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Quando figuras geométricas e obras de arte criam cultura juntas

Par Carolina le 29/12/2016 Blog > Reforço escolar > Matemática > 7 exemplos da relação entre matemática e artes
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Algumas pessoas vêem a ciência como uma espécie de jogo.  Não é raro encontrar apaixonados pela matemática que enxergam o real como um conjunto de números.

Os números, na verdade, nos cercam constantemente. Funções, vetores, algoritmos dominam o curso dos astros, a vida da natureza, o ciclo das estações, as leis do universo e seus movimentos… A gente conhece o número de ouro que foi uma ferramenta utilizada pelos grandes arquitetos e artistas de todos os séculos.

A esfera artística também usufruiu muito da harmonia da matemática e seu ritmo. Essas características reinam não somente na música como nas obras picturais. Como a gente poderia separar geometria e artes figurativas?

Vejamos sete exemplos extraordinários da adequação elementar da matemática e da arte. Isso deveria estar no currículo da disciplina de todas as escolas!

Para saber tudo sobre a matemática e mais…

O snow art

Cada floco de neve é único e essa exclusividade do gelo nos oferece uma verdadeira obra de arte.

Simon Beck explora essa propriedade da neve através de seus desenhos. No coração da Europa, no meio dos Alpes, ele fez obras no tamanho de um vilarejo. Ele é o número um desse tipo de arte!

Figuras geométricas são as bases dos desenhos do artista na montanha Simon Beck faz arte com seus pés, a neve e os cálculos

Seu livro Snow Art apresenta 200 fotos (aéreas, na maioria delas) e seus principais desenhos. A biografia do autor também é espetacular. Um dos fatos marcantes em sua vida é que ele deixou a faculdade de artes visuais para respirar o ar da liberdade.

Aqui, não há pincel nem palheta de cores: ele faz seus desenhos com seus próprios passos. Para que eles atinjam essa perfeição, ele utiliza uma bússola e faz os cálculos matemáticos para determinar as formas das figuras.

Além dos pés e cálculos, é preciso de roupas bem quentes, um gorro, e uma máscara de esqui. Mas tanta beleza também é marcada por muita dedicação. O artista passa mais de 12 horas concentrado e fazendo muito esforço físico para ter tais resultados. As montanhas brancas de neve também fazem parte da obra e o contato direto com elas é uma verdadeira filosofia de vida.

A vantagem dessa arte é que você pode praticar tudo ao mesmo tempo: artes, matemática, exercício físico… Mas tem que tomar muito cuidado onde coloca os seus pés para não correr o risco de estragar tudo!

Descubra 5 mitos sobre a matemática!

Estampas animadas

As novas tecnologias permitem a mistura de camadas, dimensões e quadros.

O artista iraniano Hamid Naderi Yeganeh teve uma excelente intuição decidindo explorar intensamente as possibilidades da informática. Uma visita ao seu website será um ótimo jeito de se familiarizar com suas produções.

A partir da cidade onde mora, Qom, esse cientista da computação cria várias estampas digitais animadas com formas e fórmulas matemáticas. Seu trabalho é conhecido no mundo inteiro e teve repercussão em mídias internacionais como o Huffington Post e o CNN Style.

Arte digital com direito a geometria. A composição de figuras geométricas cria animais e movimento

As associações de elipses, retângulos, círculos, quadrados e segmentos dão forma a animais e outros objetos. A associação dessas figuras gera algo incrível, a impressão de movimento. Os animais e os objetos criam vida própria através de novas combinações. Claro, a utilização de dados numéricos não impede a inspiração correr solta e ter essa qualidade excelente!

Atrás de seu professor de matemática pode esconder um verdadeiro artista plástico!

Uma arte que o gênio Albert Einstein iria aprovar!

Os Fractais

O fractal representa simplesmente um objeto matemático – liso ou com curvas – cuja a estrutura continua a mesma com a variação da escala.

Um outro sinal que a arte e a matemática sempre estão próximas.

Não é uma imagem hippie, é pura álgebra. O fractal é feito de figuras e cálculos matemáticos

No campo artístico, Liz Blankenship e o doutor Daniel Ashlock se interessaram por essa noção apaixonadamente. Eles mesmos, para qualificar seu encontro, falam de « taxinomia de algoritmos dos fractais ». O processo dos dois artistas é de organizar fractais através de várias equações.

Cores bem escolhidas com várias nuances contornam as formas principais, dando um grande equilíbrio ao conjunto.

Ele brinca com a igualdade das conversões: uma complexidade aparente vem da repetição de uma estampa feita de ângulos e distâncias iguais entre eles.

Alguns quadros feitos com algoritmos vão te dar vertigem!

Por incrível que pareça, nossa época também tem algumas novidades, apesar que isso tudo já era feito bem antes dos computadores…

Isometria e 3D

Se as belas artes pareciam caminhar no contexto da desconstrução com trabalhos de artistas como Marcel Duchamp, a coerência volta ao centro das preocupações. Sem esquecer da ordem!

Quanto ao resultado, a isometria é muito próxima do artista francês François Morellet. Com suas esculturas luminosas de néon ou suas formas geométricas, ele utiliza muito das distâncias, vetores, polígonos. Nesse tipo de arte, o pioneiro é o matemático John Nash acompanhado de Nicolaas Kuiper com seus círculos dentro dos círculos.

