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Saiba tudo sobre o Enem

De Erico, publicado dia 09/06/2019 Blog > Apoio Escolar > ENEM > O Exame Nacional como ingresso para o Ensino Superior

O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) é uma das avaliações de maior relevância no país, em razão de sua característica individual e voluntária, em que se destaca muito seu potencial de interdisciplinaridade.

Em 1998 servia apenas como uma prova que media o desempenho dos estudantes ao final do Ensino Médio, transformando-se, com o tempo, na principal forma de ingresso em universidades.

Trata-se de um exame muito procurado por estudantes que se propõem a enfrentar uma verdadeira maratona de dois domingos consecutivos para responder 180 questões.

O exame é utilizado como critério de seleção para quem pretende concorrer a uma bolsa do ProUni (Programa Universidade para Todos), sendo que cerca de 500 universidades já utilizam o resultado do Enem em seus processos seletivos, seja para complementar ou até mesmo substituir o vestibular.

Pela avaliação, ainda é possível ter acesso a demais programas, como o Sisu (Sistema de Seleção Unificada) e o Fies (Financiamento Estudantil).

Fique por dentro do que é o Enem de fato

Como funciona o exame! A prova do Enem consiste em 180 questões de múltipla escolha divididas por áreas do conhecimento!

O Enem é uma avaliação destinada a estudantes concluintes ou que já tenham finalizado o Ensino Médio. Mais de 1.700 cidades do Brasil aplicam a prova, sendo que os locais são informados antecipadamente pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).

Em dois dias de provas, os participantes respondem centenas de questões de múltipla escolha, divididas por áreas de conhecimento. Assim, o exame é composto por 45 perguntas de cada caderno, os quais são:

  • Ciências da Natureza e suas Tecnologias;
  • Ciências Humanas e suas Tecnologias;
  • Linguagens, Códigos e suas Tecnologias;
  • Matemática e suas Tecnologias.

Além disso, há uma redação que deve ser escrita em texto de prosa, dissertativo-argumentativo sobre um tema estipulado de ordem científica, social, cultural ou política.

Conheça a história do Exame Nacional

Regras! Um ano após seu início, universidades passaram a ter o Exame Nacional como critério de acesso aos cursos oferecidos!

Criado em 1998 pelo MEC (Ministério da Educação), o Enem era uma simples avaliação individual do Ensino Médio. Um ano depois, algumas universidades passaram a usar o Enem como critério de acesso aos cursos.

Em 2004, o Enem começou a ser utilizado como critério de participação no ProUni, que passou a conceder bolsas de estudo integral ou parcial em cursos de graduação de universidades privadas. O programa iniciou provisoriamente, mas foi transformado em lei no ano seguinte.

Já o Sisu (Sistema de Seleção Unificada) foi criado em 2009. As instituições federais decidiram utilizar o Enem como critério de seleção e a nota também pode ser usada para a concessão de bolsas de estudos para o programa Ciências sem Fronteiras, no ano de 2013.

Um ano depois, foi assinado o primeiro acordo com uma instituição de educação superior portuguesa, a Universidade de Coimbra, em que as notas do Enem passaram a ser utilizadas para o acesso às vagas.

O exame passou por uma grande mudança em 2017, deixou de certificar o Ensino Médio, retornando essa função ao Encceja (Exame Nacional de Certificação de Jovens e Adultos).

Ao longo da história do Enem, um episódio manchou a trajetória do programa, em 2009, quando a prova vazou às vesperas da aplicação. O MEC cancelou e remarcou para meses depois. Porém, universidades que usariam as notas do teste em seus processos seletivos desistiram de contar com as mesmas. Com isso, o esquema de segurança da prova do Enem aumentou consideravelmente.

O Exame Nacional do Ensino Médio e sua evolução

Bolsas! O Exame Nacional deu uma guinada quando os resultados das provas passaram a ser utilizados no ProUni.

Em sua primeira edição, 157 mil candidatos se inscreveram para o exame e apenas 115 mil compareceram nos locais da prova. Os participantes tiveram quatro horas para finalizar uma avaliação de 63 questões e uma redação.

Em 2000, o tempo da prova passou a ser de cinco horas e em 2001 os estudantes de escola pública concluintes do Ensino Médio no ano da edição começaram a ser isentos da taxa de inscrição. Com isso, houve um aumento no número de candidatos que passou de 390 mil, no ano de 2000, para 1,6 milhão, em 2001, o que representou um crescimento de 400%.

O número de inscritos no Enem foi aumentando nos anos seguintes e deu uma nova guinada com a utilização da nota do Exame Nacional para concorrer a bolsas do ProUni. Essa novidade também atraiu quem já tinha concluído o Ensino Médio. Um exemplo disso é o ano de 2006 quando, das 3,7 milhões de inscrições, mais de 1,6 milhão foram de pessoas que já tinham terminado os estudos nos anos anteriores.

