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Os conceitos básicos da matemática financeira

Par Fernanda le 05/05/2017 Blog > Reforço escolar > Matemática > Como aprender finanças?
Table des matières

O universo da matemática é complexo e por isso encontramos muitas aplicações práticas para essa disciplina, em diversos campos do conhecimento.

Além das áreas clássicas da ciência e da tecnologia, é sobretudo em economia que a matemática tem força. Chamamos essa área de matemática financeira.

Mas como aprender e estudar essa matéria?

O que é a matemática financeira?

A matemática financeira utiliza uma série de conceitos matemáticos aplicados à análise de dados financeiros em geral.

Seu objetivo principal é definir o valor do dinheiro em relação ao tempo, além de observar a aplicação de empréstimos, investimentos e avaliação financeira de projetos. Tem muita utilidade na compreensão do mercado financeiro e do setor bancário.

Entre os cálculos mais utilizados, estão as probabilidades, a estatística e o cálculo diferencial. Todas as operações da matemática financeira estão ligadas à análise de empréstimos e juros em um contexto específico: aí reside a característica principal do setor econômico e bancário – devido à sua volatilidade, é preciso estar atento aos juros o tempo todo.

Sabemos que, por um lado, a matemática financeira não é aquela disciplina mais adorada por todos, a não ser por aqueles que gostam de lidar com números e porcentagens.

No entanto, seu conteúdo é praticamente obrigatório para entender as questões que enfrentamos no dia a dia: pagamentos, empréstimos, salários etc. Por isso, é altamente recomendável que todos tenham noções básicas na área. Fazer um curso de matemática financeira é o ideal.

Como aprender finanças. Perdido nos números? A matemática financeira é uma área muito útil para sua vida prática!

Dez fórmulas necessárias na matemática financeira

Para saber por onde começar, ou seja, o que e como aprender essa disciplina tão específica, existem 10 fórmulas-chave que você, no mínimo, conhecer de nome:

  • Taxas de juros proporcionais;
  • Taxas de juros equivalentes;
  • A capitalização e os fluxos de caixa descontados (são fórmulas que permitem calcular o valor presente por meio do custo de capital);
  • Fórmulas de empréstimo pessoal;
  • O valor futuro de uma série de aportes mensais constantes;
  • O aporte mensal para se constituir um capital a valor futuro;
  • Valor presente de uma série de aportes mensais constantes;
  • O aporte mensal para reembolsar um empréstimo;
  • Cálculo da amortização de um empréstimo.

Todas elas são fórmulas bem precisas e que podem ser aplicadas em todas as áreas para identificar o mercado de ações ou mercado bancário.

Termos específicos da área

É evidente que, como em qualquer outra área, a matemática financeira também emprega uma terminologia própria, com conceitos e palavras específicos.

Existem termos e todo um campo lexical que você precisa conhecer.

Veja alguns deles:

  • Capital ou Principal é valor de uma quantia em uma unidade (monetária, por exemplo) « na data zero », ou seja, no inicio de uma aplicação (como começo de um investimento, por exemplo). Capital poder ser o dinheiro investido em uma atividade econômica, o valor financiado de um bem, ou de um empréstimo tomado.
  • O custo do dinheiro: fazer um empréstimo de dinheiro tem um custo, e esse valor varia em função de uma curva de taxas de juros. Essa famosa curva é determinada pelo mercado financeiro.
  • Os juros são a remuneração paga pelo uso do dinheiro. Pode ser tanto o rendimento de uma aplicação quanto o juro a ser pago em um financiamento. Diferencia-se do capital por que resulta da aplicação financeira, enquanto o capital é o motivo da aplicação financeira. Os Juros sempre são expressos em unidades monetárias, e representam o montante financeiro referente a uma aplicação.
  • Taxa de desconto: denominação atribuída à taxa de juros quando de sua utilização para converter um valor monetário, ou um conjunto de valores monetários, em outro ou outros, que lhe seja(m) equivalente(s), e que esteja(m) referenciado(s) a um instante de tempo anterior ao do(s) primeiro(s).
  • Diagrama de fluxo de caixa: representação gráfica em que o horizonte de planejamento é representado por um segmento de reta, subdividido em tantas partes iguais quanto for o número de períodos de capitalização, sendo que nas extremidades destas pode haver vetores com direção vertical e sentido, como é mais usual, de baixo para cima, no caso de entradas de caixa, e de cima para baixo, no de saídas de caixa.
  • Fluxo de caixa: representação de entradas de caixa e de saídas de caixa, contanto que o instante de tempo em que cada uma dessas entradas e saídas acontece ou devem acontecer esteja claramente identificado.
  • Taxa de juros: existem dois tipos de juros trabalhados na matemática financeira – os juros simples, que preveem um percentual de juros somados ao capital inicial no final da aplicação e os juros compostos, que são acréscimos somados ao capital, ao final de cada período de aplicação, resultando em um novo capital, também conhecido como juros sobre juros. O crescimento do primeiro é linear, e o do segundo exponencial.
  • Montante: capital acrescido dos juros, ao fim de um período de capitalização.
  • Valorização cambial: em regimes de taxas de câmbio fixas, redução, em relação a uma cotação referenciada a um instante anterior, da quantidade de moeda nacional necessária para trocar por uma unidade de moeda estrangeira (segundo a convenção do incerto), ou aumento da quantidade de moeda estrangeira necessária para trocar por uma unidade de moeda nacional (segundo a convenção do certo).

