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Dicas de leitura para jovens do Ensino Fundamental

De Camila, publicado em 17/07/2017 Blog > Reforço escolar > Português > Literatura do idioma do Brasil para crianças

“A leitura abre a mente e amplia os horizontes. Quando isso é feito na primeira infância, tudo acontece de uma forma muito mais natural e prazerosa. E é essa geração de leitores que poderá transformar o mundo através da Educação e do conhecimento. Tenho absoluta convicção disso” – Isa Colli

A escritora de livros infantis Isa Colli acredita na leitura como base para uma educação capaz de mudar o mundo. E quanto mais cedo esse contato com os livros acontecer, melhor.

A leitura é um momento no qual o tempo para e não pensamos em mais nada, a não ser na história diante dos nossos olhos. A melhor maneira de criar gosto pelos livros é começando desde pequenos.

  • Quando começar a introduzir a leitura na vida das crianças?
  • Como é a relação de uma criança de 6 anos com a literatura?
  • De qual jeito ensinar a língua portuguesa utilizando obras literárias?

Nada melhor do que entender a estrutura da literatura apresentada aos estudantes no Ensino Fundamental para compreender a importância do contato com os livros desde cedo.

A literatura vida parte integrante da vida dos alunos desde crianças. O contato com os livros deve ser estimulado desde cedo.


Mariana

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Contato com a literatura no Ensino Fundamental I e II

Desde a primeira idade, os pequeninos já podem ter acesso aos livros. Sejam apenas com imagens ou com palavras básicas, momentos de leitura com os pais são sempre lúdicos e estimulantes, mesmo quando a criança ainda não sabe ler.

Na escola, o contato formal com a literatura começa a partir do Ensino Fundamental, pois é nele que os jovens aprendem a ler e desenvolvem suas primeiras habilidades de compreensão escrita.

A aquisição de conhecimento da língua portuguesa também é feita através do estudo literário. De acordo com a idade de cada aprendiz, certos títulos são apresentados, tanto em casa quanto na escola.

Superprof mostra como é o programa para o conhecimento da literatura nos Ensinos Fundamentais I e II. Afinal de contas, cada idade se dedica a um tipo de leitura diferente.

Ensino Fundamental I (1º ao 5º ano)

Os primeiros anos do Ensino Fundamental são essenciais para que o aluno se torne um leitor autônomo. É aqui que ele vai aprender a se tornar um bom apreciador das letras.

Além da leitura de títulos durante o período de aula, é igualmente importante o estímulo da leitura em casa.

Na escola, os professores podem contar histórias aos alunos. Em casa, outros adultos podem compartilhar aventuras com as crianças. No entanto, é igualmente fundamental que os jovens sejam estimulados a terem momentos de leitura sozinhos nos dois ambientes.

Por que ler

Ler ajuda a criança a entender o mundo.

Clélia Cortez, orientadora da educação infantil da Escola Vera Cruz, de São Paulo, e coordenadora do programa Formar em Rede, do Instituto Avisa Lá (ONG de formação continuada de educadores), disse ao site “Estilo de Vida” da uol que “independentemente da época, os livros inserem as crianças pequenas em um mundo de sentidos e de significados que permite a ampliação e a construção da cultura“.

Mas aí você se questiona: meu filho ainda não sabe ler. Vale a pena dar um livro para que ele veja apenas as gravuras?

A psicóloga Débora Rana esclarece uma pouco mais sobre o assunto na mesma reportagem, dizendo que “ter contato com o texto escrito, via o próprio olhar, ou o olhar do outro, é ler“.

Sendo assim, o programa do Ensino Fundamental I tem como objetivo colocar os alunos em contato com os livros.

Caso os estudantes do 1º ao 5º ano já estejam habituados à leitura, o professor começa a colocá-los em contato com textos mais complexos, com o objetivo de ampliar a familiaridade com a literatura.

Segundo o site Nova Escola, “numa fase da vida (e da escolarização) em que é preciso dar espaço para que as crianças ganhem autonomia e consigam ler sozinhas com mais facilidade, perder o medo dos livros maiores é fundamental – e o mesmo vale para os gêneros considerados mais difíceis, como a poesia“.