O Enem ficou mais parecido com o que é hoje, em 2009, com a criação do Sisu, pois para que se tornasse o principal meio de inserção das instituições federais, a prova foi expandida e passou a conter 180 questões. A redação se manteve, mas a avaliação começou a ser realizada em dois dias, primeiramente em um final de semana, sábado e domingo.

Com essas mudanças, as avaliações de Ciências da Natureza e Ciências Humanas eram realizadas no primeiro dia. Linguagens, Redação e Matemática eram as matérias que compunham o segundo dia de prova. As questões também ficaram mais complexas.

A exigência de nota mínima de 450 pontos e nota acima de zero na redação para aprovação do exame se deu a partir de 2010. O número de inscritos no Enem continuou crescendo e bateu recorde em 2014, com mais de 8,7 milhões de inscrições.

Em 2017, passou a ser em dois domingos seguidos. A disposição das matérias também mudou, sendo que os candidatos passaram a fazer as provas de Ciências Humanas, Linguagens e Redação no primeiro domingo e Ciências da Natureza e Matemática no segundo.

Sem dúvida, o Enem é hoje uma importante ferramenta de avaliação dos estudantes. Ao longo de todos esses anos, ele passou por mudanças em seu formato, aumentou o número de questões e, inclusive, somou-se um dia a mais para a prova.

O Exame Nacional é extenso e se caracteriza como uma avaliação que exige preparo do aluno, o qual deve ter plena consciência do que está havendo no Brasil e no mundo.

Nessa trajetória, as adequações do programa foram tomando uma proporção cada vez maior e isso fez com que o exame auxiliasse muitos estudantes a entrarem na faculdade. Exemplo disso são os programas ProUni, Sisu e Fies.

E com a credibilidade que obteve, desde a sua estreia, os resultados satisfatórios das provas do Enem passaram a ser utilizados pelas universidades, como parte de alguma fase de seus processos seletivos ou até mesmo como substituição ao vestibular. E tal trajetória de crescimento e mudanças deixa claro a importância do Enem para a nossa sociedade e para a Educação no Brasil.

Todavia, o que é mantido como norma de mais de 20 anos do Enem é a exigência em relação à pontualidade dos candidatos.

Ou seja, é importante que os estudantes verifiquem, com antecedência, o trajeto até o local da prova, uma vez que os portões são abertos às 12h e fecham pontualmente às 13h. Após esse horário fica proibida a entrada, mesmo porque a avaliação tem início certo às 13h30.

A importância do Exame Nacional do Ensino Médio para o País

Sempre estudando! O Exame Nacional continua sendo uma grande opção para as pessoas que querem prosseguir nos estudos!

Milhões de jovens  brasileiros  sonham em ingressar em uma faculdade e têm no Enem uma ponte para a realização desse sonho.

Com o tempo, o Enem deu um importante salto e passou de um simples teste do Ensino Médio para um exame que pode ser utilizado como forma de seleção para o Ensino Superior. A nota do exame é usada como uma única fase, ou como primeira fase do vestibular – parte da nota do processo seletivo ou até mesmo para o preenchimento de vagas remanescentes.

Além de ser um pontapé inicial para o ingresso à universidade, o Enem também é imprescindível para ter acesso a programas sociais, como o Sisu e o ProUni.

Para participar do processo seletivo do Sisu basta fazer a inscrição para duas opções de cursos em universidades que fazem parte do sistema. As inscrições gratuitas ficam disponíveis duas vezes ao ano e tudo é feito unicamente pelo site do programa, desde as inscrições até a liberação dos resultados. Esse processo facilita para os candidatos as vagas em outros estados.

Já no caso do ProUni, podem participar estudantes de baixa renda que obtiveram um bom aproveitamento no Enem. Assim, é necessário preencher pré-requisitos como:

  • Ter renda per capta inferior a três salários mínimos – para 50% de bolsa ou um salário minimo e meio para bolsas de 100%¨;
  • Ter cursado o Ensino Médio na rede pública ou escola particular por meio de bolsa de estudo integral;
  • Ter obtido mais de 450 pontos e não ter zerado a redação na prova.

O Enem também possibilita que o estudante opte pelo Fies (Financiamento Estudantil), um programa federal que financia de 50% a 100% das mensalidades de uma faculdade particular. A inscrição pode ser feita por quem prestou o exame a partir de 2010 com desempenho de, no mínimo, 450 pontos na média geral das provas e nota maior que zero na redação. Além disso, é preciso ter renda familiar inferior a 20 salários mínimos.

Em suma, além do Exame Nacional dar uma infinidade de opções para diversos perfis de pessoas que querem prosseguir nos estudos, facilitando o acesso ao Ensino Superior e Escolas Técnicas, também possibilita, desde 2014, o ingresso para as universidades portuguesas, bem como de outras nações.

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