Esses são alguns dos exemplos de termos empregados na área da economia e da matemática. Para aqueles que desejam aprofundar seu conhecimento com a leitura de livros e outros materiais de apoio, hoje há professores conhecidos e que já são referência nacional.

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Onde e como aprender matemática financeira?

Ao contrário do que muitos pensam, esse capítulo tão específico da matemática pode ser aprendido com métodos de ensino alternativos; seja por meio de estudos de longa ou média duração, no nível de graduação ou de especialização, ou simplesmente com aulas particulares. Para começar a estudar, basta fazer a sua escolha.

O percurso acadêmico

Uma das possibilidades para o estudante que deseja se especializar em finanças é o percurso acadêmico. Ou seja, ingressar em uma Universidade, fazer um curso de graduação e de pós-gradução, como um mestrado, doutorado ou uma especialização. Entre todas as graduações, você pode optar por um curso como Economia, Administração ou Matemática.

Podemos citar as Universidades mais bem cotadas para esses cursos: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Universidade de São Paulo (USP), Escola de Economia de São Paulo (EESP), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV-EAESP), Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP).

Novas alternativas: cursos de economia online

Com a chegada da Internet, do ensino à distância, e dos tutoriais individuais, é possível aprender matemática financeira sozinho.

Na web existem várias oportunidades para apreender desde noções básicas de economia até cursos mais aprofundados. Alguns destes portais oferecem gratuitamente a informação, como é o caso do Portal do Investidor e do Dinheirama, mas existem também cursos pagos a preços acessíveis, como os do Maiseduca, Investeducar e Instituto Educacional BM&F Bovespa.

Conheça alguns deles:

Educação financeira para jovens, pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). É direcionado sobretudo para adolescentes e jovens adultos, mas é aberto a pessoas de todas as idades. O conteúdo das aulas é ofertado por meio de slides animados com conceitos básicos sobre orçamento, endividamento, poupança e investimentos. Ao fim dos módulos, são realizadas avaliações de conhecimento. O curso disponibiliza planilha de orçamento e links para consulta. Depois de inscrito, o participante tem até 30 dias para a conclusão. Não há o acompanhamento de professores neste curso.

Cursos de Economia, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Formulado por professores da FGV, há diversas opções de cursos de atualização: Economia Empresarial, Finanças Internacionais e Política Macroeconômica e Introdução à Economia. Em um formato bastante didático, os módulos ensinam os conceitos fundamentais de economia, sempre com exemplos do dia a dia. Os cursos de atualização são ideais para quem deseja aprimorar a sua prática profissional, com o desenvolvimento de novas habilidades e foco na aplicação prática no dia a dia, além de oportunidades para compartilhar conhecimento e trocar experiências, expandindo o seu networking.

Análise e planejamento financeiro, pelo SebraeO portal de ensino a distância do Sebrae possui um vasto leque de opções de cursos, oficinas, aulas e programas na área de finanças. Conheça alguns temas: Controle de gastos no comércio, Análise e planejamento financeiro, Controlar meu dinheiro, Formar preço, Gestão financeira, Contabilidade para empresários, Por que falar de educação financeira…

Finanças pessoais e investimento em ações, pela BM&FBovespa. A Bolsa de Valores de São Paulo é outra instituição que oferece cursos na área de investimentos, dos assuntos mais básicos aos mais complexos, por meio da plataforma de ensino Veduca. Alguns assuntos: A Bolsa: Seus Ambientes e Mercados, Análise Fundamentalista, Como Investir no Tesouro Direto, Finanças Pessoais e Investimentos em Ações, Mercado de Ações e Mercado Futuro Agropecuário.

Aprenda matemática financeira com aulas particulares

Faça aulas particulares de matemática financeira. A melhor maneira de aprender economia ainda é com um professor!

Saiba que estas modalidades de ensino online, apesar de bem completas e de qualidade, certamente não são suficientes para compreender e aprender matemática financeira plenamente.

Por que não aumentar seus conhecimentos e desfrutar de todos os benefícios das aulas com um professor particular?

Há muitos professores experientes e com habilidades matemáticas comprovadas que podem lhe fornecer a ajuda e o apoio necessários para entender melhor esse ramo específico da matemática.

O profissional pode se deslocar até a sua casa, e será capaz de adaptar o programa às suas limitações e necessidades. Há vários perfis disponíveis: desde ex-professores aposentados a universitários de matemática ou economia.

Claro, é possível encontrar um professor de matemática nos classificados ou consultando a lista de professores disponíveis nas universidades de sua cidade.

Mas se você quer um apoio sério, beneficiar de acompanhamento regular, tudo a um preço acessível, é aconselhável procurar profissionais em plataformas online como a do Superprof. Esses portais servem como um intermediário entre você e o professor; há uma seleção séria de professores, com diversos perfis em função da formação e experiência.

A matemática financeira não é algo muito fácil de se aprender, por isso que não bastam algumas aulas básicas para aprender e dominar o conteúdo. Para tal, procure um professor particular. Você não vai se arrepender!!

 

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Fernanda
Apaixonada por educação, música e cinema, é especialista nos encontros e desencontros das línguas.

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