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Como ensinar espanhol para crianças com dificuldade de aprendizado

De Camila, publicado em 30/06/2017 Blog > Idiomas > Espanhol > Conselhos de aprendizagem do idioma hispânico para um disléxico

O espanhol é uma das línguas mais faladas no mundo e muitas vezes faz parte do currículo escolar.

Algumas crianças podem encontrar problemas de aprendizado que comprometem seus estudos. Sendo assim, é necessário descobrir quais são os bons métodos a serem utilizados em sua educação.

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Crianças com dislexia podem aprender espanhol?

A dislexia é um problema específico na aprendizagem devido a uma deficiência neurológica.

Existem 3 principais tipos de dislexia: dislexia visual (ortográfica ou diseitética), dislexia auditiva (fonológica ou disfonética) e dislexia mista.

Dislexia visual

A dislexia visual está ligada à memorização da ortografia. Sendo assim, ela compromete a escrita das palavras assim como o sentido associado a elas.

Dislexia auditiva

A dislexia auditiva é, sem dúvida, a mais comum. Sua característica principal é a dificuldade que a criança apresenta em associar o som das letras às letras em si. Sendo assim, o exercício de decifrar uma palavra se torna muito difícil para o portador do distúrbio.

Dislexia mista

Como o próprio nome indica, a dislexia mista aparece quando os dois tipos de dislexia citados acima se manifestam ao mesmo tempo na criança.

Uma pessoa disléxica apresenta, então, dificuldades tanto para aprender a ler quanto para escrever. Vítima de uma disfasia, o discurso e a linguagem possuem um lugar significante na vida deste jovem.

É muito importante que a criança tenha acompanhamento constante em todo e qualquer tipo de aprendizado.

O idioma espanhol pode ser ensinado à crianças com dislexia através da boa metodologia. Com o método certo, alunos disléxicos podem aprender a língua espanhola.

Dislexia e o aprendizado do espanhol

Agora a pergunta que não quer calar: uma criança disléxica consegue aprender uma língua estrangeira – como o espanhol – sendo que ela encontra dificuldades na sua própria língua nativa?

Muitos pais se fazem essa pergunta, pois sempre querem o melhor para seus filhos, independente de suas limitações.

A boa notícia é que uma criança com dislexia pode sim aprender um novo idioma, seja ele o espanhol ou qualquer outro!

A escolha de um método bem definido e comprovadamente eficaz é fundamental. No entanto, a metodologia precisará passar por algumas adaptações para se encaixar ao melhor meio de aprendizado para a dislexia em questão.

Ensinar uma língua estrangeira à uma criança com dislexia contribuirá não somente para seu futuro pessoal e profissional, mas também para aumentar sua autoestima.

Métodos de ensino de leitura

Jovens com dislexia possuem grande dificuldade para ler. Para eles, desenvolver a leitura é uma verdadeira saga.

Quando eles são confrontados com palavras e precisam decompor-las para depois transcrever-las, os sons presentes se tornam complicados. A correspondência entre grafema e fonema deve ser trabalhada com atenção redobrada.

Para tal trabalho, é recomendada a utilização de um recurso de decodificação. Tal método pode parecer complicado, mas ele é comprovadamente eficaz.

Sendo assim, a melhor maneira é a preparação de fichas nas quais letras e sílabas podem ser associadas a seus sons correspondentes.

A maioria das sílabas e dos sons apresentados estarão presentes na maioria das palavras. Quanto maior a proximidade entre a escrita e a fala, mais facilidade no aprendizado terá a criança.

Como o espanhol é uma língua transparente, a correspondência entre sons, letras e sílabas é bem fácil. Sendo assim, o campo de aprendizagem do jovem disléxico poderá até ser expandido para uma língua estrangeira suplementar!

