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A dislexia e a aprendizagem do idioma inglês

Par Fernanda le 12/04/2017 Blog > Idiomas > Inglês > Como ensinar inglês a uma pessoa disléxica?
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Para as pessoas com dislexia, aprender inglês pode ser uma verdadeira tortura.

Mas você sabia que a dislexia não é impedimento para aprender a ler, escrever e falar a língua inglesa?

Dislexia é uma perturbação na aprendizagem da leitura pela dificuldade no reconhecimento da correspondência entre os símbolos gráficos e os fonemas, bem como na transformação de signos escritos em signos verbais.

A descoberta de uma dificuldade na assimilação ou decifração de uma linguagem pode ser um trauma, especialmente se seu filho e não for orientado por bons especialistas. Um pai cujo filho é disléxico pode ter várias preocupações:

É possível superar a dislexia? Será que essa dificuldade vai fechar as portas para o meu filho?

Como meu filho disléxico vai conseguir se integrar socialmente?

Como ensinar inglês para crianças disléxicas?

Quais os melhores métodos para progredir em inglês?

Digamos que seu filho acaba de ser diagnosticado com dislexia. Você certamente gostaria que ele frequentasse a escola, normalmente, e aprendesse inglês como qualquer outra criança. Afinal, aprender inglês hoje em dia é crucial para as futuras escolhas pessoais e profissionais.

Pois bem, não se preocupe: saiba que tudo isso é perfeitamente possível! Por meio de uma reeducação progressiva da linguagem, um acompanhamento com um profissional de psicologia cognitiva, existem muitas possibilidades para a criança disléxica. Conheça neste artigo os quatro passos para ensinar inglês a pessoas disléxicas.

Ler e escrever inglês com dislexia: é possível?

Em alguns casos, a criança disléxica pode rapidamente ficar para trás na faculdade e acabar em uma situação de fracasso escolar. O professor com certeza precisa de tempo para dar apoio pessoal à criança disléxica.

As dificuldades de aprendizagem relacionadas com a linguagem (dislexia, disgrafia, disgrafia, dispraxia, etc.) afetam de 6 a 8% das crianças.

Mas como superar as deficiências cognitivas e melhorar seu nível de inglês nestas condições?

É possível aprender inglês sendo disléxico? A disgrafia pode ser um inimigo na aprendizagem de uma língua.

A principal dificuldade da criança com deficiência cognitiva é que ela precisa para aprender uma língua que desconhece oralmente.

Ela precisa transcrever os sons e as sílabas que ouve. É na passagem da linguagem oral para a escrita que identificamos a disortografia: como consequência, lentidão, falta de atenção, descentralização, desânimo, angústia…

Mesmo para uma pessoa plenamente alfabetizada, aprender uma nova língua é sempre desafiador: diante de um novo alfabeto, uma nova linguagem e uma gramática desconhecida, o aluno precisa sair da sua « zona de conforto ».

No ensino do inglês, para a criança disléxica, existe uma falta de referencial fonético para superar as dificuldades de audição ou diferenciação visual, e assim reconhecer sons novos e incomuns.

Aprender a gramática inglesa também implica treinar a pronúncia: por exemplo, o « u » torna-se « iou », o « e » vira « i ». A criança vai ter que se acostumar a ler palavras sem acento grave, circunflexo e agudo.

Além disso, muitas palavras inglesas têm o mesmo som apesar de um significado totalmente diferente, o que pode ser muito confuso para a pessoa disléxica.

Por estas razões, aprender perfeitamente uma língua estrangeira pode parecer algo quase impossível, especialmente se os níveis de ortografia e gramática em português já forem precários.

Para aprender inglês em caso de distúrbios disléxicos, você pode recorrer a aulas de inglês particulares e especializadas, com metodologias adaptadas.

O professor também precisa ter boas habilidades de escuta e paciência, sobretudo para não abalar o processo de assimilação e a confiança do aluno.

Fazer aulas particulares de inglês pode ser uma boa solução. É a única metodologia? Claro que não!

Quais são as metodologias de ensino de inglês para alunos disléxicos?

A vantagem das aulas particulares de inglês é principalmente ter tempo para se concentrar sobre os pontos de dificuldade. A aula individual é uma ótima maneira de combater a dislexia na aprendizagem.

O professor particular de inglês: ser lúdico, paciente e saber ouvir

Existem metodologias específicas para ensinar línguas para crianças com dislexia? Qual o melhor método de ensino para ensinar inglês aos disléxicos?

A primeira qualidade de um bom professor de reforço escolar é sem sombra de dúvidas ser um bom ouvinte. Afinal, é o aluno com deficiência que tem o direito de perder a paciência, e não você!

O professor precisa ser paciente e se adaptar ao ritmo de seu aprendiz. No entanto, para não desmotivar o aluno, ele deve fazer um esforço adicional, mais do que faria em uma aula tradicional de inglês: uma boa dica é a aprendizagem com ajuda de recursos lúdicos.

O professor de inglês pode, por exemplo, criar um diálogo que será lido em voz alta várias vezes. Pode também elaborar um jogo de cores associadas a palavras em inglês – o educador precisa exercitar muito a memória do aluno disléxico.

