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Quais os temas de história do Exame Nacional do Ensino Médio?

De Ana, publicado dia 06/10/2019 Blog > Apoio Escolar > ENEM > Quais as matérias de Ciências Humanas e suas Tecnologias que caem no ENEM?

História é uma das disciplinas crucias para quem tem objetivo de garantir uma vaga no vestibular, é quase indispensável que o candidato gabarite a prova para ficar à frente dos outros.

A Era Vargas e Ditadura Militar são temas que aparecem com mais frequência nas provas!

Também são assuntos do enem:

  • Reforma protestante;
  • Brasil Colônia;
  • Missões Jesuíticas;
  • República Oligárquica;
  • Revoluções Industrias;
  • Segunda Guerra Mundial …

Se deseja tirar nota máxima no ENEM?

É melhor ficar de olho nos principais tópicos de História que separamos para você!

O acontecimento da história do período republicano: Revolução de 1930

Chama-se Revolução de 1930 o movimento armado, liderado pelos estados do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraíba. Todos eles insatisfeitos com o resultado das eleições presidenciais, fomentaram o Golpe de 1930.

Dicas de história para tirar nota boa no Enem. A revolta de 1930 ganhou maior intensidade com o assassinato de João Pessoa, levando à união das oposições contra o governo.

Movimento Rebelde de 1930

Em 1929, as lideranças da agremiação de São Paulo recomendaram o paulista Júlio Prestes como candidato à presidência da República, dando fim a aliança com os mineiros, conhecida como a política do café-com-leite. Por outro lado, a liderança de Minas Gerais,  apoiou a candidatura oposicionista do gaúcho Getúlio Vargas.

Júlio Prestes saiu vitorioso das eleições presidenciais de 1930, derrotando seu adversário, Getúlio Vargas. A Aliança Liberal, em maioria gaúchos, mineiros e paraibanos, recusaram-se a a aceitar o resultado, afirmando que a vitória de Prestes não passava de fraude.

Segundo vários historiadores, não se sabe qual dos dois lados usou mais fraude para ganhar as eleições. Contudo, a oligarquia paulista foi a mais eficiente nos métodos empregados, conseguindo eleger Julio Prestes com 59% dos votos.

No entanto, o clima de revolta em várias regiões do país e o assassinato de João Pessoa, candidato a vice-presidente pela Aliança Liberal, desencadearam no golpe de estado de 3 de outubro.

O golpe derrubou o então presidente da república Washington Luís e impediu a posse do presidente eleito Júlio Prestes que deveria acontecer em 15 de novembro, colocando fim à República Velha.

Em 3 de novembro de 1930, chega ao poder o Gaúcho Getúlio Vargas, assumindo o “Governo Provisório”.

Matéria de história: A Era Vargas

O que foi a Era Vargas?

A Era Vargas é a fase da história brasileira em que Getúlio Vargas permaneceu ininterruptamente no poder como presidente da república por 15 anos. Iniciando em 1930, logo após a Revolução de 1930, e finalizado em 1945 quando foi forçado a renunciar à presidência.

Dicas de história sobre a Era Vargas! A Era Vargas foi marcada por intensas transformações no âmbito político, econômico, social e cultural!

A ascensão de Vargas foi resultado direto da Revolução de 1930, que destitui Washington Luís e impediu a posse de Júlio Preste ao poder.

As fases da Era Vargas

Especialistas na área de história dividem a Era Vargas em três fases:

Governo Provisório – 1930 – 1934

O Governo Provisório deveria ter sido uma fase de transição em que o presidente organizaria um Assembleia Constituinte para elaborar uma nova Constituição para o Brasil. Contudo, Vargas interessado em se manter no poder, adiou a realização da Constituinte o máximo possível.

Já nos primeiros anos de governo, Vargas mostrou sua habilidade política de centralização do poder, dissolvendo o Congresso Nacional. Entretanto, a demora em realizar novas eleições e convocar uma Constituição, resultou em problemas em diferentes locais do país, como por exemplo, São Paulo.

Em 1932, São Paulo se rebelou contra o governo de Vargas, resultando no movimento que ficou conhecido como Revolução Constitucionalista de 1932!

Com o fracasso do movimento, O presidente atendeu as exigências dos paulistas, garantindo a realização das eleições de 1933 para compor a Constituinte e dela promulgada a nova Constituição de 1934.