Confira algumas dicas que podem facilitar a decodificação silábica:

  • Escolha documentos escritos à mão;
  • Dê preferência a letras de grande formato (14 ou 16 ao invés do 12 padrão);
  • Utilize espaçamento duplo para separar melhor as linhas;
  • Destaque as palavras importantes colocando-as em negrito;
  • Opte pela fonte Arial. Ela facilita a compreensão das letras para as pessoas disléxicas. Com Arial, fica mais fácil distinguir o “b” do “d”, por exemplo;
  • Enfatize a pronûncia da pontuação para facilitar a compreensão geral e a fluência da leitura do texto.

Crianças disléxicas têm dificuldade de concentração. Alunos com dislexia podem se distrair facilmente.

Disléxicos aprendem espanhol mais fácil que inglês

O aprendizado de uma nova língua nos coloca face a um novo código fonético, um novo sistema léxico e a novas regras gramaticais.

Como tornar tudo isso possível para uma criança com dislexia?

Na verdade, o aprendizado de um idioma estrangeiro não é mais difícil para um aluno disléxico. Quanto mais transparente for a língua, mais fácil será sua assimilação.

Tal transparência corresponde à proximidade da língua escrita e falada. Ela permitirá uma decodificação auditiva muito mais simples. Tecnicamente, estamos falando de uma fácil associação entre grafema e fonema.

A língua francesa, por exemplo, possui 190 grafemas para 35 fonemas. Já a italiana possui 33 grafemas para 25 fonemas.

A língua inglesa é, sem dúvida, a mais difícil a ser aprendida pelos alunos com dislexia. Ela possui mais de 1000 grafemas para mais de 40 fonemas. Com isso, fica claro porque ela pode se tornar um obstáculo enorme para os alunos disléxicos.

Se você possui um filho ou uma filha disléxico(a), então sabe muito bem como é enfrentar o aprendizado da língua inglesa – a mais falada no mundo atualmente -, pois ela faz parte de praticamente todos os currículos escolares.

Mas e o espanhol, onde ele fica?

O espanhol é considerado um idioma de alta transparência. Sua decodificação é simples, pois ele contém poucos grafemas e fonemas, diferentemente do inglês.

O aluno se depara, então, com um menor nível de dificuldade, conseguindo assimilar mais facilmente as palavras a seus respectivos sons.

Alguns métodos de intervenção

Existem vários métodos disponíveis para se ensinar espanhol a crianças com dislexia. Uma dica é experimentar vários deles antes de escolher aquele que se adapte melhor ao jovem em questão.

A eficiência de cada método dependerá de acordo com a criança portadora do distúrbio. Nem sempre o que é bom para uma será bom para a outra. Com essa ideia em mente, dê sempre preferência para a maneira de ensino que permita ao jovem progredir mais facilmente.

Com a metodologia certa, a criança com dislexia aprende o espanhol. Alguns métodos podem facilitar o aprendizado da língua hispânica para quem tem dislexia.

Método multissensorial

Como o próprio nome indica, este método consiste em estimular os múltiplos sentidos do aluno. Tente incitar, então, o toque além da visão e da audição. Como? Damos algumas sugestões abaixo:

  • Proponha vários materiais visuais: fichas ilustradas com códigos associados à cores, filmes, fotos, objetos, etc.
  • Experimente utilizar áudios, como audiobooks;
  • Tente incorporar gestos e jogos educativos (para os sons longos, distancie as mãos; para os sons curtos, bata uma palma, por exemplo).

Trabalhando a memória

Realize pelo menos um exercício de memorização em cada aula de espanhol utilizando código de cores, áudio ou gestos.

Lembre-se de propor um auxílio com cartas ou fichas ilustradas, pois elas apresentam bons resultados no processo de aprendizagem.

Para que o aluno tenha sucesso na memorização do vocabulário, siga as seguintes práticas:

  • Confeccione fichas que mostrem a tradução em português ao lado de cada termo;
  • Proponha materiais em áudio e vídeo para facilitar o aprendizado do vocabulário e, sobretudo, da pronúncia;
  • Faça com que o aluno repita o vocabulário em voz alta antes dele o escrever;
  • Fique atento aos termos com fonéticas diferentes. O melhor é fazer uma lista a cada aula com cada um deles, a fim de evitar confusões;
  • Destaque as palavras mais importantes através de cores diferentes;
  • Indique as dificuldades e as irregularidades da língua, sublinhando-as.

