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Dar aulas particulares: um ótimo investimento!

Par Fernanda le 22/02/2017 Blog > Aulas particulares > Dar aulas particulares > Como aumentar a renda dando aulas?
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Você tem interesse em dar aulas particulares e quer ganhar mais dinheiro com suas habilidades?

Ótima ideia!

Neste artigo vamos explicar como você consegue chegar lá.

Aulas particulares: solução eficaz para ganhar dinheiro

O mercado de aulas particulares assiste a um crescimento impressionante. Cada vez mais pais e estudantes procuram por uma educação extraescolar, e isso por diversas razões. Muitas empresas e escolas de pequeno, médio e grande porte perceberam essa oportunidade e se lançaram na empreitada.

Tutores, Kumon, Disk-professor: diferentes iniciativas, cada uma com sua clientela que só aumenta.

Seja professor particular para ganhar aquele dinheiro extra no fim do mês. Aulas de reforço escolar: um bom negócio!

Mas você sabia que também é possível ser professor particular autônomo, ou seja, sem ter vínculo com nenhum organismo ou instituição? Pois bem, esse é o caso da iniciativa do Superprof. O portal online faz o papel de facilitador para professores e alunos, colocando-os em contato. Uma maneira simples e eficaz de encontrar alunos interessados no que você tem para ensinar.

Seja você estudante, assalariado, desempregado ou aposentado: as aulas particulares são uma excelente alternativa para completar a sua fonte de renda.

Mas como começar essa atividade? Como se organizar? Tudo depende de quais são os seus objetivos ao exercer a função.

Você quer cobrir aqueles gastos extras do fim do mês? Pretende quitar aquelas dívidas que já se arrastam há anos? Quer guardar dinheiro para fazer a viagem dos seus sonhos? Ou simplesmente ter um pouco de reserva para sair com os amigos e pagar o cinema (que aliás, está uma fortuna!)?

Dar aulas particulares pode pagar tudo isso. Claro, em função da sua disponibilidade e da sua dedicação.

Então vejamos: quais são as áreas de conhecimento possíveis de se ensinar enquanto professor particular?

Quais disciplinas podem ser ensinadas nas aulas particulares?

Pode parecer um pouco eclético, mas é verdade: tudo. É comum pensarmos que o trabalho dos professores particulares se reduz ao reforço escolar. Não é por acaso. Na verdade, o reforço compreende uma boa parte das aulas disponíveis no mercado.

Muitos pais procuram um acompanhamento mais intensivo do ano letivo com aulas extracurriculares. Eles buscam a garantia de que seu filho passe de ano (afinal, educação custa caro), ou então tire uma boa nota no Enem – Exame nacional do Ensino Médio e passe em medicina ou direito no vestibular de alguma universidade federal. Verdade ou mentira? Pois bem, é a realidade.

Por que os pais buscam aulas particulares? Antigamente, os pais investiam na educação para « disciplinar » as crianças. Hoje, para que elas passem nos melhores cursos universitários e « façam a vida ».

Entre as principais matérias de reforço escolar, listamos as mais ofertadas pelo mercado de aula particular:

  • Língua portuguesa
  • Línguas estrangeiras: inglês, espanhol, francês, alemão, chinês…
  • Matemática
  • Física
  • Química
  • História
  • Biologia
  • Filosofia
  • Geografia

Mas é um erro pensar que as aulas particulares se reduzem apenas ao reforço escolar. Hoje em dia, o mercado se abriu para todas as áreas do conhecimento, indo além, para outras especialidades extraescolares e setores alternativos. Assim, a clientela deixa de ser apenas alunos do ensino fundamental ao médio. O mercado cresceu e se diversificou.

Quais as modalidades possíveis de aulas particulares? Aulas particulares de Yoga: novas tendências que pagam bem.

Por isso, no Superprof, você encontra uma gama variada de perfis de professores, que podem dar aulas de:

  • Coaching profissional
  • Música: piano, violão, baixo, flauta, saxofone, guitarra, canto, teoria musical…
  • Coaching esportivo
  • Yoga
  • Pilates
  • Desenho e pintura
  • Culinária e gastronomia
  • Arquitetura
  • Informática

A lista não acaba aqui: pense em alguma especialidade e tenha a certeza de que ela pode ser tema de aulas particulares, sim!

A próxima questão que pode assolar a sua mente é: mas é preciso ter diplomas ou qualificações específicos para começar ofertar aulas particulares?

É preciso ter diplomas para dar aulas particulares?

Hmmm… sim e não. Não, pois em geral ninguém exige que você mostre seus diplomas. Nem a plataforma online, nem seus alunos. Mas, ao mesmo tempo, impossível ensinar algo que não dominamos, certo? Então é natural que pessoas com diplomas e qualificações confirmados tenham mais vantagens no mercado.

É preciso ser formado para ser professor em domicílio? Aulas particulares e formação.

