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Orientação vocacional: como recomeçar do zero?

De Fernanda, publicado dia 20/03/2018 Blog > Apoio Escolar > Orientação Vocacional > Como fazer uma reorientação completa dos estudos?

“As coisas mudam menos do que o jeito que as vemos”, John Petit-Senn

Desistência escolar, perda de interesse em um curso superior, descoberta de uma nova profissão … Há dezenas de razões para mudar completamente o rumo da sua trajetória educacional!

Na maioria dos casos, a maneira mais fácil é começar tudo de novo, encarando um novo currículo inteiro e obtendo um diploma que será uma porta de entrada para o mundo profissional. No entanto, recomeçar do zero pode assustar muitos jovens profissionais e estudantes do ensino médio. Saiba que há muitas maneiras de começar do zero com certeza de que tudo vai dar certo!

Descubra como retomar os estudos desde o início!

Orientação vocacional: estabelecer um plano de ação com um especialista

Faça um teste de orientação vocacional. Uma boa maneira de evitar arrependimentos, transferências de cursos ou desistência no Ensino Médio é pedir ajuda para um profissional de orientação vocacional.

O abandono escolar é um problema real nas salas de aulas brasileiras, sobretudo no Ensino Médio. E os motivos são muitos: falta de interesse em relação ao conteúdo programático, problemas familiares, dificuldades financeiras, necessidade de trabalho na adolescência, gravidez precoce…. E problemas complexos como esses não se resolvem com apenas uma medida ou solução, mas por meio da associação de diversas iniciativas. Vamos falar aqui de uma delas: os projetos voltados para a orientação vocacional.

Escolher e decidir sobre sua vida futura (e profissão) é, acima de tudo, um trabalho de autoconhecimento. É um processo de profundo questionamentos e de pesquisa efetiva sobre informações em diferentes áreas de atuação. Na maioria dos casos, descobrir o que você quer fazer da sua vida é uma etapa obrigatória: o aluno começa a se sentir mais envolvido na sua vida acadêmica e passa a buscar naturalmente o sucesso escolar.

Neste caso, recomenda-se também a orientação vocacional, pois ela traz suporte e apoio psicológico fundamentais nessa etapa tão delicada da vida do estudante.

Com o auxílio de um profissional, cada aluno pode encontrar o seu próprio caminho: o segredo é explorar as muitas possibilidades abertas para ele!

A maioria dos pais prefere que seu filho participe de um programa de orientação profissional na própria escola. Mas infelizmente nem sempre isso é possível, sobretudo nas instituições públicas de ensino, onde as iniciativas ainda são pontuais.

No entanto, devido a um mercado de trabalho cada vez mais concorrido e à crescente complexidade na hora de escolher seu curso de graduação, cresce a quantidade de pais e estudantes que procuram uma orientação. É por isso que novos profissionais e agências de orientação abrem todos os anos no Brasil!

Saiba que você pode confiar nesses profissionais: eles são especialistas reais com conhecimento sólido e interesse real em seu trabalho. Não é qualquer um que pode se tornar um orientador: você precisa estar motivado e ter um desejo real de ajudar os outros.

Quer uma ideia de onde encontrar apoio vocacional e quais são os valores médios cobrados? Nós fizemos um levantamento:

  • Junto aos psicólogos das instituições escolares públicas ou privadas – gratuito
  • Nos consultórios de psicologia – em média 180 reais a sessão
  • Em empresas de coaching – em média 220 reais a sessão
  • As Universidades e outras Instituições de Ensino Superior conduzem, em geral, projetos de orientação vocacional comunitários e gratuitos – informe-se em de sua cidade – os encontros são gratuitos.
  • Da mesma forma, existem associações ou ONGs que desenvolvem programas de orientação profissional gratuitamente (ou a um valor acessível) em escolas públicas e para a comunidade em geral. Podemos citar duas indicações: a ONG Colmeia e o Centro de Integração Empresa Escola.
  • Você também pode complementar seu trabalho vocacional com a ajuda de sites especializados e testes vocacionais online. Nesses casos, há materiais pagos ou gratuitos e os valores variam em função da complexidade e precisão das ferramentas.

Educação de jovens e adultos – uma nova chance

Uma nova chance de estudar! A EJA é uma modalidade de ensino da Educação Básica que se destina àqueles que não foram alfabetizados ou não concluíram os estudos.

Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade de ensino pertencente à Educação Básica que é destinada a jovens e adultos que não deram continuidade aos seus estudos ou que não tiveram o acesso ao Ensino Fundamental e/ou Médio na idade apropriada. Conhecida como antigo supletivo, tem como objetivo combater o analfabetismo e restaurar o direito à educação negado aos jovens e adultos, oferecendo a eles igualdade de oportunidades para a entrada e permanência no mercado de trabalho e qualificação para uma educação permanente. Na realidade brasileira, as pessoas que buscam essa modalidade de ensino, em geral, têm um histórico de fracasso no sistema escolar ou vivenciaram situações de vulnerabilidade que impediram o acesso à educação.

A Educação de Jovens e Adultos é definida pelo artigo 37 da LDB (lei n. 9.394/96) como a modalidade de ensino que “será destinada àqueles que não tiveram acesso ou à continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria.” A principal tarefa da Educação de Jovens e Adultos é fazer valer o previsto no artigo 208 inciso I da Constituição Federal de 1988, que garante o acesso e a permanência ao ensino fundamental a todos.