Durante esse período, o presidente criou o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, responsável pelas políticas trabalhistas.

Governo Constitucional –  1934 – 1937

Em teoria, a fase constitucional do governo de Vargas, deveria ter ido até 1938, uma vez que ele não poderia concorrer à reeleição.

Durante a Constitucional, o presidente enfrentou a oposição, grupos contrários ao governo de Getúlio Vargas, leia abaixo:

Ação Integralista Brasileiro (AIB) – Grupo inspirado no fascismo italiano, de extrema-direita e liderado por Plínio Salgado.

Aliança Libertadora Nacional (ANL) – Grupo que surgiu de uma orientação comunista antifascista no Brasil, mas que se converteu em um movimento de busca pela tomada de poder do país por via revolucionária. Liderado por Luís Carlos Prestes.

Em 1935, a ANL tentou tomar o poder, em um movimento que ficou conhecido como Intentona Comunista. Entretanto, o movimento foi um total fracasso, mas serviu para que Getúlio ampliasse medidas autoritárias e ainda mais centralizadoras.

Posteriormente, foi a vez dos integralistas tentarem depor Getúlio Vargas do poder!

Em 1937, o presidente divulgou o Plano Cohen, um suposto plano comunista para a tomada do poder. Tal plano foi utilizado como argumento para a implementação da ditadura, marcando o princípio do Estado Novo.

Durante esse período, o governo foi marcado pela criação de um Código Eleitoral, a qual previa a participação eleitoral feminina. A participação esta conquistada após longos anos da luta feminista sufragista!

Estado Novo – 1937 – 1945

O Estado Novo foi um período ditatorial da era Vargas, que se estendeu por oito longos anos. O golpe teve como pretexto o Plano Cohen, um documento falso relatando uma suposta conspiração comunista em curso no país. .

O plano Cohen serviu para Vargas realizar o autogolpe, cancelar a eleição de 1938 e instalar o Estado Novo!

Vale saber

O Estado Novo foi marcado por políticas desenvolvimentistas, nacionalistas e corporativistas. Foi nessa fase que Vargas concedeu os principais direitos trabalhistas, como salário mínimo, descanso semanal, carteira de trabalho, férias remuneradas e estabilidade após 10 anos de serviço.

Graças as políticas trabalhistas, Vargas construiu a figura do político “pai dos pobres”!

Vargas consolidou as Leis Trabalhistas ao mesmo tempo em que proibiu a pluralidade de sindicatos. Limitando a uma força sindical, atrelado ao governo.

Ao final da Segunda Guerra, estudantes, militares, intelectuais e grupos políticos pressionaram para que tivessem novas eleições. Em 1945, os ministros militares tomaram o poder, pondo fim a Era Vargas!

Quais foram as principais características da Era Vargas!

Entre outras mudanças na história do Brasil, o século XX foi marcado pelo fortalecimento das indústrias, criação das leis trabalhistas e investimento na construção de uma identidade nacional mestiça.

Cada fase da Era Vargas assumiu diferentes aspectos, mas de maneira geral, podemos destacar as seguintes características:

  • Centralização do poder – Em quinze anos de poder, Vargas reforçou os poderes do Executivo e enfraqueceu o Legislativo. Essa atitude ficou ainda mais evidente no Estado Novo.
  • Propaganda política – Através do Departamento de Imprensa e Propaganda, usou da propaganda para ressaltar as qualidades de seu governo. Característica ainda mais evidente durante o Estado Novo.
  • Política trabalhista – Se aproximou das massas através da política trabalhista. Com o Ministério do Trabalho, ampliou os benefícios trabalhistas e concedeu inúmeros direitos aos trabalhadores.
  • Capacidade de negociação política – Conseguiu conciliar grupos opostos em seus quinze anos de governos

Com toda certeza a Era vargas é um dos assuntos que mais caem no Enem. Não se esqueça de estudar outros temas de história para o Exame Nacional do Ensino Médio!

História no vestibular: Eleições e a Nova Constituição do Brasil

A renúncia forçada de Getúlio Vargas marcou o fim do regime autoritário do Estado Novo. Em dezembro do mesmo ano teve início a redemocratização, com a realização de eleições gerais em todo o país. Foi eleito para a presidência da República o general Eurico Gaspar Dutra.

