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Qual língua devo aprender: dos Estados Unidos ou do Reino Unido?

Par Fernanda le 24/03/2017 Blog > Idiomas > Inglês > Estudar inglês da Inglaterra ou dos EUA?
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A inflexão é a alma do discurso, dá-lhe o sentimento e a verdade. Jean-Jacques Rousseau.

Hoje em dia, ser bilingue é uma grande vantagem no mercado de trabalho. E para estudar inglês, muitos brasileiros acham que basta fazer alguns exercícios de gramática, memorizar um vocabulário com algumas músicas, decorar os verbos irregulares e o present perfect.

Pois bem… eles estão completamente enganados!

Antes de se lançar nas aventuras da língua de Shakespeare, é preciso definir se você quer aprender o inglês britânico ou o americano.

Isso varia muito de pessoa para pessoa, em função dos objetivos profissionais, pessoais e culturais. Isso pode mudar radicalmente sua metodologia de ensino, seus recursos didáticos e a bibliografia necessária.

Conheça agora nossos conselhos para fazer essa grande escolha sem arrependimentos!

Motivos para aprender a língua britânica

Comece os estudos pelo inglês « verdadeiro »

Para entender a importância de conhecer o inglês britânico, façamos uma pequena viagem no tempo…

A língua inglesa teve suas origens na época medieval, com a invasão dos iutes, anglos e saxões e que levaram essa língua germânica para o leste da Inglaterra. Pelo contato com o império romano e pela evangelização de Santo Agostinho de Canterbury, o idioma sofreu influência do latim até o século XI.

Com o tempo, a língua evoluiu para o Inglês Médio – com influências de palavras escandinavas e nórdicas – até o Inglês Moderno – com americanismos e africanismos – e o Inglês do século XX.

Se o inglês é hoje falado nos quatro cantos do mundo, é devido ao passado glorioso do Império Britânico. Hoje em dia, com tantos sotaques, variações, dialetos, expressões, gírias e jargões no mundo todo, muitas vezes nos esquecemos das bases linguísticas britânicas!

Quais as origens do inglês? O Império Britânico já foi primeira potência econômica mundial.

Se quisermos aprofundar os conhecimentos da língua de Shakespeare, e melhorar a pronúncia e a escrita, dominar o vocabulário histórico do inglês é etapa obrigatória.

Muitos consideram a estrutura do inglês britânico mais complexa que a do americano: seja pela pronúncia, pela fonética, expressões e gírias. Para chegar ao nível fluente, é preciso muita dedicação e prática.

Mas é justamente isso que faz a língua britânica ainda mais poderosa e charmosa!

Ao começar pelo mais difícil, as próximas etapas se tornam mais compreensíveis: mais fácil de entender variações e diferenças regionais.

Aprenda a língua acadêmica oficial

Muitos brasileiros decidem estudar a língua inglesa para seguir sua vida acadêmica e profissional. De nada adianta insistir no inglês norte-americano: é o british que é exigido em todos os exames, testes e concursos oficiais.

Conheça alguns exemplos de certificações que exigem o inglês britânico:

  • TOEIC,
  • TOEFL,
  • IETLS,
  • Cambridge CEC,
  • CAE – Cambridge English: Advanced
  • CPE – Cambridge English: Proficiency
  • GMAT – Graduate Management Admission Test

Nesses casos, é expressamente proibido utilizar o idioma norte-americano, pois é o nível de língua britânica que será avaliado. Portanto, tanto na vida universitária como na hora de dar um grau no seu CV, é indispensável dominar o idioma britânico.

O prestígio internacional da pronúncia britânica

No mundo inteiro, sabemos que o sotaque britânico é sinônimo de classe e de prestígio.

Segundo uma pesquisa de Quibblo em 2011, o sotaque foi considerado como o mais sexy do mundo, ganhando inclusive do acento francês!

Para trabalhar ou fazer um estágio na Inglaterra ou fora do país, é preferível que sua pronúncia seja britânica. Os recrutadores internacionais vão ficar certamente impressionados!

A pronúncia do inglês britânico faz diferença socialmente. O charme do sotaque inglês pode mudar a sua vida!

Praticar o inglês escrito e oral também é fundamental para aqueles que desejam realizar uma viagem ou um intercâmbio linguístico em imersão total.

Se você não tiver o domínio da língua, a comunicação diária fica mais difícil: entre colegas de quarto, de sala, no comércio, no transporte… Com o inglês na ponta da língua, sua experiência será muito mais proveitosa em qualquer país.

Descobrir a cultura britânica

Aprender uma língua estrangeira também é conhecer uma nova cultura. Quando você iniciar os estudos do vocabulário e gramática ingleses, você é levado a mergulhar nos aspectos históricos e culturais do povo, inevitavelmente.

Além disso, quando tiver dominado o inglês moderno, por que não experimentar descobrir um pouco do inglês antigo? Descobrir o inglês anglo-saxão pode abrir muitas portas para novos estudos.

Por exemplo: essa língua é muito apreciada no meio acadêmico e no mundo de pesquisa, como formações stricto sensu, mestrado e doutorado.