Quais seus objetivos?

Podemos resumir os objetivos da EJA, são:

  • Proporcionar a conclusão do Ensino Médio aos Jovens e Adultos que estão afastados da escola e desejam retomar os seus estudos;
  • Garantir ao aluno, através da modalidade de Educação à Distância, a flexibilidade entre tempo e espaço e a economia de tempo e dinheiro gerada pelo não deslocamento diário até a escola;
  • Oferecer a inclusão digital pelo uso da tecnologia na educação;
  • Propor a democratização do ensino por todos os cantos do Brasil;
  • Quebrar barreiras territoriais de um país de extensão continental com a utilização da tecnologia de transmissão via satélite de última geração;
  • Participar da mudança na concepção do educar tradicional, que mantém os mesmos moldes do século XIX.

Como funciona?

Voltada para a garantia de formação integral, da alfabetização às diferentes etapas da escolarização ao longo da vida, inclusive àqueles em situação de privação de liberdade, a Educação de Jovens e Adultos (EJA) é pautada pela inclusão e pela qualidade social. Dessa forma, requer tanto um modelo pedagógico próprio que permita a apropriação e a contextualização das Diretrizes Curriculares Nacionais, quanto a implantação de um sistema de monitoramento e avaliação e uma política de formação permanente de seus professores.

Até alguns anos atrás, a certificação dos alunos da EJA era chamada de exame supletivo, nome que pode vigorar ainda em algumas regiões do Brasil. A prova avalia as competências dos estudantes da EJA para a obtenção do certificado de conclusão do ensino fundamental ou do ensino médio. Pessoas que estudaram por conta própria ou por programas, mas não estão ligadas a nenhum programa de EJA também podem se inscrever nesses exames para pleitear o certificado.

A modalidade EJA é ofertada em todas as redes públicas (municipais e estaduais), em universidades, redes educacionais como SESI e SESC, ONGS, associações e instituições privadas. De acordo com seu orçamento e sua disponibilidade, verifique a oferta dessa modalidade em sua cidade.

Orientação vocacional: transferência de curso superior

Reorientação no ensino superior. Bem-vindo ao mundo adulto: só você pode decidir o seu futuro!

São muitos os motivos que levam alguns estudantes a pedirem uma transferência de curso de graduação ou até mesmo de universidade. Altas mensalidades, insatisfação com o conteúdo do curso ou com a própria estrutura acadêmica da universidade, e até mesmo a distância entre a casa e a instituição de ensino (muitas vezes menosprezada a princípio).

Em regra geral, cada universidade tem seu processo administrativo e sua lista de documentos necessários para validação. Na maioria das vezes, as exigências incluem documentos pessoais, a matrícula e o histórico acadêmico na instituição de ensino, entre outros. Esse histórico contém informações sobre as disciplinas já cursadas, seus conteúdos programáticos e suas cargas horárias.

Mas existem diferentes casos de transferência. É importante que você identifique em qual você se encaixa para poder se informar adequadamente junto à instituição de ensino superior de seu interesse:

  • Reingresso: para candidatos da mesma instituição de ensino que tenham abandonado ou cancelado o curso de graduação para o qual pretendem retornar.
  • Reingresso com Transferência Interna: para candidatos que tenham abandonado ou cancelado um curso de graduação, por sua iniciativa, e pretendam ingressar em curso diferente daquele que foi abandonado.
  • Transferência Interna: para candidatos regularmente matriculados ou com trancamento total do semestre em cursos de graduação.
  • Transferência Externa: para candidatos regularmente matriculados ou com trancamento total em cursos de outras Instituições de Ensino Superior,
  • Portador de Diploma: para candidatos diplomados em cursos de graduação reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC).

Caso você pretenda conseguir uma transferência interna, é fundamental ficar de olho no calendário da sua instituição, além de buscar informações no departamento do curso para o qual você quer se transferir. Em muitas universidades, cada departamento, escola ou unidade de ensino tem autonomia para estabelecer seus próprios procedimentos de inscrição e critérios de seleção para transferência interna.

Agora, se você pretende mudar de universidade – transferência externa ou voluntária -, é importante consultar o regulamento da instituição onde se pretende estudar. Essa transferência pode acontecer de uma universidade federal para outra federal, de uma universidade privada para outra instituição privada, ou entre universidades federais e privadas.

Muitas instituições também divulgam um edital de seleção de transferência e exigem uma prova de pré-seleção para avaliar a capacidade técnica do candidato. Para cobrir os custos referentes aos procedimentos de pré‐seleção, as universidades costumam cobrar a taxa de inscrição, a ser recolhida pelos candidatos em momento inicial.

Outras podem até exigir uma carga horária mínima e/ou máxima para que a transferência aconteça.  Se o candidato for aprovado, existe a validação e o aproveitamento – ou não – dessas disciplinas.

Você realmente está insatisfeito? Antes de tomar a decisão para valer, procure entender os motivos que o levaram a se sentir desse jeito. Todo esse processo de avaliação e reavaliação é fundamental: a escolha errada pode ser seriamente prejudicial à sua carreira e à sua autoestima.

Pense na sua orientação vocacional!

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