Dicas de história sobre a democracia brasileira. A Constituição de 1946 prometeu a volta da democracia ao país.

Constituição de  1946

Ainda em 1946, foram eleitos senadores e deputados federais, com a missão de compor uma Assembleia Constituinte. Todos encarregados de elaborar uma nova Constituição para o Brasil. Entre os Senadores, estava o ex-presidente Getúlio Vargas.

Em 18 setembro de 1946, foi promulgada a quinta Constituição brasileira, que vigorou até 1967. Alguns pontos de seu conteúdo podem virar questoes do enem, então fique por dentro do assunto:

  • Manutenção de princípios básicos – Democracia como regime político da nação, República como forma de governo e o presidencialismo como sistema de governo.
  • Direitos dos cidadãos – garantia constitucional de direitos fundamentais,como a liberdade de pensamento, de crença religiosa, de expressão, de locomoção e de associação de classe.
  • Direito de voto – confirmação do voto secreto e universal para maiores de 18 anos. Contudo, cabos, soldados e analfabetos continuavam sem direito ao voto.
  • Direito trabalhista – preservação da legislação trabalhista da Era Vargas, mas com garantia constitucional do direito a greve. Garantida constitucionalmente para os trabalhadores, mediante apreciação da Justiça do Trabalho.
  • Mandatos eletivos – Mandato presidencial de de cinco anos, proibindo a reeleição. Senadores com mandato de oito anos. E para o cargo de deputado, mandato de 4 anos, podendo ser reeleito.

Infelizmente, na prática das relações sociais, pode-se dizer que essa democracia foi em grande parte um modelo abstrato, pois milhões de brasileiros em precárias condições econômicas e sociais não puderam dispor de seus direitos estabelecidos pela Nova Constituição.

O Período Democrático de 1946-1964 é um dos assuntos que mais caem no enem!

História do ENEM: Política indigenista no Brasil

Chamamos de política indigenista o conjunto de iniciativas adotadas pelas diferentes esferas do Estado brasileiro em relação às populações indígenas e seu território. Essa política encontra-se orientada pelo indigenismo, um conjunto de princípios caracterizados pela defesa e valorização das populações indígenas de uma região, país, etc.

Entenda o que foi a política indigenista para tirar nota boa no Enem. As barreiras à escravização dos índios datam do início da colonização, em 1530.

O que foi a política indigenista no Brasil do século XVI ao século XX?

Confira as principais medidas de proteção a população indígena até a evolução do processo de conquista de direitos abaixo:

  • Primeira lei contra o cativeiro indígena (1570) – Lei que só permitia a escravização dos indígenas com a alegação de “guerra justa”.
  • Lei que reafirmou a liberdade dos índios do Brasil (1609) – Foi uma importante lei que tentou garantir a liberdade dos índios, ameaçados pelos interesses dos colonos.
  • Decreto do “Regimento das Missões” (1686) – Determinou a base para a regulamentação do trabalho missionário e do fornecimento de mão-de-obra indígena no Estado no Maranhão.
  • Aprovação do Diretório (1755) – O Diretório visava a integração do índio na vida da colônia, proibindo definitivamente a escravidão dos índios.
  • Diretório estendido a toda a América Portuguesa (1758) – Fim da escravidão indígena. Tutela das ordens religiosas das aldeias e proclamados os nativos vassalos da Coroa.
  • Abolido o Diretório (1798) –  Tinha o objetivo de conservar sua força na legislação do Império brasileiro.
  • Aprovado o Regulamento das Missões (1845) – Surgiu com o intuído de renovar o objetivo do Diretório. Visando a assimilação dos índios.
  • Criação do Serviço de Proteção dos Índios – SPI- (1910) – O Estado republicano tutelou a população indígena.
  • Criação do projeto do Parque Nacional do Xingu por Rondon (1952) – O objetivo do projeto era criar uma área de proteção aos indígenas.
  • Criação da Fundação Nacional do índio – FUNAI (1967) – A Fundação substituiu o extinto SPI na administração das questões do poco indígena.
  • Criação da União das Nações Indígenas (1979) – Foi a primeira tentativa de defesa da cultura indígena, que serviu para a consagração dos direitos da população indígena na Constituição de 1988.

Saiba mais sobre a situação dos indígenas no Brasil no site do IBGE!

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E aí, preparado para gabaritar todas as questoes do enem?

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