Em segundo lugar, você precisa saber que o preço da sua hora aula está diretamente relacionado à sua formação experiência. Quanto mais qualificado e experiente, mais os alunos pagarão pelos seus serviços. Um engenheiro formado na Poli certamente receberá mais do que um professor que possui curso técnico. Mesmo se a matéria que ambos ministrarem for matemática, por exemplo.

Sabemos que nem sempre é justo, pois o diploma nem sempre é prova de conteúdo, habilidade e competência pedagógica. Mas é a realidade do mercado: o nível da sua formação legitima certas qualidades. Dá credibilidade aos seus serviços. O mesmo funciona com sua experiência profissional. Por isso saiba valorizar seu currículo!

Quanto se pode ganhar como professor particular?

Antes de começar a sonhar com rios de dinheiro que você pode ganhar, seja realista: dedique um tempo para pesquisar mais sobre o quanto valeria sua aula no mercado. Faça uma investigação e pense nos diferentes critérios que influenciam no valor: disciplina, duração, nível escolar do aluno, sua formação, sua experiência, quanto você pretende ganhar por mês

Faça um cálculo rápido: o valor médio da hora aula no portal do Superprof é 53 reais. Se você começar com duas aulas por semana, já terá 424 reais a mais no bolso por mês. Metade de um salário mínimo, com apenas duas horas de aulas semanais. Nada mal, hein?

Mas esse preço pode variar bastante em função da área de conhecimento. Por exemplo:

  • Aula de matemática: 48 reais
  • Aula de português: 48 reais
  • Aula de inglês: 53 reais
  • Aula de física: 48 reais
  • Reforço escolar: 47 reais
  • Aulas de espanhol: 53 reais
  • Aula de canto: 60 reais
  • Aula de piano: 67 reais
  • Aula de violão: 52 reais
  • Aula de informática: 49 reais
  • Aula de desenho: 45 reais
  • Aula de yoga: 80 reais

Aqui fica claro como a originalidade da matéria influencia na elevação do preço da aula. Há professores de yoga e de pilates que chegam a cobrar 100 reais a hora. Nada mal! No entanto, se você der aulas de português, por exemplo, disciplina com muitos concorrentes, não pense em cobrar muito mais do que os 48 reais de média.

O preço das aulas também pode variar muito em função da zona geográfica. As capitais costumam centralizar os preços mais elevados de hora aula, não importa a disciplina ou área de conhecimento. São Paulo e Rio de Janeiro estão no topo de todas as listas, claro.

Mas como descobrir a média de preços de aulas particulares na sua disciplina pelo Brasil? Uma dica é entrar no site do Superprof!

Na barra de pesquisas, digite a sua especialidade, como « filosofia », e descubra os vários professores da matéria inscritos no site no Brasil inteiro. Uma maneira prática para ver quanto a concorrência cobra!

Cada um estipula uma tarifa de acordo com sua base de experiência e seus conhecimentos. O melhor para você, professor iniciante, é achar um professor que tenha o mesmo perfil que o seu para ter uma ideia do preço.

Então, como saber o preço que os professores da minha cidade cobram? O próprio site propõe o filtro pela localidade em suas buscas.

Por isso, se você quiser dar aulas em Curitiba, escreva o nome da cidade e o CEP para visualizar seus concorrentes locais. Você verá uma página com o resultado dos professores mais próximos da localidade que indicou, além da média de preço da hora aula.

Caso não haja professores cadastrados em sua cidade, busque por uma cidade de mesmo porte que a sua em seu estado ou na sua região. Você terá ao menos uma ideia dos valores cobrados.

Como formalizar sua profissão de professor particular?

Primeiramente, vamos lembrar das desvantagens de exercer um trabalho informal e não declarado no Brasil.

É comum estudantes e desempregados darem aulas e não declararem seus rendimentos para a Receita Federal. Assim, evitam de pagar os impostos. Mas essa liberdade pode custar muito caro.

Não é somente quem possui um emprego formal que precisa declarar seus bens e rendimentos à Receita Federal. Os trabalhadores autônomos também precisam realizar a declaração anual de imposto de renda caso tenham tido rendimentos tributáveis cuja a soma foi superior a R$ 28.123,91.

A Receita Federal conta com programas específicos de monitoramento que cruzam os dados dos contribuintes com as informações financeiras enviadas pelos bancos, de modo que todas as declarações de ajuste anual do imposto sobre a renda da pessoa física encontram-se sujeitas à retenção, independentemente da ocupação profissional do declarante e da forma de tributação dos rendimentos por ele recebidos. De acordo com a Receita Federal, a omissão de rendimentos é o principal motivo que leva os contribuintes a caírem na malha fina.

A informalidade traz uma série de prejuízos para o trabalhador. Você, como professor particular que ainda é trabalhador informal tem muito a ganhar com a formalização.