Veja alguns temas que podem interessá-lo:

  • A história da Grã-Bretanha
  • A literatura anglófona
  • A arte inglesa
  • Os dialetos históricos
  • As tradições inglesas
  • A geografia inglesa

Que tal se tornar um especialista em civilização britânica?

Motivos para aprender o inglês norte-americano

Uma língua mais fácil de assimilar

Muitos estudantes de línguas relatam a mesma conclusão: a aprendizagem do inglês americano é relativamente mais simples que a do inglês britânico.

Mas por quê?

É evidente: a língua oficial de mais de 50 países está onipresente em nosso dia a dia.

Qual a diferença do inglês americano para o inglês britânico? I want you to learn the American English!

Dos mais jovens ao mais idosos: as palavras e expressões norte-americanas convivem no cotidiano de todos. Seja por meio de músicas, filmes, marcas, lojas… Quando o conteúdo faz parte de nossa realidade, fica muito mais fácil de memorizar e consolidar sua utilização na prática.

Mas isso tem uma explicação: o fim da Primeira Guerra Mundial marcou o início da hegemonia econômica americana. O imperialismo cultural foi um fenômeno que provocou um aumento no consumo de produtos e modos de vida norte-americanos (american way of life). Além disso, os States possuem uma das mais poderosas indústrias cinematográficas do planeta, exportando seu modo de vida e sua ideologia pelos países afora. Afinal, o fator considerado o mais importante do processo de americanização é a divulgação maciça através da mídia como um todo.

Ainda hoje sabemos da influência dos EUA no modo de vida brasileiro: o que se veste, o que se come, ao que se assiste, como se trabalha… Isso também tem um peso linguístico e pode ser visto em expressões utilizadas no nosso dia a dia: « in », « out », « big », « delivery », « fast-food »…

Estudar a língua oficial dos negócios

Apesar de o inglês ser a terceira linguagem do mundo com maior número de falantes nativos, atrás do chinês mandarim e do espanhol, sabemos que ela ainda é a língua mais falada no cotidiano, nos quatro cantos do mundo.

Muitas pessoas acreditam que é mais importante dar ênfase ao inglês americano, pelo fato de os Estados Unidos serem ainda grande potência mundial e, assim, exercerem influência decisiva no mundo dos negócios nos dias de hoje.

Mas como aprender a língua inglesa para negócios?

Isso é fácil: praticamente todas as escolas de idiomas, universidades e até escolas particulares oferecem essa modalidade. Além disso, a Internet tem uma vasta oferta de cursos online voltados para o business: exercícios, fóruns, videos no Youtube…

Também é possível descobrir o « slang » americano por meio de dicionários e livros especializados, como a obra  American Business Language: a Dictionary, de David Folsom.

Trabalhar nos Estados Unidos ou Canadá

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2011, os Estados Unidos concentram 23,8% do total de 491.965 emigrantes internacionais do Brasil.

Há muitos anos sabe-se que o destino preferido de brasileiros que emigram do país é os EUA. A influência norte-americana em nossa cultura, o sonho do american way of life, as condições de trabalho… Muitos são os motivos que levam as pessoas emigrarem legal e ilegalmente. No entanto, também é sabido que esse movimento pode mudar após Donald Trump assumir a presidência.

Outro destino que tem ganhado fama entre os brasileiros é o Canadá. O país dispõe de políticas fortes de incentivo à imigração. A justificativa é a pressão econômica, ligada ao envelhecimento gradual da população. Os imigrantes acolhidos incluem solicitantes de empregos, estudantes e refugiados.

Em ambos os casos, para viver nos EUA ou no Canadá, o ideal é dominar o inglês norte-americano.

 E então, chegou a uma conclusão? Qual inglês você vai estudar?

Acima de tudo, e antes de mais nada, procure aprender conteúdos que sejam do seu interesse. Se a cultura e o modo de vida norte-americano lhe agradam mais, utilize esse material como base do seu estudo, pois assim você vai direcionar seus conhecimentos com o jeito americano de se expressar. Se, por outro lado, você tem uma ligação mais forte com a cultura europeia, basta direcionar seus estudos para o inglês britânico.

O Brasil é um país que tem uma preocupação excessiva com a pronúncia e o sotaque. No fundo, se você se expressar corretamente, sem cometer erros, utilizando expressões idiomáticas, gírias, souber utilizar as formas de tratamento respeitosamente, pouco importa o sotaque. Preocupe-se, antes, em aprender a cultura e a língua em sua totalidade. O sotaque vem com o tempo de prática e de escuta, naturalmente.

Explorar a pronúncia do inglês de países do Commonwealth também é uma excelente maneira de abrir seus horizontes e ampliar seu conhecimento geral.

Por fim, caso você tenha um objetivo específico, como uma viagem, um teste de proficiência, um intercâmbio, um cargo que exija a fluência da língua, é isso que irá definir o direcionamento de seus estudos.

Bom, e depois de se tornar fera em inglês, que tal partir para Malta, para a Africa do Sul ou para a Irlanda?

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Fernanda
Apaixonada por educação, música e cinema, é especialista nos encontros e desencontros das línguas.

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