Sem computador para ajudar, nada disso seria possível hoje em dia (diferentemente dos artistas citados acima). O artista do século XXI explora de uma maneira muito pessoal tudo aquilo que é infinitamente pequeno e nanométrico para oferecer ao público. Muitas obras são isométricas e em três dimensões de objetos bem reais.

Às vezes, temos a impressão de ser Bernar Venet (artista plástico francês) com suas esculturas desproporcionais em tamanho humano.

Uma arte que faz a aproximação da matemática e da informática!

Arte digital domina o século XXI. Figuras construídas através de cálculos poderiam ser expostas nos museus?

Com tantos estudos de forma, distância, tamanho, parece que estamos em pleno projeto Hévéa que nos aproxima dos menores compostos da realidade. Os cânones acadêmicos são finalmente revisitados e confirmados a partir de estudos matemáticos em detalhe. Essas aplicações dos estudos da matemática deveriam ser mostradas a todos os vestibulandos que querem seguir carreira científica em exatas.

Modelo matemático 3D

A gente os vê raramente em museus ou em uma galeria de arte. Porém, eles abrem os espíritos das pessoas mais criativas. Eles são matemáticos e pesquisadores como Henry Segerman.

Ele quis que todos gostassem de sua disciplina dando ênfase na educação e na colaboração. Ele deu um tom cordial, literário aos cientistas mais engessados e abstratos. Imagine solucionar exercícios e problemas de maneira muito mais simples? Foi isso que o cientista visualizou.

Segundo Segerman, as palavras permitem contar uma história. Então, a matemática também pode ser utilizada para fazer arte com suas ideias e seu vocabulário, claro!

Poliedros, quintessência, jogos de memória, superfícies, projeções em quatro dimensões: nosso cientista australiano comercializa em forma de objetos suas criações mais admiradas.

Se a matemática não tivesse evoluído tanto durante os últimos séculos, talvez esse tipo de arte não existiria.

A arte matematizada

Kerry Mitchell utiliza muito os fractais para fazer seus desenhos matemáticos.

Algumas pinturas japonesas têm uma simetria tão perfeita que logo imaginamos que elas foram feitas através de cálculos matemáticos.

Imagens são perfeitamente assimétricas. Desenhos japoneses são tão perfeitos que parecem ser calculados

Quando o artista utiliza de dados matemáticos para fazer sua arte, a simetria ganha força e resulta em beleza.

Por isso, a disciplina é tão utilizada no meio das artes desde a antiguidade! É verdade que os avanços na informática possibilitaram os artistas contemporâneos de explorarem mais princípios como o dos fractais e da isometria.

Essas evoluções permitiram a criação de algo já existente mas que utiliza de novas ferramentas mais performáticas para executá-lo.

Nós do Superprof acreditamos que esse tipo de arte deveria ser mais incentivado para motivar os alunos a gostarem mais de matemática. Afinal, a disciplina é indispensável para a criação dessas obras de artes. Através de desenhos, quadros e esculturas, a matéria dos números também ganha vida e uma representação. Ou seja, ela se torna mais acessível!

Aplicar esses conhecimentos abstratos é muito bom para a pedagogia do ensino da matéria.

A arte matematizada: uma expressão que um dia fará parte do vocabulário da matemática?

O fractal versão Fabergé

Os ovos Fabergé são conhecidos mundialmente. Mas quem diria que podemos reapropriá-los para aprender o sentido científico do fractal?

Vamos, então, entender a história desse famoso objeto tão requintado.

O físico britânico Tom Beddard não sabia o que oferecer para o joalheiro russo Pierre-Karl Fabergé (1846-1920). Então, ele fez o ovo em 3 dimensões e deu a concepção de seu projeto ao joalheiro. O resultado é incrível e cria jóias que parecem vir do espaço sideral.

As obras de Tom Beddard não se limitam ao ovo Fabergé. Ele foi adotado pela Escócia e fez seu doutorado na universidade de St. Andrew. Sua passagem no ensino superior o permitiu de colocar seus projetos em prática.

Além do ovo, Beddard fez a mesma coisa com outras joias, estampas planetárias, máscaras venezianas etc.

Os fractais dão ideias para a concepção de jóias. A geometria é aplicada à joalheria

A aritmética oferece a possibilidade de racionar as artes, seja para os músicos, escultores, pintores. A criação artística com base na álgebra abre muitas possibilidades.

Cabe a você se interessar e entrar de cabeça nos princípios de simetria, geometria, isometria, fractais…

Além disso, a arte pode despertar seu interesse pela matemática. Sim, um teorema pode ser útil para criar desenhos e objetos estéticos, um polígono pode criar vida. Jovens artistas do futuro, se joguem!

Quem sabe o museu do Louvre em Paris um dia abrirá suas portas para a arte matematizada?

Desde o nascimento da matemática até as artes, muitas coisas aconteceram e vão continuar evoluindo…

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Carolina
Quero aprender italiano e espanhol, mas preciso mesmo é do inglês... Leio as plaquinhas nos museus, gosto de música e de cinema dos anos 70. De agora, só o Pablo do arrocha que serve.

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