Para ensinar inglês, o professor de reforço escolar pode promover exercícios simples de reconhecimento visual de pequenos grafemas. Depois, com várias repetições, o processo de memorização será mais fácil, com o objetivo de « treinar o ouvido. »

Procurar estruturas escolares especializadas.

Os especialistas defendem a ideia de que pessoas com essa deficiência devem frequentar a sala de aula e contar com o apoio de um segundo professor, especializado na área. A maior luta de pessoas com deficiência é justamente essa: que esse direito seja garantido por lei.

No Brasil, ainda não há legislação a respeito, mas existem centros de apoio ao aluno – que oferecem aulas particulares com base no currículo da instituição de ensino regular -, e escolas têm buscado especialização para lidar com a questão de maneira eficiente.

Existem várias estruturas que acompanham os alunos e lhes fornecem atendimento complementar, apoio e reforço escolar. Além das escolas tradicionais de reforço escolar, que geralmente possuem profissionais especializados, existem também instituições voltadas para assessoria e consultoria a escolas nas áreas de fonoaudiologia escolar, psicologia e psicopedagogia.

Recursos que contribuem para os estudos de inglês da criança disléxica

Você também pode aprender inglês sozinho! Para progredir na língua de Shakespeare, conheça nossas cinco dicas.

Como dominar o inglês sendo disléxico? Dislexia: aprenda inglês fora da escola.

A primeira dica: sabia que assistir a filmes ingleses na versão original é muito educativo? Isso faz você associar imediatamente o som a uma imagem, ao mesmo tempo em que lê a versão escrita do roteiro.

Você também pode ler textos em inglês (jornais online, por exemplo), com a ajuda de um sintetizador de voz online.

Em terceiro lugar, pode falar inglês com sua família ou seus amigos. Isso permite a revisar o que já sabe, praticar a língua de graça e sem ter de se esforçar muito.

Por fim, exercícios de reescrita e de ditado ajudam bastante a trabalhar a ortografia.

A primeira solução vai ajudá-lo a estudar com a leitura das legendas, a segunda irá melhorar a memória visual, a terceira vai ajudar na memória auditiva. A quinta dica permite a prática da gramática e da ortografia ao escrever.

O objetivo de qualquer aprendizagem é conseguir manter um nível de motivação e de perseverança. Para alcançar isso, a pessoa disléxica tem de se sentir compreendida por seus professores, pais e pelas pessoas ao seu redor.

A dislexia pode prejudicar a pessoa até a idade adulta. E é justamente neste momento em que o inglês ganha importância na sua vida: dominar a língua é fundamental para se comunicar com estranhos, para aumentar o seu salário trabalhando em setores internacionais, além de permitir que você faça viagens inesquecíveis ao redor do mundo. Ou seja, aprender o idioma inglês é indispensável!

Viajar para aprender inglês e superar a dislexia

Viajar faz bem para jovens e adultos. Se você tem ou não dislexia, não importa: viagens sempre são benéficas, em qualquer idade.

Além disso, graças à incrível explosão turística e à democratização das passagens de avião dos últimos últimos anos, agora é um pouco mais fácil ir para fora do país.

Viajar e realizar uma experiência de imersão para melhorar o seu nível de inglês é, sem dúvida, a alternativa mais eficaz para uma pessoa disléxica. Morar no exterior não é algo tão fácil assim e exige muitas reflexões e decisões. Mas é por uma boa causa. Para descobrir essa aventura, existem várias oportunidades em diferentes países:

  • Fazer um intercâmbio
  • Obter um visto de trabalho e de férias
  • Fazer uma viagem de aventura, estilo « road trip« 
  • Fazer voluntariado internacional
  • Fazer turismo solidário ou humanitário

Aprenda o inglês morando fora. Que tal viajar e mergulhar num outro país?

Muitos países apresentam novas possibilidades para pessoas que desejam aprender inglês ou melhorar o seu nível do idioma: Reino Unido, EUA, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Singapura, Índia, Hong Kong, etc. Na verdade, você pode morar em qualquer um dos países que for membro do Commonwealth, ou seja ex-colonizados pela Inglaterra.

Para aprender bem, nada melhor do que passar um ano estudando em uma cidade que tenha como língua oficial o inglês. Primeiro, você terá aulas do idioma todos os dias e estará imerso diariamente.

Você pode também fazer o Test of English as a Foreign Language (TOEFL), exame que certifica o nível de inglês no mundo profissional.

Se você optar obter um visto de trabalho e de férias (Working Holiday Visa), é ainda mais simples: você precisa pagar pelo documento, ter um seguro médico, e ter menos de trinta anos. Este visto dá a possibilidade de morar por até dois anos para trabalhar, financiar sua viagem e conhecer pessoas de muitas nacionalidades. Você vai falar inglês todos os dias: no trabalho, conversando com colegas de quarto, em pubs.

Só tome cuidado com uma coisa: é fácil cair na tentação e conversar em português com os brasileiros que estiverem morando por lá. Mas aí você vai demorar ainda mais para aprender! Tente, mesmo nesses casos, continuar a praticar a língua inglesa!

Por fim, para pessoas com menos de trinta anos, o voluntariado internacional e turismo solidário (humanitário) atrai aqueles que  desejam trabalhar por uma causa social, ecológica ou na área de saúde. Que tal investir?

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Fernanda
Apaixonada por educação, música e cinema, é especialista nos encontros e desencontros das línguas.

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