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Os melhores autores brasileiros e o português

De Carolina, publicado em 17/07/2017 Blog > Reforço escolar > Português > A influência dos escritores na língua portuguesa

Nosso país é novo, pouco mais de 5 séculos, mas a gente soube correr atrás do tempo. Comparado a nossos colonizadores europeus, nós conseguimos criar uma literatura marcadamente brasileira em pouco tempo!

Com a vantagem que, com a riqueza cultural do Brasil, os nossos autores souberam transmitir toda a diversidade de nosso país em suas obras.

Isso também se refere à língua portuguesa! Eles passaram com maestria algumas linguagens tipicas de certas regiões. Um grande exemplo de escritor que fez isso foi Guimarães Rosa. Ele transpôs o vocabulários e expressões do sertão brasileiro em sua obra Grandes Sertões: Veredas.

Cada um trouxe sua maneira de escrever e abordar a língua portuguesa enriquecendo muito nossa literatura. Claro, sem esquecer suas bases culturais que vieram com sua família, a região onde viveram (vivem), a história do local e suas vidas.

Os escritores são uma fonte inesgotável de sabedoria A literatura do Brasil é muito rica, apesar de sermos um país novo

Vamos ver alguns desses escritores tupiniquins – não para por aqui – e suas contribuições para nosso idioma tão rico!

A gente resolveu separar os autores que contribuíram principalmente para nossa língua contemporânea. A ideia não é criar uma lista com os principais escritores, mas alguns que foram muito significativos para nossa literatura.

Nós os dividimos em três tempos: os que nasceram no século XIX, os modernistas e escritores contemporâneos.

A gente espera que esse pequeno panorama de escritores brasileiros te inspire a ler e aprender nossa língua ao mesmo tempo.

Boa leitura!

Mariana

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Século XIX e início do modernismo

José de Alencar 1829 – 1877

O escritor é considerado o pai da literatura tipicamente brasileira. Isso porque ele foi o primeiro a tratar assuntos propriamente do Brasil como lendas, costumes, tradições.

Sua marca é o indianismo, estilo literário onde os autores criavam heróis locais ao invés de imitar o modelo europeu. No velho mundo, os colonizadores são vangloriados. Já no indianismo, que temos José de Alencar como o principal do estilo, o índio é o herói.

Uma de suas obras, O Guarani inspirou Carlos Gomes a compor a música O Guarani (aquela que abre o programa de rádio Voz do Brasil sempre às 19h). Outra obra do autor muito importante foi Iracema. 

Machado de Assis 1839 – 1908

Machado de Assis foi um autodidata e fundadores da Academia Brasileira de Letras. De origem humilde, Machado já era apaixonado por literatura desde a sua infância.

Ele corria atrás do conhecimento como podia, como, por exemplo, a senhora da padaria que lhe ensinou francês e o padre que lhe ensinou latim.

Seus livros também foram marcados pelo seu autodidatismo. Machado não se atrelou especificamente a nenhuma corrente literária da época, apesar de seus livros terem marcas do realismo (Flaubert) e naturalismo (Zola) europeu.

Os personagens de Assis eram meticulosamente estudados e falavam muito de hábitos do Brasil do século XIX como a burguesia da época.

Outra marca registrada do autor é o uso de metalinguagem e intertextualidade em seus textos. Machado de Assis adora conversar com seus leitores em suas obras! O que retrata também a genialidade do escritor. Não é a toa que ele é considerado o melhor autor brasileiro de todos os tempos.

Suas principais obras são Memórias Póstumas de Brás Cubas, O Alienista, Dom Casmuro. 

Cora Coralina 1889 – 1985

Outra autora autodidata, doceira de profissão! Cora Coralina era o pseudônimo de Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas. Ela escrevia assuntos do cotidiano dos interiores de Goiás, sua terra natal.

Além disso, Cora foi uma das primeiras mulheres a se inserir no meio literário que era muito machista, como todos os outros.

Ela não escrevia como as mulheres de sua época. Cora Coralina não obedecia regras de métrica, sonetos… Ela escrevia como queria. Porém, negava o rótulo de feminista e mantinha pensamentos conservadores de sua época como mulher não deve trabalhar, de acordo com matéria da EBC.

Mário de Andrade 1893 – 1945

Grande escritor brasileiro, Mário de Andrade será um dos expoentes da semana de 22 e do modernismo brasileiro. A intensão dele e de seus colegas que seguiram a corrente era quebrar com os tradicionalismos da burguesia brasileira, principalmente com as referências unicamente europeias.

Eles pregavam a antropofagia, ou seja, a apropriação da cultura europeia colocando fortes traços da nossa cultura. Por exemplo, Mário de Andrade utilizava neologismos e dialetos utilizados pelos índios e os imigrantes italianos que moravam em São Paulo.

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Como José de Alencar, mas de maneira bem diferente (até criticando Alencar), ele queria tornar a arte brasileira mais abrasileirada possível. Aliás, seu Macunaíma pode ser considerado uma antítese do Guarani de José de Alencar. O anti-herói brasileiro une várias características de nosso povo.