Para a aprendizagem da conjugação e da gramática espanhola, também existem bons métodos. Alguns deles são:

  • Classifique os verbos irregulares por famílias;
  • Elabore regras claras para cada combinação de sintaxe;
  • Dê exemplos de cada uma das regras gramaticais;
  • Ao explicar algo, faça-o em português e não em espanhol.

Meios de adaptação para cada exercício

Divida – e varie – os exercícios em quatro categorias: compreensão oral, expressão oral, compreensão escrita e expressão escrita.

Sobre compreensão e expressão oral:

  • Acrescente palavras de apoio às palavras-chaves para facilitar a compreensão oral;
  • Exagere nas entonações, pois assim o aluno  entenderá mais facilmente o sentido do texto;
  • Dê preferência, se possível, ao trabalho em pequenos grupos;
  • Fique atento à sempre exigir uma boa pronúncia.

A compreensão e a expressão escrita poderão ser favorecidas de várias formas:

  • Apresente os textos de maneira clara, destacando o tema, apresentando os personagens principais, etc.
  • Permita – e estimule – que o aluno consulte suas fichas de vocabulário;
  • Para não angustiar e desorientar o aluno, deixe ele gastar o tempo que for necessário para a leitura do texto. Fique atento para que ele realize a leitura corretamente;
  • Ilustre os textos com imagens relacionadas ao tema;
  • Peça ao aluno para pronunciar em voz baixa as palavras escritas;
  • Instigue-o a fazer referências à suas fichas de vocabulário e gramática com o intuito de limitar seus erros.

Concentração e estrutura

A criança com dislexia possui grande dificuldade de concentração. Por isso, é importante o professor de espanhol se focar em dois pontos principais durante as aulas:

  • Tentar manter a atmosfera e o clima sempre calmos e agradáveis durante o curso. Os alunos disléxicos são, majoritariamente, hiperativos. Quanto menos agitação em torno deles, maior será a capacidade de concentração nos exercícios;
  • Dar boa estrutura e organização às lições. Quanto mais coerentes e lógicas as aulas, menos o aluno desviará sua atenção.  Um bom método é o de sempre explicar o conteúdo que será dado em cada aula de espanhol antes dela começar, escrevendo uma lista dos tópicos a serem abordados no canto do quadro, sempre de maneira clara e concisa. Dentro desta lista, é importante destacar os assuntos mais significativos e aqueles que são constantes no curso. Quanto mais a criança compreender certos elementos, mais confiança em si ela ganhará.

A autoestima dos disléxicos é frequentemente baixa. O incentivo durante o ensino do espanhol é muito importa para aqueles com dislexia.

Sempre encorajar o aluno

Os jovens com dislexia possuem frequentemente a autoestima baixa.

As dificuldades que eles encontram ao fazer os exercícios, assim como a lentidão comparada aos outros colegas podem gerar grande estresse. Constantemente com notas baixas, estas crianças podem se encontrar perdidas em meio a um sistema educacional mal adaptado à sua realidade.

Encorajar e valorizar o trabalho do estudante lhe permite ganhar confiança e, consequentemente, estar melhor preparado para o aprendizado da língua espanhola.

Uma boa maneira de incentivar as crianças é fazendo regularmente uma avaliação positiva sobre o seu aprendizado. Ou seja, colocar o foco nos pontos positivos ao invés das falhas. Uma lista com as conquistas linguísticas semanais do aluno pode ser uma boa ideia. Avaliar os diversos pontos da aprendizagem de maneira balanceada também é importante. Sendo assim, dê a mesma atenção tanto ao progresso de compreensão oral quanto aos de expressão oral, compreensão escrita e expressão escrita.

 

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