O professor autônomo pode ser Microempreendedor Individual. É possível formalizar seu trabalho sem precisar de um vínculo empregatício?

Mas fique tranquilo, nós trazemos a solução para você. Existem diversas maneiras de você formalizar o seu trabalho.

  • Trabalhando como Pessoa Autônoma: você pode solicitar o RPA, ou seja, o Recibo de Pagamento Autônomo. É um documento que deve ser emitido pela fonte pagadora, ou seja, quem contratou os seus serviços, já que você que não está regido pelo sistema CLT – Consolidação das Leis Trabalhistas. São recolhidos os impostos INSS, IRRF e ISS. É justamente essa a desvantagem da modalidade: os descontos acabam prejudicando sua renda líquida.
  • Trabalhar em uma escola particular especializada: outra opção para os professores que desejam se formalizar é trabalhar como assalariados de uma empresa especializada em reforço escolar ou línguas. Dessa maneira, você será contratado em regime CLT – Consolidação das Leis de Trabalho. A contratação por CLT garante uma série de benefícios para o empregado, como vale-transporte, vale-refeição, férias remuneradas de 30 dias, 13º salário, aviso prévio, FGTS, seguro desemprego, licença saúde (opcional), licença maternidade, licença paternidade, 15 dias de salário em caso de acidentes, entre outros benefícios.
  • Criar uma micro ou pequena empresa pelo estatuto Simples Nacional: se você  possui um rendimento maior do que 60 mil por ano, pode optar pela empresa Simples Nacional. Nessa modalidade, além de não haver limites restritos de faturamento (o máximo de receitas brutas permitidas é R$ 3,6 milhões!), você poderá contratar mais funcionários se desejar. É uma ótima maneira de começar o sonho de montar a sua própria escola!

Caso você decida se dedicar integralmente à atividade de professor particular, a melhor solução é se aderir ao estatuto do Microempreendedor Individual, mais conhecido como MEI.

A vida do microempreendedor melhorou bastante nos últimos anos com a criação do MEI (Microempreendedor Individual). Desde 2009, já são mais de 5 milhões de pessoas que aderiram à formalização, e cerca de 95% não se arrependem.

A razão por isso é: os custos são muito baixos e o sistema é muito prático! Veja os custos que você como professor particular terá de pagar para se formalizar:

  • Custo de abertura da empresa (MEI): zero.
  • Custos de contabilidade: zero. Não há necessidade de contador.
  • Impostos federais (IR, PIS, COFINS, IPI, CSLL): isento.
  • Outros Impostos: apenas uma taxa fixa mensal de R$45,00 para Comércio ou Indústria, R$49,00 para Prestação de Serviços ou R$50,00 para Prestação de Serviços e Comércio conjuntamente.

Mas atenção! Você precisa ter um faturamento bruto de até 60 mil reais anuais. Acima desse valor, deve migrar para o Simples Nacional, descrito acima.

Conheça os principais benefícios em se tornar MEI:

  • Ter direito à aposentadoria. Quando você ficar mais velho, poderá contar com uma renda adicional.
  • Auxílio-doença. Quando você estiver doente sem poder trabalhar, continuará recebendo.
  • Auxílio maternidade, no caso da mulher.
  • Mais clientes e mais vendas. O professor particular poderá emitir nota fiscal e vender para empresas públicas e privadas.
  • Vai deixar de ser recusado por empresas preocupadas em gerar vínculo empregatício.
  • Descontos e prazos melhores junto a fornecedores pelo fato de ter um CNPJ.
  • Vai conseguir empréstimos bancários mais facilmente porque poderá comprovar sua renda.
  • Poderá ter um local fixo de trabalho e aumentar as chances de conquistar uma clientela fiel. (Quiosque, barraca, banca ou a própria casa)
  • Contratar um funcionário com taxas baixas para ajudar seu negócio a crescer.
  • Pensão aos filhos menores em caso de morte ou reclusão.

Dar aulas particulares e transformar vidas

Na verdade, dar aulas particulares é também acreditar no poder de transformação da educação. Ensinar é uma atividade que enriquece tanto professor como o aluno.

Ser professor é se dedicar a estudar, para repassar esse conhecimento de forma humana, para que o aluno sinta vontade de aprender e aprender por si mesmo. O professor atua como instrumento transformador e contribui para construir uma sociedade por meio da educação.

Segundo Paulo Freire, pensador e educador brasileiro, ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção. Desse modo, deixa claro que o ensino não depende exclusivamente do professor, assim como aprendizagem não é algo apenas de aluno, as duas atividades se explicam e se complementam; os participantes são sujeitos e não objetos um do outro.

O desafio e prazer maior do professor está em dar as condições necessárias para seus alunos passarem a construir e a refletir por si sós. O importante é aprender a pensar, aprender a aprender.

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Fernanda
Apaixonada por educação, música e cinema, é especialista nos encontros e desencontros das línguas.

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