Quem lê

Tanto os adultos devem ler para os pequenos quanto os próprios alunos devem ser estimulados a se lançarem no desafio da leitura de maneira autônoma. Tal independência só acontece com o contato pessoal e direto com os livros e só se faz lendo.

Para estimular o pupilo, o professor pode propor discussões dinâmicas e divertidas sobre as obras.

Como ler

Nessa fase do aprendizado, é importante a criação de comunidades de leitores nas classes. Dentro delas, os alunos podem participar e opinar sobre as obras que são estudadas.

Eleger um tema que interesse à turma de acordo com a faixa etária também é uma boa estratégia para incentivar a diversidade de textos assim como a troca deles entre os pupilos.

Quando ler

Nessa fase, as crianças são incentivadas a ler tanto na escola quanto no conforto dos seus lares. Elas são frequentemente impulsionadas pelos professores a levarem títulos a serem apreciados em casa. Tal tarefa deve ser encarada como um hobby e não como uma obrigação.

A literatura alimenta a imaginação do aluno. A literatura pode abrir portas para mundos não antes conhecidos.

Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano)

Com alunos possuindo uma capacidade de leitura mais evoluída na segunda parte do Ensino Fundamental, ler sobre os livros estudados é tão importante quanto a apreciação dos livros em si.

Nessa fase, os alunos desenvolvem a capacidade de começar a entender sobre diferentes estilos e recursos linguísticos empregados pelos autores.

O hábito de ler deve continuar, pois os futuros adultos precisam lapidar suas práticas sociais de leitura.

Neste momento, é essencial introduzir textos mais complexos no aprendizado do pupilo e apresentá-lo a conhecimentos teóricos sobre os diferentes estilos de escrita. Desta forma, eles entenderão melhor o que estão lendo.

Por que ler e ensinar literatura

Segundo o site Nova Escola, ensinar literatura ao mesmo tempo em que o aluno é também estimulado à leitura tem o objetivo de fazê-lo ir além do hábito de ler:

Quando lemos um livro de poesias, elas nos emocionam e nos fazem refletir, buscar interpretações possíveis e tirar conclusões. E se alguém contar que essa obra foi escrita durante uma guerra, por exemplo, quando todos os escritores eram perseguidos? Ou chamar a nossa atenção para a estrutura do poema e nos fizer pensar por que o autor usa cada palavra, cada figura de linguagem? Com certeza, nossa visão sobre a obra vai mudar e vamos entender melhor aquele conjunto de versos. É isso que acontece quando você alia o ensino da literatura às práticas de leitura. Os alunos aproveitam a teoria para ampliar o olhar sobre os livros.”

Como ler

O jovem, nesse período da sua vida de estudante, deve ser incentivado a ler sozinho, de maneira autônoma e independente.

O professor, nesse momento do aprendizado, passa a ser um guia de leitura, orientando, apresentando novidades sobre o tema, o autor e levantando questões para a formação e evolução do senso crítico do pupilo.

Importante prática é a constante motivação e valorização da opinião de todos, mesmo sendo elas divergentes.

É nessa fase também que o contato individual com o livro criará forte relação com o indivíduo, perdurando para o resto da vida.

Quando ler

O jovem deve se sentir confortável e livre para ler sempre que tiver desejo e puder exercer a prática.

Não existem espaços específicos para a leitura: o aluno que possui tal hábito encontrará seu próprio local.

Sugestões de títulos para o Ensino Fundamental I

O número de autores e publicações destinados ao público infantil pertencente à primeira fase do Ensino Fundamental é enorme.

Tarefa difícil é a seleção de títulos na hora de propor leitura às crianças de 6 a 11 anos.

