças, principalmente o antraz. Os efeitos foram frutíferos, com a vacina funcionando a todo vapor e mantendo vivos e protegidos os animais vacinados.

Pasteur decidiu então avançar a pesquisa para doenças mais sérias que assolavam os humanos. Naquela época, a raiva era uma grande preocupação, visto que era grave e contagiosa. O desenvolvimento de uma vacina eficaz para a doença foi particularmente desafiador, porque o micro-organismo por trás dela não pôde ser identificado e nem desenvolvido in vitro.

Frasco com vacina
Um dos destaques de Pasteur foi o seu trabalho no desenvolvimento de vacinas.

Apesar de relutar a princípio, Pasteur acabou concordando em testá-la em seu primeiro paciente humano, uma criança de nove anos, chamada Joseph Meister, que estava condenada à morte por já ter sido mordida por um cão raivoso. Felizmente, o caso foi bem-sucedido e essa descoberta levou ao surgimento, em 1888, do Institut Pasteur, que ainda funciona como uma das instituições líderes de pesquisa e inovação biomédica em todo o mundo, produzindo vacinas delegadas à sua empresa farmacêutica Sanofi Pasteur.

Aprendendo química: implicações sobre o trabalho de Pasteur

O trabalho de Pasteur teve implicações teóricas incomparáveis em muitos setores, e suas descobertas monumentais na química tiveram imensa importância. Infelizmente, ele não teve tempo suficiente para explorar as possibilidades práticas por trás de cada descoberta, deixando muito de seu trabalho limitado à pesquisa teórica.

De suas implicações teóricas de pesquisa, o mais importante tem que ser o procedimento de atenuação do vírus para vacinas, particularmente o conceito de que a virulência pode mudar dependendo das propriedades - e que não é um fator constante.

Ele foi o primeiro químico a identificar a variabilidade da virulência. Trata-se de uma propriedade que não se mantém constante e pode ser perdida ou recuperada posteriormente. Pode ser ainda diminuída ou aumentada, levando a uma amplitude de disseminação mais significativas das epidemias. Essa pesquisa é fundamental até hoje.

Além disso, tal pesquisa permaneceu relevante no estudo de doenças infecciosas e ajudou a humanidade a compreender o surgimento da AIDS e da SARS.

A saúde de Pasteur começou a piorar aos 70 anos, culminando em uma paralisia, seguida da morte, em 28 de setembro de 1895. Foi inicialmente enterrado na Catedral de Notre Dame, em Paris, mas seus restos mortais foram posteriormente transferidos para uma cripta no Instituto Pasteur, em 1896.

Catedral de Notre Dame
Pasteur foi enterrado a princípio na Catedral de Notre Dame.

Embora, ao contrário de Marie Curie, não tenha recebido o Prêmio Nobel, ele ainda é citado entre os assuntos que mais caem no ENEM química como um dos nomes mais reconhecidos da ciência.

A humanidade está em dívida com Pasteur. E você? Sonha ser como ele? Então procure agora mesmo um professor de química em nossa plataforma e inicie seus estudos. Seu foco nem precisa ser elementos químicos ou as propriedades de certas substâncias. Basta estudar energia, matéria, elemento e reação.

 

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Marcia

Jornalista. Professora. Tradutora. Bailarina. Mãe. Mulher. Dedicada às minhas lutas diárias. Em constante transformação. Quando não há mais nada a dizer, escrevo!!!