Mário, além de escritor, foi um grande estudioso da música e do folclore brasileiro.

Autores da segunda fase modernista

Carlos Drummond de Andrade 1902 – 1987

Principal poeta e escritor pós movimento modernista, Carlos Drummond de Andrade tinha um estilo muito próprio de escrever marcado pela sua liberdade e humor muito sutil, mas árduo! Ele utilizava da ironia e do sarcasmo como ninguém!

Guimarães Rosa 1908 – 1967

Grande Sertão: Veredas, a grande obra do escritor que trouxe para literatura uma linguagem muito original: expressões típicas do sertão, algumas palavras em desuso do português e a utilização de figuras de linguagem como a aliteração, onomatopeia e o neologismo.

Raquel de Queiroz 1910 – 2003

Já a autora utilizou o nordeste como pano de fundo para suas obras, principalmente o Ceará.

Ela retrata o dia a dia dos nordestinos que vivem com a seca e explicita o desafio psicológico desses homens de viver em uma terra tão inóspita. Ela também traz as questões políticas desse dilema em suas obras.

Jorge Amado 1912 – 2001

Grande autor conhecido por todos graças às adaptações de suas obras para a televisão, Jorge Amado também é um escritor modernista como os outros.

Ele também descrevia a realidade do povo nordestino, notadamente da Bahia, e suas condições sociais. Capitães de Areia, por exemplo, fala sobre trombadinhas que moram nas ruas de Salvador. Já Gabriela, Gravo e Canela, denuncia o coronelismo dos produtores de cacau.

Nelson Rodrigues 1912 – 1980

Nelson Rodrigues foi um grande dramaturgo brasileiro. Seus textos são conhecidos pela mistura de tempos verbais enriquecendo a sua obra.

Suas peças falam sobre transtornos psicológicos da classe média suburbana carioca da época. Devido às tradições, costumes e religião, o sexo era reprimido provocando muitas vezes a loucura de seus personagens. O choque e a obscenidade eram utilizados pelo escritor justamente para dar esse tom das crises existenciais e mentais do homem moderno e urbano.

Clarisse Lispector – 1920 – 1977

O trabalho da escritora é considerado um dos pontos fortes da segunda fase do modernismo justamente por não se encaixar no regionalismo como muitos.

Os escritores sempre tinham o desafio de criar algo novo e significativo para o seu povo A atividade da escrita sempre é um desafio, até para eles, grandes escritores. Por isso, pegue um café, um bloco de notas e escreva também!

O tema principal de Clarisse era outro: o mal estar do indivíduo em um mundo difícil de se encaixar. A escritora conseguiu magistralmente passar o silêncio e o vazio para o papel.

Suas principais obras são: A Hora da EstrelaA Paixão Segundo GH…

Lygia Fagundes Telles – 1923

A autora explora o mundo feminino com vários de seus personagens mulheres. A psicologia desses personagens também está presente em suas obras.

Suas principais obras são As MeninasSeminário dos Ratos.

Escritores contemporâneos

Ariano Suassuna 1927 – 2014

Fundador do movimento Armorial que unia o erudito e o popular para difundir a cultura do nordeste, Ariano Suassuna é um grande escritor, dramaturgo e poeta da contemporaneidade. Ele lutava a favor da cultura brasileira em detrimento do “lixo cultural”, termo que ele utilizava para fazer referência a cultura pós-moderna.

Sua obra mais conhecida é o Auto da Compadecida, também graças a sua adaptação para a televisão e cinema.

Hilda Hilst 1930 – 2004

A poeta, escritora e dramaturga brasileira tratou sobre assuntos que poucos homens, muito menos mulheres, ousavam tratar: sexo e erotismo. Além disso, a autora falou sobre loucura, metamorfose, transfiguração.

Seus textos e poemas causaram muita polêmica devido aos temas apelativos. Porém, a autora escreveu sua obra justamente para tirar as pessoas desse lugar comum e causá-las estranhamento com seu universo.

Lygia Bojunga – 1932

Conhecida pela suas obras infantis, Lygia Bojunga extrapola os limites da realidade e fantasia. Sua principal obra se chama A Bolsa Amarela que conta a história de Raquel que está no processo de amadurecimento.

Plante a semente da leitura que as flores vão brotar em sua mente A literatura é como um jardim sem fim de conhecimento! Leia para aprender português e outros conhecimentos

Ela foi premiada mundialmente graças a suas obras infanto juvenis.

Adélia Prado – 1935

A escritora traz, através da ótica feminina, um mundo simples, suave e poético para o leitor. Seus temas variam de religião a erotismo.

Suas principais obras são Bagagem e O Coração Disparado.

Ana Miranda – 1951

A escritora volta em questões da história do Brasil como em seu livro de ficção A Boca do Inferno que fala de Salvador no final do século XVII através dos relatos de Gregório de Matos.

Em sua obra mais recente, Semíramis, a escritora entra no universo de José de Alencar, citado anteriormente neste post. Ela fala sobre a sua história através do ponto de vista de suas duas irmãs: Iriana e Semíramis.

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