Sendo assim, Superprof fez uma pesquisa em sites de escolas para ver o que elas andam indicando para seus pimpolhos. Veja só os títulos que encontramos:

  • Fábulas de Esopo – Esopo (96 páginas)
  • Histórias à Brasileira – Ana Maria Machado (80 páginas)
  • A Arca de Noé – Vinicius de Moraes (64 páginas)
  • Laços, Turma da Mônica (82 páginas)
  • O mágico de Oz, L. Frank Baum (224 páginas)
  • Fábulas de La Fontaine – La Fontaine (262 páginas)
  • O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa – C.S. Lewis (184 páginas)
  • O Poder da Natureza – Braúlio Tavares (36 páginas)
  • Momo (e o Senhor do Tempo) – Michael Ende (276 páginas)
  • As Bruxas – Roald Dahl (240 páginas)
  • Rei Artur – Rosalind Kerven (64 páginas)
  • O Último Cavaleiro Andante – Will Eisner (64 páginas)
  • Histórias de Bichos – Tolstói (48 páginas)
  • O Príncipe Caspian – C.S. Lewis (216 páginas)
  • O Flaustita Misterioso e os Ratos de Hamelin – Braulio Tavares

O idioma português também se aprende através da leitura. A literatura também é uma forma de estudo da língua portuguesa.

Livros para o Ensino Fundamental II

Deu para perceber que alguns clássicos já são introduzidos nos hábitos de leitura dos alunos do Ensino Fundamental I.

A segunda parte do aprendizado dos pupilos não é diferente.

Veja a pequena seleção dentre as milhares de obras disponíveis para os leitores mirim de carteirinha:

  • O Pequeno Príncipe – Antoine de Saint-Exupéry
  • Um Estudo em Vermelho – Arthur Conan Doyle
  • O Cão dos Baskerville – Sir Arthur Conan Doyle
  • Hércules – Menelaos Stephanides
  • O Príncipe e o Mendigo – Mark Twain
  • A Ilha Misteriosa – Júlio Verne
  • A Volta ao Mundo em 80 dias – Júlio Verne
  • Ilíada: A Guerra de Troia – Menelaos Stephanides
  • O Meu Pé de Laranja Lima – José Mauro de Vasconcelos
  • O médico e o monstro – Robert Louis Stevenson
  • Auto da Compadecida – Ariano Suassuna
  • A História Sem Fim – Michael Ende
  • Frankenstein – Mary Shelley
  • Branca como a neve, vermelha como o sangue – Alessandro D’Avenia
  • A Revolução dos Bichos – George Orwell
  • A hora e a vez de Augusto Matraga – João Guimarães Rosa
  • O Alienista – Machado de Assis
  • A Morte de Ivan Ilitch – Leon Tolstoi
  • O Rei Lear – Shakespeare
  • Hamlet – Shakespeare
  • Vidas Secas – Graciliano Ramos

Outras propostas de estímulo literário

Fechamos esta matéria com o trecho de um artigo acadêmico publicado por Damares Araújo Teles e Maria Perpétua do Socorro Beserra Soares.

Pesquisadoras em Educação e Pedagogia pela Universidade Federal do Piauí, elas mostram como algumas atividades relacionadas a livros são colocada em prática em sala de aula, assim como a maneira na qual as crianças do primeiro ciclo do Ensino Fundamental respondem à elas:

A docente retomou uma história que foi lida na aula anterior. O nome dessa história era: ‘O menino que aprendeu a ver’. A professora fez uma mobilização antes de recontá-la, perguntando se as crianças lembravam-se do nome da autora e o que ela fazia. Logo em seguida perguntou como se escrevia o nome da mesma, e as crianças iam falando. Depois escreveu o nome Ruth Rocha no quadro e as convidou para bateram palmas quantas vezes era preciso para falar o nome Ruth. Por último, perguntou se tinha alguém na sala que o nome começava com a letra R.

Quanto mais contato com livros, mais gosto a criança terá por literatura e língua portuguesa. O universo literário infantil pode ser mágico.

Antes de começar a contar a história, a professora perguntou qual era o título e as crianças responderam. Então ela começou a contá-la, e ia mostrando as ilustrações. As crianças eram muito participativas e quando a professora perguntava algum detalhe da história, elas respondiam prontamente. Por exemplo, ao perguntar o porquê de o menino não conseguir enxergar nada nas placas do ônibus ou em qualquer outro lugar, as crianças falaram que era porque ele não sabia ler.

Ao terminar a história, as crianças receberam uma atividade com as seguintes perguntas:

  • Quantas letras tem o título?
  • Pinte no título os espaços entre as palavras;
  • Escreva quantas palavras tem no título;
  • Transcreva a maior palavra do título;
  • Quantas são as vogais? Quais são?
  • Quantas consoantes há? Quais são?”
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